segunda-feira, 5 de setembro de 2011

ESAV, inova na divulgação e promoção...do Chocolate!

A ESAV, desenvolveu um conceito inovador para a sua divulgação na Feira do Vinho de Nelas, disponibilizando o seu espaço para uma empresa de venda de chocolates. Existem fórmulas que não falham!
A isto há quem chame Marketing e Entrepreneurship.
A propósito de chocolate, numa breve pesquisa sobre o potencial da Tilia, durante o Séc 18, o químico Francês, Missa descobriu que a maceração de frutos não maduros desta árvore em conjunto com flores secas proporcionam um aroma achocolatado. O processo contudo apresentou algumas limitações no que se refere à preservação do aroma por um periodo mais lato, razão pela qual não foi devidamente explorado comercialmente...Se a ESAV tem vocação para o chocolate porque não estudar este assunto mais a fundo?

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Palavras...






























Palavras de direito e de avesso,
sentidas e pensadas.
Palavras ditas ora na ponta da língua,
ora de coração na boca.
Palavras segredadas ao ouvido, com mágoa ou doçura,
mordazes e muito críticas.
Palavras que redimem, perdoam,
sorriem ou espantam.
Palavras seladas, sagradas, malditas,
abençoadas e pecadoras.
São elas secretas, setas e tretas.
São elas marionetas e bicicletas, sardas e fardas.
Palavras apenas…
Palavras emaranhadas…
São as palavras a simples sintonia
a subtileza de gestos simples que,
revelam pensamentos e vontades.
Cada gesto uma palavra.
Cada movimento uma melodia.
Aprenda a ler a ternura de um gesto,
na nudez simples do afecto,
prenhe de palavras que eu não digo,
você não diz,
mas que criam raízes…



Alexandra Campos



Muitas mais palavras haveriam para exprimir, para agradecer um simples gesto como é o de oferecer uma Flor… Não podia deixar de repartir um simples gesto, com a particularidade de ficar para todo o sempre.

A Seara foi colhida..."Foice"




O Mestre deixou-nos!


Senti uma necessidade imperiosa de "forjar" duas linhas acerca de um homem que, juntamente com Aquilino Ribeiro, me serviu de inspiração para muitas das "ideias surdas sem eco" que tivemos para Barrelas. Considero-o como o eixo da minha relação "umbilical" a Vila Nova de Paiva. Nem sei como será a minha relação com aquelas gentes, daqui para a frente. Até eu tenho receio! Este tipo de "sementes" de grande perenidade, à semelhança da castanha, é de diáspora limitada, e muito embora "os homens de bem se possam rever nos filhos e vindouros", não é nada fácil fazer vingar este espírito nos tempos de hoje. Este Homem, para mim a "Alma da Nave" como que embarcou e ficará a luzir para sempre no céu das "Terras do Demo" ao lado de outras estrelas que ajudaram a moldar o chão duro daquelas terras, por onde "nem Cristo rompeu as sandálias". Pode ser que num próximo festival de astronomia alguém possa identificar mais esta estrela, porque estas não são cadentes. O senado de Vila Nova de Paiva ficou mais pobre com a perda deste Senador e que pena não terem sabido em vida ouvir mais os seus Conselhos. Agora não sei se ele ainda os quererá dar. Lembro-me de falar do potencial agrícola do solo de Barrelas, "negror do granito desfeito pela erosão, da urze mineralizada e do tempêro dos currais Da sua astúcia e visão para a criação de engenhos agrícolas e hidráulicos, porque tratava a física por tu, da forma mais dificil possivel que é a mais simples. Lembro-me das batatas do Aquilino, sim aquelas batatas que fazem o bife. E já agora e a propósito de ideias surdas, não se pode admitir que as Terras do Demo, não tenham um queijo artesanal de grande qualidade, de cabra...ou do que for. O queijo é o maior ícone das terras e saberes rurais porque congrega vários e diversificados saberes. Um Terra culta que se preze tem que ter um queijo de eleição. Enquanto esse não surje, votemos no da Serra da Estrela porque está prestes a ser uma das maiores sete maravilhas.


A foto ilustra um dos momentos mais gratificantes que tive com o Mestre João Coelho e com muitos outros amigos do Aquilino Ribeiro e de Vila Nova de Paiva no Teatro Viriato, no dia 17 de Novembro de 2005. De pouco serviu senão para alimentar o Ego.


O título não sendo feliz é um elogio às palavras vividas na primeira pessoa da Alexandra, provavelmente a sua maior confidente em Vila Nova de Paiva, depois da sua esposa a D. Cila a quem lhe deixo um grande beijinho e da família mais próxima a quem deixo o meu mais sincero lamento e pesar por esta partida inesperada ... apesar das vivências de uma vida completa...

Vila Nova de Paiva

Vila Nova de Paiva
De mãos dadas com a Natureza
Holding hands with Nature...

Toda esta arquitectura,
lenta percussão, perpassa,
sobre cerros sonoros,
com o seu contorno
infixo, fulgurando. Detenham-se
as estrelas quando
for noite, preguem-se
outros pregos de prata
fora do céu visível.
Sons já sem luz. Pastores
poisam as ocarinas, bebem,
entre colinas ocas,
o frio coalhado
pelas tetas das cabras.
Ecoam sons no silêncio,
onde as sombras crescem
a natureza adormecida
nesta Capital Ecológica.


Alexandra Campos
P.S. - Pequenino texto que já não levei, nem li como prometi ao Mestre João Coelho...
Texto que vai ser publicado na edição da Eco-Agenda 2012.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

AS SEARAS

São modestas as searas... da minha terra, laboriosas e nobres em cada mão que gentil parte o pão.
São de Julho os grãos pendentes, cabeças baixas sob o astro, altivas sobre a terra para depois, escondidos em arcas escuras, se esquecerem da sua divindade.
São assim de centeio humilde estes milagres da saciedade, de espigas prenhes que murmuram... promessas e de gerações que deles dependeram... sofridas.
Assim são hoje guardadas as minhas modestas searas... possuídas em cada olhar e memoradas em simples oração.
Sentado na terra. Encontrei-o assim, há dias. Sentado na terra mas com o olhar fixo nos céus.
Ontem, como um prenúncio que só mais tarde se identifica como tal, fotografei-o repetidamente com a minha mente. Nunca o tinha feito. Sob uma luz benfazeja que compreendia a origem de tal serenidade, apercebi-me dos detalhes exteriores da sua singularidade.
Esperou pacientemente que terminasse o trabalho irrepetível, duro como o granito da Serra da Nave, como um herói que se sacrifica pela sua causa e tombou enfim por terra, sem protestos ou lamentos, digno e belo.
O peso da sua exuberância, o exagero da sua força interior, prenderam-no ironicamente àquela terra da qual parecia querer fugir, a mesma que nutria afinal todo o seu sonho de fazer o que ainda não tinha feito.
O silêncio e eu sentámo-nos pensativamente a seu lado.
Indiscritível definir este Mestre.
Nem palavras, nem cinzéis, nem acordes, nem pincéis são gargantas deste grito.
Universo em expansão. Pincelada de zarcão, desde mais infinito a menos infinito…
Sempre a indesencorajada força do Mestre, resoluta indo à luta. Sempre de ávidos olhos, hurras, palmas de boas-vindas, um ruidoso aplauso, curioso e por fim não convencido, lutando hoje como sempre, batalhando e acreditando como sempre.
São as vivências de uma vida completa…



Alexandra Campos

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Salvem a última quinta da Maria do Céu Mendes! Salvem a Escola Superior Agrária

http://gamvis.blogspot.com/2011/07/salvem-ultima-quinta-da-maria-do-ceu.html

Salvem a última quinta da Maria do Céu Mendes

Salvem a Escola Superior Agrária

Gosto de morar em Viseu mesmo com o desdém que a câmara municipal trata os espaços verdes da cidade. Olhamos ao Fontelo e, tirando a entrada, o resto é uma mata bonita de passear e difícil de usufruir. No Crasto, autentico pulmão da cidade, a inércia dos proprietários, o Estado contra quem todos vituperam, e a falta de pressão do município transformaram um espaço nobre numa coutada. O Parque da Cidade está em obras eternas e aquelas grades cercearam o interface com o Rossio. O parque da Radial de Santiago parece um oásis no deserto da Mauritânia: seco, sem arvores e sem que se toque no rio que já deu gáudio mas não dá caudal. Por fim sobram a Quinta e a Escola agrárias. Pois bem eu não conheci a D. Maria do Céu Mendes mas tenho tido a paciência necessária para a conhecer. Doou várias quintas à cidade que, qual Cristo na Cruz, ostenta numa série de bairros o nome de quintas. A grande maioria doadas pela Maria do Céu Mendes como a da Escola Agrária onde dos 50 hectares apenas 10 são do IPV. Os outros 40 estão em regime de usufruto. Ao que me dizem os antigos a ideia da doação para usufruto foi para alimentar o Lar de Santo António. O espaço da ESA é o ultimo reduto antes da A 25. É um espaço lindo, com uma bonita lagoa, e ao que me dizem um notável ecossistema, que tem um problema. Deixou-se envolver pelo betão e agora prepara-se para ser retalhada. O novo Plano Director Municipal, feito por quem, dizem-me, planeia há 30 anos o urbanismo da cidade, preparara-se para retalhar a quinta colocando duas estradas a servir o crescimento imobiliário de uma cidade que já tem 1,5 edifícios para cada habitante. Viva! Cada um de nós tem direito a casa e meia mas não tem direito a meia arvore sequer. Os cofres municipais agradecem as taxas, os cidadãos claudicam-nas por vergarem o direito que temos a viver numa cidade ambientalmente sustentável. Eu não quero ir morar para Tondela, onde os planeadores urbanísticos da cidade de Viseu deveriam ir tirar dois cursos: um de qualidade de vida e planeamento e outro de boas maneiras. O resultado destes planeamentos maravilha está bem patente na Praça 2 de Maio e no Parque de Santiago. Somos talvez a única cidade desta dimensão da Europa sem comboio e somos, quase de certeza, a única cidade desta dimensão sem um mercado digno desse nome. Queres legumes? Vai ao hipermercado. Queres fruta? Vai ao shoping, porque nesta cidade valorizar o ambiente, a pequena agricultura e os espaços verdes é bonito mas só para ter aspersores a regar estradas e a debitar quantidades industriais de água no alcatrão. Mais do resto parece crime queremos usufruir de uma cidade com qualidade de vida. Que a podemos ter se não transformarmos o pecúlio do trabalho da Maria do Céu Mendes em betão para casas vazias onde ninguém vai morar. Por mim irei mover o céu e a terra para impedir a aprovação do PDM na Assembleia Municipal. Bem sei que é presidida por um secretário de Estado que disse em Setúbal que, e cito, “este Governo tem as empresas no seu ADN porque só com elas conseguirá criar empregos e desenvolvimento”. Se não for lá pelo chumbo de políticos decentes sempre pode lá ir pelo fósforo, também apelidado de desobediência popular. Em última instância teremos sempre uma acção popular. Sei que já há quem esteja a reunir o dinheiro para a batalha judicial que se avizinha porque a maioria dos políticos que senta o rabo nas cadeiras do Solar dos Condes de Prime não pensa e verga-se. Verga-se ao sim senhor, à hierarquia porque todos temos que obedecer e não que pensar. Quase como em Lisboa, diria eu, tu mandas senão tiram-me o tacho e o emprego dos filhos. Mas, esta madrugada, gente rica, poderosa e conhecedora do legado da D. Maria do Céu Mendes atravessou-se e podemos lutar. É que não há direito. Enquanto noutras cidades se valorizam as pequenas horas, bem hajas Ribeiro Telles, nesta mata-se a quinta, a galinha, os patos e a vinha. Há aves que já nidificam na Quinta da Alagoa quando migram. E há patos que há anos que não erma vistos e que por ali passam.

Resta saber como vão ficar as crianças do Lar de Santo António mas isso será outra conversa. Rasgar a ESA, colocar lá duas estradas e passeios é matar um naco da cidade. Vale mais rasgar o PDM que assistir à destruição da minha cidade em nome de interesses que, não os querendo apelidar de cozinhados numa qualquer mesa de um qualquer hotel, direi apenas esconsos. Esconsos de inteligência, falhos de carácter e idiotas de traço.

Salvem a última quinta da D. Maria do Céu Mendes. Salvem a Escola Agrária e não permitam betão entre duas auto-estradas. Vivem pessoas nesta cidade. Caramba. Pessoas e crianças.

Salvem a última quinta da Dona Maria do Céu Mendes. Salvem a Escola Agrária e não deixem morrer a Quinta da Alagoa.

Augusto Paulo de Santa Ana.
(recebido por email)

PROJECTO BIOPELLETS

Já algum tempo que ando com a vontade de escrever no blog, mas hoje sim amanha não e como até agora não houve essa hipótese, vi-me na obrigação de o fazer devido ao desenrolar de todo o processo do Poliemprende. Ainda não à muito tempo ouvi na ESAV um comentário que me marcou um pouco " A Escola Superior Agrária não dá prestigio" ficando relutante com tal frase visto ainda não perceber o porquê e sim por diversas situações se ligar o "complicometro" e não o "descomplicometro" visto estarmos no seio de um corpo de docentes de Engenheiros. Os mesmos que se caracterizam como agilizar processos e não para criar mais entraves, mas estando a desviar-me do meu principal pressuposto o Poliempreende cá vai. Tem sido uma ultra-maratona todo o desenrolar deste processo com timing a cumprir, horas menos boas, estudar para as frequências, entre outros, mas é aí que se destaca a união deste grupo de trabalho e se vai buscar força e vontade para continuar a luta contras as dificuldades que vão aparecendo.
Mais recentemente no dia 15 de Julho efectuamos a apresentação do Projecto BIOPELLETS para o concurso do Poliempreende a nível regional, onde nesta apresentação destaca-se a enorme colaboração do Dr. Paula Barracosa e da Dra. Cristina Costa que forma incansaveis em todo o apoio prestado ao grupo.
Aguardávamos ansiosamente a deliberação do júri visto existir na minha opinião algum descrédito por as pessoas das Beiras e as suas potencialidades, no dia 17 de Julho foram então publicados os resultados, aí sim ficamos admirados
1º prémio - BIOPELLETS
2º prémio - AUDIWORK-MONITORING SOFTWARE
3º prémio - INOVAÇÃO NA TRADIÇÃO
mas como alguém dizia e muito bem: "O esforço, a coragem e a perseverança são qualidades sem par!!!!".
Mais uma vez gostaria de agradecer a todos os intrevenientes no processo, a toda a ajuda prestada e paciência demonstrada, agora já só falta mais um pouco pois "A equipa BIOPELLETS será a representante do IPV no Concurso Nacional que ocorrerá no dia 14.09.2011, no Instituto Politécnico de Lisboa".
BIOPELLETS