sábado, 17 de setembro de 2011

Sem Recurso... a Códigos e Sinais!

Acabei de assistir ao lançamento de mais um livro do Dr. Alberto Correia, intitulado Etnografismos II - Concelho de Sernancelhe, e celebramos brindando com o Espumante Terras do Demo. Teve a amabilidade de incluir a crónica «Os meus dias das árvores» que dedicou à memória do seu Pai e que retrata de forma indelével a nossa estima recíproca. Nos tributos de reconhecimento dos méritos do Dr. Alberto Correia, ouvimos o Presidente da Câmara de Sernancelhe (Dr. José Mário Cardoso) e o Dr. Fernando Paulo a tecerem os maiores e merecidos elogios, que foram recebidos com uma humildade magnânime, apenas ao alcance de poucos, com uma vocação de dedicação sublime às causas culturais, onde se incluem o Aquilino Ribeiro, o património histórico, mas também a Castanha e o Espumante Terras do Demo. Mudando a agulha, ao ligar-me à rede, recebi a notícia de que os Biopellets não terão ficado nos três primeiros lugares do pódio. Em nada deslustra o brilhantismo dos alunos durante todo este trajecto. Contudo, o que é fundamental é que tenham retirado os maiores ensinamentos das coisas boas e também das menos boas. Eu quero dizer que da minha parte foi um privilégio poder ter colaborado com esta equipa. Tentei dar o melhor de mim para o projecto sem desvirtuar a criatividade e a originalidade dos alunos. Como já disse e escrevi, devem no âmbito de uma actividade até da Associação de Estudantes da ESAV, fazer uma palestra para relatarem aos colegas todas as vivências do projecto, para que no próximo ano em que a final do Poliempreende será no IPV, a ESAV possa fazer um “brilharete”, corrigindo alguns dos erros cometidos e definindo logo à partida a equipa saber consolidar essa mesma equipa proporcionando mais probabilidades de sucesso. O facto de não terem ganho o prémio não quer dizer que não tenha mérito e agora é que se verá a efectiva vontade que têm seguir por diante, todos em conjunto ou só alguns. Senti que vos faltou na fase final um “click” que vos motivasse de forma a sentirem o vosso projecto, que podia ser a necessidade de procurarem um novo futuro, envolvendo algum risco, é claro. Mas aí não vos posso ajudar, porque essa motivação está ao alcance de pouco e eu também sinto que por vezes me falta esse “click”. Eu sou por acusado por muitos de apenas falar mal e não apresentar soluções. O que não sou é de aparecer na véspera para me fazer às “fotos” e ir “à boleia”. Sou de bastidores, mas não de combinações obscuras e disso não abdico. A partir de hoje daremos lugar a um conjunto de crónicas onde falaremos de projectos de futuro para uma Escola já condenada, se aqui também não haver um “click”. O tema de hoje é a castanha. É outro dos pilares nos quais a ESAV se deve envolver, designadamente com Sernancelhe, Penedono, etc. Sei que a Eng. Paula Correia já o fez através de vários projectos e julgo que até da tese de doutoramento, e por haver esse “embrião” é que se deveria intensificar. No último São Martinho afloramos a ideia, no próximo devia-se consolidar os projectos e as ideias, convidando entidades, confrades e interesses científicos e comerciais. Mas acho que “santos da casa não fazem milagres”.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

...E nós por cá ?


Ontem comemorei (com espumante Terras do Demo, aliás esta semana tem sido quase todos os dias!) a vitória da nova primeira-ministra dinamarquesa Helle Thorning-Schmidt, que se tornou a primeira mulher chefe de Governo no país. Esta tem sido uma tendência, cada vez mais presente, de um "desabrochar" da mulher para o assumir de cargos de maior responsabilidade, num momento difícil para o mundo, e consequentemente para nós, esperando-se que com a sua intuição, sensibilidade, sentido de ponderação  e de missão que as mulheres normalmente apresentam, possam ajudar a ultrapassar os impasses e bloqueios e imporem novas dinâmicas e condutas que conduzam ao sucesso. Em termos de geometria política estou curioso para ver esta viragem à esquerda assumida por uma mulher. Isto porque no lado direito já temos um exemplo, Angela Merkel.  Podemos falar do exemplo da Presidenta, Dilma Rousseff, que ainda não convenceu, mas muito por culpa das escolhas para a equipa, o que denota que as equipas também são importantes e não só as líderes. Da Christine Lagarde, que assumiu o FMI, mas só depois de ele bater no "Fundo", por causa de uns desvarios "StraussKianos". Há outros exemplos menos familiares, como Yingluck Shinawatra, irmã de Thaksin Shinawatra, o ex-primeiro-ministro tailandês no exílio, que foi recentemente eleita primeira-ministra da Tailândia, tornando-se a primeira mulher a ocupar tal cargo no país. Em Portugal, já tivemos um exemplo com a Maria de Lurdes Pintassilgo, que curiosamente nunca mais se repetiu, e que nos leva a pensar, porquê? ...E nós por cá? Vamos continuar a bater com a cabeça no "martelo"? Será que não temos candidatas de élite capazes de lutar por um futuro melhor? Então vou beber mais uma flute do espumante Terras do Demo! à Nossa!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Campanha...de vacinação!



Para concluir uma série de crónicas que versaram temas relacionados com o sector da saúde, actualmente muito em voga, e porque esta não é uma temática da área da especialidade deste fórum, hoje falamos da campanha de vacinação, com o intuito de prevenir males maiores, de modo democrático embora não "catequizador". Na pesquisa que estava a fazer sobre os malefícios, benefícios e os cuidados a ter nas campanhas de vacinação, surgiu-me esta notícia publicada pelo expresso, que me havia passado ao lado, sobre uma falsa campanha de vacinação, organizada pela CIA, realizada na cidade onde o líder da Al-Qaeda vivia, com o intuito de recolher ADN de um dos seus filhos. O plano de vacinação foi concebido após os serviços secretos norte-americanos terem seguido Abu Ahmad al-Kuwaiti, um mensageiro da Al-Qaeda denunciado por vários detidos em Guantánamo, até à residência de Bin Laden. Seguiu-se um período de observações à casa, por satélite e a partir de um posto da CIA em Abbottabad, ao que se segue a ideia da campanha. Para organizá-la, a CIA recrutou o médico paquistanês Shakil Afridi, um funcionário governamental com responsabilidades na área tribal de Khyber, junto à fronteira com o Afeganistão. Afridi deslocou-se a Abbottabad em março, dizendo possuir fundos para o desenvolvimento de uma campanha de vacinação grátis contra a hepatite B. Por toda a cidade, foram afixados cartazes publicitando a iniciativa médica, dando destaque a uma vacina produzida pela farmacêutica Amson, sedeada nos arredores de Islamabade. Funcionários dos serviços de saúde do governo regional foram pagos para participar na campanha, ignorando o seu real objetivo. Para tornar a campanha mais credível, a vacinação foi iniciada numa zona pobre de Abbottabad. Como resultado desta e doutras acções, na qual a CIA tem explorado a confiança das comunidades nos profissionais médicos, as vacinas são desde há algum tempo sabotadas pelos Talibãs com violência e rumores de que a vacinação constitui "uma ferramenta do Oeste" para esterilizar os muçulmanos. Não há dúvida alguma que, a Al-Qaeda precisa de ser manietada, mas os fins podem não justificar os meios, porque a confiança é um sentimento que uma vez perdido não é fácil de recuperar e pode-se ganhar uma batalha com interesses muito pessoais e perderem-se outras guerras.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Uma noite como que encantada...na casa de Aquilino Ribeiro!

Ontem nem eu nem o Exm.º Presidente da Câmara de Moimenta da Beira vimos a vitória do nosso Porto, mas valeu a pena! Aliás, só para ouvir o seu discurso que me fez lembrar outros tempos, de outros autarcas, valeu a pena ter ido à Fundação Aquilino Ribeiro à evoção do nascimento do Mestre Aquilino Ribeiro. Mas, para um leigo em Aquilino como é o meu caso, embora seu admirador confesso, quando tenho a oportunidade de ouvir letrados no Mestre como são o caso dos doutores Alberto Correia e Augusto Frnandes, é sempre uma descoberta. A noite para começar foi de encomenda. No pátio do Aquilino, sob a folhada das suas tilias que as plantou e foi tutelando, a degustar um espumante das Terras do Demo e a ouvir efabulações de Aquilino, para mais a uma temperatura de 20ºC,...não há memória!  Vários amigos quiseram apresentar-me ao Presidente de Moimenta, o que até parece estranho. Devo dizer que me fez lembrar a espaços o Eng. Diogo que nunca mais esquecerei e que é o grande culpado por ontem me ter sentido entre pares, sendo eu "uma carta fora do baralho". Mas o que mais me fascinou foi a prelecção do doutor Augusto Fernandes. Um homem que escuta  Aquilino  e que o percebe como niguém. São dotados como este que entusiasmam os mais novos, mas também os menos, a encetar a leitura de Aquilino e outras. Para mais tem um discursos compassado que nos deixa a pensar nos entretantos e com isso enriquece o todo. Dá espaço ao espectador/leitor, permitindo que faça também a sua interpretação, mas depois remata a sua interpretação "à Hulk" e como que de repente se faz luz. De referir entre comas que vi em directo o golo do Hulk e só isso bastou daquele jogo. Seguramente que não veria nada melhor no jogo e parti para Soutosa. Mas voltando à dita aula da qual nem me atrevo a escrever o título, deslumbrou-me a descrição da rapariga, pastora, que havia acabado de ser desflorada à força  em "Andam faunos pelos bosque", em que a beleza da descrição da rapariga, quase erótica, podia ser usada em parte para efabular o Queijo, o tal Queijo Serra da Estrela do qual muito se tem falado e elogiado, como também as pastoras «...Se bem que trigueirinha de rosto, a carne era branca, com leves tons de rosa nas conjunturas, doirada de velo loiro nas axilas e na região secreta. Estatura sobre o mediano, a sua cinta era tão estreita que cabia quase no acincho de fazer o queijo; tinha o ventre escorrido, seco, e as ancas desciam mais arredondadas e certas que os lados dum cantarinho; logo acima, os seios eram dois cogulos de coalho em que houvessem caído duas pétalas de rosa, e o pescoço, mais alto que de razão, parecia, na parte que se sobrepunha ao chambre, de andar à queima do sol e do vento, cingido duma ampla gargantilha de oiro velho. Todo o corpo, entre fresco e madurinho, tão enfeitado de graças, que se dissera de fidalguinha, de pastora não.» . Aos poucos vou tendo a percepção do que me falta aprender com Aquilino...quase tudo...e o tanto que ele já me deu! Parabéns à renascida Fundação Aquilino Ribeiro e a todos aqueles que a fazem acreditar no futuro.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

À sombra de uma palmeira do IPL

Foi à sombra de uma palmeira do IPL, que começou a jornada poliempreende, não querendo ser o centro das atenções, desta vez e logo a chegada ficamos numa posição encantada….fomos os últimos a chegar, mas conseguimos impor a nossa posição dominante deixando todos os restantes colegas dos outros IP a nossa espera como manda a Lei. Bem esta situação foi apenas foi criada, por uma má marcação no horário de saída, contudo os restantes colegas ainda poderiam esperar mais se não fosse a qualidade do veiculo que nos transportou. Bem, viagem a parte e chegada atribulada, todo se iniciou no CAMPUS do IPL, com todos os alunos e acompanhantes numa mancha de sabedoria e rica de ideias, debaixo de um sol que mesmo escaldante não fazia os destemidos empreendedores arredar pé, para iniciarem as suas jornadas.
Fomos directos para bordo do barco de seu nome OPERA, que nos aguardava na doca de Alcântara, juntamente com o Comendador Rui Nabeiro que se destacou, na minha opinião por mais uma vez demonstrar enorme humildade ao cumprimentar todos os participantes pessoalmente.
Deu-se inicio a bordo do ÓPERA a uma palestra, pela voz do Comendador Rui Nabeiro, o Presidente do IPL, Prof. Dr. Luis Ferreira, intitulado Poliempreende.
Seguiu-se o almoço a bordo da embarcação, com um prato de peixe e a salientar o vinho da Quinta da Bacalhôa, dentro de uma ambiente de convívio e muita confraternização. Foi efectuado o lançamento do livro intitulado,”Empreendedorismo e Motivações Empresariais no Ensino Superior”.
Em direcção ao Seixal, a viagem deu lugar a visita do MADAN PARQUE e a empresa YDreams, como exemplo de inovação empresarial, em diversos sectores de actividade e com marcas reconhecidas no mercado.
Para recarregar parte das baterias, fomos servidos de uma refeição na pousada da Juventude de Almada, onde depois seguimos para a pousada de Lisboa, para um relaxante banho e mais uma oportunidade de conviver com os restantes colegas e conhecer melhor as suas expectativas nesta viagem que também iniciaram como nós.
Para o primeiro dia e críticas a parte, de referir que o objectivo deste tipo de iniciativas é a relação que se pode construir e desenvolver entre estudantes e docentes, dos mesmos IP e com os outros, mas nem tudo o que parece é e nem tudo o que deveria ser acontece…
Chega o momento de descansar e pensar em mais um dia de jornada e de conhecimento, para isso os alunos do IPV, recolheram aos seus aposentos de forma ordeira e respeitosa, como apraze as pessoas da Beira.


BIOPELLETS

Será que padecemos de uma resposta Auto-imune.

osegredodabiovida.blogspot.com


O nosso processo evolutivo, à semelhança de outros, criou-nos um mecanismo de defesa  que é capaz de reconhecer praticamente qualquer tipo de invasão, agressão ou até má gestão. A complexidade do sistema está exatamente em conseguir distinguir entre o que é danoso para um organismo, o que faz parte do organismo como células, tecidos e até órgãos, e o que não é nosso, mas que também não causa danos. Para isso existe algo como uma "biblioteca" de anticorpos no nosso organismo. O corpo doente lembra-se de todos os organismos ou "coisas" estranhas que já entraram em contacto conosco desde o nascimento até se atingir a maturidade. A estes dá-se o nome de antígenos. Durante a nossa formação, o organismo começa a criar um sistema imune. A primeira tarefa é reconhecer tudo o que é próprio, para mais tarde poder reconhecer o que é estranho ou nefasto. Desde que nascemos somos imediatamente expostos a um "mundo hostil" com uma enormidade de antígenos. Desde o nascimento, o corpo começa a reconhecer, catalogar e atacar tudo que não é original. Esse contato com antígenos nos primeiros anos de vida é importante para a formação desta "biblioteca" de anticorpos. O corpo consegue montar uma resposta imune muito mais rápida se já houver dados sobre o agressor. Se o antígeno for completamente novo, é necessário algum tempo até que o organismo descubra quais os anticorpos são mais indicados para combater aquele tipo. A Doença auto-imune ocorre quando o sistema de defesa perde a capacidade de reconhecer o que é "original", ou até quando o original deriva contra uma actuação regular levando a produção de anticorpos contra  órgãos do próprio corpo. Existem inúmeras doenças auto-imunes, mas hoje deixamos aqui uma mensagem de esperança e crença para os doentes de esclerose múltipla, uma doença crónica do sistema nervoso que afecta todos os anos mais de 300 casos todos os anos sendo que já afecta 5000 casos no nosso País.