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domingo, 20 de novembro de 2011

O Mundo de pernas para o ar !

Esta foi uma semana "cheia" de...quase nada! De trás para a frente, ontem, no programa da SIC Alta definição, o entrevistado foi o Jerónimo de Sousa. Das várias coisas curiosas que ele disse, retirei uma, em que uma senhora de idade lhe terá dito face a um discurso que proferiu na Assembleia de República "...ouvi ontem o que disse e percebi tudo". O argumento é que ele fala a linguagem do "povo" daquele que "sofre" tal como ele terá sofrido. Ao contrário, assumo que, muito do que digo, poucos, muito poucos percebem e... muitos não querem perceber. Mas também não pretendo conduzir uma "legião de pernas para o ar" ou em contra vapor, aliás porque somos poucos...muito... poucos. Falo para mim e muitas vezes emociono-me com o que digo. Nós, com a nossa forma de ser, somos o relato da nossa vida vivida. Este programa da SIC, do Daniel Oliveira, é de emoções fortes, logo após o almoço de sábado, normalmente  mais prolongado, o que nos deixa por vezes "um amargo de boca" pelo constrangimento provocado. O "Doutor" Jerónimo, como repetidamente é referido, e que começa a perder a esperança que o tratem só pelo nome, quase como o "Álvaro",  não o "Cunhal" mas o "Santos Pereira", falou ainda dos professores, dos seus, em particular de um que lhe deu onze valores por uma "redacção" que relatava o seu dia de trabalho, antes de ir para a escola, mas que eventualmente duvidou ou da veracidade da mensagem ou da autenticidade do autor. Este é o "mesmo" professor que criticou um trabalho feito por um colega da minha filha, sobre a Sophia de Mello Breyner, feito à mão, desenhado à mão, em detrimento de um em "power point", como milhares de tantos, incluindo o dela. A fábrica determinou a vida deste homem, que arreganha o sorriso quando "leva porrada", dado por um ensinamento da mãe. Também a mim, esta Escola condicionou a minha vida. Na sexta-feira passada, falei para alunos da Emídio Navarro e fiquei muito contente com a réplica e o entusiasmo, que me leva a dizer que, não há só o Liceu e os outros, são todos válidos e devemos "lutar" por todos, a começar por mim. Também lhes disse que, no ano passado, onde tudo tinha corrido melhor havia sido no Liceu, não por uma qualquer coisa, mas porque foram esses, os alunos que mais se empenharam. Mas que este ano estava nas mãos deles guindar ao sucesso estas actividades. Não contarem apenas com o facebook, mas também com ele. Ouvi também lá, e questionaram-me sobre o empenho da ESAV, ou melhor de um docente da ESAV, na possivel contribuição para a formação de professores do ensino secundário. É bom saber que na ESAV, alguém se preocupa com a formação de professores do ensino secundário, nem que seja para si.  Depois houve também o dia do IPV, a atribuição dos prémios poliempreende e o 9º Encontro Nacional de Protecção Integrada. Se tiver disposição e tempo falarei, a seu tempo, sobre cada uma delas de forma independente, ou então tudo ao "molho".

domingo, 30 de outubro de 2011

Eu vou para a Holanda... não tarda muito!



http://www.rsm.nl/home
Os holandeses sabe-se que são um povo "mercantilista" sob ponto de vista comercial e industrial, com os quais por vezes não é fácil lidar, mas com uma dinâmica invejável, um rigor extremo e uma grande criatividade  assente num processo social e ambientalmente sustentável. Pelo menos é assim que os vejo! Mas quero falar em concreto da Escola de Gestão de Roterdão (RSM), na qual, as aulas de MBA são ministradas numa sala improvisada no seio do parque botânico. Quantas vezes já falei aos meus alunos, do prazer que seria ministrar as aulas, em espaços simplistas edificados pela quinta da Alagoa. A inveja que sinto pelos alunos de Vila Nova de Paiva que podem ter as aulas práticas de laboratório no seio do Parque Arbutus do Demo e as teóricas no centro de interpretação, o edificio sede. Lanço este repto para o novo Presidente, que possa criar algumas estruturas na Quinta da Alagoa, e que os docentes possam ganhar inspiração para uma melhor docência se for possível e para que os alunos tenham uma visão mais holísitica da vida. O desafio é fazer isto de modo economicamente, ambientalmente e paisagisticamente sustentável. Os alunos de da RSM são obrigados a vir à rua, chova ou faça sol por forma a aprenderem a mudar os hábitos para com as preocupações ambientais mas também por uma questão de sanidade mental. E então lêem poesia sobre a natureza, fazem desenhos sobre o que vêem e tiram notas sobre o que lhes chama a atenção. Neste instituto o processo de selecção é extraordinariamente criterioso e as propinas anuais são de 39.000 euros. Até não é muito porque os meus sobrinhos na primária pagam quase isso.