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sábado, 11 de abril de 2015

Mergulhar no Vazio...da Inteligência "Política"

Ainda hoje, passou na sic noticias um reportagem sobre mergulho em minas de calcário na Hungria como um caso de sucesso em turismo radical. Há alguns anos sugeri esse desafio nas Minas da Queiriga. Até Hoje! As minas da Hungria têm as águas límpidas e as da Lousadela? Não terão a história nem a extensão das minas da Hungria, mas têm outras características inigualáveis. Julgo que a RTP ainda as lá foi filmar a meu pedido. Todos os dias pedem ideias para a região. Se não vierem de Lisboa não vale a pena...



http://biogere-esav.blogspot.pt/2010/03/78-maravilha-de-portugal-como-sou-nado.html



domingo, 23 de fevereiro de 2014

O Centro esta semana...estava imparável...Mas o BURRO sou mesmo EU!





 
Ontem ao ler o Jornal do Centro, com um grafismo muito limpo e agradável....(depois de ter passado por um fase "folclore")...deparei-me com um conjunto de noticias muito interessantes.
O projeto Terra Amada, os últimos artesãos do Vale do Paiva, a barragem de Ribeiradio, entre outras e... uma curiosa que era "dois concelhos: uma viagem".
Comecemos por esta!...dois concelhos onde o "folclore" é que interessa! sempre Vila Nova de Paiva à frente, agora acompanhado pelo Sátão a irem passear...também faz falta mas depois de fazermos os TPCs.
Em relação ao projeto Terra Amada a levar a cabo pela Universidade Católica de Viseu, com muito mérito, tenho a dizer o seguinte. O IPV perdeu uma oportunidade de ouro, há dois anos de agarrar um projeto apelidado "Devemos ter "Querença" no Demo", agora se quiser vai a reboque....se a Católica deixar e quiser!
Aparecemos cedo demais, sendo já tarde para ajudar este território, e calhamos com as pessoas erradas. Paciência fica para 2025 quando abrirem  um Museu nestas paisagens e nós estivermos todos em "Empalhados" a sermos visitados por Japoneses e Chineses! "O Burro neste caso sou mesmo eu!"
 

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Bioterris...uma Empresa Amiga da Natureza e do Território das Terras do Demo

 


Hoje fui convidado pelo Hugo Trindade da Bioterris para inaugurar o workshop de produção de cogumelos "Shiitake" em troncos de madeira, que se realizou no Parque Botânico Arbutus do Demo em Vila Nova de Paiva. Foi uma honra estar presente nesta sessão, na qual a Câmara marcou presença através do Vereador Eng. João Paulo e que demonstra o dinamismo das gentes do Alto Paiva e das Terras do Demo em particular dos seus jovens entre os quais a Bioterris e os Fumeiros do Demo constituem um excelente exeplo. O parque foi pensado há 12 anos, ... sim há já 12 anos exatamente para servir como um pólo de excelência na criação, inovação e desenvolvimento de novas culturas, aplicações e ações que servissem de modelo para poderem ser replicados pelos produtores, artesões das Terras do Demo, mas não só...
Curiosamente o Biocant em Cantanhede, criado em parceria com uma Autarquia também foi  lançado há doze anos e hoje é um exemplo de sucesso a nível nacional em Portugal e no Mundo na área da Biotecnologia. À escala e na sua área o Arbutus do Demo poderia ser hoje reconhecido em Portugal e no Mundo, mas opção foi outra... e "o comboio não passa duas vezes na mesma estação". Cabe ao jovens empreendedores de Vila Nova de Paiva, mostrarem ao poder político a força, a dinâmica e a capacidade que vocês têm, para promoverem a mudança de  atitudes e estratégia. Da minha parte podem contar com o meu apoio incondicional. Parabéns pela iniciativa e sigam os vossos instintos...e agora é trabalhar, trabalhar e trabalhar bem...mas isso vocês já o fazem, deu para ver!

sábado, 2 de novembro de 2013

Arbutus...unedo... um exemplar de excepção em Carregal do Sal

 



 
 
O medronheiro é uma árvore/arbusto com o qual tenho uma estreita relação de afetividade. Tenho reparado que várias vezes tenho feito esta constatação com diversas espécies, o que não deixa de ser verdade, mas por razões diversas. No caso do Arbutus unedo porque foi o taxa responsável pela atribuição do nome do parque botânico Arbutus do Demo em Vila Nova de Paiva. O epíteto unedo quer dizer apenas um, ou seja que se deve comer apenas um fruto. Não sejamos tão criteriosos...comam os que vos apetecer, sendo que nada em excesso faz bem. Esta semana tive o prazer de poder acompanhar o Prof. Jorge Canhoto e os seus estagiários do Botânico da Universidade de Coimbra na colheita de material vegetal para caracterização da biodiversidade do medronheiro na região de Viseu. É óbvio que elegi os do Parque Arbutus do Demo como de interesse para sabermos a sua caracterização genética e numa volta mais atenta colhemos material vegetal de mais de dez arbustos no parque. Em breve daremos a exata localização porque o parque tem que conhecer os seus medronheiros e deve apostar na propagação do seu ex-libris. Depois com a preciosa ajuda do Prof. João Neves, por quem tenho uma estima e admiração, fomos em direção à encosta que vai dar à Póvoa de Calde, para colhermos os restantes exemplares até perfazerem o total de 30 que era o objetivo que foi atingido. 
Ficou para colher, mas que julgo ser de extrema importância um medronheiro que existe em Carregal do Sal e que foi alvo do trabalho de inventariação e caracterização das árvores monumentais de Viseu. Aqui ficam os elementos para que se possível juntem este exemplar ao estudo.
 
Perímetro (m)
 
Diâmetro (m)
 
da base:
4,55 m
da base:
1,45 m
a 1,30m:
3,60 m a)
a 1,30:
1,15 m
à altura do fuste:
2,60 m
à altura do fuste:
0,83 m
 
Altura total:
 
14,5m
 
Diâmetro da copa (N – S) (m):
 
14,80 m
Altura do fuste:
0,80 m b)
Diâmetro da copa (E – W) (m):
13,70 m
Idade provável:
+ bicentenária
Ano de plantação/sementeira:
 
 
Nome do Prédio:
Amieiro
 
Distrito:
  Viseu
Freguesia:
Currelos
Concelho:
Carregal do Sal
Lugar:
Carregal do Sal
 
 
Carta militar:
 

Proprietário:  
Augusto Sousa Ferreira Azevedo
Morada:
Casa do Zagão - R. Alexandre braga nº 10 3430-027 Carregal do Sal
Publicação em D.R.
 
 
 
Aqui ficam alguns momentos das colheitas no parque Arbutus do Demo...
 



 

domingo, 27 de outubro de 2013

Memórias gravadas do Barroco.... ao vivo com os Vox Angelis

 
http://www.voxangelis.com/concertos/pedronunes.html
Vamos usar este espaço para relembrarmos alguns dos momentos de exceção que marcaram a criação e  desenvolvimento do Parque Botânico Arbutus do Demo. Neste caso foi o concerto inaugural de música barroca interpretado de forma brilhante pelos Vox Angelis que não deixou ninguém indiferente. Decidimos arriscar com esta realização e lembro-me bem dos preparativos, e da perplexidade da soprano Maria José Carvalho ao perceber que ia cantar numa topiária, cuja acústica lhe impressionou. Agradeço ao Diretor Pedro Miguel Nunes, passados estes anos todos o facto de terem aceite o convite, então de um vereador da cultura, o Prof. João com o qual foi possível fazer muitas realizações que jamais se repetirão. Verdadeiramente irrepetível foi a atenção com que as crianças ouviram este concerto e a forma como os pássaros respondiam às vocalizações dos tenores e aos sons do violino, do violoncelo e do cravo. A todos o nosso muito obrigado. Ficam aqui alguns momentos para memória futura.

 

As Terras do Demo...na Serra da Nave... um outro Universo!

Onde o azul celeste, as gramíneas róseas e os tons ténues e amenos se gravam na retina ...que contrastam com as arestas dos granitos que os vemos partir para parte incerta...
Promovermos o cabrito do Demo e um queijo de cabra daqueles era uma estratégia a seguir...mas agora por ventura é tarde!


 

 
 
 

domingo, 22 de setembro de 2013

Senti um enorme desconsolo...a caminho de Vila Nova de Paiva...

Na última semana passei duas vezes a caminho de Vila Nova de Paiva (...de passagem!). A primeira vez fi-lo de noite, hoje quase me vieram as lágrimas aos olhos. Há que continuar...a "viagem"!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Vila Nova de Paiva "Criou-lo"... em GRANDE!


Hoje ouvi pela manhã, através do relato do jornalista Amadeu Araújo da TSF, o caso do “chouriço Crioulo do Fumeiro Terras do Demo”, que tem sido um caso de sucesso em terras de Sua Majestade. Esta simples notícia levanta várias questões que julgo poderem ser uma fórmula de sucesso para muitos dos nossos território do interior… e em particular destes do “Demo”. Aliás, esta denominação “tenebrosa” tem exemplos vários de sucesso, onde podemos igualmente destacar o Espumante “Terras do Demo” dos meus amigos de Moimenta da Beira. Gostaria de em primeiro lugar destacar, a capacidade de adaptação e vingamento destes homens e mulheres das “Terras do Demo” às agruras e vicissitudes que a par da criatividade e inovação dos “vindouros” jovens podem aspirar subir aos píncaros do sucesso comercial e empresarial radicado nos produtos endógenos que fazem escola na região. Um outro aspecto não menos importante, é a atenção dada pelos órgãos de comunicação social, e em especial dos seus correspondentes “enraizados” nesses territórios e por isso mesmos dos que melhor o conhecem, fazendo saltar para o escaparate estes casos de sucesso. Depois pelo facto de ser um território de emigração, as suas gentes estendem pontes e abrem portas pelo mundo e permitem divulgar o nome de um território e dos seus produtos, resultantes do saber milenar das suas gentes nos mais diversos domínios do conhecimento e produção. O caso de hoje assenta no sucesso do chouriço crioulo, cuja designação está normalmente associado a cabo-verde e à sua língua, tão difundido pelo mundo através da cultura musical das mornas. No mundo lusófono, o termo crioulo denomina os filhos de casamentos inter-raciais ou, por extensão, as culturas nascidas do encontro entre o mundo europeu e o africano, e provavelmente todo este sucesso pode residir neste tipo de “mestiçagem” de cores, formas, sabores e saberes. Por coincidência, hoje Cabo-Verde fruto dos “Crioulos” está de parabéns por ter passado aos quartos-de-final da Taça das Nações, um feito de relevo atendendo ao facto de ser um pequeno entre colossos.
Noutro patamar, em relação a Vila Nova de Paiva, e a exemplo da muito mediatizada feira dos fumeiros de Montalegre, é tempo de ir pensado em subir mais um degrau na feira da Truta do Paiva, que o ano transacto se revelou um sucesso, para passar a constituir mais um marco incontornável deste território pleno de potencial em relação aos seus produtos endógenos e às suas incríveis paisagens.
Na tentativa de se criar locais aprazíveis para os visitantes se deixarem “enfeitiçar” por aqueles territórios, ajudem a criar a tal rede, Hotelland, com casas de madeira “camufladas” no próprio parque “Arbutus do Demo” e ascendam a um patamar ímpar marcando a diferença face a outros territórios. Por último, temos a cultura desta região que une todos estes elementos produtivos, resultantes da paisagem, das gentes e das suas capacidades e que os pode promover de uma forma evoluída em especial para os mercado ditos exigentes.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Projeto Educativo “Um Rio com Vida”
















O projeto AARC - Atlantic Aquatic Resource Conservation, (Conservação dos Recursos Aquáticos do Atlântico), no qual a ADDLAP – Associação de Desenvolvimento do Dão, Lafões e Alto Paiva é um dos parceiros europeus, pretende conceber e aplicar estratégias de gestão integrada de recursos hídricos. A Quercus e a Escola Superior Agrária de Viseu/ IPV colaboram na execução de algumas das ações previstas. Em Portugal, um dos espaços a intervir é a bacia hidrográfica do Rio Vouga e das sub-bacias do Paiva e do Dão, na área coincidente com os cinco concelhos da área de abrangência da ADDLAP: Viseu, Vila Nova de Paiva, São Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades. Neste território pretende-se efetuar uma caracterização das comunidades aquáticas da bacia do Vouga, em particular das populações de peixes e definir estratégias para a exploração dos recursos piscícolas, mediante a definição não só de programas de recuperação e valorização dos ecossistemas ribeirinhos, como também da reabilitação das populações piscícolas com interesse económico para a região. No projeto, a componente de sensibilização ambiental terá um papel fulcral, com a conceção de um programa de educação para a sustentabilidade, com enfoque, na preservação das espécies migradoras e dos seus habitats, o qual será promovido junto das escolas da área de intervenção da ADDLAP e junto dos utilizadores dos cursos de água, em especial os pescadores, prevendo-se que os resultados desta experiência possam vir a ser replicados a nível nacional. Sendo a Educação Ambiental um pilar fundamental da Conservação da Natureza, ela assume uma importância de relevo no decurso do Projeto AARC. A compreensão e o conhecimento da biodiversidade da bacia hidrográfica do rio Vouga, bem como dos habitats que a integram e dos serviços ambientais que prestam ao homem, afigura-se-nos indispensável para o desenvolvimento de atitudes ambientalmente mais responsáveis e conscientes, consentâneas com a proteção dos recursos numa ótica de desenvolvimento económico sustentável, tanto a nível local como global. Assim, no decorrer do ano letivo 2012/2013, com o objetivo de divulgar junto da comunidade escolar os valores naturais ligados ao rio, a sua importância para o Homem no passado e no presente, e sensibilizar para a necessidade da sua preservação, pretende-se desenvolver o programa Educativo “Um rio com vida”.

Este programa destina-se a todos os alunos que frequentem o ensino básico (1º, 2º e 3º ciclos) em estabelecimentos de ensino público e privado localizados na área coincidente com os cinco concelhos da área de abrangência da ADDLAP: Viseu, Vila Nova de Paiva, São Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades.

O programa tem como objetivos: Divulgar os valores naturais do rio; Sensibilizar a Comunidade escolar para a necessidade de conservar os habitats ribeirinhos; Dar a conhecer o Projeto AARC nas suas diversas vertentes de Intervenção;  Envolver os alunos em atividades educativas sobre a temática “Um rio com vida”, num contexto escolar;

Este programa é constituído por duas modalidades indissociáveis: a primeira consiste na deslocação à escola de um técnico da equipa do projeto que irá dar a conhecer os valores naturais do rio e o projeto AARC (Ação de Educação Ambiental) e a segunda consta no desenvolvimento e apresentação, pela escola inscrita, de pelo menos um trabalho sobre os rios Vouga, Paiva ou Dão.

O Programa Educativo “Um rio com vida” é representado pela sua mascote, a Célia, uma lontra-europeia (Lutra lutra), espécie que ocorre na bacia do Vouga.





segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Convite aos Alunos de Ecologia e Paisagismo

Na qualidade de Diretor de curso de Ecologia e Paisagismo convido todos os alunos e docentes da ESAV para participarem nesta conferência que se revela importante designadamente em relação ao estudo que será apresentado sobre o impato das alterações climáticas no ambiente e na própria paisagem. Este convite é extensivo a todos aqueles que têm colaborado connosco de forma ativa e empenhada. O “Impacto das alterações climáticas nos fogos em Portugal e na Europa” é o título da apresentação que Tomás Calheiros, especialista em meteorologia e investigador na Faculdade de Ciência da UL, fará durante a conferência “Astronomia e Atmosfera”, que decorrerá no próximo sábado no Parque Botânico Arbutus do Demo, em Vila Nova de Paiva. O programa promete conferências com especialistas das áreas da Climatologia, Física, Meteorologia, Astronomia e Geografia, mas também um almoço “volante”  que terá lugar no ambiente acolhedor do Parque Botânico Arbutus do Demo, uma caminhada pelas margens do rio Paiva e serra da Nave e ao serão, uma sessão de observação astronómica.A conferência, uma parceria da Rádio Escuro e do fórum Meteoiberia, tem ainda previstas comunicações de Alexandre Ramos, investigador da Faculdade de Ciência de Lisboa; Carvalho Rodrigues, ‘pai’ do primeiro satélite português e diretor de ciência da NATO; Costa Alves, meteorologista; Pedro Borges da Silva, astrónomo do Planetário de Espinho e Mário Marques, geografo e administrador do fórum Meteoiberia.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Astronomia no "Escuro" à luz do Paiva


É com prazer que informamos que o Parque Botânico Arbutus do Demo, em Vila Nova de Paiva, irá receber no próximo dia 15 de setembro, a iniciativa “Conferências da Escuro: Astronomia e Atmosfera”.

Vila Nova de Paiva procura, por mais um ano, ir ao encontro de todos os interessados em Astronomia, sem excepção. Contudo, segue uma linha própria que o separa da simples popularização científica - apresenta a ciência de forma acessível a todos usando oradores de excepção que em simultâneo estão na linha da frente da investigação científica.

O nascimento do Universo é uma obra de arte. As palavras e as imagens que se encontram em sintonia e harmonia nessa viagem pelo mistério que envolve a história do Universo e da vida.

A origem dos planetas e de tudo que os cerca... Tudo isto acompanhado com observações astronómicas (condicionadas pela Meteorologia).

Por entre Estrelas e Cometas…

… Faz a Tua Revelação

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Para mim é um motivo de Orgulho...poder liderar uma equipa destas!


http://www.arbutusdodemo.eu/
Quero agradecer aos alunos de Ecologia e Paisagismo, Eng. Agronómica e Eng. Florestal pelo facto de terem estado presentes na reunião, apesar de marcada de véspera. Aos docentes também, em especial aos que lá estiveram, a Doutora Maria João Lima, a Eng. Catarina Coelho, à Eng. Leónia Nunes e ao Eng. Hélder Viana. Aos outros também agradecemos, porque sabemos que não estiveram presentes porque não puderam, aos docentes e alunos. Esta reunião tentou servir para esclarecer aos que vamos. Mas, muitos sairam ainda mais confusos. Outros, que já me conhecem dizem que perceberam tudo. A ver vamos. Na verdade temos que ir todos a perceber muito bem o que para lá vamos fazer, ...se nos deixarem. Há um grupo de alunos, há um Parque, um conjunto de espaços e um sem número de projectos. Mas não podemos fazer tudo. Será um "mini" projecto de "Querença" nas "Terras do Demo", não por menor qualidade, mas por ser apenas de quinze dias. O que seria se fossem 9 meses. Era um parque novo, aliás de como uma gestação se tratasse. Os alunos são essencialmente dos cursos de Ecologia e Paisagismo, de Eng. Agronómica e de Eng. Florestal. Os espaços: a Horta Biológica, o Pomar Biológico, o Espaço de Conservação, o Viveiro, o Laboratório, o Centro de Interpretação, o Herbário,....Os projectos: Na área da Conservação da fauna, olhar e promover  "Paivota",  estudar  e olhar para a truta do paiva, e olhar e preservar o lobo das Terras do Demo. Na área da Conservação da Flora: Olhar, preservar e propagar  a Dactylorhyza caramulensis, a Paradisea lusitanica,... Na área da bioquímica estudar o efeito do cardo no leite de cabra das Terras do Demo, ou seja estudar as proteinas do leite e as enzimas proteolíticas do cardo e ajudar a conhecer melhor as potencialidades dos nossos produtos endógenos para fazermos mais, melhor e diferente, com inovação e criatividade. Na área da Floresta, o Eng. Hélder Viana o dirá, mas estamos a ver não só as técnicas de inventário de recursos, como o ordenamento da paisagem, com utilização de ferramentas como o SIG a modelação entre outras. Teremos ainda o empreendedorismo os estudos de impacto ambiental a ecologia das comunidades e populações, a genética. Enfim teremos todas as áreas que interessem e que se interessem. A instalação da sinalética científica do parque no que toca à taxanomia e sistemática. A criação das bases de dados das plantas do parque. A actualização da página web. A activação das estufas do parque para produção de espécies florestais: Pinus sylvestris, Betula pendula, Betula pubescens, Picea abies. A poda e cirurgia de árvores, mas esta depende de algum investimento da autarquia. Aceitam-se mais ideias dos colegas e alunos. Agora mãos ao trabalho que temos muito para planear até ao dia 27 de Fevereiro... se nos deixarem! Há alunos que estão com medo! de falhar? não,... do frio!! Olhem para o sorriso dos que lá estão, acham que é de sacrificio? é de contentamento...!


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Eu não quero Acreditar...!


meme.yahoo.com
Amanhã vamos reunir docentes e alunos dos cursos de Ecologia e Paisagismo e de Eng. Agronómica da ESAV para delinearmos a estratégia e o plano de acção a realizar no parque Arbutus do Demo com início a 27 de Fevereiro e término a 10 de Março. Só nos falta a anuência do Presidente da Câmara de Vila Nova de Paiva. Pedimos "dormida e comida", a vontade é toda nossa mas o ganho é para o território e para as gentes de Vila Nova de Paiva. A ver vamos quando chegará a autorização. Depois teremos que decidir se no tempo que nos resta, após a autorização se seremos capazes de levar por diante todos os projectos que tinhamos idealizado, ou apenas alguns. A atitude deste Presidente, à semelhança de outros com quem tenho falado, deixam muito a desejar. O que vale ainda são uns outros poucos que acreditam nas suas próprias gentes e territórios. Podem vir as crises, os desempregos, as secas e sei lá mais o quê, porque com gente desta, que fica "bonita apenas na fotografia", nunca iremos lá.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

"Vila Nova de Paiva…Talvez quase Lá…"

A estrada despretensiosa que nos leva a Terras do Demo foi de terra lavrada pelas águas de Inverno. É contudo um fruto da modernidade comparada com os carreiros e rodeiras desenhados no monte, chão outrora bem batido pelos passos castrejos e carros de bois. À "troula" e carregados com merenda percorriam-se, nalguns locais, autênticos trilhos para chegar ao local da festa onde o Senhor da Boa Sorte é homenageado. Vivências da experiência peregrina onde não, não se sentia a força dum sacrifício nessa jornada, pelo contrário, era o gosto simples de passar um dia num local cuja geografia e natureza são singulares. Acrescia a vantagem de no dia da festa não faltar convívio e música.
Se há recantos que convidam naturalmente à contemplação e meditação, que detém um véu de mistério e uma capa de protecção, Vila Nova de Paiva é um deles.
Mesmo sem festa, este é território familiar e amigo, ao qual se volta sempre que apetece e onde levamos os que acarinhamos, quantas vezes em forma de dádiva, partilha, que só os mais sensíveis podem compreender…
Tive também a fortuna de subir ao Torrão algumas vezes (esse marco imponente do relevo castrejo) e sentir-me no alto dum firme pedestal a observar sem medo, mas com respeito, a capelinha à escala da formiga, o velho castanheiro à escala dum carrasquinho recém-nascido e os lugares à minha volta humildemente espalhados.
Que perene reino de granito nos envolve... lembra-me a fragilidade da minha matéria e o inevitável moldar da minha forma de ser.
Muitas vezes me sento à beira da fonte velha, olhando ainda o fraguedo que devolve o eco da festa ou o piar da águia e do "gabilan", colho nas mãos a redenção da minha sede e na memória os fragmentos daqueles com quem vivi este "meu" lugar.
Quanto tempo e quanto espaço posso ainda esconder nesta corga e nestas tocas, nas frinchas e nos côtos das fragas destas ricas Terras do Demo.
Em caminhos antigos e rudes, essas passagens centenárias de vidas transpiradas, peregrino em silêncio e converso sozinha... Em lugar nenhum como no meu chão me religo à essência dialogante, essa que habita em tudo o que me rodeia, dá lucidez e força para chegarmos talvez quase lá... É nos lugares mais esquecidos mas com símbolos tão profundos, que sinto mais próximo o pulsar da vida, do ser e da terra que acolhe gentes com vontade de acreditar.
Em silêncio agradeço e em silêncio apaziguo os medos que o viver traz.


Amanhã pode ser tarde demais…

Sozinhos, ...não somos "Nadie"!


ciclofemini.com.br
Assim que acabou "aquilo", ontem, devia ter escrito, mas confesso que estava em descompressão e, precisava de respirar fundo. O que aconteceu, ontem foi algo de muito estranho. Estiveram presentes, Presidentes, Vices, Técnicos muito qualificados de áreas fundamentais para o mundo rural, docentes do IPV, alunos, associações, empresas, e… Não estiveram presentes, alguns poucos, uns justificados, outros por minha falha. Assumo que não estiveram presentes representantes da Câmara de Viseu e de Sernancelhe por minha exclusiva culpa. Serei eu mesmo, a explicar a cada um deles este meu lapso. Ontem, provou-se que sózinhos não somos ninguém! Contei com a colaboração de muita gente, mesmo muita gente e que culminou numa acção que decorreu como tinha sonhado. O IPV, mostrou a “força” da sua máquina, editorial, organizacional, de capacidade técnica e até científica. O meu muito obrigado a todos aqueles que desse lado tornaram possível esta realização da Associação de Estudantes da ESAV, que assumiram a responsabilidade deste repto. Os agradecimentos vão desde o Presidente do IPV, representado na pessoa do seu Vice, Eng. Pedro Rodrigues, até à telefonista da ESAV, a Anabela, que questionava o que é que se passa? porque toda a gente quer falar consigo? Não vou enumerar todos, mas estão seguramente todos incluídos neste role. Não posso deixar de fazer um agradecimento especial ao Dr. Alberto Correia, que "gizou" o ambiente cultural e/ou a cultura ambiental à luz de Aquilino Ribeiro, para justificar aquilo que muito queremos e que nos parece natural e com escala. Ao Nuno, representante dos nossos alunos, pela capacidade e acima de tudo vontade demonstrada, no trabalho sumário apresentado. Sou por vezes acusado, que gosto de assumir protagonismos. Os que dizem isso, não me conhecem, e se calhar nunca me vão conhecer. Por vezes, temos que liderar, eu sei que não podemos agradar a todos, mas pelo menos a uma grande maioria. Eu já não me lembro do que disse ontem, o que sei é que disse com sentimento e com força. O que passou, passou, hoje é um novo dia, temos novas reuniões, se calhar ainda mais ambiciosas, temos aulas para motivar ainda mais os alunos, e temos novos desafios. O nosso próximo é no dia 25 de Janeiro, começamos ontem a trabalhar a fundo. Reunimos o DEAS, com alguns convidados, Eng. Miguel Thiersonnier, Prof. Margarida Morgado, e pensamos em voz alta sobre uma toalha branca de papel, do qual surgiu já um “esquiço”. Hoje, vou falar com a casa da ínsua, para visitarmos o local do jardim, com a APPACDM, para acondicionar as plantas, e com os alunos para treinarmos o nosso desempenho e a nossa estratégia. Vamos estar atentos nos próximos dias porque há muito trabalho para fazer.


Em relação à reunião de ontem, o próximo desafio, será uma reunião no dia 20 de Fevereiro, na Fundação Aquilino Ribeiro (Soutosa), com a presença dos cinco Presidentes de Câmara (Moimenta da Beira, Sátão, Sernancelhe, Vila Nova de Paiva e Viseu) e o nosso impulsionador, o Prof. Doutor António Covas. Até lá vamos trabalhar muito nas questões técnicas do projecto, no que se refere à definição do Território.

A todos o nosso muito obrigado!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Uma antevisão, mas… não uma premonição


Sem querer fazer paralelismos ou “querenças”, acredito piamente nos nossos territórios e acima de tudo nas nossas gentes, para levar a cabo um projecto desta natureza. Temos territórios com potencial e lugares com sentimento (loci) que apelam à saudade dos nossos “avós”. Estes loci, tal como na genética, encerram a génese histórica, as características exclusivas e as capacidades, motivações e o potencial de futuro de todo um corpo. Já estão caracterizados, sob ponto de vista paisagístico, natural, antropológico, económico, social, enfim de todas as formas, quadrantes e perspectivas. Não são precisos mais estudos. Então o que falta? Implementar a inovação e a criatividade dos jovens e a experiência dos nossos “mayores”, que possam incutir o empreendedorismo “inato” destes jovens e ainda mais competência “nata”. A sinergia surge da interacção entre instituições de ensino superior, autarquias e fundações, associações, cooperativas e empresas. Querença, não surgiu por acaso. Aliás, o nome revela muito do que se quer com esse projecto. Loulé, é o reflexo de um Portugal que tem de mudar, quer queiramos quer não. Reparem neste paradigma. Os mais idosos dos “territórios desérticos” das “Terras do Demo”, deixavam os melhores terrenos, os mais produtivos, junto ás povoações, para aqueles filhos mais queridos, que os tratavam até às últimas e os das pedras, para os menos queridos, muitas vezes até de uma forma injusta, mas natural. Hoje, esses das pedras alugaram às eólicas e tiram num ano dividendos que os outros não tiram numa vida. Esta é uma história real. Este é sempre o resultado das inovações que se fazem no nosso País. Perdemos quase todos e ganha uma meia dúzia. Lá vêm as assimetrias do litoral, das fortunas e das mentalidades, que até Loulé será fértil. Mas lá, está-se a tentar inverter uma tendência, como que por osmose inversa. Por cá, temos que tentar fazer o mesmo adaptando à nossa realidade. E qual é? Querença, tem muita água, nós também. Têm orquídeas selvagens, nós também. Têm paisagem e agricultura, nós também. E mais? Temos rios, produtos de denominação de origem, queijo Serra da estrela, cabrito da gralheira, borrego, vitela de Lafões, maçã bravo de esmolfe, maçã da Beira Alta, castanha de Sernacelhe, vinha, vinho do Dão, floresta, cogumelos silvestres, mirtilos, framboesa, empresas empreendedoras, (Vasco da Rocha Pinto, Ervital, Frutisilves, Moinho da Carvalha Gorda, Cooperativa Agrícola do Távora,...), associações fantásticas com dinâmica que ajudam agricultores, produtores e outros actores a sobreviverem, e ainda cultura, história, museologia, arquitectura... Eu, estando cá há mais de uma década, "envergonho-me" de não ter conseguido ajudar ainda esta gente, que tem lutado todos os dias para sobreviver, com capacidade, inovação e esforço, como alguns daqueles que estarão cá amanhã. Não há últimas oportunidades, mas amanhã, estaremos muitos daqueles em que acredito, e para mim esta será a próxima oportunidade e tudo farei para que a possamos agarrar. Amanhã, vamos todos crescer e se isso não acontecer, pode ser que a culpa seja nossa. A batalha ainda nem começou e temos todos que estar preparados porque será, como diria Aquilino, uma Batalha sem fim.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Já há uma luz ao fundo do túnel !...Afinal, parece que é mais que uma!


Crónica a publicar brevemente, assim que chegar vai perto do fim do túnel, para ver quantas luzes são em concreto. Tenham cuidado porque o túnel para além de escuro, é comprido mas estreito. Não dá para irem vários no mesmo sentido, é melhor ir só um na frente e os outros atrás na "carruagem".  Num túnel, se forem muitos a caminhar lado a lado, podem acabar por tapar a luz uns aos outros, a não ser que sejam pequeninos, ou se todos levarem capacete de mineiro e aí nem precisam ver a luz ao fundo do túnel. Por falar em mineiros, esse é um sector que está a mexer e recordo uma reunião que tive na Direcção Geral de Energia e Minas com o Eng. Carlos Caixarias e o antigo Presidente da Câmara de Vila Nova de Paiva, e que me leva a pedir a Vila Nova de Paiva que reactive o projecto das minas da Queiriga...na vertente científica e cultural com inteligência e sinergias! Agora vou sair mais cedo e passar na casa das chaves de Viseu, para ver se o Sr. Eduardo vende capacetes de mineiro, porque suspeito que não consiga ver a luz ao fundo, com tanta gente à minha frente. Para além do mais, tenho medo de bater em alguém que vá a minha frente, ou com os "..." na parede e não quero ter que voltar para trás, porque... o caminho faz-se caminhando.

domingo, 30 de outubro de 2011

Eu vou para a Holanda... não tarda muito!



http://www.rsm.nl/home
Os holandeses sabe-se que são um povo "mercantilista" sob ponto de vista comercial e industrial, com os quais por vezes não é fácil lidar, mas com uma dinâmica invejável, um rigor extremo e uma grande criatividade  assente num processo social e ambientalmente sustentável. Pelo menos é assim que os vejo! Mas quero falar em concreto da Escola de Gestão de Roterdão (RSM), na qual, as aulas de MBA são ministradas numa sala improvisada no seio do parque botânico. Quantas vezes já falei aos meus alunos, do prazer que seria ministrar as aulas, em espaços simplistas edificados pela quinta da Alagoa. A inveja que sinto pelos alunos de Vila Nova de Paiva que podem ter as aulas práticas de laboratório no seio do Parque Arbutus do Demo e as teóricas no centro de interpretação, o edificio sede. Lanço este repto para o novo Presidente, que possa criar algumas estruturas na Quinta da Alagoa, e que os docentes possam ganhar inspiração para uma melhor docência se for possível e para que os alunos tenham uma visão mais holísitica da vida. O desafio é fazer isto de modo economicamente, ambientalmente e paisagisticamente sustentável. Os alunos de da RSM são obrigados a vir à rua, chova ou faça sol por forma a aprenderem a mudar os hábitos para com as preocupações ambientais mas também por uma questão de sanidade mental. E então lêem poesia sobre a natureza, fazem desenhos sobre o que vêem e tiram notas sobre o que lhes chama a atenção. Neste instituto o processo de selecção é extraordinariamente criterioso e as propinas anuais são de 39.000 euros. Até não é muito porque os meus sobrinhos na primária pagam quase isso.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Alunos da ESAV..."semeiam" abóboras!

«E as abóboras? Só queria que vissem as minhas abóboras-meninas a crescer e a dormir, a crescer como elefantes e a dormir como as bolas de pedra nos portais das quintas depois que acabaram os fidalgos filhos de algo. Reabilite-se o feijão e toda a sorte de cucurbitáceas, incluindo os tomates da horta que reluzem na brenha verde como rosas de Alexandria.» Aquilino Ribeiro



quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Desafios...e consequências!


staticulator.wordpress.com
Hoje, disse a alguns o que nunca havia dito, embora o tivesse pensado. Ficarei a aguardar as consequências, disso. O resultado não depende de mim e também em nada o vou forçar. Estamos a iniciar um novo ano lectivo e temos que lançar desafios aos nossos novos alunos, alguns deles com imensa experiência de vida. Temos que os manter entusiasmados e sentirem que com o "background" que têm podem ajudar em muito a afirmação da escola. Os outros os mais novos têm que ser entrosados com estes e com a sua capacidade e criatividade, esta mescla tem que dar resultados. Há imensos projectos para  abraçar e outros para lançar. Todos juntos docentes e alunos, com as instituições da região AFN (quase a extinguir-se), autarquias, associações, etc, temos que ser capazes de promovermos as pontes necessárias rumo ao sucesso. Estão abertas as inscrições para semanas de trabalho de campo em Vila Nova de Paiva, com alojamento e refeições garantidas. Quem quiser venha falar comigo. Temos que aproveitar as marés, nem que sejam no rio.