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sexta-feira, 1 de maio de 2020

Do pormenor ao específico...para que o "Artista não morra"....e que haja cada vez mais inspiração para criar artística e cientificamente...



#escrever e #ilustrar uma #história tem muito de #pormenor, #rigor e #criatividade....para que cada um possa interpretar à sua maneira e dar azo a muitas histórias em cada um e cada qual...
https://www.instagram.com/p/B_pEnzSAHqt/?igshid=1ev0riah11sjz


Na partilha dos sabores da região e do território com os Amigos, recebemos prendas como esta! Aliás, no meio rural e no interior é sempre assim! Damos com uma mão e temos que estar preparados para recebemos de braços abertos! Esta crónica faz parte de uma história que um dia verá a luz do dia, acredito! Nestes tempos de Quarentena o José Matias da Casa da Insua tem feito o enorme favor de trazer requeijões e queijos a casa. E eu faço redistribuir a casa de alguns Amigos especiais. Este será um mote para o futuro, mesmo nos tempos em que possa haver abundância quanto baste. São estas rotinas que interessa que radiquem no futuro. E também os testemunhos desses Amigos como o Paulo Medeiros e o João Cavaleiro a elogiarem o produto. Mas esse produto tem muito que se lhe diga e deriva da qualidade dos seus ingredientes e das mãos sábias de que os produz. Mas hoje falemos de uma história subliminar que está por detrás de tudo isto. O Paulo Medeiros, no âmbito da sua obra Isolamento mate-se o bicho (https://amarianaotemnet.blogspot.com/2020/03/isolamento-mate-se-o-bicho-uma-especie.html) fez um desenho relativo ao elogio do requeijão Casa da Insua. Com base na Internet que nem sempre é aquilo que se julga, foi buscar inspiração para fazer a flor de cardo mais linda, como muita gente. Só que na internet o que parece às vezes não é, não só em flores como também em muitas outras "flores". E vai daí para se certificar enviou-me um desenho brilhante de elogio ao requeijão e ao Cardo-mariano (Sylibum marianum) que muitas vezes recebe os elogios em detrimento do Cardo (Cynara cardunculus) que se deve usar no Queijo Serra da Estrela. De pronto e porque tem responsabilidades na matéria fez um novo desenho, diga-se, igualmente, sublime pondo os pontos nos "iiisss" e dando o seu a seu dono. Entretanto tem surgido uma história muito curiosa e deliciosa, em torno do queijo fresco, feito com flor de cardo. Eu já fiz um primeiro ensaio, mas preciso de afinar alguma coisa. Por isso estou a testar diferentes flores. E a próxima será aquela que vem sobre os desenhos que nem é Silybum marianum, nem Cynara cardunculus, é Cynara humilis e que muito provavelmente pelas características bioquímicas, talvez, seja aquele que melhor resulte no Queijo fresco, receita da Bimby que li na crónica do Fugas do Miguel Esteves Cardoso e que estou a adaptar. Para a criação artística, por veze s o rigor científico é o que menos importa. Contudo, paras iguarias alimentares e para os princípios medicinais e farmacêuticos, um erro na taxonomia pode ser a "morte do artista"....

domingo, 14 de outubro de 2018

Quando falo de Arquiteturas....

...esta é apenas uma parte da história. É admirável a forma como a natureza responde com diversidade para desenhar os propósitos de uma planta. Nós depois temos que interpretar e perceber o que melhor pode responder aos nossos anseios que podem não ser os mesmos das plantas. Neste caso, para além da diversidade, vemos o exemplo de uma planta excepcional, fruto de um genótipo específico que combina as valências conjuntas de três plantas distintas. Proximamente falaremos de outros capítulos...












sexta-feira, 5 de outubro de 2018

"Nem por Sombras"...alguma vez pensamos chegar até aqui...em termos de Melhoramento do Cardo

vocacionada para regiões que privilegiem a flor para a produção de queijos DOP de grande qualidade.
Aqui chegados, ...o sonho é o limite!
Não pararemos enquanto não cumprirmos os nossos propósitos de promover uma cultura que permita obter produção de flor e biomassa que satisfaçam os objectivos a que nos propusemos inicialmente. 
Ora aqui temos um exemplo de uma planta que irá figurar no Quadro de Honra do projeto CARDOP.

PH (Altura) - 200 cm; 
PrHi( Ramificação inferior) - 30 cm;  
PrHs ( Ramificação superior) - 50 cm; 
RpN (número de ramificações primárias) - 8 
RsN (Número de ramificações secundárias) -18
RrN (Número de ramificações terciárias e quaternárias) - 36
PNI (Número total de capítulos) - 63
Peso caule - 1400 g
Peso capítulos - 2160,8 g
Flores - ... peso total da flor colhida de qualidade inexcedível é assinalável. 
Sementes - ...todas as sementes serão usadas na processo de melhoramento que estamos a levar a cabo....











quinta-feira, 21 de junho de 2018

Há Equipas Científicas onde nos Sentimos Bem....

....tivemos o mérito de lhes incutirmos o "bichinho do cardo", porque proporcionamos materiais exclusivos de excelência para fazermos estudos desta natureza. Outros vêm já a caminho! Parabéns a toda a equipa! Podem descarregar o artigo no link  https://authors.elsevier.com/c/1XFsg16Ds1e3UL


domingo, 20 de maio de 2018

Este tem sido um longo percurso que até ....DOI...


...e que um dia se contará toda a história de avanços e recuos!
Este é um dos artigos que marca uma viragem na valorização do cardo na produção de queijos DOP e... já estamos a trabalhar no próximo artigo científico....Agradecer a todos aqueles que de uma forma ou outras têm ajudado neste longo percurso que finalmente começa a dar as suas flores e frutos. Proximamente iremos fazer uma publicação para o público mais geral.

sábado, 5 de maio de 2018

A Ciência no Queijo e ao serviço do Queijo...A especificidade das sementes...(V)




Não deixa de ser curioso que se tenham realizado estudos de acção coagulante de sementes de girassol entre outras espécies e de cardo ainda não. Depois não se esqueçam que as sementes não são todas iguais, tais como as flores. Não tenho equipamento nem recursos para isso, mas apenas, sementes. E fazer leite de cardo! também é uma boa sugestão para os Vegan! Lindo seria queijo de Cardo! Lá vou chatear o meu Colega Pinto, outra vez!

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

As Flores do Campo....vão sair em liberdade

...no estabelecimento prisional do campo recolhem-se flores de cardo roxas, azuis e brancas...graças aos reclusos e ao Dr. Lino que os trouxe de Sintra. Muito provavelmente esta equipa composta por diretores, investigadores, guardas e reclusos vai ver partir um dos nossos, mas neste caso é pela melhor das razões, esperamos que tenha o maior do sucessos na sua reintegração futura. Nós faremos tudo o que estiver ao nosso alcance.



domingo, 3 de setembro de 2017

Propor uma nova tinta à CIN...CYNARA

...com base neste projeto, em Viseu e não noutro lado qualquer, iremos propor à CIN a criação de uma nova cor para o seu vasto portfólio. Mas não é apenas uma cor, aparentemente como muitas outras, é uma tinta com características especiais para além da cor... 


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Porque razão os Papilhos....


...da Cynara humilis são bem maiores e resistentes que os da Cynara cardunculus, apesar dos seus capítulos serem muito mais pequenos...?
Esta questão é para os meus alunos resolverem!

sábado, 9 de novembro de 2013

Estudar a Biodiversidade do Cardo no Laboratório de Recursos Genéticos...




Estamos a ensaiar os vários ecótipos em relação a diversos tipos de stresses e tentar perceber melhor como se adapta e cria resistências a diferentes situações que estamos a provocar...

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O que vale a Biodiversidade e a caracterização dos recursos genéticos...na capacidade de germinação




Os alunos da Viriato, no âmbito do projeto Simbiose do Ciência Viva, estão a começar a correlacionar a biodiversidade com a valorização dos recursos genéticos, bioquímicos e outros...Agora temos que estar atentos a avaliar as diferenças e os seus efeitos e sabermos educar os nossos sentidos para análise dos resultados e obtenção das conclusões. Saber qual o efeito da forma, do peso e da cor e textura da testa no efeito e capacidade de germinação. O que é de realçar é a disponibilidade de alunos e docentes.

domingo, 20 de outubro de 2013

O Cardo e o Açafrão... que têm em comum...


http://mardeross.com/category/saffron-crocus-crocus-sativus/

É a especiaria mais cara do mundo.  Para se obterem 500 gramas de açafrão são necessárias mais de 250 mil flores. A dosagem tem de ser perfeita. É apelidado o "Ouro vermelho"....
Iremos dando conta do evoluir deste conceito.

sábado, 19 de outubro de 2013

Violet or blue...more than just a tone


A tonalidade é efeito da luz ou da composição Bioquímica. Esperamos em breve podermos dar indicações cientificamente comprovadas do efeito da cor na composição bioquímica e na tipicidade do Queijo Serra da Estrela.

The tone is just a light effect or it depends of biochemistry composition. Hopefully soon we can give indications scientifically proven of the colour effect  on the biochemical composition and consequently on the typicity of the Serra da Estrela cheese.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Os cogumelos crescem como setas..."Setas de Cardo"




Ontem em conversa com o nosso mais recente aluno Erasmus Rubén Pazos de Sória, falamos da Seta de cardo, o Pleurotus eryngii um cogumelo que cresce junto ao cardo, neste caso ao cardo corredor, o Eryngium campestre e que é consumido em toda a orla mediterrânica. Esta é mais uma das curiosidades ligadas com o cardo, que não com a espécie Cynara cardunculus, mas com a designação empírica de cardo, onde se incluem uma enorme diversidade de espécies de plantas até de géneros e famílias distintas. Contudo, cabe-nos a nós estarmos a atentos e saber construir uma ligação e percebermos se nos nossos campos de cardo aparecem algumas espécies específicas de cogumelos e de que forma poderemos ligar tudo isto de forma comercialmente interessante até do ponto de vista gastronómico, nutricional e de promoção da saúde. Veremos onde a pesquisa nos irá conduzir.


Cultivation of the King Oyster Mushroom has expanded rapidly in South East Asia over the past decade. From 1993, growing numbers of companies in China, Taiwan and Japan have begun commercially producing this tasty oyster mushroom. The King Oyster Mushroom is sold fresh on local markets and exported dried or in jars. This mushroom can be found in dried form in Chinese specialty stores. This article reports on ten years of research into this variety in Taiwan and China, and the cultivation techniques.


The King Oyster Mushroom fully justifies its name: it is by far the most flavoursome of the oyster mushrooms. The thick, firm stems have a pleasant texture and a slightly sweet taste. Another plus point is its long storage life compared to other oyster mushroom varieties. This variety can easily be transported over long distances. It has also recently become known that this variety, just like the shii-take, lowers cholesterol levels. An excellent selling point in cultures where cardio-vascular diseases are major killers.

The refined flavour has lead to a considerable price difference with the fungi usually cultivated in the Far East, the shii-take. The price of Pleurotus eryngii is about double that of shii-take in China; little surprise that cultivation is becoming more widespread.


Rare in nature

The King Oyster Mushroom's official name is Pleurotus eryngii: The name eryngii indicates where the mushroom can be found in the wild: on the roots of umbelliferous plants, particularly Eryngium and Heracleum. It grows as a parasite on these plants - a big difference with the winter oyster mushroom, for example, which grows well on dead hardwood. This variety is extremely rare but it has been identified growing wild in various parts of the world- in North Africa, Central Asia and in the southern regions of the former USSR.


Low yields on straw

The usual methods of cultivating oyster mushrooms on straw give a low yield with King Oyster Mushrooms: from 8 to 12% of the substrate weight. In addition, infections repeatedly occur on pasteurised substrate. The reason is that King Oyster Mushrooms have a different metabolism to other oyster mushrooms. They are less able to decompose lignin so give a higher yield with more easily decomposable forms. But mixing this with pasteurised substrate increases the risk of competitor moulds. This variety is a far slower grower than the winter oyster mushroom or the pink oyster mushroom. This also increases the risk of infection, as it takes longer to fully colonise the substrate. Hygienic working practice is even more essential with this variety.


Growing on sterile substrate

Wood-loving strains that are difficult to cultivate on pasteurised substrate can be grown well on sterilised substrate. This applies to both the Velvet Foot or Enokitake and the King Oyster Mushroom. The substrate could be placed in a container resistant to high temperatures; the mycelium must have enough space to breathe at a later stage. The most commonly used containers are plastic bags (in China) and bottles (in Taiwan and Japan).

Depending on labour costs, the process is more or less automated. Special machinery is available which mixes the substrate, adds water, fills the bottles, makes a hole in the substrate and inserts a plug that allows air though. A 1100 millilitre bottle usually contains about 650 grams of substrate. The bottles are sterilised in man-high autoclaves. A special machine then automatically inoculates the bottles with spawn. The stacked crates then spend about 6 weeks in an incubation room.


Scratching

The next phase can be compared to ruffling casing soil in white cap mushroom cultivation. The mycelium at the top of the bottle is not all the same age; older spawn can cause abnormalities, so a machine 'scratches' away a small part of the upper substrate layer after incubation.

Research carried out in 2002 at the famous Pudong Mushroom Institute in Shanghai confirmed the importance of scratching. Although this treatment slightly reduces the number of fruit bodies (from on average 7.1 to 6.3), the scratched bottles have a better yield and quality.

Harvesting takes place three weeks later.


New strains

Around 15 years ago I exchanged a large number of strains between China, Taiwan and a Belgian spawn producer. These strains included a Pleurotus eryngii strain, used in Taiwan for classic selection to develop commercially interesting strains. Unlike common mushrooms, the King Oyster Mushroom is tetrapolar: this means there are four spores per basidium, that can be used as the base for one spore culture.

A report written by dr. Peng and others in 2001 describes how they combined the required characteristics from two strains (Holland 150 and ATCC 36047). Holland 150, a strain from the former Mycoblanc (taken over in the meantime by Mycelia), gave the highest yield, but a shorter storage life and relatively thin cap. This variety also quickly developed black blotches at high relative humidity. ATCC 36047 had attractive mushrooms with a firm stem and long storage potential.

Peng managed to develop four hybrid strains that reacted differently to changes to the substrate. The optimal substrate composition therefore depends on the strain. One of these strains will shortly be patented.

In China, strain selection is often accomplished by radiating the mycelium. This damages the DNA, which can create mutants. The majority of these mutants have worse traits than the original strain, but the law of averages rules here too. A small number of mutants have excellent production traits and are eventually introduced onto the market as commercial strains.



Optimal substrate composition

Peng and others have done various research studies into the optimal substrate composition. In trials, Holland 150 appeared to give the highest yield with 38 % rice bran, while the yield decreased at 48% rice bran.

Strain ATCC 36047, in contrast, produced more mushrooms as the percentage of rice bran rose.

Other studies aimed at discovering which supplement (in a 50% ratio) gave the highest yield with strain ATCC 36047: rice bran, wheat bran or maize flour. Wheat bran scored highest here for mushroom quality, but maize flour produced the highest yield.

The percentage of supplement is high compared to other exotic fungi, which can be explained by he parasitic nature of this variety. Anyone wanting to attempt cultivating this mushroom, first has to determine the optimal substrate mix for the chosen variety.



Prospects for Europe

In the Netherlands there are only a very small number of King Oyster Mushroom growers. Production of some significance is found in Spain (Micelios Fungisem) and Germany (Pilzfarm Helvesiek), while in the Netherlands Bert Rademakers of Fungi 2000 produces suitable substrate on a small-scale. The superb taste and long storage life give the King Oyster Mushroom a head start. To achieve greater market volumes, the price will have to drop a little. This can only happen if the yields rise and become more stabilised.

domingo, 9 de junho de 2013

CARDOP Herbarium...by Paulo Medeiros

http://www.paulomedeiros.net/flower.htm

Esta coleção criada pelo Paulo Medeiros intitulada "flower", reflete que muitas vezes os nossos pensamentos  cruzam-se em traços de olhar, sem ser preciso dizer uma palavra. Não resultou de uma encomenda pessoal, mas sim da sensibilidade e oportunidade do artista, e que a partir de agora será também "adotada" pelo projeto CARDOP Herbarium, no sentido de saber promover esta coleção em prol da cultura, da ciência e do seu criador. Saberemos dar o melhor destaque e promover um local digno e simbólico para a inauguração da exposição, na sequência de ações do projeto CARDOP. O artista escolheu o papel manteigueiro como suporte para a criação, numa lógica natural da aplicação dos estiletes do cardo no processo de laboração dos derivados do leite, em particular do queijo "Serra da Estrela". As matizes azul-lilacíneas das flores resplandecem sobre os suportes verdes das plantas e das manchas purpúreas dos capítulos, numa lógica onde impera a criatividade sob um suporte científico, na qual a fita castanha (Phyto) como que monta o exemplar  num herbário, denotando a exclusividade do espécimen. Este momento que compartilho convosco, fez-me recordar as pinturas elaboradas pelo Paulo Medeiros para o lançamento do vinho da ESAV, mas estou seguro que desta vez a história será diferente...terá que ser diferente. Convido-os a irem ao site do artista e verem toda a coleção in vivo.

 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Lista de Seriação, mas... não de Eliminação ou Exclusão


Caros alunos, a criação do jardim na casa da ínsua tem uma data estipulada, que ainda não está confirmada, no dia 25 de Janeiro (quarta-feira) pelas 8,00h na ESAV a caminho de Penalva do Castelo. Para isso apresento a lista de seriação dos alunos que incluirão este projecto. Atenção, eu disse este projecto, porque outros haverão, e quem tiver vontade de participar irá ter oportunidade, cada um onde tiver mais vocação e capacidade, na minha mera opinião. Esta lista inclui alunos dos cursos de Engenharia Agronómica dos vários anos, e de Ecologia e Paisagismo da ESAV. Preciso que estes alunos me confirmem a vossa disponibilidade para a eventualidade de ter de fazer avançar suplentes.
Eng. Agronómica: Fernanda Tavares, Lucília Alves, Carlos Isidro, "Courela", Celestino Mendes, Christophe Gonçalves, Hélder Pereira, António Cabral, Sandra Hilário,...
Ecologia e Paisagismo: Miguel Santos, Ivo Silva, Luis Veloso, Luis Gonzaga,...
Atenção, na concepção do projecto do jardim poderão e deverão todos participar que se iniciará na próxima semana em conssonância com os docentes das diversas unidades curriculares. Irão mais dois alunos da APPACDM, coordenados pelo Eng. António Figueiredo.
Vamos concluir este projecto para darmos inicio aos outros projectos que aí vêm com outros alunos, mas com estes também. Assim construímos uma equipa, sendo todos diferentes, e colocando os melhores em cada lugar. Construir uma equipa é dificil, mas com matéria-prima desta qualidade, até parece fácil.


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O Cardo está a Florir!


Recebi hoje mesmo, uma chamada do responsável da Casa da Ínsua, parte de produção, Eng. José Matias, para levarmos a cabo um projecto há muito pensado. Fazer um jardim de Cardos, associado à queijaria modelar e ao fabrico do queijo desta casa de referência na arte de fazer o queijo e no charme de bem receber em meio rural. Vamos proprocionar a autosustentabilidade da casa da ìnsua para a produção do seu próprio cardo (Cynara cardunculus), vamos colaborar em conjunto para sistematizar e se possivel ainda melhorar a produção do queijo Serra da Estrela, porque passarão a controlar as características do seu próprio cardo e nós ESAV, U Católica das Beiras e Ancose, vamos ajudá-los a caracterizar o cardo que passará a ser o deles. Não tenho quaisquer dúvidas que isso irá melhorar o seu produto. O objectivo último é passarmos a fazer queijo Serra da Estrela por design, um pouco à semelhança do Vinho Dão que aliás casa muito bem com este ícone. Queremos fazer isto, mais tarde, com outros produtores de referência, de Penalva do Castelo, Oliveira do Hospital,  Seia, Viseu, enfim de toda a região a região DOP Serra da Estrela. Agora preciso dos meus alunos de Eng. Agronómica, Ecologia e Paisagismo e até de eng. Florestal, mas conto com todos. Preciso de 10 alunos para no prazo máximo de 15 dias, idealizarmos e executarmos este Jardim. E as plantas? foram selecionadas por nós ESAV, Departamento de Agricultura e Ecologia Sustentável (DEAS) e produzidas pelas APPACDM, Viseu coordenados pelo Eng. António Figueiredo. Para a criação do jardim vamos estar todos a trabalhar, Casa da ìnsua, APPACDM e ESAV e no final todos para a fotografia. Solicito aos alunos que me dêem a lista daqueles que querem participar neste projecto. Agora! Se possivel na zona dos comentários do blogue.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ganhar e Perder...Conviver e Concorrer!


Hoje, fui obrigado a almoçar duas vezes. Tinha recusado gentilmente, o convite da nossa "Mayor", D. Maria Fernanda, para almoçar em São João de Lourosa,  por afazeres familiares de "levar e trazer para casa". Mas chegado à ESAV, após o almoço e após o cafézinho da D. Teresa, fui "incomodado" para ir a bem ou a mal comer uma cabidela de galinha com os alunos de agronómica. Eu ainda tentei arranjar uma desculpa "esfarrapada", e a D. Cila e a Eng. Anabela Nave são testemunhas, mas não ficava bem com a minha consciência, e lá fui. Ainda por cima o almoço tinha sido atrasado por minha culpa. Olha se eu faltava! Nunca mais me perdoavam e eu perdia a minha equipa de fabulosos do cardo. Por coincidência, tinha tirado a tarde para analisar com cuidado os descritores UPOV do cardo, mas perdi uma tarde mas não perdi a minha equipa. Já sei que lá virá o Paulo Medeiros a terreiro, dizer que acabamos sempre com as perninhas debaixo da mesa, mas esta tinha que ser. Alí recordei porque é que o "Courela" ficou por cá e não mudou de escola, do respeito pela Eng. Carlota Lemos e mais uma dúzia de histórias da ESAV, que faz falta sabermos, da história da mudança da gerência da cantina que havia acabado de escrever pela manhã e dos cortes nos ingredientes. Enfim, tem que existir o "elemento" que une docentes e alunos dos curso de Eng. Agronómica e que está na "massa" desta gente. É um orgulho, não sendo agrónomo poder "ligar e lidar" com esta gente. A propósito de modas e de "tarjas", o CET de agricultura biológica excedeu o número de vagas, de 25 candidatos. Olha que porra! não há meio de acertarem ou porque é de menos ou porque é demais. Isto é um sinal claro de escolhas e opções, a "bola" agora está do lado da ESAV e dos docentes para não serem defraudadas as expectativas. Abençoadas tarjas!...será? Olhem...Abençoado Almocinho!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Ontem o cardo, hoje a sopinha!... e onde está a "massinha"?


O cardo volta a estar na ordem do dia, através da  divulgação pela agência lusa dos resultados de uma linha de investigação sobre o potencial anti-tumoral dos extratos do cardo seguida por cientistas do Centro de Biotecnologia Agrícola e Agroalimentar do Baixo Alentejo e Litoral (CEBAL) em Beja. Esta equipa, liderada por Fátima Duarte, estuda desde 2008 o potencial do cardo para prevenir e tratar doenças, nomeadamente os dois tipos de cancro. Os cientistas dividiram o cardo em partes para obter extratos naturais de cada uma e têm percebido que o extrato da folha “parece ser o mais ativo ou o que tem mais potencialidade fitoterapêutica”. “Neste momento não posso dizer que o extrato da folha consegue ser um tratamento eficaz”, mas, através de ensaios ‘in vitro’, com recurso a um modelo de um tipo de cancro da mama, o fenótipo triplo-negativo, o trabalho tem mostrado que “conseguimos bloquear o crescimento das células tumorais” quando são incubadas com o extrato da folha do cardo, afirmou Fátima Duarte. A equipa está a iniciar a identificação e a caracterização química dos compostos do extrato da folha do cardo, para saber qual é o composto ou quais são os compostos com potencial anti-tumoral, disse, frisando que talvez “não se trata de um composto, mas de uma sinergia entre compostos”. Por outro lado, a equipa vai tentar perceber se o extrato “consegue influenciar a mobilidade das células tumorais”, porque um tumor tem o “poder” de desenvolver metástases. A evolução da investigação, financiada por fundos comunitários, vai depender de financiamento, mas, se continuar ao ritmo atual, dentro de quatro a cinco anos a equipa deverá ter informação suficiente para avançar com os ensaios ‘in vivo’ ou já terá desistido, se tiver percebido que o extrato não tem atividade que justifique tais ensaios, estimou.
Esta noticia é chamada a este fórum por várias razões. Em primeiro lugar, para felicitar os investigadores responsáveis por este projecto. Depois para dizer que é importante ir divulgando os  projectos e trabalhos que se vão fazendo, e resultados que se vão obtendo, porque também ajudam a criar "lobbys" de interesse para a busca de financiamento, apesar de percebermos que ainda está numa "fase de rampa". Por último, pela coincidência de estarmos na ESAV em colaboração com outras instituições como a Universidade Católica das Beiras e a Universidade de Coimbra a estabelecer equipas para estudarmos o cardo (Cynara cardunculus), mais numa vocação nutracêutica e de aplicação agro-alimentar. Uma das questões que salta à vista é o facto de não se dizer que espécie de cardo se trata, para dizer que não são todas iguais. Nós estamos exactamente a começar por aí, criando um repositório de recursos genéticos que possa ser útil num futuro próximo para elegermos os melhores genótipos para os mais diversos propósitos, quaisquer que eles sejam. Ontem estabelecemos protocolos da caracterização de antioxidantes, flavonóides. Hoje, será na busca das proteases aspárticas. Na quinta-feira será a caracterização morfológica e a "labuta" no campo, com os alunos dos vários cursos da ESAV, que têm dado um contributo meritório. É assim, contando com todos, cada um no seu papel. Muito em breve iremos divulgar junto da comunicação social este projecto que veicula os propósitos para que serve afinal uma escola Agrária. Usar a produção primária na busca de mais valias na promoção da saúde, e do bem-estar, que no fundo é onde se encontram actualmente, as verbas para a investigação científica. Nesse sentido, também devíamos promover o consumo de sopa e sabermo-nos associar a eventos alimentares que promovam a boa alimentação e já agora também com a Escola Superior de Saúde de Viseu, com as questões da alimentação equilibrada e racional, dos índices calóricos, e nós ESAV, com a quantificação dos compostos benévolos e promotores as bioactividades e por aí fora.  Bom apetite, e já agora acompanhado por um bom copo de vinho...do Dão de preferência!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ninguém tem Tomates...!

Hoje, fui pela manhã à APPACDM, no âmbito da colaboração preciosa que nos têm proporcionado na sementeira e plantação dos cardos e que estou seguro que irá dar frutos para as duas instituições. A breve trecho iremos divulgar o campo experimental para conservação dos recursos genéticos do cardo na região da denominação de origem do queijo Serra da Estrela, que estamos a constituir em conjunto e com a colaboração da Ancose. Mas hoje quero falar dos tomates cereja, "coração de boi" e outros que existem por lá. Disse-me o responsável, o nosso aluno Eng. António Figueiredo, que ninguém quer os tomates da APPACDM, após o periodo das férias. Do alto desta tribuna, apelo a que possa existir uma colaboração entre a ESAV e a APPACDM, de modo a que a ESAV possa ajudar esta e outras instituições e empresas em fórmulas inovadoras de comercialização, com base na proximidade e na confiança de produtos agro-alimentares. Estou certo que ambas as instituições ganhariam e que poderia constituir um caso de sucesso. Começemos pelos tomates até para mostar a nossa força. Não se esqueçam de ter cuidado na forma de apresentação, privilegiem os produtos embalados em cestos de vime e acima de tudo com elevado grau de confiança entre o produtor e o consumidor, com a garantia da ESAV e da APPACDM.