quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Curioso!... Pelo que para aí se diz não liga a bota com a perdigota….ou estaremos apenas a falar de solos...


...ou alguns estarão a falar a sós?

O título de agregado é um título académico atribuído pelas universidades e institutos universitários portugueses que atesta a qualidade do currículo académico, profissional, científico e pedagógico, a capacidade de investigação e a aptidão para dirigir e realizar trabalho científico independente.
Já a definição do adjectivo agregado é reunir e o da forma substantiva é reunião ou conjunto. O verbo agregar significa reunir, juntar, anexar, associar.

Perdigota é uma perdiz nova, não adulta. Emprega-se para, apoiando-nos na rima (em -ota), querer dizer que certa coisa não bate certo com outra, não concorda com ela…Se calhar até vamos ter que abolir esta expressão porque fere o PANimal!
Os meus sinceros parabéns àqueles que contra tudo e contra todos levam a "água ao seu moinho"! Este provérbio acho que ainda se pode dizer!

"agregado", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/agregado [consultado em 12-12-2018].

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Tomo IVB - A Nova Vaga de Abordagens Inovadoras na Valorização do Cardo...







Tenho que confessar que uma das apresentações que mais me sensibilizou foi a da Maria Inês Dias do IPBragança/CIMO. Porque sei da capacidade científica que o grupo tem granjeado pelo Mundo, mas acima de tudo pela clareza da exposição que aliada à qualidade do trabalho desenvolvido e à humildade traduzem um espírito de corpo que é fundamental para o sucesso do todo em detrimento de alguns egos individuais. Este perfil consegue-se com um liderança reconhecida e bem dita a hora em que “provoquei” a Prof. Isabel Ferreira com o Cardo, porque agora projectam-se no Mundo com cardos de diversas origens à semelhança dos papilhos na disseminação das suas sementes rumo a um estabelecimento de sucesso. Caracterizar o perfil fenólico e o potencial bioactivo para aplicação alimentar com propriedades promotoras de saúde é uma das áreas que pode ajudar a promover a utilização da flor de cardo e ao mesmo tempo rastrear a autenticidade dos queijos que usam extrato de flor de cardo.




A Fátima Duarte apresentou a Cinaropicrina como um dos esteios de futuro dos compostos bioactivos do cardo, onde o grupo liderado por si tem realizado um trabalho notável. Eu sei bem o esforço que a Fátima tem feito para fazer incluir a instalação das plantas nesse projeto laboratorial e acredito que esse passo fará toda a diferença para a prossecução dos objetivos que perseguem. Controlar a instalação de genótipos, a produção e as condições de cultivo e crescimento são passos vitais para o sucesso futuro. Eu sei do que falo e sei o que custa e ainda mais quando o esforço é feito por alguém que saiu directamente do laboratório para o campo. A certeza do sucesso prende-se com o facto de, aliada à vontade, trazer o rigor que a caracteriza como investigadora e a afabilidade como pessoa. Não tenho quaisquer dúvidas que a Cinaropicrina irá trazer, a curto prazo, valor ao cardo, que de modo algum se pode deixar “aprisionar” pelo queijo. O Cardo tem que se justificar por si e não pelo queijo e acredito que estamos todos a calcorrear o caminho que o irá guindar ao sucesso futuro.



A Maria Miguel Castro (CEBAL) na sequência deu a conhecer a aplicação da cinaropicrina para controlar um dos flagelos do mundo moderno, neste caso o carcinoma da mama, relatando os sucessos que têm tido a esse propósito e que todos nós ansiamos pelos maiores avanços nessa matéria.


A Teresa Brás (CEBAL), apresentou uma abordagem inovadora no Desenvolvimento de revestimentos derivados de extracto de folha de Cynara cardunculus para aplicação em feridas crónicas através da utilização de Polímeros naturais com incorporação de compostos bioactivos derivados do cardo. Mostrou ainda a forma expedita como tem evoluído o procedimento de extração da Cinaropicrina que já foi alvo de patente e que tem permitido a obtenção de resultados muito promossores.

TOMO IV - Eu TOMO o Prof. Gominho como um Excelente Exemplo....




Por isso não podia deixar de escrever duas linhas dedicadas ao seu Papel no Cardo...

O Professor Jorge Gominho, era uma das minhas maiores expectativas neste I Simpósio do Cardo que se confirmou na íntegra com uma apresentação verdadeiramente estruturante e elucidativa sobre a perspetiva multifuncional do cardo (Cynara cardunculus L.), fruto de um vasto trabalho de enorme competência que tem desenvolvido com a sua equipa de colegas e colaboradores do FORTEC TEAM no ISA. A sua Multifuncionalidade deve-se à possibilidade de utilização da planta em Pasta e papel, na alimentação humana e animal, fitoquímica, Produção de Energia, Compósitos, Fitoremediação, Horticultura. Revelou a vocação privilegiada do cardo face aos novos desafios das alterações climáticas, um tema que suscitou curiosidade ao Luís Abrantes que, infelizmente não teve oportunidade de a ouvir a comunicação, e que será um dos fortes argumentos para incrementar e estimular a plantação e utilização do cardo num futuro próximo, até para transferir vocações para outras plantas e culturas. É uma planta que pela sua rusticidade associa uma assinalável produção de biomassa de vocação diversa a uma gestão equilibrada no uso de recursos e nutrientes sendo pouco exigente em adubação, apresentando tolerância a solos com alguma salinidade e uma assinalável protecção à erosão dos solos, uma tema muito em voga com o advento dos incêndios. Para além de tudo isto pode, ainda, exercer a função de fitoremediação, outra das áreas tão em voga num tempo em que é necessário aumentar e recuperar áreas para cultivo e alimento da população mundial de uma forma sustentável. Apresentou dados consistentes em relação à produção de biomassa total e fraccionada em áreas de plantação com uma expressão muito considerável, na ordem das dezenas de hectares que foram cultivadas no Alentejo e Ribatejo. Curioso o facto de não haver qualquer referência em relação à colheita de flor nessas áreas de plantio, até porque a vocação principal era a biomassa com fins energéticos, embora acredite que parte da flor tenha sido aproveitada para a sua utilização mais nobre. Foi feita referência a Jesús Fernández da Universidade Politécnica de Madrid como um dos percursores e maior conhecedor da utilização da biomassa do cardo e com quem o Prof. Gominho colaborou. Mostrou ainda o evoluir das publicações no cardo que soma mais de 1000 publicações e 14000 citações, desde a primeira publicação datada de 1937 e que está relacionada com a influência da flor no leite. Numa síntese extraordinariamente interessante revelou que 60% das publicações são na área da Agricultura e Ciências Biológicas, 31% nas Ciências Materiais, 30% na Engenharia Química, 18% nas Ciências Ambientais, sendo que as restantes se distribuem pela Química, Engenharia, Energia, Bioquímica, Genética e Biologia Molecular e Medicina. Esta distribuição revela bem a tal multifuncionalidade e a estrutura do conhecimento sobre esta espécie, acreditando eu que certas áreas venham a ganhar pendor fruto da sua fitoquímica de exceção. A este propósito o Prof. Jorge Gominho mostrou a página web da BBC que é dedicada exclusivamente ao Cardo e às suas aplicações alimentares. E o que nós temos tentado para introduzir o cardo na alimentação. Relembro que no dia 26 de abril de 2012 realizamos na Casa da Insua, sob a batuta do Chefe Paulo Cardoso um jantar dedicado ao cardo e aos primores da Serra da Estrela que muitos referem como o percursor dos "Queijos à Chef", mas que eu considero um evento que teve uma identidade muito própria e exclusiva. Eu concluiria dizendo que o Prof. Gominho abriu o livro sobre o cardo revelando os pormenores da anatomia do caule, do capítulo, dos pelos e dos vilanos. A sua composição química, a capacidade de rentabilidade energética por combustão, produção de biogás e biodiesel. Confesso que a produção de pasta e papel é uma das que mais me fascina, até pela experiência que já tive com o papel de algodão e por ter sido presenteado com duas folhas de papel de cardo remetidas pelo Prof. Jorge Gominho, ainda sem nos conhecermos pessoalmente, que demonstra a delicadeza e generosidade deste Senhor. Acredito que o papel do cardo tem particularidades que nos podem fazer escrever novas páginas na história desta planta e das suas criações. Temos ainda a produção de pellets, bioetanol, alimentação animal, usos farmacológicos, compósitos naturais, bioabsorventes, fitorremediadores, horticultura, terminando na alimentação humana como prova das suas aptidões. Curiosamente, hoje mesmo, a minha filha Rita irá apresentar ao Nutricionista do FCPorto um trabalho sobre o potencial nutracêutico da alcachofra como “super-alimento”, sem que eu tenha soprado ou sugerido qualquer tipo de influência. Veremos o reflexo porque é um espelho do cardo!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Não quero ser vinculativo...nem premeditado...

...mas para responder à questão ... onde se poderá realizar o II Simpósio do Cardo, ...a foto é inspiradora!


Tomo IV...para desanuviar...

...Eu Tomo um comprimido e isto passa!

TOMO III...Jogar fora de casa pode ser uma vantagem...mesmo que seja um "jogo entre anões" (Private joke)



Foi o que aconteceu com o Luís Abrantes que, sem a obrigação de ser simpático embora não abdicando do papel de gentleman, foi “colocando o dedo na ferida” e acentuando a tónica de que é preciso saber onde estamos para podermos pensar onde queremos ir, neste caso com o Cardo. Criou incómodo nalguns, mas foi exactamente por isso e por conhecer a sua incessante e persistente forma de actuação em prol de objectivos concretos que sugeri a sua vinda a Beja, mesmo com uma agenda de "loucos". Colocou algumas questões incómodas, mas diria demasiado óbvias, sobre as áreas de produção do cardo, e de que valências nos estamos a referir quando falamos de uma multifuncionalidade tão diversa que pode ser, inclusivamente, prejudicial, por não permitir objetivar um percurso e uma estratégia. Referi-o publicamente que, se não conseguir convencer o Luís Abrantes acerca da validade do cardo, para mim este é um projeto a prazo. Considero-o com uma visão “paranormal” que poucos investidores hoje têm, até porque muitas das suas ideias só podem ser concretizadas por ele e pela sua equipa, porque não há conhecimento científico e tecnológico que o possa prever. Ele cria de Raíz,… o conceito, as máquinas, a história,… TUDO. O Cardo pode ser uma inspiração, mas ainda terá que haver muita transpiração para podermos esperar que o Luís se debruce sobre a temática com o rigor e a assertividade que o caracteriza para provar aquilo que possam ser meras sugestões ou feelings em relação a uma qualquer oportunidade de investimento. Temos que estudar o nosso produto, estabelecer conceitos inovadores, saber quais os nossos concorrentes no Mundo e como nos podemos diferenciar criando valor. O Mundo dos negócios é uma Selva e não uma Savana. Aí está que não podemos fazer de conta que estamos num Safari, a desviarmo-nos de girafas, leões e hienas, mesmo que seja em Beja (private joke). Esta foi a mensagem que o Luís nos transmitiu de uma forma clara e inequívoca.






Este é um Tomo II de uma mensagem só....




Tomo II, …com que de uma segunda parte do jogo se tratasse!

Cada jogo tem a sua história e podemos ter de tudo um pouco. Jogos que se resolvem nas primeiras partes, outros que se resolvem apenas nas segundas e há ainda os que se repartem com intensidade por ambas as partes, um pouco ao jeito Inglês em que “até ao lavar dos cestos é vindima”.
Este Simpósio foi um espelho disso mesmo! Repartiu por todo o programa um conjunto de comunicações de interesse relevante para aquilo que se pretendia como uma explanação do potencial do cardo, com base nos extensos estudos já realizados, pelos mais influentes investigadores Portugueses no cardo, nas mais variadas vertentes. Mas também tinha como objectivo avaliar aquilo que poderá vir a constituir como um novo desígnio para o cardo, assim saibamos aproveitar as aberturas políticas e as valências científicas e institucionais.
Permitam-me que neste Tomo II que seria relativo ao segundo dia do Simpósio, comece e acabe pela lição plenária do Prof. Euclides Pires, o percursor, promotor, activador que permitiu todo o processamento que se tem criado à volta do cardo com particular ênfase para a sua flor. Na qualidade ímpar de contador de histórias deu-nos uma perspectiva abrangente, actual e assertiva sobre o Cardo, juntando à força da palavra o sentimento do gesto, numa alocução plena da simbiose das linguagens e das mensagens. Disse-o objectivamente, uma verdade que parecendo de la Palice, é crucial nos tempos que correm. “Não vamos repetir o que está feito e procuremos fazer o que falta fazer!”. São mensagens simples como esta que este sábio “caçador de proteínas” tem ditado ao longo dos tempos, como aquela outra que me tem servido de inspiração: “Há muito mais biodiversidade do que aquela que julgamos conhecer!”. Mencionou todos os seus discípulos, explicou a forma como os fez crescer, tornando-os autónomos e hoje investigadores de craveira mundial, da mesma maneira que está a fazer crescer os netos com um rigor científico extremo e uma ética inabalável às quais se junta uma humildade enternecedora! É a este Senhor que todos devemos prestar a nossa homenagem e que a Fátima Duarte e o Cebal em boa hora o quiseram testemunhar. Alteraram horas, inclusivamente dias para que todos pudéssemos ouvir a Mensagem.
Este será um Tomo de uma mensagem só, por respeito e merecimento...a um MESTRE SÁBIO! 
O nosso MUITO OBRIGADO!