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sábado, 11 de abril de 2020

O que se passará no CENtRO....desta Pandemia


Desde há algum tempo que me tenho surpreendido com a virulência do COVID-19 na região Centro e daí teremos que tirar muitas ilações para perceber este padrão assintomático em relação ao resto do País. Assistimos a algum desconforto de responsáveis políticos em relação ao desvio de meios de uns territórios para outros, neste caso privilegiando Lisboa em detrimento do Norte. Sem estar com grande contas e estatísticas tínhamos à data de ontem no Centro, 1905 infetados e 104 mortes. Fazendo umas "contas de merceeiro" temos uma taxa de mortalidade superior a 5%, quando no Norte é pouco mais de 2,5% e em Lisboa de 2%. Eu espero bem que seja apenas porque foram realizados muito menos testes comparativamente com as outras regiões, e mesmo isso denota a falta de investimento no Centro para esse dado. Contuco, acredito que este argumento tenha que ser usado para uma futura negociação de verbas estruturais, daquelas que dizem servir para equilibrar assimetrias, porque é uma vergonha para quem nos dirige e dirigiu, seja ao nível central seja regional e "a culpa não pode morrer solteira". Temos como lema sermos "um País dentro do País", por isso é preciso perceber a fundo o que se passa neste País que tem um pouco de tudo. Não temos hospitais de referência? Coimbra e que mais! A Covilhã "eclipsou-se" e foi a Guarda a assumir o primeiro lugar de referência no Centro. Porquê? A melhor localização geográfica? Então se calhar esse foi um dos erros estratégicos de Sócrates e Guterres que puxavam as infraestruturas para os locais de berço e dos seus devotos, aliás como fazem quase todos em detrimento do bem de todos. Atenção que não estou a criticar estou a levantar questões para que possamos vir ter outras condições no futuro, se calhar os nossos vindouros. Na região Centro pelos vistos temos muitos Centros de dia e Lares, se calhar daí o nome, a situação vai agravar-se e muito. No final das contas quero ver as desculpas "esfarrapadas" que darão para justificar tão triste cenário. E as instituições de ensino superior da região estão a contribuir para o tal plano de rastrear em grande escala? Das estruturas de referência do Centro que estão em Coimbra e Aveiro ainda não ouvi nada, mas posso estar distraído. Dos Politécnicos na grande maioria dos casos não temos meios, porque nunca nos deram para podermos ajudar no que quer que seja. Eu comecei a trabalhar em PCR em 1992, terei sido dos primeiros em Portugal a fazê-lo, e o meu aparelho data de 2000. Não posso fazer milagres e a tutela e a Direção da minha Escola não entendeu que se devia investir aí. Mas há quem tenha PCR - Real Time, mas não têm condições para lidar com Vírus. Curiosamente nós até temos um laboratório para lidar com Vírus, mas não temos PCR-RT. Ironias dos investimentos e dos lobbys pequeninos! Enfim, são nestas alturas que vemos que está tudo centralizado e que importante teria sido descentralizar. Já tínhamos trazido mais cérebros para o interior, já trabalhávamos há mais tempo em tele-trabalho e teríamos outra maneira de lidar com Pandemias e não estaríamos no Centro das atenções pela pior das razões. A ver vamos no final disto tudo como vamos acabar.  Será importante termos os número estatísticos sobre o território, a população, as infraestruturas, o investimento na Ciência e Tecnologia e na Investigação e tudo aquilo que nos puder ajudar a lançar as bases do futuro. Aquando dos incêndios fomos os mais fustigados, aquando das cheias, somos os mais atingidos e agora vamos ser proporcionalmente os mais fustigados. A CCDRC deve estar atenta a esta situação e aliás a atual Ministra deve conhecer muito bem esta realidade para saber o que fez de menos bem e o que se poderá fazer para dar a volta ao texto. Esta é das poucas alturas em que é bom falar-se pouco de nós. Também sabemos que estas são das poucas alturas em que alguns Presidentes de Câmara podem aparecer na televisão. Lá nisso Viseu tem estado prudente. Em vez de um Hospital de campanha no Multiusos fez-se um "Centro de Inspeção Automóvel" que causou impacto e que gostava de saber qual o efeito. Onde são feitas essas análises? São dúvidas por completo desconhecimento! Por um lado, felizmente, a situação por cá não é das piores e por isso dá-nos tempo para pensar na festa do regresso, em Grande Estilo...VISEU COnVIDa-19 de Julho....Querem Apostar

domingo, 10 de março de 2019

O CENTRO DAS ATENÇÕES, SO+CENTRO e não SO+UM



O potencial dos recursos genéticos do centro é inigualável e não é seguramente pela extensão do território mas acima de tudo pela sua diversidade. O projeto SO+CENTRO demonstra a vitalidade e capacidade das instituições de investigação do CENTRO e a forma como interagem hoje numa comunhão quase perfeita na gestão de recursos e meios. Mas ainda nos falta um longo percurso para optimizarmos todos estes recursos técnicos, científicos, culturais mas acima de tudo humanos para colocarmos ao dispor da valorização deste território e estarmos no CENTRO das atenções. Não precisamos duplicar meios mas sabermos diversificar e criar sinergias. Há ainda uma distância considerável entre os meios das universidades e dos institutos politécnicos, embora isso pareça estar a ser esbatido por alguns exemplos brilhantes nos politécnicos. Esses casos devem-nos servir de alento e mostrar que se nos proporcionarem mais alguns meios faremos o nosso trabalho de um forma mais proficiente. Por outro lado, somos nós, os Institutos Politécnicos (IPs) que mantemos abertas as vias dos itinerários principais (IPs) quer física quer estrategicamente, porque somos nós que conhecemos ao pormenor onde estão os recursos genéticos e o potencial estratégico para o desenvolvimento destas regiões. Contudo, tudo isto apenas se traduz em mais valias económicas e sociais para a região e para o País se soubermos estabelecer e ganhar a confiança das empresas que estão no nosso território, desde as micro às grandes empresas, nas mais diversas áreas de produção, não de uma forma cómoda mas customizada e ajustada à realidade de cada empresa e de cada sector. Os IPs são players fundamentais nesta estratégia, no sentido de ligar a produção e o território aos grandes centros de investigação. Não apenas no papel de levar e trazer, mas acima de tudo na vocação de identificar o potencial, onde não é perceptível e perceber o que falta caracterizar sob ponto de vista científico para que com o polimento final se possa criar valor acrescentado em consonância com os objectivos e a capacidade das empresas. Obviamente que uma parte considerável do retorno tem que ficar no território e não se esgotar apenas em patentes, papers e comunicações. A ESAV da sua parte tudo fará para que, no âmbito deste projeto, nem seja “SO+ um projeto” mas que seja a oportunidade para que estejamos completamente ligados com o tecido produtivo e não percamos a oportunidade de fazer mais conhecimento, mas simultaneamente trazer mais valor para a região. Um dia destes explorarei de forma mais aprofundada qual o papel da ESAV neste projeto, não pode ser SO+uma instituição.

sábado, 9 de março de 2019

So+Centro - Soluções agroindustriais sustentáveis de maior valor acrescentado para a Região Centro


http://uaonline.ua.pt/pub/detail.asp?lg=pt&c=57480

Sete instituições de investigação da Região Centro organizaram-se em consórcio para a criação de uma Rede de Competências para o Desenvolvimento Sustentável e Inovação no Sector Agroalimentar da Região Centro, ao abrigo do Concurso para Apresentação de Candidaturas (CENTRO-45-2018-21), de Sistema de Apoio à Investigação Científica e Tecnológica “Programas integrados de IC&DT”, promovido pelo CENTRO 2020.
Coordenado pela Universidade de Aveiro, e em parceria com a Universidade da Beira Interior, os Institutos Politécnicos de Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu e o Laboratório BLC3 de Oliveira do Hospital, este consórcio, que envolve 81 investigadores, tem como objetivo promover soluções de valor acrescentado e sustentáveis para os recursos agroindustriais da Região Centro.
A Região Centro é diversificada quanto ao seu tecido agroindustrial, dada a diversidade de território, que se expande desde o litoral lagunar, até ao interior montanhoso. Os pequenos ruminantes existentes em toda a Região, oferecem uma variedade de queijos, aos quais se junta o saber fazer com a utilização de plantas endógenas como o cardo. Também as maçãs da Região Centro são valorizadas, seja as do litoral, como a Maçã de Alcobaça IGP, seja as do interior como as da Cova da Beira IGP ou a Bravo de Esmolfe DOP. A viticultura e a produção vinícola são setores chave da Região, com potencial na produção de espumantes com base nas castas autóctones como é exemplo a Baga. Também o pinhão, uma cultura endógena, tem potencial para se tornar um recurso muito valorizado através de novas práticas de cultivo e de desenvolvimento de novos produtos.
Recursos endógenos da Região Centro ainda não domesticados, ou com pouca expressão do seu cultivo, são as plantas aromáticas como a perpétua-das-areias e a murta, assim como a salicórnia, que cresce em ambientes lagunares como a Ria de Aveiro, ou os cogumelos Boletus, que surgem tanto em mata de pinhal como na floresta, e em várias alturas do ano.
Numa associação inédita de sete equipas interdisciplinares de instituições de investigação da Região Centro, o consórcio So+Centro visa potenciar os produtos endógenos da Região identificados como casos de estudo e torná-los economicamente sustentáveis e valorizados na e fora da Região. Esta abordagem permite juntar sinergias de investigação dispersas na Região em prol de uma oportunidade de conhecimento e de mercado, a internacionalização das próprias instituições através dos avanços científicos que se propõem alcançar, assim como a internacionalização dos produtos que se propõem valorizar.
O consórcio So+Centro irá contribuir para o conhecimento de espécies endógenas da Região Centro de forma a permitir o estudo da sua valorização no contexto atual, que exige cada vez mais soluções sustentáveis a todos os níveis: indo desde a promoção de uma agricultura mais sustentável até ao desenvolvimento de aplicação para compostos e materiais a serem recuperados. Será originado um grande volume de dados sobre os constituintes das espécies a estudar; serão obtidos novos métodos de extração e processamento de resíduos e irá ser obtida uma gama de novos compostos devidamente purificados e caracterizados para a seleção do potencial de utilização. O trabalho a realizar no âmbito do consórcio So+Centro será disruptivo na análise de aplicações de valor acrescentado para todos os compostos e materiais identificados, numa visão holística e integrada, pela análise da viabilidade dos recursos, mercado e processos e produtos desenvolvidos.
Dos 18 bolseiros mestres a ser contratados pelo período de 3 anos que durará a primeira fase do consórcio So+Centro, espera-se que grande parte prossiga os estudos e integre o mercado de trabalho na área agroalimentar, engenharia química, química analítica, bioquímica, microbiologia, ciência de materiais, biologia e sustentabilidade e ciências políticas, entre outras, contribuindo para o aumento da especialização e interdisciplinaridades, como consequente aumento do emprego especializado em áreas transversais de interesse para a Região e na Região.
Para a boa prossecução do trabalho, o consórcio promoverá várias ações que envolverão toda a comunidade, contando desde já com a manifestação de interesse de diversas entidades da Região Centro, como as Comunidades Intermunicipais de Aveiro e Viseu Dão Lafões, a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, o COTHN – Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional, as Comissões Vitivinícolas da Bairrada e Regional da Beira Interior, a NERGA – Associação Empresarial da Região da Guarda, a ADDLAP - Associação de Desenvolvimento Dão, Lafões e Alto Paiva e a ACRIGUARDA – Associação de Criadores de Ruminantes e Produtores Florestais do Concelho da Guarda.
So+Centro - Soluções agroindustriais sustentáveis de maior valor acrescentado para a Região Centro é uma ideia da Região para a Região, plena de contemporaneidade, estando previsto que se iniciem os trabalhos em julho de 2019.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Aniversário da ESAV...pouco comum!

http://www.ipv.pt/vtv/escolas/esav19.htm

A ESAV comemorou o seu 19º Aniversário com Educação, Ciência e Cultura...Parabéns!

domingo, 13 de novembro de 2011

É preciso ter ATENÇÃO... "À TENSÃO"


http://100mim.wordpress.com/2011/02/25/eduardo-lourenco-testemunhou-que-nao-vivemos-no-nada-ontem-na-meca-da-povoa-do-varzim/
Esta é uma daquelas crónicas que eu gostaria de não escrever. Fui buscar inspiração a um documentário com o Prof. Eduardo Lourenço, com o qual, ainda não tive oportunidade de falar, mas que foi ideia de um amigo comum, o Dr. Rui Jacinto, um autêntico "semeador de ideias", com quem estabeleci uma relação de respeito, mútuo, e que me recorda os bons tempos da recriação da paisagem, daquela que provoca emoções, e que apesar de semeada e de ter florido, em alguns casos, não deu fruto viável. Contudo, a semente anda por lá, à espera que as condições para a sua germinação, o propiciem. Não sou apologista do "propagar por estaca" porque neste caso está subjacente uma mera "clonagem" e o que nós queremos é um enriquecimento da biodiversidade, fruto de um processo sexual que pretende criar de novo para vingar, e quiçá pode ser exponenciada pela polinização.  Voltando ao título, esta tensão que paira, nós sentimos em casa, no trabalho, no dia-a-dia, enfim é um sentimento que nos assola, e com a qual temos que gastar muitas das nossas energias, a reprimi-la. A prelecção do Prof. Fernando Paulo, nos serões Aquilinianos do CEAR, abordou a "escandaleira" da disfunção nas retribuições entre altos quadros, que mais parecem "Picassos da devassa" e os " Meros retratos" da sociedade real, que somos afinal todos nós, os outros.  Depois, fez a devida inversão para a cultura da verdadeira Democracia, daquela que, todos os dias é posta em causa, seja de forma "anarca" por antigos "capitães de Abril", seja por forma simbólica, por eventual abolição do feriado, seja de forma atroz, pelo agravamento das condições de vida. Haverá limites? Para os Bancos creio que sim, aliás como moeda de troca, por um fundo que se julga sem fundo. Para nós, os outros, não creio! Logo no inicio da prelecção, fiquei assutado com a minha ignorância,  "DEMO" é Povo e "CRACIA" é poder. Pois claro! Então o "Arbutus do Demo", não havia de ser o "Jardim do Povo" e nós não estamos a viver numa autêntica "Terra do DEMO", cada vez mais a ficar despojada dos seus recursos, os seus verdadeiros recursos endógenos,...as GENTES, as nossas GENTES. Esta gente que cada vez mais tem que ser desviada do acesso à cultura, ao desporto, à ciência e ser enfiada em Centros Comerciais e em casa a verem, novelas a render, gordos a emagrecer e meretrizes a fo..., para ver se se contêm de gastar o que não têm. Mas voltando ao Prof. Eduardo Lourenço, com a sua forma sábia, ao jeito de uma sabedoria de dádiva, com raízes na memória, na cultura, na inteligência, resume tudo quando diz, "não há romance que se compare à história, quando recordamos o desembarque na Normandia, e agora estamos todos à espera que seja a Alemanha que nos vá salvar!". Que diria hoje, se fosse vivo, o general De Gaulle de Sarkhozy e quem será o senhor que se segue depois de "il cavalieri"? Zapatero já estava definido e a seguir? Os substitutos que se perfilam são tecnocratas o Grego, Papademos, o Italiano, Monti,  mas o que precisamos são líderes, tanto lá como cá...mas quem mandam são os "mercados", e esses sabem bem o que não querem...alguém que lhes faça frente. Isto porque um líder, é uma pessoa que exerce influência sobre o comportamento, pensamento ou opinião dos outros, com a responsabilidade que isso acarreta, na certeza de que as opções estratégicas que se tomam são em beneficio de uma larga maioria e que se regem por principios de coerência e não em defesa que lobbys que ajudem a manter o status quo. Um líder não tem que ser um "Durão" ou falar em voz alta para se impor. Os líderes não se assumem são reconhecidos como tal.