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sexta-feira, 15 de maio de 2020
WINE WEB SUMMIT.....a não perder
Mais do que um simples Artigo, um modo de Estar...
Temos vindo de uma forma paulatina, a produzir trabalho em torno do cardo e aos mesmo tempo constituir uma equipa multidisciplinar. Por isso mesmo queria dar um agradecimento muito especial a todos!
Este trabalho agora publicado é imenso mérito da Manuela Antunes que teve um trabalho árduo de campo desde a recolha de amostras para análise da emissão de gases e medição de toda a biomassa que implicou obviamente a recolha do material e que é de uma qualidade excelente, aliás como tinha sido o anterior trabalho da Isabel Cardoso mas agora em maior escala. Ainda mais foi realizado na APPACDM que curiosamente ontem me pediram uma declaração para mostrarem evidências de que fazem um trabalho meritório em boas práticas agrícolas e ambientais. Querem melhor evidência do que publicar numa revista de reconhecido mérito internacional "The Open Agriculture Journal"
O Zé Luís com a sua forma "formiguinha" (no melhor dos sentidos) que leva a sua "água ao moinho" e com isso leva-nos a todos, o Jorge Oliveira pelo seu pormenor e capacidade científica, o Francisco Marques pelo voluntarismo e sentido prático e o António Pinto pelo "Sábio Saber" que só a experiência dos anos nos vai dando.
Esta concretização dá-nos balanço para um novo projeto que estamos a lançar e que acredito possa fazer Escola porque liga tudo isto, biodiversidade e genética, fertilização, rega, produção de biomassa, antioxidantes, proteases aspárticas e produção de queijos Serra da Estrela.
Para esta concretização contamos com os nossos alunos, desde o início foram eles mesmos que plantaram este campo, mesmo antes do cair da Pandemia. E será com eles que contaremos no futuro...acredito eu!
Orgulho-me de ter conseguido juntar esta equipa, multifacetada e plurisdisciplinar e que para mim representa mais do que apenas publicar.
Um abraço Amigo para Todos
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sábado, 2 de maio de 2020
O Reconhecimento vai aparecendo naturalmente sem nos precipitarmos...by Wiley
Hoje pela manhã acordei com um mail da Wiley a congratularem-nos por estarmos no TOP dos artigos mais solicitados. É obviamente um orgulho, e acima de tudo dá-nos, ainda, mais responsabilidade. Mas também nos diz uma coisa, estamos no caminho certo e acima de tudo porque acreditamos no nosso trabalho, mais do que pelo reconhecimento dos outros, mas que sabe bem, laáisso sabe.
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sexta-feira, 1 de maio de 2020
Do pormenor ao específico...para que o "Artista não morra"....e que haja cada vez mais inspiração para criar artística e cientificamente...
#escrever e #ilustrar uma #história tem muito de #pormenor, #rigor e #criatividade....para que cada um possa interpretar à sua maneira e dar azo a muitas histórias em cada um e cada qual...
https://www.instagram.com/p/B_
Na partilha dos sabores da região e do território com os Amigos, recebemos prendas como esta! Aliás, no meio rural e no interior é sempre assim! Damos com uma mão e temos que estar preparados para recebemos de braços abertos! Esta crónica faz parte de uma história que um dia verá a luz do dia, acredito! Nestes tempos de Quarentena o José Matias da Casa da Insua tem feito o enorme favor de trazer requeijões e queijos a casa. E eu faço redistribuir a casa de alguns Amigos especiais. Este será um mote para o futuro, mesmo nos tempos em que possa haver abundância quanto baste. São estas rotinas que interessa que radiquem no futuro. E também os testemunhos desses Amigos como o Paulo Medeiros e o João Cavaleiro a elogiarem o produto. Mas esse produto tem muito que se lhe diga e deriva da qualidade dos seus ingredientes e das mãos sábias de que os produz. Mas hoje falemos de uma história subliminar que está por detrás de tudo isto. O Paulo Medeiros, no âmbito da sua obra Isolamento mate-se o bicho (https://amarianaotemnet.blogspot.com/2020/03/isolamento-mate-se-o-bicho-uma-especie.html) fez um desenho relativo ao elogio do requeijão Casa da Insua. Com base na Internet que nem sempre é aquilo que se julga, foi buscar inspiração para fazer a flor de cardo mais linda, como muita gente. Só que na internet o que parece às vezes não é, não só em flores como também em muitas outras "flores". E vai daí para se certificar enviou-me um desenho brilhante de elogio ao requeijão e ao Cardo-mariano (Sylibum marianum) que muitas vezes recebe os elogios em detrimento do Cardo (Cynara cardunculus) que se deve usar no Queijo Serra da Estrela. De pronto e porque tem responsabilidades na matéria fez um novo desenho, diga-se, igualmente, sublime pondo os pontos nos "iiisss" e dando o seu a seu dono. Entretanto tem surgido uma história muito curiosa e deliciosa, em torno do queijo fresco, feito com flor de cardo. Eu já fiz um primeiro ensaio, mas preciso de afinar alguma coisa. Por isso estou a testar diferentes flores. E a próxima será aquela que vem sobre os desenhos que nem é Silybum marianum, nem Cynara cardunculus, é Cynara humilis e que muito provavelmente pelas características bioquímicas, talvez, seja aquele que melhor resulte no Queijo fresco, receita da Bimby que li na crónica do Fugas do Miguel Esteves Cardoso e que estou a adaptar. Para a criação artística, por veze s o rigor científico é o que menos importa. Contudo, paras iguarias alimentares e para os princípios medicinais e farmacêuticos, um erro na taxonomia pode ser a "morte do artista"....
quarta-feira, 29 de abril de 2020
Hoje queria agradecer em PÚBLICO...e por isso.... Publicamente....
...ao Diretor do Jornal Público, o jornalista Manuel Carvalho que, num ápice, me fez cumprir o sonho de chegar à fala com um dos que mais admiro o MEC.
Dizia o Manuel Carvalho num mail institucional que "um jornal para ser forte e credível precisa mais de críticas do que elogios. São as críticas que nos tornam mais atentos,mais exigentes, mais aberto à sensibilidade e às opiniões dos nossos leitores. Mas, em momentos de incerteza, angústia e desamparo como os que vivemos coletivamente, os elogios ganham uma nova importância. Porque amparam e estimulam a energia, o esforço, e a determinação de todos os que diariamente fazem o PÚBLICO".
Este mail foi o impulso para procurar ajudar o Público e remeti de pronto um mail ao Diretor que não demorou mais do que 5 min a responder. O resto da história pode ser que um dia venha a lume, porque a evolução tem sido deliciosa no trato...
"Caro Diretor Público,
Acabado de receber o mail das críticas e elogios em Público, sei que não irá ler mas permita-me o desabafo pessoal. O Público é um garante de pluralismo e qualidade, desde logo no design gráfico e na escolha das foto, depois em tudo o resto, ou seja no seu sumo e conteúdo. Neste período o seu papel tem ganho particular ênfase, não para distrair mas para informar de modo plural e preciso. Nesta altura estou a findar a escrita de uma tese de doutoramento, imagine-se sobre o cardo, a flor de cardo. Por isso quase não tenho tempo para ler o Público que passei a assinar nesta quarentena, por acreditar no projeto e querer ajudar literalmente. Sabendo que me chegava por várias formas no email, infelizmente! Contudo, continuo a ter dificuldade em ler no formato digital, e não sou velho! Mas o papel é o papel e o papel do Público é fantástico, especialmente em privado.
Mas a propósito do cardo, há duas semanas o Miguel Esteves Cardoso que leio religiosamente escreveu no fugas sobre queijo fresco feito com coalho da farmácia na bimby. Deu-me um "tremelique" e pensei. Se eu fizesse chegar flor de cardo ao MEC via Fugas/Público ele seguramente que iria experimentar. E seria o melhor teste para ver se acrescentava algo ao queijo fresco do Miguel que ele muito preza. Mas tentei mails para a Sandra Costa e nada. Um leitor também gosta de ajudar um Jornal a fazer melhor em Público. Esta foi a intenção. Se entender ajudar a fazer chegar as flores de cardos ao Miguel eu agradecia, mas se calhar o Miguel ainda agradeceria mais.
Bem-haja
Paulo Barracosa"
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terça-feira, 28 de abril de 2020
Para os que ficaram até ao final da aula....
...e sobre o Mosteiro de Fornos de Maceira Dão, quando falei em não ficarmos à espera da recuperação das ruínas era qualquer coisa disto que eu queria dizer e projetar no futuro....
e aqui fica mais um pouco da história documentada do Mosteiro...
"O Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão era masculino e pertencia à Ordem
de Cister. Foi fundado por Soeiro Teodoniz, próximo da igreja de Moimenta dos
Frades, depois de 1154. Em data não identificada, mas já depois de 1168, foi
transferido para Maceira Dão e, vivendo na observância beneditina, a 25 de
Outubro de 1188, veio a ser filiado à ordem de Cister e mais tarde agregado a
Alcobaça (provavelmente já no século XIII). A primeira menção da abadia de
Maceira Dão nas actas dos capítulos gerais de Cister data de 1195.
Em 1321, pertencia ao bispado de Viseu e segundo o "Catálogo de todas
as igrejas, comendas e mosteiros que havia nos reinos de Portugal e Algarves,
pelos anos de 1320 e 1321", foi taxado em 500 libras. Sendo um mosteiro de
pequenas dimensões, não sofreu a presença dos abades comendatários e parece ter
tido uma existência pacífica.
Em 1470, a 12 de Novembro, por bula de Paulo II "Ad undientiam ?"
dirigida aos abades dos mosteiros de Santa Maria de Maceira Dão (diocese de
Viseu) e de Santa Maria de Salzedas (diocese de Lamego), foi ordenada a
nomeação dos abades destes mosteiros para tratarem de incorporar todos os bens
que se encontravam ilicitamente separados ou alienados da mesa capitular de
Viseu.
Em 1496, a 17 de Março, D. Manuel I confirmou ao mosteiro as honras,
privilégios, liberdades, graças e mercês concedidas pelos monarcas anteriores.
Por concessão do cardeal D. Henrique, veio a beneficiar dos escassos
rendimentos do mosteiro de Vale Madeiro.
Em 1532, aquando da visita de D. Edme de Salieu, Maceira Dão tinha, além do
seu abade, quinze monges que sustentava com verdadeiras dificuldades. No
entanto, apesar da sua pobreza, segundo os visitadores aragoneses que em 1536
passaram pelo mosteiro, a comunidade era verdadeiramente observante e nada
tinha a corrigir. Fr. Simão do Deserto, monge considerado como um santo após a
sua morte, dirigia a comunidade em 1564. D. Filipe, para além de determinar por
alvará a jurisdição do couto, mais tarde confirmado por D. João V, emitiu duas
cartas de privilégios. D. João V viria mais tarde a passar uma provisão a favor
dos coutos e privilégios do mosteiro.
Em 1632, o mosteiro atinge o número máximo de quinze frades.
Em 1834, no âmbito da "Reforma geral eclesiástica" empreendida
pelo Ministro e Secretário de Estado, Joaquim António de Aguiar, executada pela
Comissão da Reforma Geral do Clero (1833-1837), pelo Decreto de 30 de Maio,
foram extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de
religiosos de todas as ordens religiosas, ficando as de religiosas, sujeitas
aos respectivos bispos, até à morte da última freira, data do encerramento
definitivo.
Os bens foram incorporados nos Próprios da Fazenda Nacional.
Existe a informação de que em 1842, a
documentação do extinto convento, depositada no Seminário de Viseu, desapareceu
num incêndio."
https://digitarq.arquivos.pt/details?id=1459305
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MOsteiro de Fornos de Maceira dão
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