sábado, 9 de fevereiro de 2019

Demos tudo em prol do Cardo...no Making of....CARDOP...GMK






















































Há oportunidades que não podemos desperdiçar. A que aconteceu ontem foi uma delas. A GMK pela mão da Margarida Gil e do Luís lançaram-nos o desafio de fazermos uma programa sobre o cardo no âmbito da Terra Emergente que passará em Março na SIC Notícias, se tudo correr bem! Chamei praticamente todos aqueles que têm colaborado connosco nestes últimos 8 anos. Alguns declinaram gentilmente o convite por questões estratégicas completamente legítimas! Se agradamos a todos, devemos desconfiar da nossa posição. O que temos que ganhar é o respeito se não de todos da grande maioria!
O dia começou na Quinta da Alameda com a instalação de 900 plantas dos ecótipos 27 e 38. O Luís Abrantes aderiu desde a primeira hora e esta foi a primeira "obra" realizada na Alameda no âmbito da colaboração que temos vindo a desenvolver em conjunto e que me traz uma responsabilidade muito acrescida que não renego. Fruto da nossa forma e estar convidamos o Estabelecimento prisional a participar, para além dos meus inexcedíveis alunos, Manuela Antunes e Alves, Sónia, Daniel, Rafael, Joel, Alexandre, Rita,...O Micael Batista o nosso fornecedor trouxe os cardos que foram produzidos na Brasplanta em Santarém pelo Eng. Ordélio com a qual estabelecemos uma enorme relação de confiança e capacidade e para a qual fornecemos todas as sementes seleccionadas. Iremos avançar com uma nova produção de plantas para termos disponibilidade de material vegetal seleccionado. Os meus colegas Francisco Marques e José Luís Pereira ajudaram no desenho do campo e aproveitaram para transmitir mais algum conhecimento aos alunos. A minha colega Carla Santos será a fotógrafa oficial do trabalho que eu fizer na Alameda pela sua enorme sensibilidade e capacidade técnica como fotógrafa. O João Madanelo nunca falha embora não lhe tenha dado a devida atenção. Ao almoço contaram com a presença do Luís Abrantes e da Esposa para além de colaboradores Movecho. O Sr. Lauro o verdadeiro guardião da Alameda acompanhou todo o processo de forma atenta e cooperante. Um grande Abraço a todos estes que permitiram tornar possível esta realização em tempo recorde.
Enquanto os "guerreiros" descansavam da "empreitada", partimos para a Casa da Insua, onde fomos fazer um ensaio em queijaria com três tipos de flor distintas. Aí esperavam-nos o Eng. José Matias e a queijeira Maria do Céu, que forma inexcedíveis, e num dia particularmente difícil em que estavam preparar a feira do queijo e do Pastor de Penalva que se realiza neste fim de semana. Seguiram-se mais quatro horas de gravações na casa da ínsua, depois das primeiras 2 horas na Alameda. Ninguém regateava esforços, nem a equipa nem os intervenientes, eu já era um mero espectador.
Pelas 16,30h seguimos de volta à Alameda para filmarmos o "investidor" Luis Abrantes, ou melhor o Amigo Luís que tinha que fazer parte deste programa. É o meu Mestre e aquele que mais admiro e respeito. Qualquer sopro dele é uma ordem!
Finalmente regressamos a Viseu, já quase sem luz e deslocamo-nos ao Departamento da Madeiras ao laboratório do Jorge e da Luísa Martins que aguardavam pacientemente o que denota a amizade e o interesse que nos une ao Cardo. Estão a preparar material excecional para a feira de mobiliário de Milão que se vai realizar no início de Abril em conjunto com designers especializados, e que tem como tema forte o mobiliário na área Alimentar, nada mais a propósito.
Depois fomos para o laboratório Ovislab na ESAV, onde procuramos esclarecer algumas das questões de pormenor e mais científicas que nos fazem acreditar piamente no Cardo, mas com os pés bem assentes no chão, embora eu gosto de ter a "cabeça na Lua" para poder voar alto com os meus sonhos. A Luísa aguentou estoicamente para fazermos a análise do leite da Casa da Insua, bem como a minha aluna Débora e a Mãe que nos tem produzido o sabão de cardo. 
A todos quero deixar um enorme bem-haja por tudo o que permitiram fazer nestas longas 14 h de filmagens, onde acho que nada ficou por dizer, embora como é óbvio não tenha esgotado a capacidade do cardo!


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Cantar de Galo...em Público...por via da Ciência e da Arte...CASS Dão....


"Segundo a lenda deste galo contada no site do município barcelense, há muito tempo os habitantes do burgo de Barcelos andavam preocupados com um crime e com o facto de o criminoso não ser descoberto. Um dia, um galego apareceu no burgo e tornou-se o suspeito. “As autoridades resolveram prendê-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém acreditou que o galego se dirigisse a Santiago de Compostela, em cumprimentos de uma promessa”, relata-se no site. Como tal, condenaram-no à forca. Mas, antes de ser enforcado, o galego pediu para que o levassem até ao juiz , que estava em casa num banquete com alguns amigos. Lá, quando afirmou a sua inocência e ao apontar para um galo assado que estava na mesa, o galego terá dito: “É tão certo estar inocente como certo é esse galo cantar quando me enforcarem.” Para surpresa de todos, quando o galego estava para ser enforcado, o galo levantou-se da mesa e cantou. Imediatamente o galego foi solto – pois já estava com a corda ao pescoço – e declarado inocente."

"Esta é a história de quatro cientistas em Portugal que quiseram levar a ciência e a cultura portuguesas até à capa de uma revista científica internacional. Para tal, pensaram juntar um dos símbolos do país, as cores da bandeira portuguesa, e a bioquímica. No final, o resultado foi a capa de uma das últimas edições da Journal of Proteomics com um galo de Barcelos vermelho, verde e amarelo a representar proteínas e as interacções entre elas."




Este outro galo é do Artista Plástico Paulo Medeiros com o qual muito já fizemos juntos, mas que sinto que ainda muito falta por fazer, por culpa própria, para guindarmos a ciência e a Arte a  patamares que traduzam a nossa forma de estar, pensar e exprimir. Eu também  trabalho em Proteínas, mas com meios muito mais parcos, onde a aquisição de conhecimento se faz de um modo mais limitado mas em comunhão com os produtores de queijo. Já o Paulo Medeiros é dos Artistas mais brilhantes que conheço na forma como traduz a sua interpretação.

Este galinho é capa de um vinho de seu nome CASS, não confundir com "Casse" que é um galicismo que designa as diversas alterações que os vinhos sofrem no âmbito do odor e paladar. Este CASS está mais que aprovado quer pela sua qualidade intrínseca quer pela qualidade do projecto e pela iniciativa do promotor.."Cacimbo"





O brinde à cultura e à ciência deve ser feito com "CASS Dão... Cá se Pagam!"

Tudo isto faz ainda mais sentido por eu ter nascido na freguesia de Santa Maria Maior em Barcelos e com muito orgulho!






sábado, 2 de fevereiro de 2019

Fake News...até em Celorico




Acabei de ser avisado por um Amigo que o Sector do Queijo Serra da Estrela está em polvorosa com uma alegada entrevista que terei dado a um "pasquim" de Celorico datada de 22 de janeiro de 2019. Gostaria apenas de dizer que esta foi uma notícia já publicada em 26 de janeiro de 2017 pelo Jornal Correio da Beira Serra que não corresponde à actualidade e apenas foi publicada para criar instabilidade no sector ainda para mais numa altura de crucial importância para o QSE DOP por coincidir com a realização das Feiras do Queijo na região demarcada. Os maiores inimigos do QSE estão na própria região, disso não tenho dúvidas! Curiosamente, a propósito de um convite da Câmara de Celorico da Beira para um ciclo de conferências que se realizarão no dia 26 de fevereiro de 2019, propus como tema "A autenticidade do Queijo Serra da Estrela DOP: Há dúvidas!?". Mas agora tenho dúvidas que vá proferir qualquer conferência a não ser que seja para esclarecer o assunto e para defesa do meu bom nome. Declinei um convite da Câmara de Serpa para estar presente na feira do Queijo de Serpa no mesmo dia, já estou arrependido!