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domingo, 9 de março de 2014

Cá parece que estamos a rodar....ao contrário! Assim ainda chocamos de frente com o Futuro!

Eu tenho um feeling...que infelizmente não estaremos por cá muito mais tempo. Outros lugares nos chamam...Austrália, Irlanda, Holanda, Reino Unido. Mas enquanto por cá estivermos, nós e muitos mais que se saibam aproveitar as suas valências. Os nossos alunos eram...e serão excelentes, mas... os professores deles já também não interessam, então restam os mestres, da poda, da enxertia, da marcenaria, porque são poucos e o seu trabalho é devidamente valorizado...porque é na agricultura. Restam também os jovens da Biotecnologia cujas empresas, suas, exportam com sucesso. Os das histórias, esses cá não fazem falta nenhuma, porque são só estórias de "escárnio e maldizer".
Vamos continuar a fazer reuniões de estratégias, enquanto os outros estão acordados a produzir. E quando acabarem as reuniões, podemos começar a pensar, para executarmos quando sair a troika. Entretanto retornam Relvas, com Passos Seguro(s) de si mesmos e dos seus interesses, mas o Cavaco diz que até 2019 estamos descansados, neste marasmo, entretanto ele já fez a sua parte e poderá emigrar à vontade.
Vem esta crónica a propósito da Insua, e do potencial incrível que tem para o Mundo, tal como uma ESAV, ainda para mais com um equipe renovada e inteligente desde a parte agrícola até à gestão hoteleira.
Aqui ficam uma imagens de trabalhos que já fizemos na Insua, há muito tempo, o fotógrafo já emigrou (Alexandre Pinto), a aluna nunca exerceu na área do Paisagismo (Cátia Pereira), mas curiosamente trabalha para o grupo Visabeira. Eu sinceramente não sei, mas o mundo por cá deve rodar mesmo ao contrário. As imagens que se seguem são exclusivos... da Casa da Insua.
 





















 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Lago... Aquilino Ribeiro!

Tenho com o parque Aquilino Ribeiro, aquilo que se pode apelidar uma relação sentimental. Por várias razões. Era o parque mais notável da junta da qual o meu sogro foi Presidente, durante largos anos e que por isso várias vezes passeamos por lá juntos, em conversas amenas, e muitas vezes estratégicas, para o futuro de uma escola, uma cidade, uma população. Desses passeios saiu um alerta! é preciso fazer-se urgentemente uma avaliação biomecânica e fitossanitária dos exemplares arbóreos destes espaço nobilíssimo da cidade, até pela preocupação especial que ele tinha para com as pessoas. Bons velhos tempos! Assim em 2004, uma aluna minha a Cátia Pereira, desenvolveu um trabalho notável de avaliação de 53 árvores no Parque. Um trabalho entregue na autarquia nesse ano e que era uma ferramenta importante para a idealização do espaço que, o arquitecto Viana Barreto viesse a desenvolver e a criar na nova interpretação do parque passados cinquenta anos.  Sei que o trabalho lhe chegou às mãos passados alguns anos, aliás após me ter perguntado se havia algum estudo dessa natureza...ao qual lhe respondi há-de estar numa gaveta, é só uma questão de procurar. Na altura chamei à atenção para um conjunto de debilidades que seria preciso acautelar, mas "santos da casa não fazem milagres". Assisti incrédulo num domingo, dia de eleições europeias algures em 2004, à queda de um ramo de grande porte a 10 m de um policia e de um bombeiro, cujo comentário foi "ainda bem que caiu se não tinhamos que puxar". Nós, ESAV, estamos cá para ajudar a autarquia e todas as instituições que sintam que possamos ser úteis. Temos limitações, como todos sabem, mas temos muita vontade de fazer e também sabemos aquilo que podemos fazer, agora, por favor! Não nos chamem apenas quando há problemas difíceis, de vez em quando chamem-nos, a ESAV, para a fotografia, porque todos gostamos de "carinhos". Em relação às opções tomadas na requalificação do parque, não me fica bem criticar, apenas vou fazer dois reparos e um comentário: 1) Arrancar o alcatrão, Sim! colocar calçada acimentada, Não!...era preferível um bom "tuvenan". As minhas filhas já não caem na calçada, mas as crianças "pequenas" não podem dizer o mesmo; 2) O lago é de dimensões desproporcionadas,...já ninguém, se lembra do sucesso das manhãs desportivas nos relvados do Parque? É pena, agora serão as manhãs não na piscina, mas no lago... e não se esqueçam de levar as bóias os mais pequenos! 3) Então a estátua do Mestre Aquilino Ribeiro, não tem lugar no Parque? é uma questão de justiça, cultura e acima de tudo bom senso. Perguntem ao Exm.º Arquitecto Viana Barreto se se importa? Quase que "ponho as mãos no lume" que não!