sexta-feira, 5 de março de 2010

Uma pequena CONTRIBUIÇÃO

Os acrónimos dos projectos devem constituir-se soundbites capazes de integrar e mobilizar as entidades participantes. A designação no conjunto deve traduzir a sinergia e as letras individualmente as palavras-chave. Nem sempre o momento é de inspiração, embora o carinho como estamos a ser tratados pelos nossos amigos Espanhóis, a atmosfera de Salamanca onde se respira história, cultura e ciência, possam funcionar como catalisadores de uma criação. Uma questão importante que se coloca é a língua do acrónimo. Vou escolher o Inglês, embora pessoalmente prefira o latim. Dado o adiantando da hora e atendendo a que foi um dia cheio de trabalho embora com muito motivação e amanhã espera-nos mais um dia que começa cedo vou deixar a sugestão para ser trabalhada amanhã.

SINBIOGIS - Sustainable Inter-regional network for Biodiversity using Geographic information System

ECO-inovação









Apesar de estar de partida para um congresso em Salamanca, onde seguramente irei aprender muito sobre  Biodiversidade, Gestão de Recursos Endógenos e também sobre Floresta e Gestão de Riscos e que, espero poder ser depois um retransmissor, não poderia deixar de dizer duas linhas. A Eco-inovação é o soundbite que na verdade caracteriza a natureza do projecto sobre o qual lá vou falar. Actuar de uma forma inovadora na ecologia e na paisagem e acima de tudo gerir os recursos naturais e endógenos da região que represento. Temos que conhecer muito bem os territórios e identificar as potencialidades. Saber onde ainda estão os mestres dos artifícios que reproduzem os saberes empíricos de forma magistral. No fundo os centros de interpretação in vivo. Nós, as Instituições de Ensino Superior e os Centros de Investigação, temos o papel de, sem disvirtuar os objectos, juntar mais valias, técnicas, científicas, de design,... nas mais diversas áreas do conhecimento. Sermos actores em conjunto com os demais para valorizarmos um cenário, um território e as suas gentes, quaisquer que eles sejam, não replicando realidades mas criando biodiversidade cultural.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Investir na inovação e diferenciação

Sendo certo que as estratégias competitivas que promovam continuamente a inovação e o investimento na diferenciação têm um impacto no desenvolvimento sustentado dos sectores, actualmente, nas empresas, a inovação reveste-se num dos temas mais “escaldantes”, tentando-se encontrar a chave para a produzir, dado o nível de concorrência crescente e a diminuição do ciclo de vida dos produtos.

Ao falar-se de inovação, convém analisar alguns casos de sucesso, como o da Apple, uma das empresas mais inovadoras no sector das tecnologias de informação, que desde 2005 a 2009 tem sido considerada, pela revista BusinessWeek, a empresa mais inovadora em termos mundiais, à frente de outras conceituadas como a Google, a Toyota, a Sony, a Nokia, a Nintendo e a Genentech. Em anos sucessivos, tratou-se da quinta vez que a Apple conquistou a classificação máxima.

Realmente, a Apple lançou no mercado uma torrente contínua de inovações, designadamente o Apple II, primeiro computador pessoal vendido pronto a usar, a primeira aplicação comercial da interface gráfica do utilizador (no Mac), o iPod, uma máquina de comunicação digitalizada disfarçada num gravador e, mais recentemente, o iPhone, um computador portátil controlado pelos dedos, que também permite efectuar chamadas telefónicas.

Para Steve Jobs, CEO da Apple, “A inovação não tem nada a ver com a quantidade de dólares que temos para I&D. Quando a Apple lançou o Mac, a IBM gastava pelo menos cem vezes mais em I&D. Não se trata de dinheiro. O que vale são as pessoas de que dispomos, como elas são dirigidas e o que se consegue extrair delas”.

Na verdade, a competitividade sustentada baseia-se numa dinâmica constante de inovação. Esta associada à astúcia, são factores de diferenciação, não só na preferência de colaboradores, mas também de chefias.

78ª MARAVILHA de Portugal


Como sou nado no Minho e criado em Portugal, quando quero recorrer às preces divinas apelo à Nossa Senhora da Agonia, apesar de não ser devoto assumido, uma das grandes peregrinações desta região extraordinariamente crente, neste caso em concreto em Viana do Castelo. Mas porquê um voto de protesto e a necessidade de recorrer a preces? Como todos sabem está a decorrer o concurso das Sete maravilhas de Portugal. Numa primeira fase foram seleccionadas por júri 77 locais considerados como as maiores maravilhas de Portugal. A região Centro está pejada de verdadeiras maravilhas naturais, que poderão servir como fontes de dinamização turísticas, nas mais variadas formas. Uma dessas está localizada em Vila Nova de Paiva, as minas da Queiriga. Não falando da riqueza geológica que poderemos caracterizar como soberba e das mais valiosas de Portugal, e donde são retirados anualmente largos milhares de euros por roubo e essencialmente por estrangeiros, conhecedores do potencial. Mas centremo-nos apenas no palco daquele anfiteatro. Será que não ouve ousadia para fazer pressões legítimas (ou até ilegítimas) que pudessem ajudar a subir um lugar e colocar este “monumento” na luta final da eleição da maior maravilha natural de Portugal.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Importância da NET no Desenvolvimento RURAL


A importância da NET na verdade só se sente na sua ausência. Este tema tem pessoas privilegiadas neste blogue sobre o qual podiam falar e que depois me poderão corrigir. Há cerca de 20 anos estive num workshop num parque natural em Espanha (Segovia) longe de tudo e todos, e quando a NET era uma rede muito rudimentar. Onde não tinhamos preocupações e estavamos dedicados a 100% a questões científicas. Muitas das aldeias rurais despovoadas poderiam servir de óptimos refúgios para o desenvolvimento de workshops técnico-científicos, desde que devidamente ligadas e apetrechadas para dalí nos ligarmos às "auto-estradas" do conhecimento. Quiçá estaríamos a criar um novo turismo científico associado ao de natureza. Mas a internet é fundamental para muitas áreas no desenvolvimento rural, comércio electrónico, instrumentação do SIG para planeamento e inventariação dos recursos e potencialidades, páginas de internet actualizadas e dinâmicas, ... enfim um mundo à nossa frente. O apelo é aos jovens, aos alunos que muitos mais dinâmicos nestas áreas actuem nestes domínios, procurando apoio dos entendidos e criando inovação.

terça-feira, 2 de março de 2010

A CULTURA como eixo de desenvolvimento económico e delineamento estratégico










Actualmente não temos dúvidas que a cultura representa um dos eixos fulcrais para o desenvolvimento económico e social. Senão atentemos nos números recentemente publicados sobre os milhões que a cultura movimenta e no número de empregos que cria. No entanto, ressalta-nos uma questão. O que se entende por cultura? Esta é seguramente uma das questões mais difíceis de responder. Para ajudar a esclarecer um pouco esta temática, gostaria de contar uma história verídica que, reflecte a importância da cultura na definição de estratégias de desenvolvimento para o mundo rural e não só. A Quinta da Erva Moira, um dos ícones do Douro esteve em sérios riscos de ser inundada pela criação de uma barragem. O vinho Português mais conhecido no Mundo, o PORTO, um expoente da cultura Nacional não foi suficiente para impedir a contrução de uma barragem que o iria reduzir. Quem poderia salvar este marco da nossa cultura. Só mesmo a cultura! Neste caso, as figuras rupestres de Foz Côa. Este facto demonstra sem dúvida alguma a importância da cultura na preservação da paisagem, da riqueza dos nossos valores sociológicos e económicos. O muito obrigado aos nossos antepassados dos quais nos devemos orgulhar!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Cursos com menu à BOLONHESA











Quando surgiu a questão dos cursos de Bolonha, na minha ingenuidade pensei que seria a oportunidade de os alunos poderem quase que desenhar os seus cursos, pelo menos uma pequena parte das unidades curriculares. Por exemplo que, os alunos de Ecologia e Paisagismo pudessem frequentar unidades de Teatro  e educação ambiental na ESEducação, de Design, Marketing na ESTecnologia, uma língua mais "esquisita" (menos comum). E que os alunos das outras Escolas do IPV, designadamente os de Turismo aprendesse a fazer o Queijo da SERRA e o vinho do Dão na ESAViseu, tal como voluntariamente alguns já vieram.  Se assim fosse imaginem a dificuldade que um empregador teria em seleccionar o candidato ao emprego. Inclusivamente o candidato poderia condicionar a estratégia da empresa. Como? Se por exemplo o candidato tivesse o curso de língua Eslovaca poderia fazer com que a empresa apostasse nesse mercado. Ou se um aluno de Turismo que fosse para uma Quinta de Turismo Rural e que soubesse fazer muito bem o Queijo poderia fazer com que a aposta fosse dirigida para esse ícone das Beiras. Mas afinal, Bolonha baseia-se em fazer muitos mini testes para facilitar a passagem dos alunos. Convido-vos a irem ver como faz a Universidade de Bolonha que para mal dos pecados levou com o nome. Acreditem que a estratégia é outra!
É curioso que o nome Bolonha esteja implicado em muitas questões mais formais que proficientes. Dou-vos o exemplo dos DOP (denominação de origem protegida) e a famosa história da maçã da variedade Bravo de Esmolfe não existir. A maçã é bravo, a denominação geográfica é Esmolfe, porque pode existir maçã bravo de Portalegre. A causa deste facto é o manjericão de Bolonha, que foi registado por alemães e na verdade quando os Italianos, Bolonheses foram registar o nome já alguém o havia feito, curiosamente Alemães. No fundo quem quer aprender vai à ESCOLA, ...poderia acrescentar Agrária de Viseu...