Mostrar mensagens com a etiqueta CEAR. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta CEAR. Mostrar todas as mensagens

domingo, 15 de dezembro de 2013

O apoio dos alunos...é fundamental para a nossa inspiração...

É sempre um prazer quando podemos contar com os nossos alunos na assistência das plateias nas conferências que proferimos, como foi o caso da passada sexta-feira no solar do Dão. Um muito obrigado à Patrícia  e ao Davide e respetivos pares,  porque nos obrigam a darmos o máximo e a estarmos inspirados para corresponder às suas expectativas e esperamos poder vir a abrir portas para os seus futuros. Igualmente importante é a presença da "malta" lá de casa.
 



AR (Aquilino Ribeiro) como Fonte de Inspiração na Valorização da Biodiversidade e na Cultura do Genius Loci das Terras do Demo


Em reposta ao desafio lançado pelo CEAR, proponho revisitar projectos multidisciplinares, iniciados, concretizados ou apenas idealizados que radicam na valorização da biodiversidade e dos recursos genéticos de toda uma região, e que associados com o potencial humano destas gentes que moldam estas paisagens, ao jeito de uma simbiose, determinam o genius loci destes lugares.

Este enquadramento e tipicidade deve e pode assumir-se como uma marca perene que possa determinar e constituir o sucesso de toda uma região e das suas gentes. Nos projectos a apresentar, por vezes, a geografia sentimental trespassa as Terras do Demo, o objecto de referência o Jardim da Tormentas, e os caminhos percorridos tenham sido autênticas Vias sinuosas, embora em todos eles tenha encontrado no mestre Aquilino Ribeiro a inspiração e a motivação de “…alcança quem não cansa…”.




 
 

sábado, 21 de setembro de 2013

A imagem de uma antítese

Soube hoje que a Estátua de Aquilino Ribeiro foi vandalizada com ácido. Esta é uma imagem de antítese na qual vemos a flor que o Eng. Aquilino gostaria de ter colocado na nessa do Pai e as manchas da vandalização. Quero crer que tenha sido um ato isolado a ponto de não dizermos que esta cidade não merecia este monumento. É uma alegria imensa vermos que são as crianças que mais interagem com a obra, o que só por si é uma enorme vitória daquele a quem todos reconhecemos o mérito dela estar ali naquele local, o Dr. Alberto Correia. Curiosamente, assisti ao percurso da rosa vermelha que andou nas mãos de uma criança de 4 anos que voltou a colocar no tampo da secretária sob o olhar atento do mestre.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Santos da Casa...ainda fazem milagres!





 
Tenho  o orgulho de privar com o Dr. Alberto Correia, como amigo e companheiro do CEAR, um "fecundo" player cultural do distrito de Viseu capaz dos maiores feitos, realizados com a simplicidade dos grandes, quase parecendo fácil a concretização dos mais variados projetos com que nos tem brindado. As suas obras têm permitido perceber que os "grandes" muitas vezes estão mais perto do que julgamos, um pouco ao jeito de que os santos da casa também fazem milagres! Foi um prazer ver tanta gente atenta a esta justa e tardia homenagem ao Mestre Aquilino Ribeiro. Alguns sabem das vicissitudes do projeto que impediram que fosse presenciada pelo Eng. Aquilino Ribeiro Machado e realizada pelo Mestre Joaquim Correia. Os descendentes cumpriram de forma brilhante o reconhecimento do CEAR e já agora da Autarquia de Viseu, o reconhecimento pelo esforço e  perseverança para levar a cabo um projeto que já tinha doze anos de existência e ao qual muitos tinham dado o seu contributo e alguns colocaram os respetivos entraves. Os discursos do Dr. Alberto Correia e do neto do Aquilino Ribeiro foram brilhantes. O primeiro ao jeito de crónica, "pondo os dedos na ferida" com uma elegância, embora perdoando ao jeito dos deuses. O segundo denotando a fidelidade do avô e da família a uma geografia que lhe foi e será sempre familiar e sentimental. Cabe-nos a nós continuarmos a acarinhar Aquilino Ribeiros e os seus. Foi bom voltar a ouvir a Sílvia Costa que sempre que pode arranja um pretexto para vir a Viseu, o que muito nos agrada, embora nos recorde que muitas vezes não sabemos preservar os capazes. Depois agradou-me ver o Presidente de Moimenta da Beira, José Eduardo, a ajudar a engradecer esta cerimónia, tal como os outros representantes de Sernancelhe e Vila Nova de Paiva. Os políticos da praça estiveram presentes, sendo curioso ver que todos (ou quase) aderiram a esta homenagem de um escritor que para além da vocação era um republicano convicto. Por último, uma palavra ao Escultor Yuraldi que proporcionou uma obra de inegável valor estético e cultural para a cidade, com uma perspetiva interativa de futuro interessante e inovadora. 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Uma antevisão, mas… não uma premonição


Sem querer fazer paralelismos ou “querenças”, acredito piamente nos nossos territórios e acima de tudo nas nossas gentes, para levar a cabo um projecto desta natureza. Temos territórios com potencial e lugares com sentimento (loci) que apelam à saudade dos nossos “avós”. Estes loci, tal como na genética, encerram a génese histórica, as características exclusivas e as capacidades, motivações e o potencial de futuro de todo um corpo. Já estão caracterizados, sob ponto de vista paisagístico, natural, antropológico, económico, social, enfim de todas as formas, quadrantes e perspectivas. Não são precisos mais estudos. Então o que falta? Implementar a inovação e a criatividade dos jovens e a experiência dos nossos “mayores”, que possam incutir o empreendedorismo “inato” destes jovens e ainda mais competência “nata”. A sinergia surge da interacção entre instituições de ensino superior, autarquias e fundações, associações, cooperativas e empresas. Querença, não surgiu por acaso. Aliás, o nome revela muito do que se quer com esse projecto. Loulé, é o reflexo de um Portugal que tem de mudar, quer queiramos quer não. Reparem neste paradigma. Os mais idosos dos “territórios desérticos” das “Terras do Demo”, deixavam os melhores terrenos, os mais produtivos, junto ás povoações, para aqueles filhos mais queridos, que os tratavam até às últimas e os das pedras, para os menos queridos, muitas vezes até de uma forma injusta, mas natural. Hoje, esses das pedras alugaram às eólicas e tiram num ano dividendos que os outros não tiram numa vida. Esta é uma história real. Este é sempre o resultado das inovações que se fazem no nosso País. Perdemos quase todos e ganha uma meia dúzia. Lá vêm as assimetrias do litoral, das fortunas e das mentalidades, que até Loulé será fértil. Mas lá, está-se a tentar inverter uma tendência, como que por osmose inversa. Por cá, temos que tentar fazer o mesmo adaptando à nossa realidade. E qual é? Querença, tem muita água, nós também. Têm orquídeas selvagens, nós também. Têm paisagem e agricultura, nós também. E mais? Temos rios, produtos de denominação de origem, queijo Serra da estrela, cabrito da gralheira, borrego, vitela de Lafões, maçã bravo de esmolfe, maçã da Beira Alta, castanha de Sernacelhe, vinha, vinho do Dão, floresta, cogumelos silvestres, mirtilos, framboesa, empresas empreendedoras, (Vasco da Rocha Pinto, Ervital, Frutisilves, Moinho da Carvalha Gorda, Cooperativa Agrícola do Távora,...), associações fantásticas com dinâmica que ajudam agricultores, produtores e outros actores a sobreviverem, e ainda cultura, história, museologia, arquitectura... Eu, estando cá há mais de uma década, "envergonho-me" de não ter conseguido ajudar ainda esta gente, que tem lutado todos os dias para sobreviver, com capacidade, inovação e esforço, como alguns daqueles que estarão cá amanhã. Não há últimas oportunidades, mas amanhã, estaremos muitos daqueles em que acredito, e para mim esta será a próxima oportunidade e tudo farei para que a possamos agarrar. Amanhã, vamos todos crescer e se isso não acontecer, pode ser que a culpa seja nossa. A batalha ainda nem começou e temos todos que estar preparados porque será, como diria Aquilino, uma Batalha sem fim.

domingo, 13 de novembro de 2011

É preciso ter ATENÇÃO... "À TENSÃO"


http://100mim.wordpress.com/2011/02/25/eduardo-lourenco-testemunhou-que-nao-vivemos-no-nada-ontem-na-meca-da-povoa-do-varzim/
Esta é uma daquelas crónicas que eu gostaria de não escrever. Fui buscar inspiração a um documentário com o Prof. Eduardo Lourenço, com o qual, ainda não tive oportunidade de falar, mas que foi ideia de um amigo comum, o Dr. Rui Jacinto, um autêntico "semeador de ideias", com quem estabeleci uma relação de respeito, mútuo, e que me recorda os bons tempos da recriação da paisagem, daquela que provoca emoções, e que apesar de semeada e de ter florido, em alguns casos, não deu fruto viável. Contudo, a semente anda por lá, à espera que as condições para a sua germinação, o propiciem. Não sou apologista do "propagar por estaca" porque neste caso está subjacente uma mera "clonagem" e o que nós queremos é um enriquecimento da biodiversidade, fruto de um processo sexual que pretende criar de novo para vingar, e quiçá pode ser exponenciada pela polinização.  Voltando ao título, esta tensão que paira, nós sentimos em casa, no trabalho, no dia-a-dia, enfim é um sentimento que nos assola, e com a qual temos que gastar muitas das nossas energias, a reprimi-la. A prelecção do Prof. Fernando Paulo, nos serões Aquilinianos do CEAR, abordou a "escandaleira" da disfunção nas retribuições entre altos quadros, que mais parecem "Picassos da devassa" e os " Meros retratos" da sociedade real, que somos afinal todos nós, os outros.  Depois, fez a devida inversão para a cultura da verdadeira Democracia, daquela que, todos os dias é posta em causa, seja de forma "anarca" por antigos "capitães de Abril", seja por forma simbólica, por eventual abolição do feriado, seja de forma atroz, pelo agravamento das condições de vida. Haverá limites? Para os Bancos creio que sim, aliás como moeda de troca, por um fundo que se julga sem fundo. Para nós, os outros, não creio! Logo no inicio da prelecção, fiquei assutado com a minha ignorância,  "DEMO" é Povo e "CRACIA" é poder. Pois claro! Então o "Arbutus do Demo", não havia de ser o "Jardim do Povo" e nós não estamos a viver numa autêntica "Terra do DEMO", cada vez mais a ficar despojada dos seus recursos, os seus verdadeiros recursos endógenos,...as GENTES, as nossas GENTES. Esta gente que cada vez mais tem que ser desviada do acesso à cultura, ao desporto, à ciência e ser enfiada em Centros Comerciais e em casa a verem, novelas a render, gordos a emagrecer e meretrizes a fo..., para ver se se contêm de gastar o que não têm. Mas voltando ao Prof. Eduardo Lourenço, com a sua forma sábia, ao jeito de uma sabedoria de dádiva, com raízes na memória, na cultura, na inteligência, resume tudo quando diz, "não há romance que se compare à história, quando recordamos o desembarque na Normandia, e agora estamos todos à espera que seja a Alemanha que nos vá salvar!". Que diria hoje, se fosse vivo, o general De Gaulle de Sarkhozy e quem será o senhor que se segue depois de "il cavalieri"? Zapatero já estava definido e a seguir? Os substitutos que se perfilam são tecnocratas o Grego, Papademos, o Italiano, Monti,  mas o que precisamos são líderes, tanto lá como cá...mas quem mandam são os "mercados", e esses sabem bem o que não querem...alguém que lhes faça frente. Isto porque um líder, é uma pessoa que exerce influência sobre o comportamento, pensamento ou opinião dos outros, com a responsabilidade que isso acarreta, na certeza de que as opções estratégicas que se tomam são em beneficio de uma larga maioria e que se regem por principios de coerência e não em defesa que lobbys que ajudem a manter o status quo. Um líder não tem que ser um "Durão" ou falar em voz alta para se impor. Os líderes não se assumem são reconhecidos como tal.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Lago... Aquilino Ribeiro!

Tenho com o parque Aquilino Ribeiro, aquilo que se pode apelidar uma relação sentimental. Por várias razões. Era o parque mais notável da junta da qual o meu sogro foi Presidente, durante largos anos e que por isso várias vezes passeamos por lá juntos, em conversas amenas, e muitas vezes estratégicas, para o futuro de uma escola, uma cidade, uma população. Desses passeios saiu um alerta! é preciso fazer-se urgentemente uma avaliação biomecânica e fitossanitária dos exemplares arbóreos destes espaço nobilíssimo da cidade, até pela preocupação especial que ele tinha para com as pessoas. Bons velhos tempos! Assim em 2004, uma aluna minha a Cátia Pereira, desenvolveu um trabalho notável de avaliação de 53 árvores no Parque. Um trabalho entregue na autarquia nesse ano e que era uma ferramenta importante para a idealização do espaço que, o arquitecto Viana Barreto viesse a desenvolver e a criar na nova interpretação do parque passados cinquenta anos.  Sei que o trabalho lhe chegou às mãos passados alguns anos, aliás após me ter perguntado se havia algum estudo dessa natureza...ao qual lhe respondi há-de estar numa gaveta, é só uma questão de procurar. Na altura chamei à atenção para um conjunto de debilidades que seria preciso acautelar, mas "santos da casa não fazem milagres". Assisti incrédulo num domingo, dia de eleições europeias algures em 2004, à queda de um ramo de grande porte a 10 m de um policia e de um bombeiro, cujo comentário foi "ainda bem que caiu se não tinhamos que puxar". Nós, ESAV, estamos cá para ajudar a autarquia e todas as instituições que sintam que possamos ser úteis. Temos limitações, como todos sabem, mas temos muita vontade de fazer e também sabemos aquilo que podemos fazer, agora, por favor! Não nos chamem apenas quando há problemas difíceis, de vez em quando chamem-nos, a ESAV, para a fotografia, porque todos gostamos de "carinhos". Em relação às opções tomadas na requalificação do parque, não me fica bem criticar, apenas vou fazer dois reparos e um comentário: 1) Arrancar o alcatrão, Sim! colocar calçada acimentada, Não!...era preferível um bom "tuvenan". As minhas filhas já não caem na calçada, mas as crianças "pequenas" não podem dizer o mesmo; 2) O lago é de dimensões desproporcionadas,...já ninguém, se lembra do sucesso das manhãs desportivas nos relvados do Parque? É pena, agora serão as manhãs não na piscina, mas no lago... e não se esqueçam de levar as bóias os mais pequenos! 3) Então a estátua do Mestre Aquilino Ribeiro, não tem lugar no Parque? é uma questão de justiça, cultura e acima de tudo bom senso. Perguntem ao Exm.º Arquitecto Viana Barreto se se importa? Quase que "ponho as mãos no lume" que não!