terça-feira, 11 de dezembro de 2018

TOMO IV - Eu TOMO o Prof. Gominho como um Excelente Exemplo....




Por isso não podia deixar de escrever duas linhas dedicadas ao seu Papel no Cardo...

O Professor Jorge Gominho, era uma das minhas maiores expectativas neste I Simpósio do Cardo que se confirmou na íntegra com uma apresentação verdadeiramente estruturante e elucidativa sobre a perspetiva multifuncional do cardo (Cynara cardunculus L.), fruto de um vasto trabalho de enorme competência que tem desenvolvido com a sua equipa de colegas e colaboradores do FORTEC TEAM no ISA. A sua Multifuncionalidade deve-se à possibilidade de utilização da planta em Pasta e papel, na alimentação humana e animal, fitoquímica, Produção de Energia, Compósitos, Fitoremediação, Horticultura. Revelou a vocação privilegiada do cardo face aos novos desafios das alterações climáticas, um tema que suscitou curiosidade ao Luís Abrantes que, infelizmente não teve oportunidade de a ouvir a comunicação, e que será um dos fortes argumentos para incrementar e estimular a plantação e utilização do cardo num futuro próximo, até para transferir vocações para outras plantas e culturas. É uma planta que pela sua rusticidade associa uma assinalável produção de biomassa de vocação diversa a uma gestão equilibrada no uso de recursos e nutrientes sendo pouco exigente em adubação, apresentando tolerância a solos com alguma salinidade e uma assinalável protecção à erosão dos solos, uma tema muito em voga com o advento dos incêndios. Para além de tudo isto pode, ainda, exercer a função de fitoremediação, outra das áreas tão em voga num tempo em que é necessário aumentar e recuperar áreas para cultivo e alimento da população mundial de uma forma sustentável. Apresentou dados consistentes em relação à produção de biomassa total e fraccionada em áreas de plantação com uma expressão muito considerável, na ordem das dezenas de hectares que foram cultivadas no Alentejo e Ribatejo. Curioso o facto de não haver qualquer referência em relação à colheita de flor nessas áreas de plantio, até porque a vocação principal era a biomassa com fins energéticos, embora acredite que parte da flor tenha sido aproveitada para a sua utilização mais nobre. Foi feita referência a Jesús Fernández da Universidade Politécnica de Madrid como um dos percursores e maior conhecedor da utilização da biomassa do cardo e com quem o Prof. Gominho colaborou. Mostrou ainda o evoluir das publicações no cardo que soma mais de 1000 publicações e 14000 citações, desde a primeira publicação datada de 1937 e que está relacionada com a influência da flor no leite. Numa síntese extraordinariamente interessante revelou que 60% das publicações são na área da Agricultura e Ciências Biológicas, 31% nas Ciências Materiais, 30% na Engenharia Química, 18% nas Ciências Ambientais, sendo que as restantes se distribuem pela Química, Engenharia, Energia, Bioquímica, Genética e Biologia Molecular e Medicina. Esta distribuição revela bem a tal multifuncionalidade e a estrutura do conhecimento sobre esta espécie, acreditando eu que certas áreas venham a ganhar pendor fruto da sua fitoquímica de exceção. A este propósito o Prof. Jorge Gominho mostrou a página web da BBC que é dedicada exclusivamente ao Cardo e às suas aplicações alimentares. E o que nós temos tentado para introduzir o cardo na alimentação. Relembro que no dia 26 de abril de 2012 realizamos na Casa da Insua, sob a batuta do Chefe Paulo Cardoso um jantar dedicado ao cardo e aos primores da Serra da Estrela que muitos referem como o percursor dos "Queijos à Chef", mas que eu considero um evento que teve uma identidade muito própria e exclusiva. Eu concluiria dizendo que o Prof. Gominho abriu o livro sobre o cardo revelando os pormenores da anatomia do caule, do capítulo, dos pelos e dos vilanos. A sua composição química, a capacidade de rentabilidade energética por combustão, produção de biogás e biodiesel. Confesso que a produção de pasta e papel é uma das que mais me fascina, até pela experiência que já tive com o papel de algodão e por ter sido presenteado com duas folhas de papel de cardo remetidas pelo Prof. Jorge Gominho, ainda sem nos conhecermos pessoalmente, que demonstra a delicadeza e generosidade deste Senhor. Acredito que o papel do cardo tem particularidades que nos podem fazer escrever novas páginas na história desta planta e das suas criações. Temos ainda a produção de pellets, bioetanol, alimentação animal, usos farmacológicos, compósitos naturais, bioabsorventes, fitorremediadores, horticultura, terminando na alimentação humana como prova das suas aptidões. Curiosamente, hoje mesmo, a minha filha Rita irá apresentar ao Nutricionista do FCPorto um trabalho sobre o potencial nutracêutico da alcachofra como “super-alimento”, sem que eu tenha soprado ou sugerido qualquer tipo de influência. Veremos o reflexo porque é um espelho do cardo!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Não quero ser vinculativo...nem premeditado...

...mas para responder à questão ... onde se poderá realizar o II Simpósio do Cardo, ...a foto é inspiradora!


Tomo IV...para desanuviar...

...Eu Tomo um comprimido e isto passa!

TOMO III...Jogar fora de casa pode ser uma vantagem...mesmo que seja um "jogo entre anões" (Private joke)



Foi o que aconteceu com o Luís Abrantes que, sem a obrigação de ser simpático embora não abdicando do papel de gentleman, foi “colocando o dedo na ferida” e acentuando a tónica de que é preciso saber onde estamos para podermos pensar onde queremos ir, neste caso com o Cardo. Criou incómodo nalguns, mas foi exactamente por isso e por conhecer a sua incessante e persistente forma de actuação em prol de objectivos concretos que sugeri a sua vinda a Beja, mesmo com uma agenda de "loucos". Colocou algumas questões incómodas, mas diria demasiado óbvias, sobre as áreas de produção do cardo, e de que valências nos estamos a referir quando falamos de uma multifuncionalidade tão diversa que pode ser, inclusivamente, prejudicial, por não permitir objetivar um percurso e uma estratégia. Referi-o publicamente que, se não conseguir convencer o Luís Abrantes acerca da validade do cardo, para mim este é um projeto a prazo. Considero-o com uma visão “paranormal” que poucos investidores hoje têm, até porque muitas das suas ideias só podem ser concretizadas por ele e pela sua equipa, porque não há conhecimento científico e tecnológico que o possa prever. Ele cria de Raíz,… o conceito, as máquinas, a história,… TUDO. O Cardo pode ser uma inspiração, mas ainda terá que haver muita transpiração para podermos esperar que o Luís se debruce sobre a temática com o rigor e a assertividade que o caracteriza para provar aquilo que possam ser meras sugestões ou feelings em relação a uma qualquer oportunidade de investimento. Temos que estudar o nosso produto, estabelecer conceitos inovadores, saber quais os nossos concorrentes no Mundo e como nos podemos diferenciar criando valor. O Mundo dos negócios é uma Selva e não uma Savana. Aí está que não podemos fazer de conta que estamos num Safari, a desviarmo-nos de girafas, leões e hienas, mesmo que seja em Beja (private joke). Esta foi a mensagem que o Luís nos transmitiu de uma forma clara e inequívoca.






Este é um Tomo II de uma mensagem só....




Tomo II, …com que de uma segunda parte do jogo se tratasse!

Cada jogo tem a sua história e podemos ter de tudo um pouco. Jogos que se resolvem nas primeiras partes, outros que se resolvem apenas nas segundas e há ainda os que se repartem com intensidade por ambas as partes, um pouco ao jeito Inglês em que “até ao lavar dos cestos é vindima”.
Este Simpósio foi um espelho disso mesmo! Repartiu por todo o programa um conjunto de comunicações de interesse relevante para aquilo que se pretendia como uma explanação do potencial do cardo, com base nos extensos estudos já realizados, pelos mais influentes investigadores Portugueses no cardo, nas mais variadas vertentes. Mas também tinha como objectivo avaliar aquilo que poderá vir a constituir como um novo desígnio para o cardo, assim saibamos aproveitar as aberturas políticas e as valências científicas e institucionais.
Permitam-me que neste Tomo II que seria relativo ao segundo dia do Simpósio, comece e acabe pela lição plenária do Prof. Euclides Pires, o percursor, promotor, activador que permitiu todo o processamento que se tem criado à volta do cardo com particular ênfase para a sua flor. Na qualidade ímpar de contador de histórias deu-nos uma perspectiva abrangente, actual e assertiva sobre o Cardo, juntando à força da palavra o sentimento do gesto, numa alocução plena da simbiose das linguagens e das mensagens. Disse-o objectivamente, uma verdade que parecendo de la Palice, é crucial nos tempos que correm. “Não vamos repetir o que está feito e procuremos fazer o que falta fazer!”. São mensagens simples como esta que este sábio “caçador de proteínas” tem ditado ao longo dos tempos, como aquela outra que me tem servido de inspiração: “Há muito mais biodiversidade do que aquela que julgamos conhecer!”. Mencionou todos os seus discípulos, explicou a forma como os fez crescer, tornando-os autónomos e hoje investigadores de craveira mundial, da mesma maneira que está a fazer crescer os netos com um rigor científico extremo e uma ética inabalável às quais se junta uma humildade enternecedora! É a este Senhor que todos devemos prestar a nossa homenagem e que a Fátima Duarte e o Cebal em boa hora o quiseram testemunhar. Alteraram horas, inclusivamente dias para que todos pudéssemos ouvir a Mensagem.
Este será um Tomo de uma mensagem só, por respeito e merecimento...a um MESTRE SÁBIO! 
O nosso MUITO OBRIGADO!







Impressões de um Simpósio (Tomo I), ou eu tenho a séria Impressão que...



...A cidade de Beja, o CEBAL e o Instituto Politécnico de Beja foram, seguramente, o local de eleição para a realização do Primeiro Simpósio Nacional dedicado ao Cardo, por toda a dinâmica desenvolvida em torno desta espécie, pela capacidade e know-how instalados e pela sinergia que tem conseguido incutir entre atores científicos, tecnológicos, produtivos e políticos. Tenho assistido à distância, mas com grande interesse, todo este percurso e por isso é um motivo de orgulho ver concretizada esta realização e confesso mesmo alguma emoção por fazer parte deste momento histórico que todos acreditamos poder constituir um novo começo para o incentivo da produção e valorização do cardo, nas suas mais variadas vertentes.
Qualquer evento tem a sua sessão de abertura onde são convidados os mais altos signatários das instituições que colaboram no projeto, para além de poderem ser convidados outros elementos que se possam assumir como mobilizadores de futuro face aos objetivos que se pretendem alcançar com estas realizações. Tenho assistido, ao longo dos tempos, a uma desvalorização de atos desta natureza que, em vez de inspiradores, se tornam meros atos protocolares com tudo o que possam ter de mais banal. Não que o tenha  sentido neste caso, até porque este é um projeto muito especial que soube adequar a dimensão e a multidisciplinariedade da equipa à importância do tema para toda uma região e um Pais. A história relatada pelo Presidente do IPBeja reflete que o cardo, à semelhança dos cogumelos silvestres e de outros recursos endógenos, é tido como um recursos de todos, sem regras nem ditames e isso é um sério obstáculo à criação de uma história que o ajude a valorizar enquanto produto de referência e marca regional. Continua-se a procurar desvalorizar o cardo, até por uma parte do setor produtivo do queijo, para que um dia se possa substituir este "elemento mágico" por uma outra coisa que, seguramente, não será nem de longe nem de perto capaz de produzir queijos de exepção a que nos habituamos e que cada vez mais são mais raros. O cardo é um ingrediente e deve ser tratado como tal, e como todos os ingredientes de elevada qualidade custam a produzir. Não se podem aparecer como se nada custassem a produzir e colher. Façamos um pequeno exercício! Pensemos que o cardo vale 10 cêntimos num queijo de 20 euros se esse cardo fosse de grande qualidade e comercializado a 100 Euros/Kg. E estou certo que não custaria mais do que custa hoje muita da "palha" que para lá metem. Este estado de coisas seguramente interessa a alguém e para alterar esta "cultura" e modo de estar será preciso mudar muita coisa e isso demorará o seu tempo. Eu acredito que o cardo será mais valorizado por outras vertentes e que depois o setor do queijo reconhecerá o verdadeiro papel do cardo, quando na verdade são os primeiros beneficiários. É claro que há produtores que já o fazem, mas são uma pequena maioria, embora sejam claramente os mais distintos. Este projeto tem procurado fazer esse papel e também é certo que os projetos científicos têm que ter dotação para fazerem divulgação pelos canais de informação, sem termos que pedir favores e podermos contar as histórias que podem ajudar a valorizar o setor. A ciência não serve apenas para "chatear" os produtores, pode servir também de alavanca, desde que eles o queiram, os investigadores tenham essa preocupação e vocação e as entidades financiadoras o entendam como essencial.

A Fátima Duarte, a “arquiteta” de todo este cenário, com a sua vasta e competente equipa demonstrou por A mais B a razão do sucesso do ValBioTecCYNARA que se traduz nos indicadores objetivos relativos ao número de bolseiros, artigos, comunicações, patentes, teses,.... Há contudo, imenso do trabalho de retaguarda que se torna difícil quantificar e traduzir, mas que de uma forma sabia tem vindo a ser mostrado até em exposições e outras forma de cultura muito para além de ciência.

O primeiro painel dedicado ao Potencial da Flor do Cardo e à sua Aptidão Tecnológica foi moderado pelo Doutor Pedro Louro (INIAV) um especialista nas questões tecnológicas relacionadas com os Queijos DOP Portugueses, particularmente daqueles que usam cardo no seu processo de coagulação, coadjuvado pelo Eng. João Madanelo na qualidade de um conhecedor profundo da realidade da fileira do Queijo Serra da Estrela. A simbiose da ciência com a técnica foi um “casamento feliz” que a organização pretendeu estabelecer em todos os Painéis sendo que, na maioria dos casos, percebemos que os representantes desta ciência conhecem muito bem a realidade da produção e os técnicos da produção têm vastos conhecimentos da ciência que lhes interessa para resolverem os desafios do dia-a-dia. O Pedro abriu as “hostilidades” ao jeito da glória do Laurus nobilis, com uma apresentação de tamanha densidade que só por si daria para estarmos dois dias a discuti-la e isso sentiu-se na discussão do painel que apetecia não ter fim pelo tema tão desafiante que era.

O Nuno Rosa (UC-Católica/Salivatec), em representação do grupo liderado pela Prof. Doutora Marlene Barros, com 30 anos de experiência em Cardosinas, realçou a razão da escolha natural deste grupo de investigação para integrar o projeto. A responsabilidade era muita, um pouco na lógica de procurar descodificar a informação transmitida na comunicação do Pedro Louro, intitulada “Caracterização tecnológica de populações de cardo (Cynara cardunculus L.) da região do Alentejo”. Não tendo ficado clara a estreita ligação entre os dois expoentes, acredito que em breve isso será uma realidade para que, finalmente, se possa perceber ao pormenor todas estas interacções relacionadas com o potencial tecnológico das cardosinas em queijos de leite inteiro crú e muito em particular nestes do Alentejo.

O André Folgado do ITQB apresentou um modelo alternativo na produção de Proteases aspárticas de Cynara cardunculus L., um pouco ao jeito biotecnológico mais evoluído que conhecemos e que está a fazer o seu caminho paralelamente à biotecnologia associada à biodiversidade natural da flor de cardo. Cada mercado potencial, seja industrial ou comercial, avaliará os méritos de cada um dos processos e estratégias optando por aqueles que economicamente e tecnologicamente melhor respondam aos propósitos dos seus produtos e conceitos de marcas para vingarem nos mercados. É muito útil que, independentemente de defendermos a flor como alma mater, estejamos suficientemente despertos e atentos para estas inovações tecnológicas, às quais reconhecemos enormes méritos e que, seguramente, nos ajudarão a progredir melhor e mais depressa, mesmo para aqueles que privilegiem  a natureza como fonte inspiração.

Eu, PB (ESAV-IPV), na qualidade de generalista,  apenas procurei mostrar o longo caminho que ainda temos que percorrer para conseguirmos tirar toda a “Alma à flor do Cardo”. Já fizemos mil anos de história depois de Columella, e este já terá ido beber a algum antecessor que não plasmou em escrito a razão pela qual se lembrou de usar a flor do cardo como fonte do milagre da coagulação, quando o leite de figo já era comum até no tempo de Varrão anterior a Columella.

Entre Painéis fizemos uma degustação das infusões da Isabel Horta da Erva-Doce com uma Prova de Queijos (Ensaio de Produção do Projeto ValBioTecCynara - DOP Évora e DOP NISA). Realço o cuidado extremo colocado pelo CEBAL na escolha dos produtores que têm vindo a integrar no Projeto, sejam produtores de queijo, ou outros, incluindo produtores de cardo, muito pela sensibilidade da Fátima Duarte. A Isabel da ERVA DOCE que reside na Salvada, uma terra que aposta nas crianças, é um desses exemplos, cujo seu apelido "Horta" não deixa mentir. Entretanto, fez-me lembrar a história contada pelo Luís Abrantes do seu grande Amigo de Beja, com o "vulgar e frequente" apelido de família "Água-Doce Engrossa" e com o qual já estava a apreciar as delicias do Mestre Cacau, em Beja, mais umas das empresas de referência no projeto, depois de uma viagem relâmpago desde Viseu.

Entramos pelo segundo Painel intitulado "A Flor de cardo na produção dos queijos DOP Alentejo, Serpa, Évora e Nisa" todos devidamente orientados de acordo com os pontos cardeais o Serpa a Sul, o Évora e Este e o Nisa a Norte. E eu confesso que apenas ouvi o Bartolomeu e que com muita pena minha não ouvi a Cristina Pinheiro nem o João Dias com os quais tanto ia...e irei aprender. Mas ouvi o Nuno Cavaco da Queijaria Almocreva que o MEC fez questão de usar como porta estandarte na crónica de Domingo no Público intitulada "Grandes Alentejanos". E esta publicidade não foi paga, mas se lhe tivessem sugerido, talvez o Miguel tivesse vindo a Beja testemunhar in loco aquilo que ninguém o obriga a fazer. Dizer bem por dizer! O MEC iria ter a oportunidade de nos mostrar como se contam histórias tendo por base a diversidade dos queijos e o seu dom de d´Escrever os mais exaltantes aromas e sabores com um conhecimento feito pela prática e pelo tempo exigido numa degustação. E quiçá ler-nos o poema "Foram prosas foram cardos" da sua autoria. Numa próxima não se esqueçam de o convidar! Dizia eu que não consegui ouvi-los, à Cristina e ao João, não por desrespeito, mas porque entretanto tinha chegado o Luís Abrantes da Movecho que nem sabia ao que vinha, mas que eu tinha a grande esperança que pudesse ser o nosso maior crítico para podermos ver se guindamos o cardo ao sucesso que ele merece. Eu tinha que ajudar a preparar cada minuto da sua estada porque eram escassos e eram muito aqueles que queriam falar com ele e outros que eu gostaria de apresentar-lhe. Por curiosidade, a Movecho tem várias patentes na cortiça e o CEBAL foi a instituição que liderou a sequenciação do Sobreiro (Quercus suber L.) em Portugal. Esta é uma coincidência feliz que pode vir a perspetivar colaborações futuras porque a ciência pode ajudar questões de índole comercial, assim como a indústria é cada vez mais fundamental para o sucesso da investigação aplicada, muito em especial nestes novos programas da Bioeconomia 2020 que no caso da Movecho é BioECHOnomia. O Cebal acabou de candidatar o seu novo edifício a financiamento, que deve traduzir, em pormenores de arquitetura e design, o percurso histórico da instituição mas também o seu futuro que se quer enraizado na região e na cultura do baixo Alentejo. E aqui surje o Cante Alentejano como elemento forte e o Canta autor que nos embalou com a brisa pura dos sons inspirados no Alentejo enquanto brindávamos ao sucesso do primeiro dia com vinho Touriga-Nacional, cujas vinhas foram tratadas exclusivamente com cardo na APPACDM-Viseu, pela Cerveja de cardo Poliglota e novamente pelas infusões da ERVA DOCE que acompanharam a maravilha do Cardo confitado com cobertura de chocolate negro do Mestre Cacau e a tarte de cardo da Cynatura. Tudo isto na "galeria ao lado" numa espécie de "poesia muda" onde acredito que o cardo se venha a tornar uma "pintura poética" adoptado pelo Museu Botânico do IPBeja e apadrinhado pelo CEBAL.

Depois seguiu-se o jantar no Espelho de Água, com a boa comida alentejana, incluindo as Migas, acompanhadas pelos vinhos Reserva, Jaen e Super Reserva da Quinta da Alameda (DÃO) que nem se aperceberam como chegaram a Beja num ápice pela mão do Luís Abrantes. Tive o privilégio e o enorme prazer de me sentar ao lado do Prof. Jorge Gominho que considero aquele que, neste momento,  mais pode ter a dizer sobre como devemos explorar a multifuncionalidade do cardo, face ao seu percurso, conhecimento e prática. Isso veio a comprovar-se no segundo dia e por isso coloquei-o frente a frente com o Luís Abrantes, o "compulsivo renitente"... até que se prove o contrário!
A conversa agradável e profícua prolongou-se pela noite dentro, porque a jorna era de trabalho e não propriamente um Safari....em Beja!

Seguir-se-á o Tomo II...relativo ao segundo dia...e do primeiro dia ainda muito ficou por contar!


















quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

O Luís no I Simpósio do...CARDO????...

Só se for em Beja...! ...E na Apcor ... só se for em Santa Maria de Lamas? No mesmo dia? Só se for deputado da Assembleia da República...cruzes, canhoto!...daqueles que parecem o "Deus nosso Senhor"...Mas este Senhor é à Séria...nem que fosse em Abrantes!