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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O Sistema de Hidroponia na Viriato...pode avançar...agora temos que começar a trabalhar!


Sistema NFT de hidroponia:


O sistema hidropónico NFT é uma técnica de cultivo em água, no qual as plantas crescem tendo o seu sistema radicular dentro de um canal através do qual circula uma solução nutritiva composta de água e nutrientes.
A técnica de hidroponia surgiu na Inglaterra em 1965, e a nomenclatura Nutrient Film Technique, sugere que a espessura do fluxo da solução nutritiva que passa através das raízes das plantas deve ser bastante espessa para fornecer a planta tudo o que ela necessita e ao mesmo tempo o fluxo não deve ser demasiado alto ao ponto de deixar as raízes submergidas e causando falta de oxigenação radicular.

Como o sistema NFT de hidroponia funciona?

A hidroponia em NFT possui um reservatório onde a solução nutritiva é armazenada, do reservatório a solução nutritiva é bombeada para a parte superior da bancada de cultivo passando pelos canais e recolhida, na parte inferior do leito, retornando ao tanque.

Componentes para instalação de hidroponia no sistema NFT:

Para construção de uma horta hidropónica completa devemos ter um Sistema hidráulico, estufa e bancadas.

Sistema hidráulico:

O sistema hidráulico é responsável pelo armazenamento, recalque e drenagem da solução nutritiva, sendo composto de um ou mais reservatórios de solução, do conjunto moto-bomba e dos encanamentos e registos.
O depósito da solução nutritiva pode ser de diversos materiais. Sendo que os tanques de PVC e de fibra têm sido os preferidos em virtude do menor custo, facilidade de manuseio e, por serem inertes, não necessitarem de nenhum tratamento de revestimento interno. É importante ressaltar que o depósito deve ser enterrado protegido da luz e bem vedado. Isso evita a formação de algas e a entrada de pequenos animais no depósito. Além disso, sua instalação deve ser preferencialmente abaixo do nível da tubulação de drenagem, facilitando o retorno da solução por gravidade.

O tamanho do reservatório dependerá do número de plantas e das espécies que serão cultivadas. Deve-se obedecer ao limite mínimo de 0,1-0,25 L/planta para mudas, de 0,25-0,5 L/planta para plantas de pequeno porte (rúcula, almeirão), de 0,5-1,0 L/planta para plantas de porte médio (alface, salsa, cebolinha, agrião, manjericão, morango, cravo, crisântemo), de 1,0-5,0 L/planta para plantas de maior porte (tomate, pepino, melão, pimentão, berinjela, couve, salsão, etc.). Quanto maior a relação entre o volume do tanque e o número de plantas nas bancadas, menores serão as variações na concentração e temperatura da solução nutritiva. Entretanto, não se recomenda a instalação de depósitos com capacidade maior que 5.000 L, em vista da maior dificuldade para o manejo químico (correção do pH e da condutividade elétrica – CE) e oxigenação da solução nutritiva. No caso concreto o depósito deverá ter 220-250 L de volume.

Para transferir a solução nutritiva do tanque até as raízes das plantas necessitamos de uma bomba. Contudo, potência necessária da bomba para o transporte da solução nutritiva é pequena. Isso porque a hidroponia requer uma pequena vazão no sistema. Sendo entre 1,5 litros/minuto a 2,0 litros/minuto por canaleta de cultivo. No caso concreto a bomba deverá debitar no mínimo 300 l /hora.

A automação da bomba que promove a circulação da solução nutritiva é feita por um temporizador. Esse equipamento permite que o tempo de irrigação e drenagem ocorra de acordo com a programação que se deseja. Existem no mercado temporizadores mecânicos com intervalos de 10 por 10 ou 15 por 15 ou 20 por 20 minutos e temporizadores eletrônicos com intervalos variados de segundos a minutos.

O tempo de irrigação varia muito entre os sistemas, bancadas, regiões, tipos de cobertura, variedade cultivada e época do ano, não havendo regra geral. Em locais quentes, durante o verão, o sistema deverá permanecer ligado ininterruptamente durante as horas mais quentes do dia, ao passo que no mesmo local, no inverno, esse manejo será diferente.

Estufa para hidroponia:

Para se obter o máximo de qualidade no cultivo hidropónico é recomendado o cultivo dos vegetais num ambiente protegido como uma estufa. O modelo mais utilizado comercialmente é a capela (duas águas), que fornece amplo espaço interno, com bom escoamento da água das chuvas e boa proteção interna. Dependendo do tamanho da estufa podem ser colocadas várias bancadas no seu interior. Para a cobertura das estufas recomenda-se a utilização de filme plástico aditivado anti-UV e antigotejo. O filme plástico antigotejo é de extrema importância, pois evita que a acumulação interna de água caia em forma de gotas sobre as plantas e faz com que a água escorra pelas laterais da estufa. Assim, evitam-se a contaminação e a propagação de diversos patógenos, principalmente os fúngicos.

Bancadas:

As bancadas ou mesas de cultivo é onde são colocadas as mudas, ou seja, onde vai ocorrer o plantio e o desenvolvimento dos vegetais.
A bancada para hidroponia deve ter até 1,0 m de altura e 2,0 m de largura para mudas e plantas de ciclo curto (hortaliças de folhas) e até 0,2 m de altura e 1,0 m de largura para plantas de ciclo longo (hortaliças de frutos). Essas dimensões são suficientes para uma pessoa trabalhar de maneira confortável nos dois lados da mesa, facilitando-lhe as operações de transplante, os tratamentos fitossanitários, os tratos culturais, a colheita e a limpeza da mesa. No caso concreto as bancadas devem ter 1,0 m de altura e 1,3 m de largura.

É recomendado um declive de 2 a 4% nos canais que conduzem a solução nutritiva. E a bancada deve ter no máximo 15 metros, isso evita a possibilidade de escassez de oxigênio para as últimas plantas da bancada. No caso concreto o sistema tem 6 m de comprimento.

Bancada e canais de cultivo com canos de PVC

Como mostrado na imagem acima, os canos de PVC estão cortados ao meio, com isso, com o mesmo cano se obtém dois canais de cultivo. Também pode ser utilizado o cano inteiro, fazendo somente um orifício redondo para cada planta, isso dispensa o uso de placa de isopor, pois o próprio cano serve de suporte para o cultivo.

Os canais de PVC servem para todas as fases de desenvolvimento das hortaliças mais cultivadas. Para mudas utilizam-se os tubos de 40-50 mm; para fase intermediária, os de 75-100 mm, e para a fase definitiva ou produção, os de 100-200 mm, dependendo da espécie cultivada.

fontes:

www.hydroponics.co.nz
FURLANI, P.R.; SILVEIRA, L.C.P.; BOLONHEZI, D.; FAQUIN, V. Cultivo hidropónico de plantas. Campinas: Instituto Agronômico, 1999. 5p. (Boletim técnico, 180).

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O meu colega António Pinto é pior que... as crianças!






Mal recebeu o material da FOPIL, montou no gabinete...um sistema de hidroponia NFT FOPIL FLAT. O que ontem parecia uma "palhaçada" e era alvo de "chacota", agora está com todos os "fffs e os cccs". Por acaso o circo esteve em Viseu na semana passada, mas se querem que vos diga nem sei qual era o nome...Para a semana vamos instalar 24 m de NFT FOPIL FLAT na Viriato com todo o know-how de lá e de cá, para que o Eng. Pinto possa mostrar com orgulho um sonho de há muito tempo. Fico contente por poder ajudá-lo a concretizar o sonho que é...dele e agora também da Viriato. Um agradecimento ao António Rosa, ao Sr. Adriano o motorista da FOPIL que entregou o material à hora certa e com uma simpatia desmedida, ao funcionário da Viriato que ajudou a descarregar e à Viriato no seu todo. Agora temos que mostrar à FOPIL que o investimento valeu a pena...até breve...António,...a bola está do nosso lado! 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

À Prova de Água...com a FOPIL




Ontem estivemos o privilégio de poder receber um dos sócios da empresa FOPIL, António Rosa que respondeu prontamente a uma solicitação do Eng. António Pinto da ESAV para uam eventual colaboração da empresa na montagem de um sistema de hidroponia NFT na Escola Secundária Viriato numa estufa criada pelos alunos dos cursos profissionais daquela Escola. O objetivo desta nova etapa consiste em montarmos um sistema de hidroponia, procurarmos desenvolver sensores com o know-how dos professores e alunos da Viriato e por último avaliar todos os aspetos relacionados com a capacidade produtiva, otimização de condições e avaliar a qualidade nutritiva das plantas a colher em comparação com outros meios de produção, estas componentes da competência da ESAV em colaboração com os alunos de biologia da Viriato. No fundo é a criação de um sistema onde possamos adquirir e compreender fundamentos da biologia, da física, da quimica, da hidráulica, da electrotecnia, enfim de um leque multidisciplinar de matérias que no seu todo devem constituir um sistema em equilibrio e sustentável. Eu diria que poderemos para além de desenvolvermos competências neste domínio, ajudar a tornar este um sistema mais apelativo sob ponto de vista comercial, baseando e fundamentando em estudos de cariz técnico-científico e ao mesmo tempo aproveitar a criatividade dos jovens que procurarão dominar e aplicar as suas inovações no sistema. Tudo o que aconteceu ontem parece fruto de uma coincidência, mas é muito mais do que isso é uma vontade inequívoca de ambas as partes em poderem contribuir para a valorização de um conceito aproveitando as sinergias do ensino, formação e investigação. Há outros reptos lançados em contribuirmos para a criação de um sistema de kit que pode ser montado em casa indoor ou outdoor, com todas as preocupações de sustentabilidade ambiental de produção com qualidade nutricional e ao mesmo tempo com design e inovação que possa ajudar para  aliviar o stresse com uma componente de passatempo. Muitas das ideias implementadas no conceito em voga de criação de cogumelos em casa pode ser transposto para o kit, inclusivamente a reciclagem e reutilização de determinados tipos de detritos orgânicos que produzimos. Como? é uma questão de usar a caixa! No fundo passar mais do que a "imagem verde" de rentabilização da utilização da água, para a valorização de toda a sustentabilidade ambiental, na qual todos os plásticos utilizados no kit terão origem reciclado e acima de tudo procurar formas de obtenção de "alimento" para as plantas de uma forma inovadora e também reutilizada. Isto para quem for adepto extremo para os outros a simples adição de fertilizantes liquidos é a solução "easy and clean". O elemento água a correr em cascata  tem um efeito extraordinariamente relaxante que ajuda o ambiente indoor. A questão do evitar a bombagem, há várias ideias cuja opção terá que respeitar a estética e o design e a dinâmica do produto no seu todo. Caro António Rosa foi um prazer tê-lo conhecido, admiro a sua forma de estar e no que puder colaborar conte com alguma pouca da minha limitada criatividade. Um obrigado em nome da ESAV e da Escola Viriato pela sua imensa disponibilidade. Procuraremos retribuir na medida das nossas capacidades de todos os que se envolvam no projeto. Há uma questão fundamental e que será nossa obrigação. Determinar a escolha das plantas a colocar. Lembro-me da urtiga e da ligação à confraria da urtiga do amigo Manuel Paraíso e das Azedas que o Miguel Tiersonnier coloca nas sopas. Tudo o que seja mais banal, será sempre no conceito "baby"...e há muito mais a pensar!