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quinta-feira, 10 de maio de 2018

Moimenta da Beira aproveitou e bem a oportunidade da Astronomia...e por isso está de parabéns!

já Vila Nova de Paiva e nós deixamos a desejar! Não sabemos escolher os parceiros nem as oportunidades....quando elas nos caem do céu!

Concentração de Telescópios divulgada num dos sites de astronomia mais respeitados do mundo

A maior Concentração de Telescópios de Portugal, que se realiza este fim-de-semana (12 e 13 de maio) em Moimenta da Beira, está a ser divulgada na página on-line da International Astronomical Union (IAU), uma das sociedades científicas de Astronomia mais respeitadas do mundo, reconhecida internacionalmente para atribuições de nomes a corpos celestes e a quaisquer características da superfície deles e que integra o Conselho Internacional de Ciência.

A divulgação proporciona um prestígio enormíssimo ao evento de Moimenta da Beira que nesta 6ª edição pulveriza todos os recordes: 110 telescópios pré-inscritos e 286 participantes, números que podem ainda subir.

Os locais de realização da Concentração de Telescópios serão o Auditório Municipal Padre Bento da Guia e o recinto do Santuário de São Torcato, em Cabaços, onde será realizada uma Observação Noturna do Céu, aberta a toda a comunidade.

Na edição deste ano, o programa vai contemplar ainda a realização de um Passeio científico-cultural pelo concelho de Moimenta da Beira, durante a manhã e tarde de domingo, que incluirá uma visita ao Sistema Solar à escala do concelho e à Fundação Aquilino Ribeiro.

Rui Bondoso
(Gabinete de Comunicação)


https://sites.google.com/site/clubedascienciasmb/

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Como uma "Jóia" das Terras do Demo....


Já por várias vezes elogiei aqui neste espaço a Cooperativa de Moimenta da Beira, o seu espumante, o seu Presidente e os seus vitivinicultores. Há alguns anos liguei ao Prof. João Silva, a dizer que num hipermercado que eu havia acabado de visitar, os lacres, que são uma das imagens de marca da estética e do marketing deste ícone, estavam estalados e partidos. E que haveria que sensibilizar quem manuseasse estas garrafas e as colocava nas prateleiras para terem o máximo cuidado para evitar "ferir" a imagem antes que ela chegasse ao consumidor. Não seguramente como resposta, mas porque foi muito bem identificada esta questão, a Cooperativa Agrícola do Távora lançou uma "Jóia"... . Os meus mais sinceros parabéns a todo uma estrutura que bem o merece e que não se deita à sombra do sucesso. Aproveito também para dar os parabéns pelo novo espumante da casta "Verdelho" e desejar um ano de 2017 pleno de sucesso e êxito para toda a estrutura desde o presidente aos vitivinicultores e à autarquia de Moimenta que tem sido um exemplo no apoio tem dado para que este seja um case study no Mundo. Não me posso esquecer que os vitivinicultores não são apenas de Moimenta, mas também dos diversos concelhos vizinhos o que engrandece ainda mais o papel deste sucesso.

domingo, 22 de setembro de 2013

Expodemo... By night



As Marias Malucas, o Chef Luis e ...a minha sogra (Vó Dina)...

 
Ontem passamos um bom bocado a assistir à Expodemo, em Moimenta da Beira, que já não me surpreende em termos de capacidade, mobilização e criatividade. Na demonstração do chef Luis Machado, as Romeiras de Portugal "Marias Malucas" conseguiram tornar um momento de aprendizagem e "Elan" também num momento de comédia ao qual a Vó Dina também interveio conseguindo provocar as Maria Malucas que por sua vez estavam a provocar o Chef Luis. Imaginem a "vergonha" por qual eu passei. Eu que estava disfarçado de elemento da ASAE, segundo as Marias Malucas.
 
 
 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O DEMO está a construir uma Imagem!


Na próxima segunda-feira vamos começar a trabalhar o território das Terras do Demo. Vamos começar por cima, ou seja, por Moimenta da Beira. Vamos ouvir os anseios, os receios, as potencialidades, as estratégias, primeiro de cada um per si, para depois criarmos as estratégias conjuntas em sintonia e sinergia entre e com municípios. Haveria muito por dizer em relação a este projecto e a esta fase. Vão ocorrer muitos ecos, nos tempos mais próximos, em função daquilo que temos vindo a fazer. Compreendo o desalento de alunos e docentes face ao plano que tinhamos traçado. Mas entendam que, não perdemos nada, nem o tempo da nossas reuniões. Aprendemos, conversamos, discutimos e vamos por tudo aquilo em prática. Quiçá, mais à frente, no espaço que idealizamos ou noutro. O que falamos com os docentes, vamos fazer, aqui nos nossos laboratórios e nas nossas aulas e provavelmente iremos 1 ou 2 dias ao Arbutus do Demo na segunda semana, mas passear e idealizar como é que aplicaríamos aquilo que vamos trabalhar na ESAV. No entretanto, vamos começar a trabalhar no novo processo. Os 20 alunos nas 20 empresas e esta não depende dos políticos, acredito que seja mais fácil e possível. Quero uma lista dos alunos e das áreas em que gostariam de estar no futuro. Eventualmente com o nome da empresa. "Um dia como CEO" para levar a cabo em Abril e Maio.  Para o projecto último, já estamos a construir uma imagem. Quem criou? O mesmo de sempre! "um artista de plástico" e borracha pela versatilidade by PM.  

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Foi uma pena!...Perdeu-se uma pequena oportunidade!

Hoje, houve mais uma reunião no âmbito do projeto “Querença”. Avançamos algo? Sim e muito…em esperança e em dúvidas! Umas são pertinentes, as outras não. Temos que definir bem o território. Mas isso terá que ser feito em consonância com os autarcas, as populações, as empresas os investigadores do IPV em função do potencial presente e futuro de uma região ou de um território. Mas terá que ser definido no curto prazo. A nível nacional temos exemplos desde uma freguesia, como é o caso de Querença, até 3 concelhos. No nosso caso seriam 4 concelhos,… um mundo! Por questão estratégica, de unificação de um território, as Terras do Demo, por repartição de custos pelas várias autarquias e de complementaridade de recursos. Eu acredito neste projeto, o Presidente de Moimenta da Beira, também, os outros julgo que se nos empenharmos também perceberão. Qual foi a oportunidade que se perdeu? Vila Nova de Paiva, tinha um “trunfo na manga”, e não o jogou. Possibilitar que os docentes da ESAV e os seus alunos fossem durante 15 dias para o Parque Arbutus do Demo, desde 27 de Fevereiro até 10 de Março, desenvolver um conjunto de projetos que possibilitariam tornar as coisas mais claras, como todos pedem. Assim teremos que escrever mais uma dúzia de páginas de “filosofia” para os convencermos e assim teríamos 15 dias de trabalho intensíssimo e depois se poderia dizer. Não foram capazes, ou... até acredito neles! A conversa ficou adiada para depois do entrudo e eu sinceramente deixei o meu disfarce de carnaval em Ourense. Não contem comigo para “palhaçadas”. “Después del Entroido será demasiado tarde…”

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Sozinhos, ...não somos "Nadie"!


ciclofemini.com.br
Assim que acabou "aquilo", ontem, devia ter escrito, mas confesso que estava em descompressão e, precisava de respirar fundo. O que aconteceu, ontem foi algo de muito estranho. Estiveram presentes, Presidentes, Vices, Técnicos muito qualificados de áreas fundamentais para o mundo rural, docentes do IPV, alunos, associações, empresas, e… Não estiveram presentes, alguns poucos, uns justificados, outros por minha falha. Assumo que não estiveram presentes representantes da Câmara de Viseu e de Sernancelhe por minha exclusiva culpa. Serei eu mesmo, a explicar a cada um deles este meu lapso. Ontem, provou-se que sózinhos não somos ninguém! Contei com a colaboração de muita gente, mesmo muita gente e que culminou numa acção que decorreu como tinha sonhado. O IPV, mostrou a “força” da sua máquina, editorial, organizacional, de capacidade técnica e até científica. O meu muito obrigado a todos aqueles que desse lado tornaram possível esta realização da Associação de Estudantes da ESAV, que assumiram a responsabilidade deste repto. Os agradecimentos vão desde o Presidente do IPV, representado na pessoa do seu Vice, Eng. Pedro Rodrigues, até à telefonista da ESAV, a Anabela, que questionava o que é que se passa? porque toda a gente quer falar consigo? Não vou enumerar todos, mas estão seguramente todos incluídos neste role. Não posso deixar de fazer um agradecimento especial ao Dr. Alberto Correia, que "gizou" o ambiente cultural e/ou a cultura ambiental à luz de Aquilino Ribeiro, para justificar aquilo que muito queremos e que nos parece natural e com escala. Ao Nuno, representante dos nossos alunos, pela capacidade e acima de tudo vontade demonstrada, no trabalho sumário apresentado. Sou por vezes acusado, que gosto de assumir protagonismos. Os que dizem isso, não me conhecem, e se calhar nunca me vão conhecer. Por vezes, temos que liderar, eu sei que não podemos agradar a todos, mas pelo menos a uma grande maioria. Eu já não me lembro do que disse ontem, o que sei é que disse com sentimento e com força. O que passou, passou, hoje é um novo dia, temos novas reuniões, se calhar ainda mais ambiciosas, temos aulas para motivar ainda mais os alunos, e temos novos desafios. O nosso próximo é no dia 25 de Janeiro, começamos ontem a trabalhar a fundo. Reunimos o DEAS, com alguns convidados, Eng. Miguel Thiersonnier, Prof. Margarida Morgado, e pensamos em voz alta sobre uma toalha branca de papel, do qual surgiu já um “esquiço”. Hoje, vou falar com a casa da ínsua, para visitarmos o local do jardim, com a APPACDM, para acondicionar as plantas, e com os alunos para treinarmos o nosso desempenho e a nossa estratégia. Vamos estar atentos nos próximos dias porque há muito trabalho para fazer.


Em relação à reunião de ontem, o próximo desafio, será uma reunião no dia 20 de Fevereiro, na Fundação Aquilino Ribeiro (Soutosa), com a presença dos cinco Presidentes de Câmara (Moimenta da Beira, Sátão, Sernancelhe, Vila Nova de Paiva e Viseu) e o nosso impulsionador, o Prof. Doutor António Covas. Até lá vamos trabalhar muito nas questões técnicas do projecto, no que se refere à definição do Território.

A todos o nosso muito obrigado!

domingo, 8 de janeiro de 2012

Moimenta...à Beira de Movimentar Vontades


sitiodolivro.pt
Hoje, percebi porque é que Moimenta... Movimenta. Finalmente, falei com o Presidente José Eduardo. Nem tinha que ser antes, porque se o tivesse sido não lhe levava nada de novo. Foi hoje, num domingo, num hotel sobre o Douro, sob um cenário idílico. E com quem mais? Com o assessor de comunicação, o Presidente da Cooperativa do Távora - Varosa e o nosso mentor, hoje, Prof António Covas e a Prof. Mercês Covas. Hoje, começamos a desenhar o território a traço grosso. O Prof. Covas mobilizou-nos, agora vai ter que nos aturar, a mim, ao Presidente de Moimenta, ao Presidente da Cooperativa do Távora, e a muitos outros, uns Presidentes outros não, docentes, alunos, agricultores, todos obrigatoriamente ligados à terra. A expressão "ligar à terra" significa "ter os pés no chão".  Vamos privilegiar a nobreza do termo "Terra" e o seu apelo, sem obrigar ninguém, porque muitas vezes esse apelo apenas aparece mais tarde. Procuraremos buscar a sustentabilidade na gestão dos desiquilibrios que existem nos nossos territórios e nas nossas estruturas e organizações, e até nas nossas gentes. O Presidente João, hoje carinhosamente apelidado o sr. Dr. Eng. foi paraquedista, eu logo vi que aquela força não era natural, foi desenvolvida e educada. É um homem de altos vôos que ajuda a corrigir rotas e pode ser fundamental na aterragem, quando pusermos os "pés no chão". Vamos começar um projecto de DEMOnstração de Querença e vontade. Será um processo "aberto", aliás como a palavra sugere, DEMO, de democrático, numa zona que todos dizem serem as Terras do DEMO, e que iremos provar, que não deriva de "Demónio" mas de Esperança e MODE. A partir de agora somos todos precisos. Não vou "comprar nenhuma guerra", não obrigamos ninguém e  quem quiser pode seguir esta "transumância". Aliás, a ESAV, tem o capital de ter organizado a última rota da transumância na região, numa época e provavelmente, agora a primeira nesta nova etapa. Começou esta "Batalha sem Fim" de criarmos valor com o território, investindo nas pessoas, desde os simples mas qualificados produtores até áqueles que como nós temos obrigações de dever profissional e moral de ajudar estas "vontades".

sábado, 7 de janeiro de 2012

Fazer a acta da reunião ou...liderar um processo? Ou ainda melhor... não atar nem desatar!


marcelamattar.wordpress.com
Poderia dar vários titulos a esta crónica e a esta imagem. "Nó cego ou Elemento em Rede". O IPV e a região deu um sinal claro ao mentor (Prof. Covas) de um projecto inovador, desafiante, criativo, mas... não impossivel. Ficaram claras algumas ideias, algumas debilidades e algumas potencialidades do projecto e da nossa realidade para um projecto desta natureza. Se não houver vontade e determinação, não vale a pena começarmos, seria mais uma desilusão. Eu vou investir neste projecto, em articulação com o que tenho que fazer em prol de uma região e de um produto, o Queijo Serra da Estrela. Constatámos  que estamos todos demasiado fechados, estanques e quiçá por vezes "anquilozados". Mas não temos casos de sucesso? Felizmente não nos faltam e estiveram hoje na sala mais digna do IPV, muitos deles. Era uma reunião secreta? Não! todos saberão o que se discutiu e o que daqui sairá. Temos que fazer um layout do projecto que pretendemos implementar, indicando o território alvo, os parceiros vértices, e divulgar e difundir para angariarmos patrocinadores. E quando é para começar? agora! Eu vou dar a minha ideia que poderá e deverá ser discutida, sistematizada e melhorada. Começar por pólos que estão semeados, mas que não germinaram, como foi dito. (Em aparte eu sei o que cada um disse, mas por direito de reserva dos próprios, não vou agora referi-los). Seleccionar os territórios de uma forma substantiva, com várias layers de informação, como que pareça natural e intuitivo. Definir com base nas referências adiministrativas, na geografia, a física e a sentimental, na paisagem, na cultura e história, nas dinâmicas  e nos tais pólos instalados que ainda não germinaram. Escolher num território dífícil que é este nosso, mas não impossível. Eu vou escolher não por questões sentimentais, de coração, mas de razão. Na minha opinião poderão ser as Câmaras de Moimenta da Beira, Sernancelhe, Vila Nova de Paiva e Viseu. Como? à luz de Aquilino Ribeiro. O pólo pode ser o Arbutus do Demo, e simultaneamente a marca, o local de estadia e estágio, mas voltado para fora para toda a região do DEMO, não de demónio mas de DEMOnstração. A Fundação Aquilino Ribeiro, a Cooperativa Agrícola do Távora, Ancose e a ADDLAP, teriam um papel fundamental no segundo vértice. Mas eu queria um hexágono, em que o IEFP, a CCDRC, e as Empresas lá estivessem. O Vasco Pinto, a Ervital, se ainda for possivel o Moinho da Carvalha Gorda, a Frutisilves, a Casa da Ínsua,... Mas eu já ouvi esse projecto. Sim, em 2002. Perdeu-se? não, está em estado de dormência, à semelhança das sementes que semeamos e que não vingam no imediato. Algumas só germinam após o fogo e a desgraça. É um ritual de sobrevivência. É nesta fase que estamos. Agora poderá vingar, porque as condições são dificeis, muito dificeis, não há verbas e temos que ser mais exigentes. Vamos apelar à Culinária e Gastronomia; Paisagem, Terras e Gentes; Tecnologias Agrícolas Tradicionais mas Inovadoras; Lazer, Recreio e Turismo; Artes e Tecnologia do Artesanato; Artes Multimédias e Aplicações, mas adaptados à nossa realidade. Criar um projecto que nos orgulhe, respeitando as tradições, mas com um toque tecnológico, inovador, criativo, cultural e com "coração". E o investimento? É nas pessoas e não nas infra-estruturas, porque estas já existem. Uma casa dos cantoneiros para 8-9 pessoas, casas florestais, o viveiro de vale cavalos,  laboratório, casa das artes, terrenos, animais,... Criarem uma empresa para receberem as pessoas e mostrarem o território, preparação dos locais para hospedar turistas, amigos do projecto, fazer o melhor queijo de cabra que pudermos, com  apoio da Ancose e do IPV,  produzir as melhores hortofrutícolas com o Vasco Pinto, as melhores infusões com a Ervital, os melhores cogumelos com a Frutisilves, as melhores embalagens com o Moinho. Não vamos onerar mais as autarquias, vamos dar-lhes perspectivas de futuro, tal como aos nossos jovens e motivarmo-nos com tudo isto para ver se desta vez é possível. Não será a última oportunidade, mas é esta e se não a agarramos, perdemos. Eu não admito perder esta oportunidade por falta de motivação e capacidade. Eu conto com todos, percebo os sinais, vou ser extraordinariamente exigente comigo e com aqueles que quiserem alinhar, colegas, alunos, autarquias, empresas, associações, ... Contem comigo até ao limite das minhas forças e das minhas capacidades! Vou começar a preparar o layout do projecto!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Uma antevisão, mas… não uma premonição


Sem querer fazer paralelismos ou “querenças”, acredito piamente nos nossos territórios e acima de tudo nas nossas gentes, para levar a cabo um projecto desta natureza. Temos territórios com potencial e lugares com sentimento (loci) que apelam à saudade dos nossos “avós”. Estes loci, tal como na genética, encerram a génese histórica, as características exclusivas e as capacidades, motivações e o potencial de futuro de todo um corpo. Já estão caracterizados, sob ponto de vista paisagístico, natural, antropológico, económico, social, enfim de todas as formas, quadrantes e perspectivas. Não são precisos mais estudos. Então o que falta? Implementar a inovação e a criatividade dos jovens e a experiência dos nossos “mayores”, que possam incutir o empreendedorismo “inato” destes jovens e ainda mais competência “nata”. A sinergia surge da interacção entre instituições de ensino superior, autarquias e fundações, associações, cooperativas e empresas. Querença, não surgiu por acaso. Aliás, o nome revela muito do que se quer com esse projecto. Loulé, é o reflexo de um Portugal que tem de mudar, quer queiramos quer não. Reparem neste paradigma. Os mais idosos dos “territórios desérticos” das “Terras do Demo”, deixavam os melhores terrenos, os mais produtivos, junto ás povoações, para aqueles filhos mais queridos, que os tratavam até às últimas e os das pedras, para os menos queridos, muitas vezes até de uma forma injusta, mas natural. Hoje, esses das pedras alugaram às eólicas e tiram num ano dividendos que os outros não tiram numa vida. Esta é uma história real. Este é sempre o resultado das inovações que se fazem no nosso País. Perdemos quase todos e ganha uma meia dúzia. Lá vêm as assimetrias do litoral, das fortunas e das mentalidades, que até Loulé será fértil. Mas lá, está-se a tentar inverter uma tendência, como que por osmose inversa. Por cá, temos que tentar fazer o mesmo adaptando à nossa realidade. E qual é? Querença, tem muita água, nós também. Têm orquídeas selvagens, nós também. Têm paisagem e agricultura, nós também. E mais? Temos rios, produtos de denominação de origem, queijo Serra da estrela, cabrito da gralheira, borrego, vitela de Lafões, maçã bravo de esmolfe, maçã da Beira Alta, castanha de Sernacelhe, vinha, vinho do Dão, floresta, cogumelos silvestres, mirtilos, framboesa, empresas empreendedoras, (Vasco da Rocha Pinto, Ervital, Frutisilves, Moinho da Carvalha Gorda, Cooperativa Agrícola do Távora,...), associações fantásticas com dinâmica que ajudam agricultores, produtores e outros actores a sobreviverem, e ainda cultura, história, museologia, arquitectura... Eu, estando cá há mais de uma década, "envergonho-me" de não ter conseguido ajudar ainda esta gente, que tem lutado todos os dias para sobreviver, com capacidade, inovação e esforço, como alguns daqueles que estarão cá amanhã. Não há últimas oportunidades, mas amanhã, estaremos muitos daqueles em que acredito, e para mim esta será a próxima oportunidade e tudo farei para que a possamos agarrar. Amanhã, vamos todos crescer e se isso não acontecer, pode ser que a culpa seja nossa. A batalha ainda nem começou e temos todos que estar preparados porque será, como diria Aquilino, uma Batalha sem fim.

sábado, 1 de outubro de 2011

Aquilino… uma visão de futuro…que radica na história!

http://www.jornaldocentro.pt/
Sobre a o programa “Terra-a-Terra” da TSF, que passou no passado sábado sobre Moimenta da Beira, registo do pouco que ainda lhe conheço, que este Presidente, José Eduardo Ferreira, não é só o que fala, é também a forma e a convicção como fala. Sobre Aquilino disse que, faz parte da identidade das terras do Demo, descreveu as paisagens, os costumes, as gentes com a sua personalidade forte e que olhou para longe, e mais do que retratar o nosso passado aponta o futuro das nossas terras e das nossas gentes. Por outro lado, o presidente da Cooperativa Agrícola do Távora de forma humilde, falou do sucesso na estratégia desenvolvida, incluindo todos, desde direcção, técnicos, funcionários e viticultores que começou com 6000 garrafas em 2005 e que pretende atingir as 500 mil garrafas este ano de 2011, fruto da reconversão de 200 ha de vinha e do apoio técnico prestado pelos serviços da cooperativa aos vitivinicultores. Face ao cenário que foi apresentado, o que faltará para guindar este concelho ao sucesso? Em primeiro lugar, tempo e uma monitorização constante das opções que se vão tomando no dia-a-dia, criar inovação assente em conhecimento técnico-científico e aí as instituições de ensino superior também podem ter uma palavra, com os investigadores que possam acrescentar mais valia estratégica. No próprio plano de formação dos agricultores e técnicos, pela amostra das entrevistas, haverá também uma oportunidade de colaboração, sabendo à partida os méritos de cada um que os levaram até à situação actual. Há e haverá sempre aspectos a melhorar, e se querem um conselho, não se distraiam com as “quezílias” sobre as denominações de origem de “esmolfe”, sigam os vossos objectivos com a vossa maior mais valia, que é o volume de produção e se usarem só a designação “bravo” com a denominação de origem “Beira” em nada ficariam a perder. Saibam usar o turismo como veículo para promoção de todas as valias de Moimenta, e não se esqueçam que os melhores centros de interpretação podem ser os restaurantes da região, com os seus produtos endógenos e a arte do bem servir e acolher. Parabéns à TSF e às gentes de Moimenta da Beira.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Terra-a-Terra-nas-Terras-do-Demo-são-Sinais


Sou adepto confesso de programas da TSF, como o Sinais do Fernando Alves, do qual várias vezes vou buscar inspiração para "escrevinhar". Sou hoje também, adepto confesso de Moimenta da Beira, pelo que tenho ouvido da boca do seu Presidente, por ter sido fonte de inspiração de Aquilino e mais não fosse por todo potencial endógeno que demonstram possuir e exponenciar. Ainda não conheço suficientemente, são as suas gentes, mas acredito que sejam elas as obreiras deste querer serem diferentes, num hoje tão amargurado. Veio esta crónica a propósito do próximo programa “Terra-a-Terra” da TSF ser dedicado em exclusivo a Moimenta da Beira de onde será transmitido em directo no sábado, 1 de Outubro, das 9 às 11h. Serão duas horas contínuas de entrevistas e reportagens (o presidente da autarquia, José Eduardo Ferreira, será o entrevistado principal) sobre as potencialidades do município e a excelência dos seus produtos como a maçã, o vinho e o espumante Terras do Demo, a gastronomia, o património e os seus poetas e escritores, com Aquilino à cabeça. Ainda não tive oportunidade de relatar a minha conversa com o Presidente da Cooperativa Agrícola do Távora, no dia de Moimenta da Beira na feira de São Mateus. A transparência e a verdade das suas palavras foi para mim surpreendente, num mercado extremamente competitivo é sinal que não têm medo de mostrar e revelar como se faz, que cuidados se deve ter, e como devem ser dados passos seguros na senda do progresso e do sucesso, sem embarcar em devaneios e promessas vãs. Os negócios são feitos "olhos nos olhos", com base na certeza da qualidade do produto e no valor da palavra. Não se pode defraudar as expectativas. Têm bem noção do que lhes custou chegar até aqui e quanto valem hoje as marcas Terras do Demo e Aquilino Ribeiro. O espírito das terras do demo, é hoje um exemplo de DEMOnstração do querer e do saber fazer. Vou seguir de perto este evoluir, mas candeia que vai à frente...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

É preciso ter ...."Querença"...também nas Terras do Demo!

A Universidade do Algarve lançou um Projecto em Querença, Loulé, “Da Teoria à Acção – Empreender o Mundo Real” com intuito de inventar um novo futuro: esta é a mensagem deixada por este projecto em Querença, que reúne conhecimento, vontade de mudar e acção colectiva. O objectivo consiste em mostrar uma "luz de esperança" para inverter a tendência para o despovoamento do interior do Algarve. Um grupo de nove finalistas universitários seleccionados pela Universidade do Algarve apresentou-se na aldeia de Querença, concelho de Loulé. Aqui vão viver e trabalhar nos próximos nove meses, cada um com a sua missão. O objectivo global é dar nova vida a uma terra que está a definhar. À chegada a Querença, Marlene, uma das eleitas deparou-se com "um lugar tranquilo", que puxou pelas memórias de infância. O sino da igreja anuncia as 13h, quebra o silêncio e abafa o canto da cigarra. O calor aperta, os aldeões juntam-se no café da D. Rosa, a olhar os forasteiros. Chega uma equipa de reportagem da SIC para um "directo", as atenções, por momentos, viram-se para o carro de exteriores da televisão. "O facto de estarmos num sítio isolado não nos limita, dá-nos mais responsabilidade", diz o vice-reitor da Universidade do Algarve, Sérgio Jesus, no discurso de apresentação do projecto. É a primeira vez que esta instituição universitário põe "à prova" os conhecimentos dos alunos, num projecto que pretende contrariar a tendência para o despovoamento no interior. "Os desafios são grandes", reconhece António Covas, coordenador científico do projecto. Francisco Ferro, 27 anos, licenciou-se em Filosofia e em Engenharia Agronómica. Vem de Évora, prepara-se para recuperar hortas dos vales verdes da fonte da Benémola. "É preciso é ter abertura de espírito para ir de encontra às novas realidades", diz, destacando a singularidade deste território rural, encaixado entre o barrocal e a serra do Caldeirão. "Vamos trabalhar em equipa". Anseia-se pelo surgimento de iniciativas que levem alguns destes estudantes a desenvolverem a sua própria empresa na aldeia. É essa, também, a expectativa da Câmara de Loulé e da Fundação Manuel Viegas Guerreiro que, em conjunto com a Universidade do Algarve, apresentaram uma candidatura ao Instituto de Emprego e Formação Profissional, para dar corpo a esta ideia, que envolve diferentes áreas científicas. Luís Caracinha, 22 anos, licenciado em Design e Comunicação, acha que pode "ajudar a dar a volta" à forma como esta aldeia perto da serra se poderá ligar à "aldeia global" e aos milhares de consumidores que procuram produtos ecológicos. A colega, Sara Fernandes, que se licenciou em Restauração e Catering e está a fazer um mestrado em Marketing, já pensa em comercializar "tartes de frutos silvestres" e valorizar o património gastronómico. O padre Carlos Matos juntou-se aos jovens à hora do almoço e deixou uma sugestão: "Não se esqueçam dos pratos típicos". Um dos mais conhecidos é o guisado de galo velho. A visita à igreja ficou agendada para uma próxima oportunidade. Luís Caracinha, de Cuba, é membro de um conjunto de música erudita, Esfinge. Por isso, virou o ouvido quando o pároco disse que existe um coro da igreja e que no final dos ensaios "come-se uns bolinhos e bebe-se um licor", sugerindo que o licor, às vezes, pode ser trocado por medronho. Isto é do domínio “público” e foi publicado no público. Eu não sei o que está por detrás desta ideia “carnuda e sumarenta” como a baga do medronho. O que sei é que conheço Querença, o tal guisado de Galo velho, comido no centro da vila, o licor de farrobinha, bebido ao lado num ambiente requalificado sob ponto de vista arquitectónico, enquanto vagueava na busca da biodiversidade da alfarroba por aquelas bandas. Devo-o ao Eng. José Graça, um amigo, colega na Universidade do Algarve, na AIDA, actual vice-presidente da Câmara Municipal de Loulé, e ou muito me engano ou por detrás esta ideia está o seu pensamento, assertivo e pragmático que não embarca em lirismos. Este é um projecto para acompanhar com atenção e esperar que consiga almejar o sucesso. E quanto a nós?…não precisamos de reinventar a roda mas sabermos adaptarmos os projectos Premium às nossas realidades Beirãs, que não parecendo, têm muito em comum com o barrocal Algarvio. Afinal o nosso umbigo não é o centro do mundo!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Uma noite como que encantada...na casa de Aquilino Ribeiro!

Ontem nem eu nem o Exm.º Presidente da Câmara de Moimenta da Beira vimos a vitória do nosso Porto, mas valeu a pena! Aliás, só para ouvir o seu discurso que me fez lembrar outros tempos, de outros autarcas, valeu a pena ter ido à Fundação Aquilino Ribeiro à evoção do nascimento do Mestre Aquilino Ribeiro. Mas, para um leigo em Aquilino como é o meu caso, embora seu admirador confesso, quando tenho a oportunidade de ouvir letrados no Mestre como são o caso dos doutores Alberto Correia e Augusto Frnandes, é sempre uma descoberta. A noite para começar foi de encomenda. No pátio do Aquilino, sob a folhada das suas tilias que as plantou e foi tutelando, a degustar um espumante das Terras do Demo e a ouvir efabulações de Aquilino, para mais a uma temperatura de 20ºC,...não há memória!  Vários amigos quiseram apresentar-me ao Presidente de Moimenta, o que até parece estranho. Devo dizer que me fez lembrar a espaços o Eng. Diogo que nunca mais esquecerei e que é o grande culpado por ontem me ter sentido entre pares, sendo eu "uma carta fora do baralho". Mas o que mais me fascinou foi a prelecção do doutor Augusto Fernandes. Um homem que escuta  Aquilino  e que o percebe como niguém. São dotados como este que entusiasmam os mais novos, mas também os menos, a encetar a leitura de Aquilino e outras. Para mais tem um discursos compassado que nos deixa a pensar nos entretantos e com isso enriquece o todo. Dá espaço ao espectador/leitor, permitindo que faça também a sua interpretação, mas depois remata a sua interpretação "à Hulk" e como que de repente se faz luz. De referir entre comas que vi em directo o golo do Hulk e só isso bastou daquele jogo. Seguramente que não veria nada melhor no jogo e parti para Soutosa. Mas voltando à dita aula da qual nem me atrevo a escrever o título, deslumbrou-me a descrição da rapariga, pastora, que havia acabado de ser desflorada à força  em "Andam faunos pelos bosque", em que a beleza da descrição da rapariga, quase erótica, podia ser usada em parte para efabular o Queijo, o tal Queijo Serra da Estrela do qual muito se tem falado e elogiado, como também as pastoras «...Se bem que trigueirinha de rosto, a carne era branca, com leves tons de rosa nas conjunturas, doirada de velo loiro nas axilas e na região secreta. Estatura sobre o mediano, a sua cinta era tão estreita que cabia quase no acincho de fazer o queijo; tinha o ventre escorrido, seco, e as ancas desciam mais arredondadas e certas que os lados dum cantarinho; logo acima, os seios eram dois cogulos de coalho em que houvessem caído duas pétalas de rosa, e o pescoço, mais alto que de razão, parecia, na parte que se sobrepunha ao chambre, de andar à queima do sol e do vento, cingido duma ampla gargantilha de oiro velho. Todo o corpo, entre fresco e madurinho, tão enfeitado de graças, que se dissera de fidalguinha, de pastora não.» . Aos poucos vou tendo a percepção do que me falta aprender com Aquilino...quase tudo...e o tanto que ele já me deu! Parabéns à renascida Fundação Aquilino Ribeiro e a todos aqueles que a fazem acreditar no futuro.