domingo, 23 de agosto de 2015

A Gazeta Rural fez 11 anos...parabéns

Para comemoração desta efeméride dei o meu humilde contributo, aproveitando por desejar mais uma década de sucesso...

http://www.gazetarural.com/index.php/pt/arquivo-de-edicoes/41-arquivo/1803-gazeta-rural-n-252-31-de-julho-de-2015

Uma mera interpretação de futuro dos nossos territórios rurais…


A Gazeta Rural que há mais de uma década anda a semear e a ver crescer o setor agrícola de vital importância nas suas mais diversificadas áreas, lançou um desafio de discutirmos o seu futuro, coisa rara nos tempos de hoje. Tenho a clara sensação que andamos, instituições e entidades, mais a reagir do que a agir numa área cujo planeamento é de vital importância para virmos a colher os frutos. É óbvio para existem lobbys que privilegiam uns em detrimento de outros em vez de procurarem sinergias. Ninguém se preocupa em pensar a estratégia de uma região, embora eu não tenha a veleidade de o fazer, mas teria imenso prazer em poder contribuir. Esta é uma proposta que me agrada e que permite discutirmos um futuro sem rede, sem promessas mas com premissas e objetivos, sabendo que hoje temos mais conhecimento que nunca e uma geração bem preparada que não digo sem igual para com o respeito dos nossos antepassados e do nosso legado cultural. A necessidade de aumentar a produção de alimento, considero que não é uma das prioridades desta região onde nos encontramos Dão-Lafões e Alto Paiva. Temos que produzir com uma qualidade inexcedível e não necessariamente aumentar produções por área, mas procurar aumentar e diversificar a área de produção para zonas hoje pouco produtivas e tornar-nos o mais sustentáveis e autossuficientes possíveis. O distrito de Viseu, é uma região ímpar a nível mundial com áreas vitivinícolas de excelência e diversificadas como o Dão, Lafões, Douro e Távora Varosa. Temos um dos ícones nacionais o Queijo Serra da Estrela DOP e todos os derivados lácteos, o cabrito da Gralheira o borreguinho Serra da Estrela, a vitela de Lafões e a raça Paivota, a truta do Paiva, somos referência nacional na produção biológica de hortícolas e na produção de infusões, de cogumelos silvestres e de produção e muito mais. Para além de tudo isto centramo-nos no Centro de uma região e de um País. Que mais precisamos? Acreditar na nossa produção agrícola diversificada e fazer acreditar os responsáveis políticos de que é possível assentar uma estratégia também no setor primário, o pilar base estruturante de qualquer economia. É absolutamente necessário manter a dispersão dos nossos produtores pelo território e pelas paisagens beirãs, descritas de forma indelével por autores consagrados como Aquilino Ribeiro. Temos os registos milenares dos nossos antepassados, uma riqueza mineralógica e geológica de excelência que são a matriz dos solos que com “o tempero dos currais” nos podem guindar ao sucesso. Conheço esta região quase como as palmas das minhas mãos. Só que para além de tudo isto temos as nossas “Gentes” que tenho encontrado e aprendido a respeitar nas mais diversificadas áreas e que se incluem nos tais ditos recursos endógenos destes territórios eufemisticamente apelidados de baixa densidade. Infelizmente estas ainda não foram devidamente valorizadas e são autênticos esteios destes territórios que nos permitem fazer a diferença, ontem, hoje como amanhã. Um último aspeto prende-se com a necessidade de fazer voltar o ensino superior e profissional para esta área vital da economia, a agricultura, mas também para o setor agro-alimentar e da nutrição que são quem na verdade podem potenciar e valorizar toda uma produção agrícola nas suas mais variadas vertentes. Não tenhamos vergonha de abraçar este desafio. Mais que uma obrigação é um desígnio de futuro para esta região. Este é um pequeno contributo de alguém que pensa um território e que apesar das várias desilusões continua a acreditar no futuro. Mas atenção enquanto andamos distraídos a corrigir rotas outros seguem os seus trilhos num passo incessante e ganham claramente a dianteira. Façamos um esforço coletivo em prol de um território, dos recursos endógenos e das suas gentes. Um enorme Bem-Haja à Gazeta Rural pelo papel insubstituível que tem feito em prol da agricultura não apenas na região como no País. Desejo mais uma década de sucesso…pelo menos!

Projeto europeu fabrica plástico a partir de cardos em vez de petróleo...

Alunos atentos como o Luis Gonzaga fazem chegar todas as noticias relacionadas com a valorização do cardo...um caminho que trilhamos em articulação com todas as outras múltiplas vocações conhecidas desta planta...entre outras por descobrir.

http://pt.euronews.com/2015/07/14/projeto-europeu-fabrica-plastico-a-partir-de-cardos-em-vez-de-petroleo/#.VdcZ3pvrJ8w.email



quarta-feira, 15 de julho de 2015

A Gazeta um parceiro privilegiado do CARDOP

O projeto CARDOP e eu pessoalmente nunca me poderei esquecer o papel notável e competente que a revista Gazeta Rural pela mão do José Luis Araújo sempre teve para com o projeto CARDOP e a sua promoção, difusão e divulgação. Sempre acreditou desde a primeira hora, confiando na equipa e no mérito de um projeto construido por muitos e em prol de muitos...o nosso muito obrigado! Estaremos sempre disponíveis para com a Gazeta Rural.


terça-feira, 14 de julho de 2015

Produzir e Colher Flores de Cardo como os melhores....

Hoje vi com os meus olhos e confirmei a forma competente como os reclusos do estabelecimento prisional do campo estão a colher de forma selecionada as flores que constituirão os primeiros lotes de flor de cardo que irão ser produzidos por esta estrutura. Conheço uma outra estrutura que colhe flores assim...a Casa da Insua e o estabelecimento prisional não fica atrás...fica a par. Não posso revelar a identidade destes homens, mas acreditem que nunca mais os esquecerei. Fizeram realizar mais um sonho CARDOP com o papel inexcedível do Eng. Nuno Pestana.





domingo, 5 de julho de 2015

Há Projetos que têm um Rosto...este é o do Pestana....

Quando soube na última sexta-feira que o Eng. Nuno Pestana ia ser transferido para Lisboa, considerei que foi uma perda de peso para o projeto CARDOP. É claro que ele continua a ser um dos nossos, embora à distância e a ele se deve na essência a instalação do campo de recursos genéticos no estabelecimento prisional do Campo. Primeiro saiu o Dr. Miguel Alves por motivos de reforma e logo pensei que o conceito criado por ele iria "descambar". Dito e feito! O projeto criado por uma pessoa que considero ímpar não é facilmente entendido pelos burocratas de Lisboa. O estado é assim e já não surpreende, independentemente da cor que o governa. Agora vai-se o Nuno Pestana, provavelmente com a desculpa de estar a fazer um bom trabalho e ser necessário replicar este exemplo por outros estabelecimentos. Só que as condições e os apoios que granjeamos, não são fáceis de replicar e ainda não estavam completamente consolidados. Resta-nos o Dr. José Pedreira, veremos o que conseguimos manter, da nossa parte pode contar com o nosso apoio. Ao Nuno Pestana fica um enorme agradecimento e a certeza que por onde passar deixa nota da sua capacidade de trabalho, dinamismo e competência. No que pudermos ser úteis...conta connosco!






quarta-feira, 1 de julho de 2015

UC Biotech.... Garden with cardoons...

As plantas instaladas apresentam um hábito e dimensões adequadas, as tonalidades verde das folhas e os tons púrpuros das flores que contrastam com o pano de fundo negro e moderno do edifício. Por último as sombras fazem a diferença no....concreto! Para o projeto CARDOP é um motivo de orgulho termos deixado este testemunho que ...acreditamos perdurará...