Pela diversidade de proteases de plantas
podemos ter uma breve ideia sobre o potencial sobre o qual estamos a falar em termos de coagulantes vegetais, das suas particularidades e do seu Potencial. Eu
apenas me foco no campo das proteases aspárticas (PAs), sem desvalorizar as
restantes. Mas nas PAs temos no caso do cardo, um exemplo de excepção sendo actualmente
a planta conhecida com um número mais elevado de PAs nas flores (A-H), mas cuja
complexidade ainda está longe de estar completamente esclarecida e descrita.
Contudo, a maior complexidade prende-se com os níveis de actividades das diversas
PAs nas diferentes fases de maturação e processamento. Estamos a falar de PAs
em flores, mas podemos falar em sementes e podemos fazer queijos com PAs de
sementes do cardo. E das folhas já alguém estudo? E se por acaso fizer o efeito
contrário? Seria natural até pelas características anti-bacterianas,
anti-fúngicas e anti-virais dos compostos fenólicos e flavonóides que por lá
existem em concentrações interessantes. Daí o enorme potencial que podem ter
num espectro de aplicações impressionante. Vemos como diz a ciência que o
número e tipo de enzimas depende da espécie e depende da parte da planta. Eu acrescentaria,
depende do genótipo de cada indivíduo e essa é grande novidade que
acrescentamos e atestamos. Aliás, estou convencido que as PAs seriam um óptimo
elemento de estudo para nos ajudar a entender a evolução e domesticação do
género Cynara. Mas isso terá que ser apresentado por um grupo de referência em
PAs para os quais deixo a ideia.
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sábado, 5 de maio de 2018
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Estimular a discussão, a partilha e os ...sucessos à volta da fileira do CARDO!
A reunião solicitada por mim com os diversos colegas da ESAV das mais diversas áreas científicas, que nesta fase considero fundamentais para integrarem o projeto relativo ao cardo, julgo ser um momento importante para que se possam discutir linhas estratégicas, partilhar e fazer convergir ideias em sinergia e queremos todos no final usufruir dos eventuais sucessos em comum.
As grandes linhas estratégicas, envolvem a área da produção agrícola, com as inovações da propagação in vitro e da enxertia neste taxa. Associado com esta vertente teremos a questão da produção da biomassa e fazer entroncar este noutro projeto em curso na ESAV em colaboração com outras instituições do IPV e Universitárias. Numa outra linha estratégica, teremos as questões relativas aos antioxidantes, à nutracêutica e à gastronomia , que queremos trazer para o queijo DOP Serra da Estrela, através das mais diversas vias. Esta vertente está em linha com as questões da bioquímica das cardosinas e não só, que constituem uma das áreas com maior potencial no imediato. Ainda numa outra vertente temos as questões relativas ao processamento das flores como forma de obtermos extratos de maior qualidade proteolítica e de higienização. Associado temos as questões microbiológicas que interessam conhecer e avaliar os seus impactos. As questões tecnológicas relativas à produção do queijo constituem ainda uma outra via de investigação. De uma forma muito resumida podemos concluir que, sem dúvida alguma, o cardo pode assumir-se como um verdadeiro eixo estratégico a explorar sob ponto de vista científico na ESAV em parceria com outras Instituições da cidade, da região e do País. Considero que a médio prazo, podem ser obtidos resultados que nos possam ajudar a realizar novas candidaturas a projetos e desta forma obtermos maiores financiamentos. Este tem sido o grande óbice, mas temos sido perseverantes e temos tido algum reconhecimento das entidades que nos auditam, como tem sido reconhecido publicamente.
Agradeço antecipadamente a disponibilização dos meus colegas para se poder discutir estrategicamente o assunto para que possamos constituir um projeto de fileira que una os diversos departamentos, cursos e áreas de investigação da ESAV. Até terça!
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Alunos dão o mote...!
Como foi notório estive ausente durante um largo período da actividade bloguista, que não tem uma explicação evidente. Neste entretanto ocorreram posts de propostas de emprego e mais recentemente um link relativo a um tema que a mim me é muito querido...A alfarroba! A produção de etanol com base na polpa de alfarroba é uma evolução natural e inteligente há muito tempo esperada. Desejo as maiores venturas para que o projecto decorra com sucesso. Hoje, estou dedicado ao cardo que tem muitos aspectos em comum com a alfarroba e que nos próximos dias irei mostrar essa aproximação em termos resistência ao stresse hídrico, aplicações farmacêuticas e biotecnológicas, produção de energia, entre outras. Os alunos servem-nos de motivação e nós não os podemos desiludir.
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Sr. Manuel Caetano,
Universidade do Algarve
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