Aqui está um "projeto caseiro", baseado nalgumas inspirações que dão desde a Quinta da Maúnça, Aquilino Ribeiro até a anciãs da zona de Almeida e que podem conduzir a um projeto mais de índole social, cultural, científico e comercial. Propagar e produzir mostajeiros, avaliar os seus benefícios e limitações sob ponto de vista de antioxidantes e compostos cianogénicos e apreciar a qualidade ímpar de um doce em grande medida desconhecido, associando tudo isto à escrita do mestre Aquilino Ribeiro,... um projeto de "mão cheia". Mas este "projeto" nasceu de um mostajeiro que foi abatido na entrada da Escola Superior Agrária por incompetência e inabilidade da antiga vereação da Câmara Municipal de Viseu, no que concerne à gestão desta questão, tantas vezes por mim aludida. Mas isso faz parte da história. Estes doces são hoje produzidos por árvores plantadas pela autarquia, num outro local da cidade que, apesar de fazer um esforço enorme na plantação de um número elevado de árvores, não sabe muitas vezes encontrar formas de valorizar as suas próprias árvores e apelar aos seus cidadãos que ajudem a preservar e valorizar este seu rico e vasto património arbóreo. Esta ideia encerra por isso uma mensagem simples mas acutilante de que existem muitas vias de valorizar o património arbóreo de uma cidade. Fazer fichas taxonómicas, colocar placas de identificação, fazer roteiros, mas também elaborar produtos transformados e processados a partir da madeira, frutos, folhas, que "nos fiquem no goto"... Depois temos a possibilidade de podermos estudar essas árvores sob diversos pontos de vista e interesses, em relação às questões ecológicas, preservação ambiental, combate à poluição, mas também quanto ao interesse nutricional e também as questões biomecânicas relativas à sua segurança. Um dia destes farei uma pequena publicação sobre esta árvore e estas histórias que a torne um exemplo de como poderemos escolher as árvores a colocar junto às nossas escolas, casas e bairros, criando laços de afetos e relações de utilidade para com as árvores, que não sejam apenas as questões estéticas. Sobre isso haveria uma outra história sobre um Liquidâmbar no Fontelo, que não conto aqui por uma questão de educação que mostra muito da massa de que alguns dos que nos governam são feitos, onde não entra sensibilidade, mas apenas números e gente. No caso do mostajeiro, estas bagas caindo no chão sujam todo o passeio e que se forem recolhidos em devido tempo e com regras torna-se uma forma vantajosa de valorizarmos ainda mais este património arbóreo e evitar custos com a limpeza e as queixas da população. Muito mais haveria a dizer mas deixarei isso para uma publicação que conte esta história como um exemplo a ser replicado noutros casos. O próximo passo será os meus colegas de Qualidade e Nutrição Alimentar da Escola Superior Agrária de Viseu realizarem, com os alunos de mestrado e outros, ensaios de avaliação destes frutos em antioxidantes e outros compostos de interesse nutricional. Para lhes adoçar a boca irei oferecer um dos frascos de MostaJAM para ser mais fácil convence-los...estou a brincar porque já os convenci. Desde já o agradecimento à Doutora Edite e ao Doutor Fernando Gonçalves que responderam de imediato ao repto e a oferenda serve de prova...de agradecimento. Agora ficam mais uma fotos desta segunda edição que vos digo...ficou ainda melhor que a primeira. O meu pequeno-almoço foi doce...adivinhem de quê?... preparado pelas minhas meninas!
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domingo, 10 de novembro de 2013
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Cogumelos à solta na....Quinta da Maúnça
http://www.quintadamaunca.mun-guarda.pt/noticia.asp?idEdicao=51&id=1892&idSeccao=479&Action=noticia
Dia 9 de novembro, pelas 9 30h, a Câmara Municipal da Guarda irá realizar mais um encontro micológico, o Workshop “Cogumelos, um mundo a descobrir” no Espaço Educativo e Florestal – Quinta da Maúnça.
Valorizar os usos múltiplos da floresta impõe-se cada vez mais como forma sustentável de dinamizar os produtos da terra e a economia local. Este riquíssimo recurso, apenas disponível na proporção direta do respeito com que tratamos a floresta e os seus imensos e múltiplos usos é um mundo de conhecimento que o convidamos a descobrir: regras de colheita, transporte, identificação, legislação, etc. Descobrir a importância dos cogumelos silvestres na vitalidade e manutenção do ecossistema florestal e aprender a distinguir os cogumelos comestíveis e venenosos são os principais objectivos deste workshop “Cogumelos, um mundo a descobrir” que a Câmara Municipal da Guarda realiza pelo 7.º ano consecutivo e que conta, uma vez mais, com a parceria da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro na pessoa do Eng.º Gravito Henriques.
Programa:
9 30h- Receção dos participantes
9 45h- Saída de campo para colheita de espécies
11 h- Prova de cogumelos silvestres
11 30h- Identificação e exposição das espécies recolhidas e esclarecimentos e informação variada
12 h - Diferenças entre o frade(macrolepiota procera) e o falso frade (macrolepiota venenata). Precauções e sinais de identificação obrigatória
13h- Encerramento dos trabalhos e entrega dos certificados de participação
Obs: Os participantes devem usar calçado e vestuário confortável e fazer-se acompanhar de um canivete ou faca, um cesto de verga e alguns metros de papel de alumínio.
As inscrições são gratuitas mediante inscrição obrigatória e o número de participantes é limitado à capacidade da sala (25 participantes)
Prova de cogumelos e documentação incluídas na inscrição
Quinta da Maunça – Rasa - Guarda
quintadamaunca@mun-guarda.pt
telefone - 271237816
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domingo, 3 de novembro de 2013
Et Voilá... MostaJAM...Making of...a Dream
http://www.florestar.net/mostajeiro-de-folhas-largas/mostajeiro-de-folhas-largas.html
Concretizei um sonho...fazer com as "miúdas" cá de casa o doce de mostajeiro, mais conhecido por Mostajada, cuja inspiração veio da Ludovina Margarido da Quinta da Maúnça, do Aquilino Ribeiro, da sogra do Carlos Miranda e já agora da Câmara Municipal de Viseu...
Concretizei um sonho...fazer com as "miúdas" cá de casa o doce de mostajeiro, mais conhecido por Mostajada, cuja inspiração veio da Ludovina Margarido da Quinta da Maúnça, do Aquilino Ribeiro, da sogra do Carlos Miranda e já agora da Câmara Municipal de Viseu...
Este é o subproduto que vou solicitar aos meus colegas de Nutrição e Qualidade Alimentar que avaliem os antioxidantes porque...cheira-me!
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sábado, 2 de novembro de 2013
Doce de Mostajo da Avó... da Quinta da Maúnça...
Doce de mostajo
Preparação:Colocam-se os mostajos num tacho coberto com água e cozem-se durante cerca de 20 minutos, até que se comecem a desfazer. Passam-se por uma peneira eliminando as cascas e caroços. Pesa-se o polme e faz-se uma calda de açúcar. Use metade do peso do polme de açúcar e água suficiente para fazer uma calda grossa (ponto de pérola).
Junte depois o polme e deixe ferver em lume brando, mexendo frequentemente para não pegar no fundo do tacho. Quando estiver com uma cor alaranjada, semelhante à marmelada, retire um pouco para um prato e confira o ponto: se depois de frio passar o dedo fazendo uma “estrada” e o doce não voltar a juntar, está no ponto certo.
Coloque o doce em frascos de vidro com tampa de metal, devidamente esterilizados e coloque numa panela com água a cobrir completamente os frascos. Deixe ferver durante 20 minQuinta da Maúnlutos e depois retire do lume e deixe arrefecer na água. O doce, assim esterilizado conserva-se durante um ano.
Agora é só colher e preparar o doce
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