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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Sozinhos, ...não somos "Nadie"!


ciclofemini.com.br
Assim que acabou "aquilo", ontem, devia ter escrito, mas confesso que estava em descompressão e, precisava de respirar fundo. O que aconteceu, ontem foi algo de muito estranho. Estiveram presentes, Presidentes, Vices, Técnicos muito qualificados de áreas fundamentais para o mundo rural, docentes do IPV, alunos, associações, empresas, e… Não estiveram presentes, alguns poucos, uns justificados, outros por minha falha. Assumo que não estiveram presentes representantes da Câmara de Viseu e de Sernancelhe por minha exclusiva culpa. Serei eu mesmo, a explicar a cada um deles este meu lapso. Ontem, provou-se que sózinhos não somos ninguém! Contei com a colaboração de muita gente, mesmo muita gente e que culminou numa acção que decorreu como tinha sonhado. O IPV, mostrou a “força” da sua máquina, editorial, organizacional, de capacidade técnica e até científica. O meu muito obrigado a todos aqueles que desse lado tornaram possível esta realização da Associação de Estudantes da ESAV, que assumiram a responsabilidade deste repto. Os agradecimentos vão desde o Presidente do IPV, representado na pessoa do seu Vice, Eng. Pedro Rodrigues, até à telefonista da ESAV, a Anabela, que questionava o que é que se passa? porque toda a gente quer falar consigo? Não vou enumerar todos, mas estão seguramente todos incluídos neste role. Não posso deixar de fazer um agradecimento especial ao Dr. Alberto Correia, que "gizou" o ambiente cultural e/ou a cultura ambiental à luz de Aquilino Ribeiro, para justificar aquilo que muito queremos e que nos parece natural e com escala. Ao Nuno, representante dos nossos alunos, pela capacidade e acima de tudo vontade demonstrada, no trabalho sumário apresentado. Sou por vezes acusado, que gosto de assumir protagonismos. Os que dizem isso, não me conhecem, e se calhar nunca me vão conhecer. Por vezes, temos que liderar, eu sei que não podemos agradar a todos, mas pelo menos a uma grande maioria. Eu já não me lembro do que disse ontem, o que sei é que disse com sentimento e com força. O que passou, passou, hoje é um novo dia, temos novas reuniões, se calhar ainda mais ambiciosas, temos aulas para motivar ainda mais os alunos, e temos novos desafios. O nosso próximo é no dia 25 de Janeiro, começamos ontem a trabalhar a fundo. Reunimos o DEAS, com alguns convidados, Eng. Miguel Thiersonnier, Prof. Margarida Morgado, e pensamos em voz alta sobre uma toalha branca de papel, do qual surgiu já um “esquiço”. Hoje, vou falar com a casa da ínsua, para visitarmos o local do jardim, com a APPACDM, para acondicionar as plantas, e com os alunos para treinarmos o nosso desempenho e a nossa estratégia. Vamos estar atentos nos próximos dias porque há muito trabalho para fazer.


Em relação à reunião de ontem, o próximo desafio, será uma reunião no dia 20 de Fevereiro, na Fundação Aquilino Ribeiro (Soutosa), com a presença dos cinco Presidentes de Câmara (Moimenta da Beira, Sátão, Sernancelhe, Vila Nova de Paiva e Viseu) e o nosso impulsionador, o Prof. Doutor António Covas. Até lá vamos trabalhar muito nas questões técnicas do projecto, no que se refere à definição do Território.

A todos o nosso muito obrigado!

domingo, 11 de dezembro de 2011

ESAV...uma Escola com Vocação para o Desenvolvimento Rural


http://sosagriculturasustentavel.wordpress.com/temas/desenvolvimento-rural/
Este poderia ser o desafio para o próximo mandato dos "mandantes" da ESAV, quaisquer que eles sejam, assumindo-se como a agenda politica para o futuro próximo, colocando-nos na linha da frente no periodo pós-crise no dominio do Desenvolvimento Rural. E quem poderiamos "angariar" na ESAV para integrar esta área multidisciplinar? Todos, poderiamos ajudar na concretização deste desafio. Já quem poderia liderar um processo desta natureza, eram muito poucos, quase nenhuns. Passaria por contactos com Instituições várias, para "cimentar-se" um ganho de confiança mútuo, para além de se conhecer na primeira pessoa, as expectativas, as limitações e as perspectivas dos vários responsáveis e das várias regiões. Esta é uma área liderada por vocação por economistas, geógrafos e empreendedores, mas tem que integrar obrigatoriamente, pssoas das ciências naturais e sociais e jovens criativos. Temos que procurar exemplos, no pais no estrangeiro, que possam servir de mote, a ideias ou projectos a implementar e concretizar, por exemplo, nas Terras do Demo, que é o mesmo que dizer nas Terras do "Povo", como raiz de um sistema democrático.  Já nomei o "patrono" desta agenda, Aquilino Ribeiro, e a primeira reunião simbolicamente deveria ser realizada na sua fundação. Sózinhos não conseguimos "levar a água ao moinho", temos que estabelecer redes de informação e congregar esforços para a prossecução de dinâmicas. Esta é uma agenda que pretendo lançar a curto prazo. Mas depois temos a "politica" dos politicos. E aqui começam as entropias e os "ses". Não sou "apolitico", tão pouco independente, defendo de forma vincada os meus propósitos, que não me inibem de estabelecer contactos e  dinâmicas com os mais variados quadrantes. Se conseguir por em prática a minha agenda, antes do final do ano darei novidades.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Uma noite como que encantada...na casa de Aquilino Ribeiro!

Ontem nem eu nem o Exm.º Presidente da Câmara de Moimenta da Beira vimos a vitória do nosso Porto, mas valeu a pena! Aliás, só para ouvir o seu discurso que me fez lembrar outros tempos, de outros autarcas, valeu a pena ter ido à Fundação Aquilino Ribeiro à evoção do nascimento do Mestre Aquilino Ribeiro. Mas, para um leigo em Aquilino como é o meu caso, embora seu admirador confesso, quando tenho a oportunidade de ouvir letrados no Mestre como são o caso dos doutores Alberto Correia e Augusto Frnandes, é sempre uma descoberta. A noite para começar foi de encomenda. No pátio do Aquilino, sob a folhada das suas tilias que as plantou e foi tutelando, a degustar um espumante das Terras do Demo e a ouvir efabulações de Aquilino, para mais a uma temperatura de 20ºC,...não há memória!  Vários amigos quiseram apresentar-me ao Presidente de Moimenta, o que até parece estranho. Devo dizer que me fez lembrar a espaços o Eng. Diogo que nunca mais esquecerei e que é o grande culpado por ontem me ter sentido entre pares, sendo eu "uma carta fora do baralho". Mas o que mais me fascinou foi a prelecção do doutor Augusto Fernandes. Um homem que escuta  Aquilino  e que o percebe como niguém. São dotados como este que entusiasmam os mais novos, mas também os menos, a encetar a leitura de Aquilino e outras. Para mais tem um discursos compassado que nos deixa a pensar nos entretantos e com isso enriquece o todo. Dá espaço ao espectador/leitor, permitindo que faça também a sua interpretação, mas depois remata a sua interpretação "à Hulk" e como que de repente se faz luz. De referir entre comas que vi em directo o golo do Hulk e só isso bastou daquele jogo. Seguramente que não veria nada melhor no jogo e parti para Soutosa. Mas voltando à dita aula da qual nem me atrevo a escrever o título, deslumbrou-me a descrição da rapariga, pastora, que havia acabado de ser desflorada à força  em "Andam faunos pelos bosque", em que a beleza da descrição da rapariga, quase erótica, podia ser usada em parte para efabular o Queijo, o tal Queijo Serra da Estrela do qual muito se tem falado e elogiado, como também as pastoras «...Se bem que trigueirinha de rosto, a carne era branca, com leves tons de rosa nas conjunturas, doirada de velo loiro nas axilas e na região secreta. Estatura sobre o mediano, a sua cinta era tão estreita que cabia quase no acincho de fazer o queijo; tinha o ventre escorrido, seco, e as ancas desciam mais arredondadas e certas que os lados dum cantarinho; logo acima, os seios eram dois cogulos de coalho em que houvessem caído duas pétalas de rosa, e o pescoço, mais alto que de razão, parecia, na parte que se sobrepunha ao chambre, de andar à queima do sol e do vento, cingido duma ampla gargantilha de oiro velho. Todo o corpo, entre fresco e madurinho, tão enfeitado de graças, que se dissera de fidalguinha, de pastora não.» . Aos poucos vou tendo a percepção do que me falta aprender com Aquilino...quase tudo...e o tanto que ele já me deu! Parabéns à renascida Fundação Aquilino Ribeiro e a todos aqueles que a fazem acreditar no futuro.