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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Acerca do Ensaísta e Filósofo Eduardo Lourenço...

sem-rede.blogspot.com 
Desejo as mais sinceras e rápidas melhoras de um dos vultos do pensamento contemporâneo vivo em Portugal que, iria e tenho fé que, irá proferir uma preleção sobre "Portugal: que Estado, que sociedade, que soberania?"...

Relembro um link no qual escrevi sob sua inspiração e que me parece cada vez mais atual.
http://biogere-esav.blogspot.pt/2011/11/e-preciso-ter-atencao-tensao.HTML
 

domingo, 18 de dezembro de 2011

Somos Um País de "Bananas" Governado por "Sacanas"


Ouvi esta expressão, já conhecida, num dos últimos congressos que estive, dita por alguém com responsabilidades e que curiosamente havia estado com o secretário de estado nesse mesmo dia. Não sei o que se passou, nem se era dirigida a alguém em especial, Quero acreditar que não, e que foi apenas um desafabo para a nuvem (Cloud). Outra das expressões actuais, foi dita por um conhecido autarca da região que, ás vezes vem à região, e que é "Quem não chora não mama". Da análise do fim-de-semana ficou o artigo do Nicolau Santos, "O que faz falta é alguém que lidere e dê esperança à malta", ideia da qual corroboro inteiramente. Uma outra notícia que me deixou contente, foi a atribuição do prémio Pessoa ao Professor Eduardo Lourenço, com o qual gostaria de falar um dia, brevemente. Uma terceira nota, prende-se com a carta de indignação do Dr. Alberto Correia, sobre o modo de actuação da CM de Viseu e dos seus pájens, parece que aprendem depressa. Estou  do lado destas três noticias às quais me associo por completo e na íntegra. Hoje, está  reunido o Conselho de Ministros e as minhas  "pernas parecem querer tremer". Não se espera nada de bom, vindo de S. Bento de Lisboa, teremos que ir todos ao São Bentinho da Porta Aberta para fazer uma rezinha e deixar uma vela para alimentar o nosso futuro. O Passos quando vier com uma noticia boa, já ninguém acredita. O Homem parece que é profeta da desgraça e gosta de carregar nas adjectivações, seria um bom actor de drama, não tenho quaisquer dúvidas. Estando a fazer o trabalho sujo do governo, agora na primeira pessoa, poderia estar a abrir as portas a outros no PSD, mas não está a abrir a porta ao Portas, não para sair, mas para mais tarde entrar pela principal. Eu nem quero falar na Ferrostaal, que já começou a fazer cair cabeças, na Alemanha, mas por cá podemos estar descansados, é muito cedo, é preciso mais tempo para prescrever. Esta segunda-feira, iremos promover uma reunião,  para pensarmos teoricamente sobre o futuro de uma região, mas procurando sermos objectivos e pragmáticos, sem esquecer os ideais e a capacidade de sonhar, que continua a fazer-nos falta, pelo menos para alguns, materem a sua sanidade mental, como é o meu caso. Conto com ilustres amigos, desde antropólogos, cientistas, actores do desenvolvimento rural, conhecedores profundos da região na primeira pessoas, conhecedores do Queijo Serra da estrela, como não podia deixar de ser, verdadeiros estrategas políticos, enfim de todas as áreas do saber e de todos os quadrantes. Eu depois contarei os resultado em off. Será à volta de uma mesa, mas não um almoço, apenas numa mesa sem cabeceira, onde todos poderão transmitir as suas ideias. Se houvesse sobremesa, seria requeijão com diospiro, e não "banana split".

domingo, 11 de dezembro de 2011

Diversificar a "fecundidade da Cultura"...Escrita, Genética e Agrícola



http://goncalomtavares.blogspot.com/
Não sendo "adepto" incondicional do Prof. Marcelo, foi no seu programa que me baseei para esta crónica, depois de ter ouvido a pequena conversa com o escritor Gonçalo M. Tavares. Não sendo um leitor inveterado, aliás muito pelo contrário, a primeira vez que vi este escritor foi num documentário recente com o filósofo Eduardo Lourenço, do qual aliás, fiz aqui eco. Mas qual o assunto que me despertou a atenção, nesta entrevista? O "móbil" da sua escrita, a força da escrita, que radica na forma como as letras se associam na palavra e na mensagem. Ora foi nem mais nem menos o que tentei aludir numa comunicação que proferi no IX Encontro Micológico da ESAV com o título o “Código Genético do Cogumelo”. Os códigos que conhecemos e que nos condicionam em larga medida, são definidos por um conjunto muito limitado de elementos (2,3,4) que se associam de forma polimerizada para formarem as mensagens complexas que determinam tudo, desde a vida, através do DNA, RNA e Proteínas, as cores primárias, o código binário, entre outros, todos eles com um papel fundamental na história da evolução das espécies e das sociedades. Olhando para a dimensão do código do Alfabeto podemos ter a noção da sua complexidade e ao mesmo tempo da sua força…a força da palavra. E aí vemos a nossa limitação na forma como construímos a nossa mensagem, muitas vezes parca de conteúdo, perdendo a oportunidade e o efeito. Por vezes ter o dom da palavra é pouco, é preciso dominar a escrita e saber propalá-la. No campo da genética se eu falar em “tradução”, reporto-me a uma das fases do dogma Central da Biologia Molecular que foi descrito em 1958 por Francis Crick na tentativa de relacionar o DNA, o RNA e as proteínas. O DNA pode-se replicar e dar origem a novas moléculas de DNA, pode ainda ser transcrito em RNA, e este por sua vez traduz o código genético em proteínas. Como em tudo na vida nem os dogmas são imutáveis e existiram algumas descobertas posteriores que não coincidiram com a mensagem expressa neste Dogma: O RNA pode sofrer replicação em alguns vírus e plantas; O RNA viral, através de uma enzima denominada transcriptase reversa, pode ser transcrito em DNA; O DNA pode diretamente traduzir proteínas específicas sem passar pelo processo de transcrição, porém o processo ainda não está bem claro. De que forma é que esta actualização dos dogmas pode-nos abrir perspectivas na forma como abordamos a escrita e a mensagem implícita. Há no processo genético aquilo que designamos, mas não dominamos, o splicing alternativo, ou o processamento alternativo, que se baseia no facto de um só gene poder conduzir à formação de várias proteínas, em diferentes locais com consequentes funções distintas, através da eliminação aleatória de exões, apenas na ordem sequencial. Esta novidade surgiu com a descoberta de que afinal temos poucos genes, 25 000 em vez de 100 000 anteriormente previstos, tantos como a planta mais simples, a Arabidopsis thaliana, e apenas o dobro da Drosophila melanogaster. A síntese proteica, sendo um dos processos fundamentais para a expressão das características é um processo muito limitado, quando comparado com a escrita. Aliás, é como apenas usássemos apenas palavras com três letras. Já repararam se transpuséssemos este modo de processamento para a escrita. Fazendo um exercício simples, os codões que conduzem ao "fabrico" dos aminoácidos, são constituídos por 3 letras com a possibilidade de formarem 64 codões,  parecendo ser na verdade 21 codões com alguns sinónimos. Se usássemos a palavra AMOR com estas letras poderiamos formar 264 palavras, sem falar da utilização de assentos, como "Romã". É certo que muitas não teriam significado aparente na nossa línguagem, mas e nas outras línguas? Usarmos este processo no marketing, por exemplo para tirar o título de "cidade do amor" a Paris e atribuí-lo a Roma com toda a propriedade, porque está na sua génese. Depois há o tempo e a oportunidade da palavra. Apenas dois exemplos recentes. Perguntado ao Miguel Júdice se era candidato à Câmara de Coimbra, ele respondeu, «só noutra "Encarnação"». E quando questionado o Mário Soares sobre se usava o Facebook, respondeu « Isso é para a minha NETa». Para entendedor meia palavra basta. Podemos e devemos criar exclusivamente num sentido, ou em certos casos poderemos criar ao invés, ateé do próprio splicing. No mundo de hoje, em que tudo é colocado em causa, temos a liberdade de poder criar de novo, com todo o risco e ambição que esta mensagem possa conter.
P.S. esta mensagem será enviada para o escritor Gonçalo M. Tavares e disso darei eco, com a promessa de a breve prazo, ler a sua obra, não com brevidade, mas com a concentração necessária, numa leitura "sinuosa", por linhas e nas entrelinhas.