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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Mas que raio de País é este...


abola.pt
Estão a vir a lume muitas das "artimanhas" e jogos de bastidores que explicam um pouco porque é que tudo está como está e tão cedo não irá mudar. A não ser que a Grécia caía. Aí caímos todos! A Alemanha "amuada" e a fazer-se difícil pelo facto de estarmos a dar as coisas aos chineses, a EDP, a seguir a REN e mais o que vier. E estamos convencidos que os chineses nos vão ajudar. Vocês parece que não conhecem os chineses. entrem numa loja só para ver e reparem no olhar de desconfiança. Vão ajudar o Catroga, o Mexia e outros que "mexem" mas não dizem, como Loureiros e outros. Hoje, no fórum da TSF, alguém de Viseu lembrava o que os Alemães fizeram à europa há não muito tempo. O que os Franceses nos fizeram há já algum tempo. Enfim, já ninguém se lembra da história, é triste. E entretanto, morrem idosos, ás dúzias nas suas quietudes por este Portugal. Devíamos envergonharmo-nos.  E nas serranias do Algarve e nas vastas planícies Alentejanas os bombeiros fazem de "bombeiros" a levar os mais velhos aos hospitais e vivem os dramas desses idosos, que com fracturas do cólo do fémur ficam acamados dois dias, na esperança que a dor passe, que ficam no quartel dos bombeiros após a vinda do hospital, porque não têm coragem de os deixar ir para casa à noite onde ninguém os pode ajudar. Que esperam e desesperam pela carrinha da ajuda, porque não conseguem identificar as letras que dizem "Rastreio de Saúde" porque não sabem ler. Este é o retrato feito por uma crónica TSF, brilhante, que nos põe a "chorar" à frente do rádio, sózinhos, a pensar que raio de mundo é este. E este País, está cabisbaixo quase de joelhos, com olhar distante, como foi retratado pelo ministro das finanças a falar com o ministro homólogo alemão, Wolfgang Schauble, numa gravação que não devia ter existido, mas esta é uma guerra sem tréguas, já vale tudo para por a nú esta politica "rasca". 

domingo, 13 de novembro de 2011

É preciso ter ATENÇÃO... "À TENSÃO"


http://100mim.wordpress.com/2011/02/25/eduardo-lourenco-testemunhou-que-nao-vivemos-no-nada-ontem-na-meca-da-povoa-do-varzim/
Esta é uma daquelas crónicas que eu gostaria de não escrever. Fui buscar inspiração a um documentário com o Prof. Eduardo Lourenço, com o qual, ainda não tive oportunidade de falar, mas que foi ideia de um amigo comum, o Dr. Rui Jacinto, um autêntico "semeador de ideias", com quem estabeleci uma relação de respeito, mútuo, e que me recorda os bons tempos da recriação da paisagem, daquela que provoca emoções, e que apesar de semeada e de ter florido, em alguns casos, não deu fruto viável. Contudo, a semente anda por lá, à espera que as condições para a sua germinação, o propiciem. Não sou apologista do "propagar por estaca" porque neste caso está subjacente uma mera "clonagem" e o que nós queremos é um enriquecimento da biodiversidade, fruto de um processo sexual que pretende criar de novo para vingar, e quiçá pode ser exponenciada pela polinização.  Voltando ao título, esta tensão que paira, nós sentimos em casa, no trabalho, no dia-a-dia, enfim é um sentimento que nos assola, e com a qual temos que gastar muitas das nossas energias, a reprimi-la. A prelecção do Prof. Fernando Paulo, nos serões Aquilinianos do CEAR, abordou a "escandaleira" da disfunção nas retribuições entre altos quadros, que mais parecem "Picassos da devassa" e os " Meros retratos" da sociedade real, que somos afinal todos nós, os outros.  Depois, fez a devida inversão para a cultura da verdadeira Democracia, daquela que, todos os dias é posta em causa, seja de forma "anarca" por antigos "capitães de Abril", seja por forma simbólica, por eventual abolição do feriado, seja de forma atroz, pelo agravamento das condições de vida. Haverá limites? Para os Bancos creio que sim, aliás como moeda de troca, por um fundo que se julga sem fundo. Para nós, os outros, não creio! Logo no inicio da prelecção, fiquei assutado com a minha ignorância,  "DEMO" é Povo e "CRACIA" é poder. Pois claro! Então o "Arbutus do Demo", não havia de ser o "Jardim do Povo" e nós não estamos a viver numa autêntica "Terra do DEMO", cada vez mais a ficar despojada dos seus recursos, os seus verdadeiros recursos endógenos,...as GENTES, as nossas GENTES. Esta gente que cada vez mais tem que ser desviada do acesso à cultura, ao desporto, à ciência e ser enfiada em Centros Comerciais e em casa a verem, novelas a render, gordos a emagrecer e meretrizes a fo..., para ver se se contêm de gastar o que não têm. Mas voltando ao Prof. Eduardo Lourenço, com a sua forma sábia, ao jeito de uma sabedoria de dádiva, com raízes na memória, na cultura, na inteligência, resume tudo quando diz, "não há romance que se compare à história, quando recordamos o desembarque na Normandia, e agora estamos todos à espera que seja a Alemanha que nos vá salvar!". Que diria hoje, se fosse vivo, o general De Gaulle de Sarkhozy e quem será o senhor que se segue depois de "il cavalieri"? Zapatero já estava definido e a seguir? Os substitutos que se perfilam são tecnocratas o Grego, Papademos, o Italiano, Monti,  mas o que precisamos são líderes, tanto lá como cá...mas quem mandam são os "mercados", e esses sabem bem o que não querem...alguém que lhes faça frente. Isto porque um líder, é uma pessoa que exerce influência sobre o comportamento, pensamento ou opinião dos outros, com a responsabilidade que isso acarreta, na certeza de que as opções estratégicas que se tomam são em beneficio de uma larga maioria e que se regem por principios de coerência e não em defesa que lobbys que ajudem a manter o status quo. Um líder não tem que ser um "Durão" ou falar em voz alta para se impor. Os líderes não se assumem são reconhecidos como tal.