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domingo, 25 de abril de 2021

A Laranja e Nós…

…os Portugueses, temos uma relação umbilical porque fomos responsáveis por trazer a laranjeira-doce da China (Citrus sinensis) no século XVI e a difundimos para muitos Países da Europa e Américas. Por essa razão, em algumas línguas, o nome do fruto está etimologicamente ligado ao nome de Portugal, sendo em grego, Portukáli, em Albanês, Portokalli, em Romeno, Portocale, em Azeri Portağal para além de outros Países de língua Persa e Árabe. A flor da laranjeira está ligada à castidade e pureza, sendo característicos, muitas vezes, em bouquets de noivas, para além do perfume que emanam. A biodiversidade das plantas serve muitas vezes de inspiração na criação de moda, design e marketing, razão pela qual algumas empresas Portuguesas, como o BPI, quando se quiseram internacionalizar usaram elementos botânicos da laranja como marketing estratégico. Uma das laranjas mais famosas é a da Baía, ou laranja de umbigo, que surgiu de uma mutação em 1812 num mosteiro de Salvador da Bahia com a particularidade de não ter sementes, com uma sucosidade e doçura muito apreciadas. Em Portugal, a comercialização de laranja ocorre durante todo o ano, devido à utilização de variedades de meia estação e as chamadas variedades tardias. As “Dalmau” e as “Newhall” são colhidas entre novembro e março, as “Baía” e as “Jaffa” de fevereiro a abril e as “Valencia late“ e “Lane late” entre março a agosto.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Ele há "escritórios" de Verão que suscitam inspiração....para todo o Ano...

...nos quais nos podemos sentir "Reis", não por luxo mas por qualidade de vida, paisagem e sossego, mesmo no Verão do Algarve. No outono, primavera e até inverno é um verdadeiro paraíso de luxo, aos quais podemos ter acesso facilmente e desfrutar com prazer.



























quarta-feira, 31 de julho de 2013

"Cômpadre Zé"...este blogue está de férias...


A altura de férias serve para preparar a "nova temporada" que será exigente em termos de trabalho e de ideias concretas com objetivos definidos. Não iremos fazer tantas "flores" mas procuraremos ser mais consequentes com o Cardo, os produtores e o queijo serra da estrela. O objetivo para setembro será a defesa do "projeto de Tese" e em outubro o CARDOP new edition. Agora é altura de limpar o "disco duro" e procurar fazer as "atualizações do software" a bordo do Athena a mais o Cômpadre Zé ...rumo ao Sul...ao Paraíso.

domingo, 11 de abril de 2010

ALBARDAR e não ALDRABAR


As viagens de automóvel para o Algarve que faço a miúde aproveito para passar o filme de muitas das situações em que estou a trabalhar, pensar em novas ideias e soluções para fazer face aos problemas com que nos debatemos nas questões do dia a dia. E vamos intercalando esses momentos com imagens que vamos colhendo ao longo dos kms passados. Da que fiz hoje, lembro-me de um grupo desportivo pelo qual passei que se apelidava Ligadura (um bom nome para substituir o nome de liga dos últimos). Do Alentejo com um cenário fabuloso dos matizes de cores onde predomina o amarelo pontilhado pelo violeta. O que é pena são os esqueletos dos sobreiros (a propósito estão em curso o projecto de sequenciação do genoma do sobreiro no BIOCANT sob a coordenação da amiga Conceição Egas e pode abrir portas para a resolução deste caos, por onde já andou o Prof. Alfredo Cravador que foi meu orientador). As cores das plantas do cenário Alentejano entrecruzam-se com a sua evolução (os alunos de genética podiam ter usado este tema para o primeiro trabalho, tal como poderiam ter feito a relação das formas com a evolução). Por exemplo no quarto em que dormi a estrutura de madeira do telhado apresentava uma semelhança extrema com a nervação peninérvea das folhas (ex: castanheiro). É a estrutura que melhor faz percorrer a seiva pelas folhas mas também a que confere mais resistência física à própria estrutura da folha. Esta física também era preciso transmitir aos nossos alunos para que de uma forma intuitiva possam perceber a importância de saber a matemática e a física quando aplicada, seja nos materiais e estruturas, seja nos organismos vivos. Bom, mas também vi um acidente grave na A1 acabado de ocorrer e o desespero das pessoas e nestes momento saimos temporarimente do Transe em que viajamos. Bom, passados uns minutos lá voltamos à busca de soluções para o projecto que trazemos em mente do Algarve e que temos de dar resposta ao facto do Algarve daqui a poucos anos ser um dos maiores produtores mundiais de alfarroba triplicando a sua produção e ultrapassar a Espanha que está em claro declínio e que permitirá o Algarve ser um distrito carbono zero e mais forte do ponto de vista ecológico, paisagístico e económico e quiçá um grande produtor de biodiesel (finalmente o petróleo verde). Vamos dar uma mãozinha, tanto mais que o Algarve beneficiará em contratar um Centro de Investigação fora do seu território, pois deixou de ser uma zona desfavorecida. Temos que conhecer bem as regras com que se gerem estes fundos e adequar as estratégias. Em bom Português diz-se «albardar o burro à vontade do dono!» Eu disse albardar e não aldabrar.