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sábado, 6 de junho de 2020

Uma estratégia vinda "Expressamente" de Gondomar....Parques, Parcos & Porquês....



 
O Amadeu Araújo, esta semana no Expresso, deu nota do excelente exemplo de Gondomar como um Município que aposta estrategicamente no tom de verde em vez do cinzento. Esta noticia vem numa altura particularmente sensível em que se fala na necessidade de recuperar a economia, mas também na sustentabilidade e na preservação do ambiente. Esta noticia fez-me lembrar o Major Valentim Loureiro a gritar pelo Guterres....emendando a mão para Gondomar, Gondomar! Ora aqui está uma estratégia que o major "Valentão" nunca seria capaz de apostar....Muitos Parabéns!


Aqui fica a ideia por completo....

"Parques, Parcos & Porquês…

Este é um tempo novo ao qual nos podemos e devemos adequar por obrigação, mas também naturalmente por opção. É um tempo de olharmos em proximidade, não por piedade, mas por inteligência estratégica. Não numa lógica de simples retrocesso, com base “no que era antes é que era bom” mas num desafio de futuro. É um tempo de coesão e não de desunião, em prol da definição de uma estratégia que alimente o futuro. É um tempo de critério e não um tempo de vale tudo. Pretendemos, acima de tudo, que na avaliação final estejamos convictos que ganhamos no conjunto, independentemente dos novos equilíbrios que se venham a estabelecer, no ambiente, na economia e na coesão social e territorial. Temos sentido uma vontade inata de podermos ajudar aqueles que estão mais perto, e com um sentimento emocional acrescido de entreajuda, muito em particular, às pessoas e estruturas associadas direta ou indiretamente com a agricultura que nos alimenta o corpo e a esperança. Seja nas estruturas com génese numa agricultura familiar, sejam em relação às queijarias de cada uma das regiões de Denominação de Origem Protegida ou produtores ligados ao setor do vinho, bem como a todos os demais setores com relevância nas diversas regiões. Por isso, adquirimos produtos para consumo próprio e para dar a provar aos amigos. Até porque muitos dos produtos de qualidade excecional das nossas redondezas, muitas vezes não chegavam à nossa mesa, pelo menos com a frequência que gostaríamos, porque estavam destinados para outros. Procuremos ser os melhores embaixadores destes territórios e das suas gentes, seja do Queijo Serra da Estrela, do vinho do Dão, dos enchidos da Beira Alta onde se incluem pérolas como as “urtigueiras”, sejam das simples iguarias agrícolas que ajudam a preservar e valorizar as variedades tradicionais. Saibamos ver os excelentes exemplos que já existiam como o da Câmara de Fornos de Algodres, através de uma plataforma de comercialização, amenizando custos aos consumidores e produtores, acima de tudo pelo ganho de escala e otimização de recursos. Também na área do Ambiente existem grandes desafios e oportunidades. Porventura, agora poderá ser o momento de aproveitarmos e valorizarmos os parques e praias fluviais que foram criadas nos territórios de interior, e que ajudam a promover o bem-estar físico e psíquico em distância social em detrimento das “romarias” para os centros comerciais” ou para as praias. Talvez recuperemos os hábitos saudáveis de “pic-nicar” em família ou com amigos com as tais iguarias regionais, alindadas com primores, nossos, feitos de forma mais tradicional em fornos de lenha ou de forma mais facilitada na “bimby”. As cidades e vilas do interior, talvez possam deixar de copiar tantos os grandes centros e criar infraestruturas, com maior identidade, radicadas num historial de gerações que viu e fez crescer tamanhas tradições. Criar rotas culturais de descoberta, onde para além das paisagens, e das iguarias gastronómicas, tenhamos contacto com as gentes que estoicamente se têm mantidos nesses territórios e que, por isso mesmo, por vezes possam parecer um pouco “rudes” no primeiro contacto, mas que ganhado a sua confiança se tornam amigos desde o princípio. No passado, os nossos “inimigos” vinham por terra e estas gentes eram aqueles que primeiro davam alerta, o “corpo às balas” e que nos defendiam. Estas estratégias de promoção territorial devem ser delineadas ao nível supramunicipal para que possam ser integradas, e promovidas conjuntamente e de forma mais eficaz. Mas sabemos que poucos são os casos de sucesso nesta promoção conjunta. Talvez o Turismo do Centro, seja aquele que melhor traduz o espírito de complementaridade e possa ser uma boa bandeira para este novo desígnio. Ao nível municipal não esperemos que os políticos de ontem, hajam hoje de uma forma distinta. Aqueles que nunca usaram a identidades dos seus territórios e das suas gentes na promoção não o irão passar a fazer como que por ilusionismo. Os outros que se reconhecem nas suas gentes, poderão ser agora ouvidos de uma forma mais coerente e consequente. Esses, muito provavelmente, delineiam e projetam parques urbanos recorrendo à massa crítica da região, preservando a memória dos espaços, muitas vezes patente no património arbóreo que vai resistindo estoicamente às agruras do tempo e aos “humores” políticos. Os políticos, de um modo geral, salvo raríssimas exceções têm tido uma relação pouco amistosa com as árvores e muito em particular na forma como estas se articulam com projetos de requalificação urbana. A árvore, é normalmente um elemento de inspiração para escritores e artistas, mas constitui-se um óbice para a grande maioria dos autarcas. As que valiam a pena demoram muito tempo a crescer, e os méritos perdem-se no tempo, e depois não sabemos enquadrar devidamente o edificável com o natural, respeitando os momentos e as “idiossincrasias” de cada elemento arquitetónico e de cada espécie arbórea. Por isso, procuram-se fazer “eiras” nas praças do município em detrimento de se aproveitar as árvores que possam ter crescido naturalmente em alguns espaços e adotar essas árvores na lógica que se pretende para um parque urbano. Este desenho é possível fazer quando o projetista tem carta branca do promotor o que na grande maioria dos casos só é possível realizar com entidades privadas. Sabemos que a retoma vai basear-se muito em obras públicas, e que as quantias gastam é que contam, mais do que os objetivos que se pretendem com a obra. Por isso, quanto maiores os orçamentos melhor, quando na prática podemos, com os mesmos meios, multiplicar as realizações através de uma boa planificação e critérios rigorosos e amplamente discutidos com aqueles a que se destinam em primeiro lugar, os munícipes! Nesta fase de contração da produção parece estarmos a assistir a alguma recuperação ambiental que será importante monitorizar para percebermos se há algum novo equilíbrio que possamos encontrar para prolongarmos os recursos naturais aumentando a qualidade de vida de uma forma económica e ambientalmente sustentável. Nesse sentido temos vindo a desenvolver programas de base ecológica que ajudem a reforçar identidades de território como é o caso da preservação e valorização do rio dão. Os municípios e organizações, muitas vezes, por inépcia e ausência de visão estratégica, têm dificuldade em conseguirem retirar dividendos promocionais que se possam traduzir em valorizações económicas em programas desta natureza. Este pode ser o momento para com base em ações de voluntariado e programas bem delineados possam fazer crescer um sentimento de promoção ambiental. Saibamos agarrar a oportunidade! Este ano o mês de abril fez jus ao ditado popular “Abril, águas mil”, não sabemos se por mera casualidade da estatística climática ou como consequência de toda esta contração mundial. Por isso sido particularmente favorável à produção de biomassa que nos lança grandes desafios para podermos limitar a deflagração de incêndios rurais. Tal como na saúde na qual temos a sensação que todas as outras patologias desapareceram, também a limpeza das nossas florestas e das aldeias ficaram adiadas e acredito muito sinceramente que vamos precisar da ajuda divina para não assistirmos a novas tragédias. Hoje, estamos num tempo de enorme desconfiança de uns para com os outros e de grande escrutínio das verbas públicas que se irão usar, por necessidade imperiosa! Contudo, não nos deixemos contagiar por este sentimento evitando que se possa alastrar por incúria dos nossos políticos na tomada de decisão do nosso futuro estratégico seja na economia, ambiente ou coesão social e territorial."


sábado, 11 de abril de 2020

O que se passará no CENtRO....desta Pandemia


Desde há algum tempo que me tenho surpreendido com a virulência do COVID-19 na região Centro e daí teremos que tirar muitas ilações para perceber este padrão assintomático em relação ao resto do País. Assistimos a algum desconforto de responsáveis políticos em relação ao desvio de meios de uns territórios para outros, neste caso privilegiando Lisboa em detrimento do Norte. Sem estar com grande contas e estatísticas tínhamos à data de ontem no Centro, 1905 infetados e 104 mortes. Fazendo umas "contas de merceeiro" temos uma taxa de mortalidade superior a 5%, quando no Norte é pouco mais de 2,5% e em Lisboa de 2%. Eu espero bem que seja apenas porque foram realizados muito menos testes comparativamente com as outras regiões, e mesmo isso denota a falta de investimento no Centro para esse dado. Contuco, acredito que este argumento tenha que ser usado para uma futura negociação de verbas estruturais, daquelas que dizem servir para equilibrar assimetrias, porque é uma vergonha para quem nos dirige e dirigiu, seja ao nível central seja regional e "a culpa não pode morrer solteira". Temos como lema sermos "um País dentro do País", por isso é preciso perceber a fundo o que se passa neste País que tem um pouco de tudo. Não temos hospitais de referência? Coimbra e que mais! A Covilhã "eclipsou-se" e foi a Guarda a assumir o primeiro lugar de referência no Centro. Porquê? A melhor localização geográfica? Então se calhar esse foi um dos erros estratégicos de Sócrates e Guterres que puxavam as infraestruturas para os locais de berço e dos seus devotos, aliás como fazem quase todos em detrimento do bem de todos. Atenção que não estou a criticar estou a levantar questões para que possamos vir ter outras condições no futuro, se calhar os nossos vindouros. Na região Centro pelos vistos temos muitos Centros de dia e Lares, se calhar daí o nome, a situação vai agravar-se e muito. No final das contas quero ver as desculpas "esfarrapadas" que darão para justificar tão triste cenário. E as instituições de ensino superior da região estão a contribuir para o tal plano de rastrear em grande escala? Das estruturas de referência do Centro que estão em Coimbra e Aveiro ainda não ouvi nada, mas posso estar distraído. Dos Politécnicos na grande maioria dos casos não temos meios, porque nunca nos deram para podermos ajudar no que quer que seja. Eu comecei a trabalhar em PCR em 1992, terei sido dos primeiros em Portugal a fazê-lo, e o meu aparelho data de 2000. Não posso fazer milagres e a tutela e a Direção da minha Escola não entendeu que se devia investir aí. Mas há quem tenha PCR - Real Time, mas não têm condições para lidar com Vírus. Curiosamente nós até temos um laboratório para lidar com Vírus, mas não temos PCR-RT. Ironias dos investimentos e dos lobbys pequeninos! Enfim, são nestas alturas que vemos que está tudo centralizado e que importante teria sido descentralizar. Já tínhamos trazido mais cérebros para o interior, já trabalhávamos há mais tempo em tele-trabalho e teríamos outra maneira de lidar com Pandemias e não estaríamos no Centro das atenções pela pior das razões. A ver vamos no final disto tudo como vamos acabar.  Será importante termos os número estatísticos sobre o território, a população, as infraestruturas, o investimento na Ciência e Tecnologia e na Investigação e tudo aquilo que nos puder ajudar a lançar as bases do futuro. Aquando dos incêndios fomos os mais fustigados, aquando das cheias, somos os mais atingidos e agora vamos ser proporcionalmente os mais fustigados. A CCDRC deve estar atenta a esta situação e aliás a atual Ministra deve conhecer muito bem esta realidade para saber o que fez de menos bem e o que se poderá fazer para dar a volta ao texto. Esta é das poucas alturas em que é bom falar-se pouco de nós. Também sabemos que estas são das poucas alturas em que alguns Presidentes de Câmara podem aparecer na televisão. Lá nisso Viseu tem estado prudente. Em vez de um Hospital de campanha no Multiusos fez-se um "Centro de Inspeção Automóvel" que causou impacto e que gostava de saber qual o efeito. Onde são feitas essas análises? São dúvidas por completo desconhecimento! Por um lado, felizmente, a situação por cá não é das piores e por isso dá-nos tempo para pensar na festa do regresso, em Grande Estilo...VISEU COnVIDa-19 de Julho....Querem Apostar

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Aprender a Podar...para chegar à fruta...ou começar com a arte do Bonsai!

O Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, refere na sua entrevista como título que quer aprender a podar árvores. Em termos de graça, não ofensiva, poderíamos dizer que era para chegar à fruta, mas o acto de podar encerra muitos ensinamentos da fisiologia vegetal, da arquitectura, da estética e por último da produção quer de fruta quer de madeira. É curioso perceber que pessoas tão influentes da nossa sociedade, consideram que a agricultura é uma actividade maior que deve ser valorizada e que ao mesmo tempo exerce uma função de relax e anti-stresse. Curioso é o facto de neste mesmo número do expresso um outro ilustre, O´Sullivan, neste caso do desporto, referir a importância que a agricultura teve no seu regresso aos triunfos e no novo rumo e conduta que ditou para o seu futuro.

domingo, 5 de maio de 2013

O IPV no "Centro" das Atenções!


As próximas semanas devem ser bem utilizadas pelo IPV para se dar a conhecer e não fazer apenas propaganda. É óbvio que saber usar e fazer publicidade é fundamental. Nas próximas duas edições do expresso o IPV deve fazer sair publicidade e noticias com relevo nacional. Já agora de uma forma inovadora e com fotos originais. Dar a conhecer projetos em curso e a dinâmica das suas unidades orgânicas. Por coincidência sairá o guia do estudante e decorrerá a conferência sobre educação na cidade de Viseu. São meras coincidências, frutos de um trabalho bem pensado, seja o que for é um momento de "ouro" que deve ser aproveitado da melhor forma e mais inteligente possível. Veremos como todo este processo será conduzido para percebermos se tudo isto foi pensado ou obra do acaso. Espero que o IPV saia vencedor e saiba tirar dividendos de todas estas ações, aproveitando o "empurrão" para dinamizar e projetar toda uma instituição. Já agora o ESAV pensou nalguma ação, falou com o presidente do IPV em relação a tudo isto. Acredito bem que sim, só que não dizem a ninguém...é segredo!

domingo, 15 de janeiro de 2012

Este fim-de-semana não li o expresso!


Hoje este blogue, graças a vocês, bateu todos os recordes de audiência. A um domingo, porquê? Porque foi lançado um repto muito sério e os alunos responderam, individualmente e em nome da Associação. Mas também tive que "levantar a voz" porque querem todos dizer presente em todos os projectos. Para um professor é gratificante, mas não é possível. Eu conto com todos, mas vão sendo chamados cada um a seu tempo, naquilo que considero que é a função que vocês melhor desempenham o vosso papel. Lembram-se do PB que em determinada altura teve que levantar a voz, porque todos os jogadores queriam jogar na primeira equipa. E qualificou a selecção nacional. Eu quero que a minha selecção, constituida por todos, possa augurar ganhar este "campeonato", que por ora é regional, mas que em breve poderá ser nacional. Parabéns! Eu um dia digo-vos porque é que não li o expresso...esta semana!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Ter o CEO como Limite !


vator.tv
Já há algum tempo que não me levantava a meio da noite para escrever. Mas não foi hoje, só que quase não dormi a pensar nisto. Então qual é a ideia? Os alunos têm um prazo de 2 semanas para organizarmos um seminário na ESAV, sobre este título "Ter o CEO como limite!". Um seminário motivacional, em que vamos lançar a ideia de termos 20 alunos dos vários cursos a acompanharem um CEO, de empresas ligadas ao mundo rural na região, coordenados pela ESAV. Todo o plano será apresentado neste seminário e será exigente. Isto deverá resultar num seminário sobre a Criação de Valor neste Território, onde estamos inseridos, de preferência no dia da ESAV, 14 de Abril de 2012. Nesse dia os alunos irão mostrar o resultado do seu dia, o que aprenderam, e eventualmente o que podem propor para ajudar estas empresas, associações, autarquias a criarem Valor nos seus Territórios em cada uma das suas áreas de actividade. Juntar Empresas, Autarquias, Associações de Desenvolvimento Rural, docentes, alunos, técnicos, empreendedores, investigadores, enfim todos aqueles que interessam para este movimento que se está a criar, uma onda... mas não um Tsunami. Mas atenção! Vamos realizar isto na sala 1, numa data que vocês irão propor, no espaço de 2 semanas, no dia e hora que entenderem. Mas, se não enchermos a sala 1 de alunos, será cancelado o seminário e eu farei no meu gabinete com os meus alunos. Os alunos ficam responsáveis por divulgarem este seminário por todas as formas criativas e redes que tiverem, dentro da ESAV, porque nesta fase é para os alunos da Escola. É claro que todos os docentes estão convidados. Digam-me o dia e a hora.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Subtilezas...da Publicidade!


Como é meu apanágio, não gosto das banalidades nem das coisas demasiado objectivas. Nesse sentido, tento apelar aos meus alunos ás subtilezas, que não, ás miudezas. No expresso do passado fim-de-semana, reparei numa publicidade de monta, desenvolvida pela BMW. Em páginas interias, foram surgindo modelos da marca ao longo da sua história com textos apelando ao combate da crise, á inovação e á tecnologia. 4 modelos, 4 páginas inteiras, enfim uma história a relembrar o passado e o futuro. O curioso, é que na página seguinte a VW, faz uma publicidade nas páginas centrais do expresso com um novo modelo utilitário "Small is great", como que rematando essa mesma evolução. Não é obra do acaso trata-se de uma acção concertada, em que a VW ganha claramente à BMW com um investimento claramente menor. São subtilezas com as quais temos que aprender. 

domingo, 18 de dezembro de 2011

Somos Um País de "Bananas" Governado por "Sacanas"


Ouvi esta expressão, já conhecida, num dos últimos congressos que estive, dita por alguém com responsabilidades e que curiosamente havia estado com o secretário de estado nesse mesmo dia. Não sei o que se passou, nem se era dirigida a alguém em especial, Quero acreditar que não, e que foi apenas um desafabo para a nuvem (Cloud). Outra das expressões actuais, foi dita por um conhecido autarca da região que, ás vezes vem à região, e que é "Quem não chora não mama". Da análise do fim-de-semana ficou o artigo do Nicolau Santos, "O que faz falta é alguém que lidere e dê esperança à malta", ideia da qual corroboro inteiramente. Uma outra notícia que me deixou contente, foi a atribuição do prémio Pessoa ao Professor Eduardo Lourenço, com o qual gostaria de falar um dia, brevemente. Uma terceira nota, prende-se com a carta de indignação do Dr. Alberto Correia, sobre o modo de actuação da CM de Viseu e dos seus pájens, parece que aprendem depressa. Estou  do lado destas três noticias às quais me associo por completo e na íntegra. Hoje, está  reunido o Conselho de Ministros e as minhas  "pernas parecem querer tremer". Não se espera nada de bom, vindo de S. Bento de Lisboa, teremos que ir todos ao São Bentinho da Porta Aberta para fazer uma rezinha e deixar uma vela para alimentar o nosso futuro. O Passos quando vier com uma noticia boa, já ninguém acredita. O Homem parece que é profeta da desgraça e gosta de carregar nas adjectivações, seria um bom actor de drama, não tenho quaisquer dúvidas. Estando a fazer o trabalho sujo do governo, agora na primeira pessoa, poderia estar a abrir as portas a outros no PSD, mas não está a abrir a porta ao Portas, não para sair, mas para mais tarde entrar pela principal. Eu nem quero falar na Ferrostaal, que já começou a fazer cair cabeças, na Alemanha, mas por cá podemos estar descansados, é muito cedo, é preciso mais tempo para prescrever. Esta segunda-feira, iremos promover uma reunião,  para pensarmos teoricamente sobre o futuro de uma região, mas procurando sermos objectivos e pragmáticos, sem esquecer os ideais e a capacidade de sonhar, que continua a fazer-nos falta, pelo menos para alguns, materem a sua sanidade mental, como é o meu caso. Conto com ilustres amigos, desde antropólogos, cientistas, actores do desenvolvimento rural, conhecedores profundos da região na primeira pessoas, conhecedores do Queijo Serra da estrela, como não podia deixar de ser, verdadeiros estrategas políticos, enfim de todas as áreas do saber e de todos os quadrantes. Eu depois contarei os resultado em off. Será à volta de uma mesa, mas não um almoço, apenas numa mesa sem cabeceira, onde todos poderão transmitir as suas ideias. Se houvesse sobremesa, seria requeijão com diospiro, e não "banana split".

domingo, 30 de outubro de 2011

Um Ás ou um Asno?


terefmandrea.blogspot.com
Fui  colher inspiração para este título, ao Rui Reininho e ao que disse, ontem, num programa de estreia da RTP1, onde os elementos do júri estiveram com muito a propósito, e com diferentes modos de actuação, o que valoriza o conjunto. A propósito da RTP lá vem  "o jardineiro" com mais uma acção de poda, agora sobre a publicidade da RTP, para fazer a vontade aos privados e cujo resultado se está a ver. Quebra de receita astronómica por parte de uma estrutura do estado, para distribuir pelos outros, os que produzem a sério, e a necessidade de se colocar mais verba do orçamento do Estado, para no futuro, se tapar mais um "buraquinho" e abrir-se mais uma oportunidade de emprego. Mas não era para isto que começei a escrever. Foi só porque estava a ler o caderno de economia onde vem publicada a noticia...estão a estudar...está-se mesmo a ver o resultado. O Rui Reinhinho, sentiu-se um "asno" ao não apostar num dos candidatos que considerou, poder vir a ser um "ás". Há contudo, uma grande diferença entre poder vir a ser, e ser na verdade. O que é que o Reininho, viu nele, que lhe causou alguma dúvida em não apostar numa certeza? O facto de como disse não ter "unhas para aquela guitarra", ou como quem diz não ter a capacidade técnica para fazer voar e ecoar aquela voz. Não acredito! Terá sido apenas um  pequeno pormenor. A este nível as diferenças fazem-se por pormenores e nem todos têm a capacidade de ver os pormenores. O Reininho é que não trabalha com qualquer um e consegue "ver a árvore no meio da floresta" e a eventual margem de progressão e crescimento de uma "árvore". Capacidades temos muitos, muitas, mas com "alma que transpire" somos poucos, aliás muito poucos. Para um trabalho em equipa, seja entre pares, seja de "coaching" é preciso muito mais do que capacidade... é preciso cumplicidade. Olha tu não tens mais nada que fazer?... vai mas é pregar para o deserto!

domingo, 9 de outubro de 2011

Poupar... é o melhor remédio!

http://aeiou.expresso.pt/ha-publicidade-que-vale-mesmo-a-pena-ver=f658218

Temos que poupar? Então temos que usar a cabeça, mas primeiro temos que tirar o chapéu....a esta ideia.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

FinLand...o FIN da linha!

lapplandkeywest.com

Esta semana o expresso, pela mão do Prof. Diogo Freitas do Amaral, fez a análise comparativa entre Portugal e a Finlândia. Assim do que me lembre e estou a "falar de cor" só o PIB é que é parecido. Até aqui estamos bem. O problema é que eles são metade de nós. Há algum tempo escrevi sobre os países que incluíam o termo "Land" no seu nome, e que concomitantemente atribuiam valor à terra e à forma como preservá-la e valorizá-la como recurso. A Finlândia apostou na novas tecnologias, na educação, na floresta, tudo numa perspectiva de modo sustentável de utilizar o ambiente e num cenário de transparência absoluta e confinça entre os politicos e os cidadãos. Já tivemos docentes desta Escola de visita a este colosso, onde, comparativamente connosco por cada cem mil habitantes, o número de advogados é mais reduzido, tal como o número de policias, médicos, juizes,...só nos enfermeiros é que eles nos ganham. Comparativamente, nós temos quase tantos enfermeiros como médicos, o que não faz sentido nenhum. Portugal, compreende-se que não aposte no "Land" porque não temos o sufixo no nome do País, e então apostamos no "Mar Alto". A ESAV podia pagar algumas viagens a docentes da casa para irmos à Finlândia, aprender alguma coisa...ou pagar para lá ficarem!

domingo, 6 de março de 2011

As Universidades em Portugal...e já agora os Institutos Politécnicos...

A Prof. Maria Filomena Rosa escreveu um artigo no expresso este fim-de-semana acerca das vocações das Universidades e dos alunos. A falta de mobilização dos docentes em gerarem discussões científicas partilhadas entre si e até com os alunos, em seminários ou até de forma informal nos bares das Instituições, constitui um dos grandes óbices à partilha do conhecimento no local de excelência para o efeito. As Instituições de Ensino Superior. Haverá desculpas para todos os gostos, ou mesmo justificações devidamente fundamentadas. Uns docentes por excesso de trabalho e pouco tempo, outros por falta de vocação para o ensino e para a transmissão de conhecimento. Todos teremos as nossas limitações na forma de transmissão do saber ou na forma de adequar aos tempos de hoje, e às limitações ou "virtudes" dos alunos de hoje. Tem que existir uma maior partilha porque muitos dos docentes do Ensino Superior não tiveram qualquer componente pedagógica. E aqui um colaboração inter-escolas do IPV poderia ainda ser mas benéfica, na qual a ESEducação poderia desempenhar um papel importante na questão da pedagogia ou pelo menos no despoletar desta discussão. Na ESAV, pensei que o Conselho Técnico Científico poderia desenvolver um plano de seminários apresentados por docentes, ex-alunos, empreendedores na vida real... Cedo verifiquei que esta ideia não seria bem acarinhada e até compreendida. Esta semana decidi propor a três alunas Polacas de Erasmus do curso de Ecologia e Paisagismo (Suzana, Paulina e Malgozata), que fizessem apresentações sobre os temas dos respectivos diplomas que irão apresentar em Setembronpara concluirem o curso na Universidade na Polónia. E decidi convidar empresários e técnicos da área da arquitectura paisagista e do paisagismo, por forma e podermos ensinar e aprender com outros sistemas de ensino, neste caso do Leste. Espero poder contar com a presença dos nossos alunos e docentes, para que isto não continue a ser só carnaval. A propósito as apresentações são na quarta-feira, 9 de Março pelas 17 h. Os temas versam "Spatial Planning", "Restoring Public Parks" and "Bulk Plants".
A crónica do expresso versa outras temáticas, uma das quais o facto de ser um computador a seleccionar a entrada dos candidatos na Universidade. A semana que passou, pertenci ao júri dos maiores de 23 anos e percebemos a importância que uma entrevista pode ter na selecção dos candidatos para um número limitado de vagas e podermos "tentar" escolher os melhores. Um último tema tem a ver com a falta de visão estratégica das Instituições na valorização dos seus recursos materiais, sejam eles quais forem, edifícios, quintas, equipamentos científicos, laboratórios, autocarros,...
Subscrevo na íntegra a opinião manifestada pela Maria Filomena Mónica na sua crónica ao expresso.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Projectar Candidaturas de Élite

Estamos numa fase activa de candidaturas a projectos no âmbito das nossas actividades de investigação na ESAV aos mais diversos programas comunitários. Para levarmos a cabo com sucesso as candidaturas devemos juntarmo-nos aos melhores e áqueles com quem gostamos de trabalhar. Devemos também na medida do possivel desenvolver investigação com aplicação internacional não esquecendo uma eventual predisposição para a valorização de produtos de índole regional. Este é o caminho que com aqueles com quem tenho colaborado temos trilhado, embora outros desenvolvam estratégias diversas com tanto ou mais sucesso. Temos privilegiado a colaboração com instituições de ensino superior de Viseu, neste caso a Universidade Católica Portuguesa (que tem feito uma divulgação de marketing em parceria com o expresso curiosa) e defendo que num futuro próximo possamos colaborar de forma efectiva com o Piaget, o que aliás já fiz no passado. Paralelamente, devemos escolher autarquias, estruturas associativas, empresas, direcções regionais, laboratórios que connosco queiram colaborar em prol da investigação na região. Pelos sinais recentes estou absolutamente convencido que existe um enorme potencial por explorar ao nível do desenvolvimento de novos projectos, saibamos apresentá-los aos interlocutores certos e no momento indicado.