...No âmbito do Programa Ciência em Férias do IPV, o Eng. Pinto, com 60 potenciais investigadores recriou, com a sua características de gastrónomo molecular, um Ovo biotecnológico que pode ser o "embrião" de uma "Clara" nova aposta naquilo que é a Gema de uma Escola Moderna, Inovadora e Biotecnológica, sem esquecer as raízes da tradição para concretizar o objectivo da fileira agronómica. Agora estamos todos à espera do "panito"!
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sexta-feira, 6 de julho de 2018
sexta-feira, 25 de maio de 2018
terça-feira, 8 de maio de 2018
segunda-feira, 9 de abril de 2018
O DEAS na ESAV... está a implementar uma Unidade de Cirurgia Especializada.....
...liderada pela mão e saber do Prof. António Pinto com a inclusão de alunos e estagiários de Eng. Agronómica e colegas da ESAV. Numa cirurgia, as primeiras 72 h são vitais para o sucesso da cirurgia, mesmo no caso de órgãos vegetais. Esta unidade tem que começar com situações mais simples para ganharmos "calo" através da união de plantas da mesma família, como sejam o tomateiro e a batateira, ambas solanáceas, produzindo plantas que produzam simultaneamente batatas e tomates. Já temos em curso uma lista de outros transplantes de maior nível de complexidade que vamos dando a conhecer à medida que formos obtendo resultados. Para além das questões morfológicas e fisiológicas, temos questões de diversa índole que temos que avaliar como sejam o movimento bidireccional de proteínas e mRNAs entre diferentes órgãos e plantas que normalmente não estavam em contacto e que podem fazer a diferença entre o sucesso e o insucesso. Não são apenas reacções de rejeição mas também questões de potenciação que podem ditar regras no caminho de futuro que estamos a fazer nesta área! Obviamente que já estamos a trabalhar na junção e transplante de órgãos de espécies de reinos distintos...
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
O que são Células Somáticas...na verdade!
As células somáticas são um conjunto de células que estão sempre presentes no leite. Este conjunto inclui células de descamação do epitélio mamário, células secretoras de leite que no final de vida são eliminadas, e células de defesa do organismo do animal, macrófagos, neutrófilos e linfócitos.
Os macrófagos e neutrófilos são células fagocitárias. A sua ação é internalizar os microrganismos e destruí-los. Os linfócitos são células imunitárias e, consoante o tipo de linfócito, podem destruir células infetadas, produzir moléculas estimuladoras ou produzir anticorpos. Os anticorpos contra microrganismos no leite são muito importantes porque funcionam como opsoninas que são moléculas que se ligam ao microrganismos e às células fagocitárias, intensificando a fagocitose.
No leite produzido por uma glândula saudável de ovelha, a contagem de células somáticas (CCS) é de 10 a 200 X 103 /mL (Paape et al., 2001) e as células em maior quantidade são os macrófagos. No leite saudável de cabra, porém, a CCS pode ser entre 270 a 2 000 X 103 células/mL (Paape et al., 2001) e as células em maior percentagem são os neutrófilos.
A mastite é a inflamação da glândula mamária. Uma inflamação é uma reação de defesa do organismo animal que acontece com o objetivo de eliminar microrganismos, que estão a causar uma infeção, ou detritos celulares que podem resultar de traumatismos. Um dos mecanismos da inflamação é a chegada, ao local do problema, de neutrófilos provenientes do sangue com o objetivo de fagocitarem os microrganismos e os detritos celulares. Quando há uma mastite, os neutrófilos acorrem à glândula mamária e a CCS aumenta.
Portanto, a presença de grande número de células somáticas no leite indica que há uma razão para haver necessidade de células de defesa na glândula mamária, e essa razão é, maioritariamente, a presença de bactérias. A CCS elevada indica que há mastite e, nesta situação, há sempre três condições prejudiciais: (1) baixa de produção, (2) presença de microrganismos, potencialmente patogénicos, e (3) alterações químicas do leite.
Para além do prejuízo causado pela redução na produção de leite, as alterações causadas no leite pela mastite vão, ainda, danificar o processo de transformação do leite. Durante o fabrico de queijo, o crescimento de microrganismos patogénicos vai causar uma diminuição no crescimento de Lactobacilli (Fang et al., 1993), que são bactérias fundamentais para se dar o processo queijeiro, além de poderem produzir toxinas (Orden et al., 1992a; b, c) que podem ser nocivas à Saúde Pública (De Buyser et al., 2001). As alterações químicas do leite, designadamente a diminuição dos teores de caseína e lactose, vão aumentar o tempo de coagulação e produzir uma redução da tensão da coalhada (Schalm et al., 1971; Philpot, 1984; Vitkov et al., 1989; Rossi et al., 1994; Leitner et al., 2004; Quintana e Martín, 2005; Silanikove et al., 2005), além de poderem produzir rancidez do queijo (Wendorff, 2002).
Por não haver legislação que limite a CCS no leite de pequenos ruminantes, há a tendência para não se dar a devida atenção a esse indicador de qualidade do leite. Porém, em alguns países/ regiões na Europa já há uma consciência dos prejuízos associados a altas CCS e são tomadas medidas de controlo. Na tabela 1 apresentam-se valores médios de CCS em diferentes países/ regiões na Europa.
Tabela 1 – Médias de CSS
Vários autores têm sugerido diferentes limites de CCS a aplicar às ovelhas. Podemos citar: 250 X 103 células/mL (De La Cruz et al., 1994; Pengov, 2001); 300 X 103 células/mL (González-Rodríguez et al., 1995); 400 X 103 células/mL (Leitner et al., 2000); 500 X 103 células/mL (Travnicek et al., 1978; Vitkov e Vitanov, 1980 referidos por Fthenakis et al., 1991; Berthelot et al., 2006); 1 000 X 103 células/mL (Jones, 1991; Fthenakis et al., 1991); 1 500 X 103 células/mL (Mavrogenis et al., 1995).
Relativamente às cabras, dadas as suas características específicas, designadamente o facto de apresentarem maior descamação de células epiteliais na glândula mamária e de a secreção de leite ser do tipo apócrino, em que há o destacamento da parte apical das células epiteliais na sua base secretora, com liberação para o lúmen alveolar de partículas citoplasmáticas (PC) com ou sem material nuclear, os limites sugeridos são superiores. Destacamos: 270 a 2 000 X 103 células/mL (Paape et al., 2001); 450 X 103 células/mL (Leitner et al., 2008); 481 X 103 células/mL (Persson & Olofsson, 2011).
Nos Estados Unidos da América, o limite de CCS aplicado às ovelhas é de 750000/mL de leite, o mesmo valor que para as vacas naquele país (na Europa, para as vacas é de 400000/mL) , e de 1 000 000 /mL para as cabras.
Os produtores de leite de pequenos ruminantes devem estar conscientes de que são os principais prejudicados quando o leite produzido pelos seus efetivos tem elevada CCS e devem trabalhar para reduzir esse valores. Para isso podem aplicar medidas de controlo de mastites, designadamente regras de higiene da ordenha e das instalações dos animais, fiscalização da máquina de ordenha, verificação periódica de células somáticas, utilizando o teste californiano de mastites (TCM). Baixas CCS indicam baixa prevalência de mastites nos animais, o que irá resultar na subida da produção, num leite de boa qualidade, com bom rendimento queijeiro e produtos de qualidade superior com garantia de segurança alimentar.
Bibliografia
Berthelot, X.; Lagriffoul, G.; Concordet, D.; Barillet, F. e Bergonier, D (2006). Physiological and pathological thresholds of somatic cell counts in ewe milk. Small Rumin. Res., 62 : 27-31. De Buyser, M.L.; Dufour, B.; Marie, M. e Lafarge,, V. (2001). Implication of milk and milk products in food-borne diseases in France and in different industrialised countries. Int. J. Food Microbiol., 67: 1-17.
De La Cruz, M. de la; Serrano, E.; Montoro, V.; Marco, J.; Romeo, M.; Baselga, R.; Albizu, I. e Amorena, A. (1994). Ethiology and prevalence of subclinical mastitis in the manchega sheep at mid-late lactation. Small Rumin. Res., 14: 175-180.
Fang, W.H.; Shi, M.H.; Huang, L.Q.; Shao, Q.J.; Chen J. (1993). Growth of Lactobacilli, Staphylococcus aureus and Escherichia coli in Normal and mastitic milk and whey. Vet. Microbiol., 37 (1/2): 115-125.
Fthenakis, G.C.; El-Masannat, E.T.S.; Booth, J.M. e JONES, J.E.T. (1991). Somatic cell counts of ewes’ milk. Br. Vet. J., 147: 575-581.
González-Rodríguez, M.C.; Gonzalo, C.; San Primitivo, F. e Cármenes, P. (1995). Relationship between somatic cell count and intramammary infection of the half udder in dairy ewes. J.Dairy Sci., 78 (12): 2753-2759.
Kalantzopoulos, G.; Dubeuf, J.P.; Vallerand, F.; Pirisi, A.; Casalta, E.; Lauret, A. E Trujillo, T. (2002). Characteristics of the sheep and goat milks: quality and hygienic stakes for the sheep and goat dairy sectors. IDF SC on Microbiological Hygiene, Meeting 28 September 2002.
Leitner, G.; Yadlin, B.; Glickman, A.; Chaffer, M. e Saran, A. (2000). Systemic and local immune response of cows to intramammary infection with Staphylococcus aureus. Res. Vet. Sci., 69: 181-184.
Leitner, G; Chaffer, M.; Shamay, A.; Shapiro, F.; Merin, U.; Ezra, E.; Saran, A. e Silanikove, N. (2004). Changes in milk composition as affected by subclinical mastitis in sheep. J. Dairy Sci., 87: 46-52.
Leitner, G; Silanikove, N e Merin, U. (2008). Estimate of milk and curd yield loss of sheep and goats with intrammamary infection and its relation to somatic cell count. Small Rumin. Res., 74: 221-225.
Mavrogenis, A.P.; Koumas, A.; Kakoyiannis, C.K. e Taliotis, C.H. (1995). Use of somatic cell counts for the detection of subclinical mastitis in sheep. Small Rumin. Res., 17: 79-84.
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Orden, J.A.; Goyache, J.; Hernandez, J.; Domenech, A.; Suarez, G. e Gomez-Lucia, E. (1992b). Detection of enterotoxins and TSST-1 secreted by Staphylococcus aureus isolated from ruminant mastitis. Comparison of ELISA and immunoblot. J. Appl. Bacteriol., 72 (6): 486-489.
Orden, J.A.; Goyache, J.; Hernandez, J.; Domenech, A.; Suarez, G. e Gomez-Lucia, E. (1992c). Production of staphylococcal enterotoxins and TSST-1 by coagulase negative Staphylococci isolated from ruminant mastitis. J. Vet. Med., 39 (2): 144-148.
Paape, M.J.; Poutrel, B.; Contreras, A. ; Marco, J.C. e Capuco, A.V. (2001). Milk somatic cells and lactation in small ruminants. J.Dairy Sci. 84 (E. Suppl.): E236-E244.
Pengov, A. (2001). The role of cuagulase-negative Staphylococcus spp. and associated somatic cell counts in the ovine mammary gland. J. Dairy Sci., 84 (3): 572-574.
Persson, Y. e Olofsson, I. (2011). Direct and indirect measurement of somatic cell count as indicator of intramammary infection in dairy goats. Acta Veterinaria Scandinavica, 53:15. http://www.actavetscand.com/content/53/1/15.
Philpot, W.N. (1984). Mastitis Management. (2ª edição). Ed: Babson Bros. Co., Illinois, U.S.A.
Quintana, A.M.V. e Martín M.I.R. (2005). Influence of somatic cell count on hard ewe’s milk cheese. Proceedings of the 4th IDF International Mastitis Conference, Maastricht, The Netherlands, June 2005: 918.
Rossi, J.; Gobbetti, M.; Buzzini, P. e Corsetti, A. (1994). Influenza delle alterazioni patologiche del latte sul processo di caseificazione. Il Latte, 9: 904-915.
Schalm, O. A.; Carroll, E. J. e Jain, N. C. (1971). Bovine Mastitis. Ed: Lea & Febiger, Philadelphia, USA. ISBN 0-8121-0332-7.
Silanikove, N.; Shapiro, F.; Leitner, G. e Merin, U. (2005). Subclinical mastitis affects the plasmin system, milk composition and curd yield in sheep and goats: comparative aspects. Proceedings of the 4th IDF International Mastitis Conference, Maastricht, The Netherlands, June 2005: 511- 516.
Vitkov, M.; Peichevski, I.; Dimitrov, T. e Mikhailova, G. (1989). Changes in Composition of Milk from Sheep with Subclinical Mastitis. Veterinarna Sbirka, 87 (7): 50-53.
Wendorff, B. (2002). Milk composition and cheese yield. Proceedings of the 8th Great Lakes Dairy Sheep Symposium, 7-9 Nov., Cornell University, Ithaca, New York: 104-117
...Cristina Queiroga
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sábado, 17 de fevereiro de 2018
Por Aqui se Podia imaginar o Papel Relevante que a ESAV podia ter...como um Centro de Investigação de Referência no QSE....
...Estas são apenas algumas imagens de ontem que mostram a importância que a ESAV pode e deve ter na região, junto dos produtores do Queijo Serra da Estrela. Outras áreas haverá que poderá ter igual ou ainda maior importância, mas por hoje quero falar desta!
Estas análises foram testemunhadas ao vivo por um produtor que poderá atestar da veracidade das mesmas. Mas para além dos meios tecnológicos queremos desenvolver métodos expeditos nos quais os produtores possam todos os dias se necessário fazerem as suas análises junto da ordenha e em queijaria para monitorizarem os seus procedimentos, sejam muito grandes, mas especialmente os pequenos e isso é possível! O Eng. Pinto mostrou que isso é relativamente fácil na recolha do leite. Eu poderei ajudar alguma coisa no que se refere ao processo simples de coagulação. O Jorge Oliveira e a sua equipa ao nível das células somáticas. Depois em laboratório a Luísa e o Rui Coutinho confirmam todos os dados para validarmos todos estes procedimentos. Assim, sem grandes meios mas com um enorme vontade e disponibilidade a ESAV provava-se como Centro de Referência, quiçá para um dia vir o Primeiro-Ministro, como foi ainda ontem ao Centro de Montanha com os quais tenho o privilégio de colaborar, imaginem com o cardo, através da equipa da Prof. Doutora Isabel Ferreira, e aos quais reconheço imenso mérito. Mas alguém tem que ir ganhar a confiança junto das empresas, outros a trabalharem nos métodos, outros na realização das análises, que são basicamente os mesmos que fazem tudo isto para além de todo o trabalho do dia-a-dia das aulas e burocracias. Afinal não somos assim tantos e apesar de não nos faltar a vontade falta-nos o tempo. Temos que fazer incluir os alunos e saber dar-lhes algo em troca...Capacidade de trabalho, responsabilidade e... abrir portas para o futuro!
O cardo aparece no fim depois de assegurados todos os outros fatores, mas temos que ir trabalhando já no imediato, como o estamos a fazer, mais uma vez com os alunos....CYNATURA
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
segunda-feira, 18 de setembro de 2017
sexta-feira, 14 de julho de 2017
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