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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Uma Turma Multifuncional…









Ontem fomos assistir, enquanto turma da UC de Genética, a um workshop sob bioeconomia, onde cada uma das instituições presentes foram mostrar aquilo que fazem, neste domínio, acentuando o “fosso” com aquilo que assumo não fazemos enquanto Instituição. Resolvi levar os meus alunos, que têm mais que fazer até nas aulas, porque tinha a ideia que iríamos ver exemplos concretos e não apenas modelos teóricos que, apesar de tudo, funcionam, uns claramente melhor que outros. A Isabel Ferreira do CIMO mostrou um modelo com imenso mérito que podíamos ter seguido, mas que é preciso estar tudo a puxar para o mesmo lado e estarmos de “mãos dadas” com a estratégia política regional e Nacional, o que não tem sido o caso e que não pareça vir acontecer nos tempos mais próximos.
Na primeira mesa redonda ainda se falou um pouco de ideias para mostrar o conceito eco-design. O Pedro Pinhão, CEO da Tosca, não esteve com "meias palavras" e disse muito objectivamente umas coisas e outras subjectivamente, onde ficamos a perceber que ele sabe muito mais do que o que diz, o que é natural. Habituamo-nos a ouvi-lo como a voz da recuperação de Oliveira de Frades na mobilização pós-incêndio com uma vontade, uma capacidade e um querer excepcionais. Obviamente que teria sido preferível a ele e a nós, enquanto País, não termos que fazer este esforço hercúleo de voltar a reerguer de novo. Mas para isso a mentalidade tinha que ser outra em relação à prevenção, como faz a Movecho que é um exemplo que tenho a felicidade de conhecer. Fica o sentir que as desgraças podem tornar-nos mais fortes, mas esta era claramente dispensável. O Pedro Pinhão, que diria pelo nome tinha que trabalhar em madeira, falou muito acertadamente sobre a diversidade das características das madeiras nos diferentes ecossistemas florestais que existem no mundo e que permitem fazer os Stradivarius bem como outros elementos de exceção, muitas vezes fruto de um crescimento muito lento, ou de uma humidade reduzida. E nós não conhecemos em pormenor a valorização que podemos dar às diferentes localizações das distintas espécies florestais  que temos em Portugal, embora se saiba a diferença entre o eucalipto de Monchique e o das Beiras.
Mas falando dos exemplos que foram apresentados pelo designer João do IPV como eco-design, destaco os exemplos do Studio Nucleo (http://nucleo.to/) e de Maurigio Montalti (https://www.micropia.nl/en/discover/stories/fungal-future/). Para criarmos exemplos de sucessos nesta área temos muito a aprender na forma como interpretamos a natureza, que uns dizem ser lenta, apesar de eficaz. Mas se pensarmos na rapidez de crescimento do micélio, do bambú e do cardo, confirmamos que a natureza pode crescer rapidamente mas para isso é preciso sabermos decifrar e compreender estruturas e arquitecturas das plantas, e estamos apenas a falar de algumas plantas.
O exemplo da poltrona em modelação de solo (Studio Nucleo) em conjugação com o projecto ArtisMicropia de Maurigio Montalti  permitem perceber a vantagem e a possibilidade de podermos criar multifuncionalidades juntando em sinergia conceitos. Uma incubadora de cogumelos para além de um lugar de repouso e contemplação, desfasando funcionalidades no tempo mas adequando ao próprio evoluir do tempo e dos seus condicionalismos.
Mas a melhor ideia conceptual deu-nos o Mário Jorge em off sobre a forma como poderemos criar uma alternativa natural à rolha de cortiça que privilegiamos mas que tem algumas condicionantes. Todos sabemos como são produzidas hoje as garrafas de plásticos nos locais de engarrafamento. Façamos o mesmo com as rolhas! O Mário Jorge falará na próxima aula e nós discutiremos todos em conjunto o conceito que pretendemos levar à prática. Os meus alunos e eu temos muito a aprender com as discussões que fazemos nas aulas e não pode perder oportunidade de aprender efectivamente nas aulas. Por isso seremos mais criteriosos quando levamos os nossos alunos a algum workshop, congressos, ainda que sejamos convidados!
Ainda não tive uma aula que pudesse juntar toda a multifuncionalidade dos alunos, apesar de as aulas serem muito concorridas. Quando tiverem todos presentes eu posso sair de cena e eles podem discutir as ideias entre si, porque têm densidade para isso...Eu fico a assistir para ver se aprendo alguma coisa!

quarta-feira, 26 de março de 2014

Em Vale Papas....

...Não são precisas muitas palavras, são precisos atos! Dito e feito! Sonhado e Realizado...























segunda-feira, 24 de março de 2014

Tem escala e até estala...


Caros Alunos....quando falamos de sementes é isto!....O resto acho que percebemos nós....não é verdade? Quando vos falo de cutícula, testa, embrião cotilédones...agora é só identificar e medir...aquilo que nos interessa. Tem escala e até estala!





domingo, 8 de maio de 2011

Biopellets.PT no Centro das Atenções!






www.jornaldocentro.pt



Os alunos da ESAV estão de parabéns por terem levado o nome do seu projecto Biopellets e concomitantemente o da ESAV, à primeira página do jornal do Centro. Aleluia, lá vamos aparecer no Boletim informativo. Já estava com saudades! Ao que percebi esta candidatura foi estimulada pela professora de marketing, Eng. Lúcia Pato, e em termos de know-how pela Eng. Cristina Amaro da Costa. Por esse facto estão todos de parabéns. Mas este é apenas um principio, bom é certo, mas que precisa evoluir e muito, e não ficarem deslumbrados com o êxito momentâneo. Desde o dia das emoções já conheceram alguns dissabores, como a retenção sob imposto de uma parte significativa do prémio e após uma breve pesquisa na internet, perceberam que o nome forte do projecto "biopellets" já está muito explorado, desde o Brasil, à Suécia, passando pela Alemanha, etc. Estes factos consumados, podem à primeira vista hipotecar o avanço da ideia, mas numa outra perspectiva podem, eventualmente, ajudar a criar sinergias com estas empresas já existentes no estrangeiro e fazer com o que o projecto possa avançar mais rápido e de uma forma mais consequente, evitando cometer erros que, outros que já vão mais à frente, tenham cometido. Qual um dos méritos do Biopellets.Portugal que deve ser explorado? Assentar a busca da matéria-prima, exclusivamente em desperdicios agro-florestais, que evitem a necessidade de "queima" nos próprios campos, e consequente desperdício, mas que essa queima possa ser realizada efectivamente para aquecimento de lares ou produção energia. Por outro lado, não menos importante, a partir de matos florestais que ajudem a preservar as matas e a floresta com reduzida quantidade de biomassa, limitando desta forma a fonte de ignição e consequentemente o número de incêndios no periodo estival. A ideia conceptual, apesar de "lírica" necessita ser avaliada sob o ponto de vista técnico-cientifico e económico, para se estudar a viabilização de uma empresa deste tipo e qual a melhor localização, com que incentivos. Há um longo trabalho a fazer e procurar especialistas indicados para os ajudarem nesta fase, no próprio IPV ou fora dele, e saberem manter as coisas "nos segredos dos deuses". No fundo trata-se de uma forma de salvar o planeta "Save the planet", com formas inteligentes de optimizar a obtenção de matéria-prima para o consumo energético "safety energy". Ao nível da concepção da imagem acredito nos dotes e na boa vontade do Paulo Medeiros, designer do IPV para os ajudar na criação da marca.