Conheço o Chef Paul Cardoso há cerca de um ano. Acreditei no seu potencial desde a primeira hora, ainda mais quando soube que colabora com projetos de índole social, como foi com o caso da Casa da Aguieira (por coincidência, uma designação idêntica a uma das estruturas hoteleiras da Visabeira turismo). O ano passado, sozinho com a sua equipa, proporcionou-nos um dos momentos mais altos do CARDOP, fora do laboratório. Este ano, entre pares, confirmou-se à altura do desafio. Ontem presenteou-nos com uma surpresa, num jantar absolutamente genial. Em relação à foto, o recheio não será difícil de adivinhar, o padrão é um primor de quem se chama CARDOso...Parabéns! Um dia destes levo a minha filha Rita a passar pela cozinha da Ínsua, para aprender com um mestre que tem um sorriso contagiante... do tamanho do mundo e acredito uma sensibilidade para ensinar crianças inigualável! Nunca esquecerei o que nos tem proporcionado e o que ainda aí virá. Tal como ele, acredito que a Casa da Insua, pela sua natureza e vocação tem um potencial impar no País e no Mundo. Nós procuraremos corresponder, quando solicitados, a aliar a ciência ao prazer e ao valor nutracêutico dos nossos recursos endógenos. O doce de mostajeiro é um dos primores a apostar para acompanhar o requeijão Casa da Insua e serão a primeira casa no mundo a fazê-lo...
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sábado, 15 de fevereiro de 2014
domingo, 10 de novembro de 2013
MostaJAM...second edition...uma história com principio, meio e fim...ao pequeno-almoço
Aqui está um "projeto caseiro", baseado nalgumas inspirações que dão desde a Quinta da Maúnça, Aquilino Ribeiro até a anciãs da zona de Almeida e que podem conduzir a um projeto mais de índole social, cultural, científico e comercial. Propagar e produzir mostajeiros, avaliar os seus benefícios e limitações sob ponto de vista de antioxidantes e compostos cianogénicos e apreciar a qualidade ímpar de um doce em grande medida desconhecido, associando tudo isto à escrita do mestre Aquilino Ribeiro,... um projeto de "mão cheia". Mas este "projeto" nasceu de um mostajeiro que foi abatido na entrada da Escola Superior Agrária por incompetência e inabilidade da antiga vereação da Câmara Municipal de Viseu, no que concerne à gestão desta questão, tantas vezes por mim aludida. Mas isso faz parte da história. Estes doces são hoje produzidos por árvores plantadas pela autarquia, num outro local da cidade que, apesar de fazer um esforço enorme na plantação de um número elevado de árvores, não sabe muitas vezes encontrar formas de valorizar as suas próprias árvores e apelar aos seus cidadãos que ajudem a preservar e valorizar este seu rico e vasto património arbóreo. Esta ideia encerra por isso uma mensagem simples mas acutilante de que existem muitas vias de valorizar o património arbóreo de uma cidade. Fazer fichas taxonómicas, colocar placas de identificação, fazer roteiros, mas também elaborar produtos transformados e processados a partir da madeira, frutos, folhas, que "nos fiquem no goto"... Depois temos a possibilidade de podermos estudar essas árvores sob diversos pontos de vista e interesses, em relação às questões ecológicas, preservação ambiental, combate à poluição, mas também quanto ao interesse nutricional e também as questões biomecânicas relativas à sua segurança. Um dia destes farei uma pequena publicação sobre esta árvore e estas histórias que a torne um exemplo de como poderemos escolher as árvores a colocar junto às nossas escolas, casas e bairros, criando laços de afetos e relações de utilidade para com as árvores, que não sejam apenas as questões estéticas. Sobre isso haveria uma outra história sobre um Liquidâmbar no Fontelo, que não conto aqui por uma questão de educação que mostra muito da massa de que alguns dos que nos governam são feitos, onde não entra sensibilidade, mas apenas números e gente. No caso do mostajeiro, estas bagas caindo no chão sujam todo o passeio e que se forem recolhidos em devido tempo e com regras torna-se uma forma vantajosa de valorizarmos ainda mais este património arbóreo e evitar custos com a limpeza e as queixas da população. Muito mais haveria a dizer mas deixarei isso para uma publicação que conte esta história como um exemplo a ser replicado noutros casos. O próximo passo será os meus colegas de Qualidade e Nutrição Alimentar da Escola Superior Agrária de Viseu realizarem, com os alunos de mestrado e outros, ensaios de avaliação destes frutos em antioxidantes e outros compostos de interesse nutricional. Para lhes adoçar a boca irei oferecer um dos frascos de MostaJAM para ser mais fácil convence-los...estou a brincar porque já os convenci. Desde já o agradecimento à Doutora Edite e ao Doutor Fernando Gonçalves que responderam de imediato ao repto e a oferenda serve de prova...de agradecimento. Agora ficam mais uma fotos desta segunda edição que vos digo...ficou ainda melhor que a primeira. O meu pequeno-almoço foi doce...adivinhem de quê?... preparado pelas minhas meninas!
domingo, 3 de novembro de 2013
Et Voilá... MostaJAM...Making of...a Dream
http://www.florestar.net/mostajeiro-de-folhas-largas/mostajeiro-de-folhas-largas.html
Concretizei um sonho...fazer com as "miúdas" cá de casa o doce de mostajeiro, mais conhecido por Mostajada, cuja inspiração veio da Ludovina Margarido da Quinta da Maúnça, do Aquilino Ribeiro, da sogra do Carlos Miranda e já agora da Câmara Municipal de Viseu...
Concretizei um sonho...fazer com as "miúdas" cá de casa o doce de mostajeiro, mais conhecido por Mostajada, cuja inspiração veio da Ludovina Margarido da Quinta da Maúnça, do Aquilino Ribeiro, da sogra do Carlos Miranda e já agora da Câmara Municipal de Viseu...
Este é o subproduto que vou solicitar aos meus colegas de Nutrição e Qualidade Alimentar que avaliem os antioxidantes porque...cheira-me!
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Mostajada...os passos de uma criação...
Aqui vamos mostrando os vários procedimentos da Mostajada, cuja primeira produção já tem destino, para a sogra do meu amigo Carlos Miranda que foi a responsável por este repto e para o Miguel Esteves Cardoso um dos melhores descritores que conheço da arte do saber e do provar...cujas crónicas do fugas no público não perco... e para os meus amigos! Claro está que este doce irá "casar" com o queijo e o requeijão "Serra da Estrela" do projeto CARDOP e tenho a certeza que será um sucesso
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