....A alfarroba é hoje reconhecidamente uma enorme mais valia para toda a região do Algarve, com aplicações múltiplas, nas áreas Farmacêutica, Alimentar para além de toda a importância ecológica e paisagística da espécie. Aqui temos o exemplo de uma das melhores variedades a "Canela" que as pessoas costumavam ter à porta de casa por ter uma menor adstringência e ter um tom cor de canela. Temos ainda dois excelentes exemplos de produtos retirados da alfarroba com aplicações muito distintas mas ambas valorizadas. O "carob powder" como substituto do cacau que termos que avaliar qual das variedades poderá produzir o melhor de acordo com os propósitos dos produtos a produzir. O LBG, é a farinha de semente de alfarroba, ou goma de alfarroba, polissacárido do tipo galactomanana com utilizção gelificante, estabilizadora e emulsionante, conhecido por E-410, sem efeitos adversos conhecidos e conhecida por uma das melhores gomas do mundo com efeitos sinérgicos.
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segunda-feira, 24 de abril de 2017
segunda-feira, 17 de abril de 2017
Um Carat....Muito Especial....
....está chegado o momento de voltar à alfarroba
com muita mestria e algum conhecimento que já tive, mas que acredito ainda
poder ir buscar e trazer de volta algumas das histórias mais belas que aprendi
com esta árvore excecional. Este episódio passou-se há um bom par de anos com o
Marco Ribeiro que descobriu no nosso laboratório de Recursos Genéticos em
Viseu, a maior semente de alfarroba que alguma vez alguém encontrou com 0,360
g, quando o normal são 0,200 g o tal tão afamado Carat. Esta semente foi vista
num fruto da variedade "Spargale" do pomar experimental de Tavira.
Será com a Direção Regional de Agricultura do Algarve que iremos estabelecer um
protocolo para fazermos bombons de alfarroba com as melhores variedades que
conheço, e com a melhor chocolateria que conheço a "Delicia" e para isso contaremos com o
apoio de um dos Mestre da Alfarroba, o Eng. José Graça, bem como outros com o
Sr. Manuel Caetano, "o Mr. Carob" e o Sr. Cabrita Vieira....para além de muitos outros...
sábado, 15 de abril de 2017
CARAT….Collection
Uma excelente alternativa aos chocolates tradicionais, é a alfarroba. Tem gosto, textura e aspeto de chocolate, mas não é chocolate. Os benefícios são muitos: é nutritivo e isento de lactose, glúten e açúcar. Apesar de não ter sido tão difundida como o cacau, a alfarroba já era usada pelos Egípcios há mais de 5.000 anos. Fruto da alfarrobeira, árvore nativa da costa do Mediterrâneo, a alfarroba é uma vagem cuja polpa, quando torrada e moída, torna-se um excelente substituto do cacau. Também possui um baixo teor calórico devido à quantidade quase impercetível de lípidos e alta quantidade de fibras. Ainda possui vitamina B1 e alto teor de vitamina B2. Enquanto o cacau tem até 23% de gordura e 5% de açúcar, a alfarroba possui 0,7% de gordura e alto teor de açúcares naturais (sucrose, glucose e frutose), de 38 a 45%. Outra vantagem em relação ao cacau é que a alfarroba não contém cafeína nem teobromina, dois fortes estimulantes do sistema nervoso e do ritmo cardíaco, que são inclusive transmitidos aos bebés através do leite materno. Em 100gr do chocolate de alfarroba encontramos 303mg de cálcio, 633mg de potássio e 126mg de fósforo, além de outros minerais como ferro e zinco e vitaminas E, B6 e B12. Com estas propriedades, os derivados da alfarroba revolucionam o mercado em vários aspetos, principalmente no que diz respeito à alimentação saudável. O chocolate de alfarroba também não contém feniletilamina presente no chocolate de cacau. A vantagem é que não contém glúten, leite, ovos, soja ou adoçantes artificiais. Já existem ovos de páscoa e barras de chocolate feitos de alfarroba. Existe também alfarroba em pó que substitui perfeitamente o achocolatado de cacau. É possível usá-lo com leite (vegetal) e como ingrediente para bolos e sobremesas.
Contudo, a grande diferença está na escolha certa das suas variedades com diferentes propósitos e aplicações...
Contudo, a grande diferença está na escolha certa das suas variedades com diferentes propósitos e aplicações...
sábado, 28 de setembro de 2013
Em dia de meditação revelo a minha tendência...não para influenciar mas sim clarificar!
Sou de...voto confesso de São João Batista....
João Batista (Judeia, 2 a.C. — 27
d.C.) foi um pregador judeu do início do século I, citado pelo historiador
Flávio Josefo e os autores dos quatro Evangelhos da Bíblia. Segundo a narração
do Evangelho de São Lucas, João Batista era filho do sacerdote Zacarias e
Isabel , prima de Maria, mãe de Jesus. Foi profeta e é considerado,
principalmente pelos cristãos ortodoxos, como o "precursor" do prometido
Messias, Jesus Cristo. A importância do seu nome João advém do seu significado
que é "Deus é propício" e apelidaram-no "Baptista" pelo
facto de pregar um batismo de penitência (Lucas 3,3) . Baptizou muitos judeus,
incluindo Jesus, no rio Jordão, e introduziu o batismo de gentios nos rituais
de conversão judaicos, que mais tarde foram adotados pelo cristianismo. É o
único santo cujo nascimento e martírio, em 24 de Junho e em 29 de Agosto
respetivamente, são evocados em duas solenidades pelos cristãos. O
aprisionamento de João ocorreu na Pereia, a mando do Rei Herodes Antipas I no
6º mês do ano 26 d.C.. Ele foi levado para a fortaleza de Macaeros
(Maqueronte), onde foi mantido por dez meses até ao dia de sua morte. O motivo
desse aprisionamento apontava para a liderança de uma revolução. Herodias, por
intermédio de sua filha, tradicionalmente chamada de Salomé, conseguiu coagir o
Rei na morte de João, e a sua cabeça foi-lhe entregue numa bandeja de prata. Os
discípulos de João trataram do sepultamento do seu corpo e de anunciar a sua
morte ao seu primo Jesus.
Isto já seria suficiente para
receber a minha devoção Mas… a alfarroba fruto que conheço como as palmas da
minha mão, cuja designação inglesa de "Locust bean" ou "St. John
Bread", deriva de uma confusão bíblica que referia que São João Batista se
alimentava de gafanhotos (locust) e mel silvestre, quando provavelmente seria
alfarroba e mel silvestre...
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São João Batista
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Alunos dão o mote...!
Como foi notório estive ausente durante um largo período da actividade bloguista, que não tem uma explicação evidente. Neste entretanto ocorreram posts de propostas de emprego e mais recentemente um link relativo a um tema que a mim me é muito querido...A alfarroba! A produção de etanol com base na polpa de alfarroba é uma evolução natural e inteligente há muito tempo esperada. Desejo as maiores venturas para que o projecto decorra com sucesso. Hoje, estou dedicado ao cardo que tem muitos aspectos em comum com a alfarroba e que nos próximos dias irei mostrar essa aproximação em termos resistência ao stresse hídrico, aplicações farmacêuticas e biotecnológicas, produção de energia, entre outras. Os alunos servem-nos de motivação e nós não os podemos desiludir.
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Sr. Manuel Caetano,
Universidade do Algarve
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
"A Alfarrobeira... é uma árvore extraordinária!"
arvoresdeportugal.net
A crónica de hoje é uma resposta a um repto de um amigo, visitante assíduo do blogue, que me reencaminhou um link do Diário do Notícias, que apresenta um vídeo do Nuno da Câmara Pereira sobre a Alfarrobeira. Em relação à alfarrobeira, sinto-me como "peixe na água". É uma árvore pela qual tenho uma estima imensa e à qual me encontro "umbilicalmente" ligado. Fui o responsável pela caracterização das principais variedades de alfarrobeira de Portugal, enquanto tive mais directamente ligado à universidade do Algarve, mas mesmo em Viseu tenho continuado a acompanhar de perto este taxa, que é um exemplo de sustentabilidade, de tradição e de inovação. Hoje, estamos a iniciar um outro projecto com uma outra planta que, tem muito em comum com a alfarrobeira, o Cardo! Curiosamente, falei há poucos dias com um jornalista do Diário de Notícias, jornal que publicou esta noticia, para fazermos a divulgação de um campo de recursos genéticos do cardo que será um instrumento fundamental para a valorização desta planta. Estou a aguardar que me contacte para levarmos a efeito essa noticia, em que os meus alunos e os outros investigadores envolvidos, para além da APPACDM terão o papel de destaque. Mas hoje falemos de curiosidades da alfarrobeira, cujo nome científico é Ceratonia siliqua L. O carat, uma medida de peso com 0,200 g que serve para pesar metais preciosos, que deriva do peso médio das sementes de alfarroba. A designação inglesa de "Locust bean" ou "St. John Bread", deriva de uma confusão bíblica que São João Batista alimentava-se de gafanhotos (locust) e mel silvestre, quando provavelmente seria alfarroba e mel silvestre. Estas são apenas algumas curiosidades de uma árvore, notável no que tem a ver com a sustentabilidade ecológica de uma região, por prevenção da erosão dos solos e do risco de incêndio. Não nos podemos esquecer que os grandes incêndios no Algarve de há alguns anos pararam nas alfarrobeiras. A produção de biocombustíveis a partir da alfarroba, é uma questão de tempo, com a grande mais valia de não se estar a degradar o solo para a sua produção, como acontece com outras culturas intensivas. Em relação à cosmética, farmacêutica tem aplicações muito diversificadas. Hoje, planta-se intensamente no Alentejo e simultaneamente a fazer a reconversão de muitos pomares, com a intervenção de um exímio enxertador e viveirista de alfarrobeiras, o Sr. Cabrita, da região de Algoz. Muito brevemente terei de lhe dar um abraço e ver as novidades que anda a criar, proque existe uma respeito mútuo de reconhecimento de algum (pouco) trabalho que se tem feito. Aproveito para dar um abraço aos meus amigos Sr. Caetano, apelidado carinhosamente por Mr. Carob (Sr. Alfarroba), das pessoas no mundo que mais sabem sobre a alfarrobeira e ao Eng. José Manuel Graça, vice-presidente da autarquia de Loulé que me inciou nestas lides da alfarroba. Alfarroba.... sempre! Caso queiram saber mais sobre alfarrobeira é só pedir...
terça-feira, 20 de setembro de 2011
É preciso ter ...."Querença"...também nas Terras do Demo!
domingo, 11 de abril de 2010
ALBARDAR e não ALDRABAR

As viagens de automóvel para o Algarve que faço a miúde aproveito para passar o filme de muitas das situações em que estou a trabalhar, pensar em novas ideias e soluções para fazer face aos problemas com que nos debatemos nas questões do dia a dia. E vamos intercalando esses momentos com imagens que vamos colhendo ao longo dos kms passados. Da que fiz hoje, lembro-me de um grupo desportivo pelo qual passei que se apelidava Ligadura (um bom nome para substituir o nome de liga dos últimos). Do Alentejo com um cenário fabuloso dos matizes de cores onde predomina o amarelo pontilhado pelo violeta. O que é pena são os esqueletos dos sobreiros (a propósito estão em curso o projecto de sequenciação do genoma do sobreiro no BIOCANT sob a coordenação da amiga Conceição Egas e pode abrir portas para a resolução deste caos, por onde já andou o Prof. Alfredo Cravador que foi meu orientador). As cores das plantas do cenário Alentejano entrecruzam-se com a sua evolução (os alunos de genética podiam ter usado este tema para o primeiro trabalho, tal como poderiam ter feito a relação das formas com a evolução). Por exemplo no quarto em que dormi a estrutura de madeira do telhado apresentava uma semelhança extrema com a nervação peninérvea das folhas (ex: castanheiro). É a estrutura que melhor faz percorrer a seiva pelas folhas mas também a que confere mais resistência física à própria estrutura da folha. Esta física também era preciso transmitir aos nossos alunos para que de uma forma intuitiva possam perceber a importância de saber a matemática e a física quando aplicada, seja nos materiais e estruturas, seja nos organismos vivos. Bom, mas também vi um acidente grave na A1 acabado de ocorrer e o desespero das pessoas e nestes momento saimos temporarimente do Transe em que viajamos. Bom, passados uns minutos lá voltamos à busca de soluções para o projecto que trazemos em mente do Algarve e que temos de dar resposta ao facto do Algarve daqui a poucos anos ser um dos maiores produtores mundiais de alfarroba triplicando a sua produção e ultrapassar a Espanha que está em claro declínio e que permitirá o Algarve ser um distrito carbono zero e mais forte do ponto de vista ecológico, paisagístico e económico e quiçá um grande produtor de biodiesel (finalmente o petróleo verde). Vamos dar uma mãozinha, tanto mais que o Algarve beneficiará em contratar um Centro de Investigação fora do seu território, pois deixou de ser uma zona desfavorecida. Temos que conhecer bem as regras com que se gerem estes fundos e adequar as estratégias. Em bom Português diz-se «albardar o burro à vontade do dono!» Eu disse albardar e não aldabrar.
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