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quarta-feira, 19 de março de 2014

"Ovelha" Raça Bordaleira Serra da Estrela....em versão Preta e Branca



 

 

Na Estrela desenvolveu-se uma raça de ovinos perfeitamente definida - BORDALEIRA SERRA DA ESTRELA - destacando-se das suas características, consagradas no Livro Genealógico, as variedades preta e branca, os olhos grandes e expressivos e os cornos em ambos os sexos, enrolados em espiral. É a raça nacional de melhor aptidão leiteira, atingindo-se produções superiores a 500 litros de leite por lactação (220 dias/média). É também muito prolífera e fértil, com um período de atividade sexual que se alarga por todo o ano, sendo contudo a cobrição natural durante a Primavera.

Padrão da Raça Bordaleira

Aspeto geral - estatura mediana, esqueleto bem desenvolvido, regularmente musculado, de cor branca ou preta, com aptidão predominantemente leiteira.

Peso vivo adulto - fêmeas 50 a 55 kg, machos 80 a 100 kg.

Pele, velo e lã - pele fina, elástica e untuosa, branca e com reduzida pigmentação nas extremidades, ou preta. Velo branco ou preto, pouco extenso não abrangendo a cabeça, a barriga e os membros; pouco tochado de madeixa cilíndrica ou pontiaguda; pelos cábrios mais abundantes na parte dorsal (posterior) do animal. Lã de tipo cruzada fina, pouco ondulado, toque suave ou ligeiramente áspero.

Cabeça - mediana de forma piramidal, deslanada, fronte estreita e plana, arcadas orbitárias salientes, olhos grandes, face comprida e estreita de forma triangular, chanfro convexo e liso, boca rasgada de lábios grossos; cornos em ambos os sexos, de comprimento variável, de forma espiralada, rugosos, fortes na base, finos e mais claros na ponta.

Pescoço - comprido, delgado, de forma tronco cónica, sem barbela, garrote largo e pouco destacado, espáduas oblíquas compridas e estreitas, costado bem arqueado.

Tronco - dorso e lombo compridos e largos, garupa comprida e de regular largura; ventre volumoso.

Úbere - de forma globosa desenvolvido com sulco mediano evidente; tetos grandes e bem implantados



sábado, 21 de setembro de 2013

A ESAV na ANCOSE...não apenas para moer os ossos e os cornos"




Umas palavras simples de quem testemunhou a contribuição da ESAV para o dia do concurso nacional da raça de ovelha Bordaleira Serra da Estrela. Vi os elogios ao colega Jorge Oliveira por conseguir chegar aos produtores com rigor e perspetiva de futuro, o que denota que está a tento ao setor. Ao facto de tudo na Ancose ter de ser da estrela...até as telhas! Ao Diogo Themudo brilhante a juntar o rigor de jurado à sua "graça" ribatejana quase a roçar a Alentejana..."Não me moas os cornos"! Em relação aos docentes da ESAV, uma palavra final para o Fernando Esteves pelo seu feitio pragmático, eficaz e competente que liga muito bom com o lirismo e criatividade  do João Madanelo. Uma equipa é assim como a Ancose todos iguais na diferença. Este ano os primeiros prémios ficaram para outros. Não temos que ganhar sempre, desde que sintamos que cumprimos o nosso papel de instituição de ensino superior na região. Por último, apercebi-me de mais algumas das contingências deste setor que não são fáceis de resolver. Contudo, outros setores já o conseguiram e este também o será capaz...eu acredito! 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Hoje, pusemos a mão na "massa" do Queijo Serra da Estrela...amanhã, veremos o resultado!


Que dia em cheio, em prol de um queijo, de uma região e de um património, legado de gerações e gerações. Hoje, fomos à Ancose aprender alguns truques e manhas de queijo, que parece que não tem truques nem saberes. E na verdade ensinam tudo a quem quiser, aprender de forma transparente. Esperamos um dia retribuir algum do ensinamento  recolhido. Acabadinho de falar com a Presidência da ESAV, que me confidenciou que tudo iria fazer para me apoiar neste projecto, decidimos reactivar a Queijaria experimental da ESAV, apesar das limitações orçamentais. Mas este é um projecto sério e duradouro que terá de trazer frutos para a ESAV, por capacidade e competência de quem lá estiver ligado. Vamos testar os diferentes tipos de cardo, que temos no nosso campo experimental, com um leite de referência, produzido pelas nossas ovelhas Serra da estrela, recolhido na nossa escola pelos nossos colaboradores e laborado pela nossa queijeira  e que iremos fazer provar ao nosso painel de provadores que incluem docentes e alunos para provarmos que quando queremos também podemos. Estamos a trabalhar com estruturas de referência, desde universidades, centros de investigação, empresas e associações. Eles confiam em nós e nós confiamos neles porque nesta matéria, do Queijo Serra da estrela, são os melhores que conheço. Obrigado Madalena e João Madanelo, por nos terem ensinado a mim e à D. Maria da Luz. Agora vamos provar que aprendemos.

sexta-feira, 26 de março de 2010

ANCOSE e a BOA BESTA


Há já alguns anos que conheço a Ancose e alguns dos seus valorosos elementos. Mas como não nos cruzamos regularmente às vezes esquecemo-nos dos que por cá andam. Ontem reunímos algumas estruturas de elite ligadas ao Cardo e ao Queijo, entre as quais se contam a Universidade Católica (Beiras), a Ancose e já agora a ESAV. E para quê? Para juntarmos sinergias e dar à BOA BESTA, como é denominada a ovelha pelos Franceses o reconhecimento devido. Aproveitamento desde o leite à lã, pele, enfim tudo se aproveita. Mas a Ancose já cá anda há muito tempo e com um trabalho notável que não chega a Viseu para ser devidamente reconhecido. O seu maior promotor é o João Madanelo, um verdadeiro criador com o ar afável do mais humilde pastor, porque os produtos gourmet que cria fá-lo de uma forma tão natural que até parece fácil. Vamos concerteza levar o nosso leite à queijaria (para não dizer a água ao moinho) e sermos capazes de a partir da ovelha e do queijo criarmos interesses para dar a estes ícones das Beiras o devido valor. Vamos ao trabalho e temos que educar os nossos políticos. Para ilustrar segue o aroma do iogurte, manteiga e pasta de leite de ovelha. Parabéns Ancose!