Deu-se hoje início a um ciclo de conferências, não para nos entretermos mas para pensarmos em conjunto sobre as perspetivas futuras pós COVID. Eu bem sei que alguns dos meus Amigos estão a tentar "salvar a pele" dos seus colaboradores e por isso não têm que pedir desculpa por não poderem ter participado. Nós só temos a agradecer por eles continuarem a lutar pelo futuro das suas empresas, e essa é a melhor resposta que me poderiam dar. Também é certo que os que compareceram não foi porque tivessem o tempo todo do mundo mas sim porque queríam dar um sinal. O sinal está dado e quem mais "bebeu" foram os meus alunos que aproveitaram para crescerem e olharem o futuro com esperança em busca das oportunidades que irão surgir. Falamos de muita coisa, lançamos desafios, entre muitos fica o realce de que o Paraíso tem "Tomates", dsignadamente 60 variedades em cultivo que estão no link (http://biogere-esav.blogspot.com/2018/10/quando-disse-ao-paraiso-queele-nao.html) e que quando houver oportunidade fomos convidados a Visitar a Vista Alegre e não fazendo concorrência ao Lacroix podermos construir uma ideia de design de futuro...com base nos nossos recursos endógenos e respeitando na íntegra a taxonomia e a verdade das coisas, muito por força da simplicidade mas acima de tudo da singularidade...Um enorme Bem-haja a todos
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terça-feira, 31 de março de 2020
domingo, 22 de março de 2020
Uma Verdadeira Equipa com Treinador e Tudo...Jogamos em 4X4X2
Estimados Amigos e Alunos,
Esta foi a equipa que arranjei assim de repente para fazermos face ao COVID-19 e COnViDá-los a não ficarmos tolhidos a disseminar "gotículas" e aquelas postagens que podem não ser o mais interessante por agora. É certo que precisamos rir um pouco disto tudo para aliviar a pressão e acreditarmos que tudo isto ainda é um sonho. Mas, usemos a vocação do Vírus para propagarmos e discutirmos boas ideias e conceitos de futuro que bem precisamos e que estejamos todos atentos às novas oportunidades e ao futuro que é já amanhã.
Não convidei ninguém nem recusei ninguém para esta "Quarentena". A dinâmica desta plataforma irá depender de muita coisa, mas eu pelo meu lado terei o papel de dinamizar e lançar a discussão depois temos gente muito habilitada e credenciada para propalar a boa nova.
Temos um treinador e até ao momento ainda ninguém quis ir à baliza para levar com as bolas...dos outros, por isso somos 10 e todos camisa 10. Dez a puxarem para o mesmo lado mas todos diferentes. Vou dando as primeiras instruções sobre qual a melhor plataforma para o fazermos e o melhor horário, sendo que os temas podem ficar em cima da mesa para que depois cada um possa participar.
Isto não é para passar o tempo, era uma iniciativa que há muito gostaria de implementar e quiçá agora terá chegado o momento. Parece uma equipa de "machos", mas acreditem que têm muita sensibilidade e não fazemos apanágio do lema da Mónica e do Cebolinha..."Menina não entra...!"
segunda-feira, 9 de dezembro de 2019
terça-feira, 22 de janeiro de 2019
Ó Paiporras de Arrifana!...Pelo Noé das Plantas com Semente...Manuel Paraíso
A propósito do Seminário de Agricultura Familiar e Agricultura Biológica realizado na Guarda
"Porque é que tu não me convidas para ir a estas coisas? É que eu pratico agricultura familiar de cariz biológico. Ainda ontem, andei, claro que com o atraso que me é característico, a completar as minhas sementeiras de inverno. Claro que sempre com um cunho alternativo, pois andei a semear coisas, algumas delas pelo simples prazer de semear e ver crescer, que não são nossas, mas do mundo e da humanidade, como foi o caso de Trigo Kamut, aquela variedade, que se diz ter sido recuperada dos túmulos dos faraós. Para além disso semeei, três variedades de cevada, duas de trigo Espelta, uma estirpe das Astúrias e outra do Norte da Europa. Favas roxas, uma variedade antiga que terá sido trazida pelos mouros para as tuas terras do Algarve, alguns grãos de uma fava castanha, que recuperei de um antigo faval, uns grãos de favas negras das Astúrias, ervilha de vagem roxa, ervilha de grão, uma Vicia que nem sei o que era, três variedades de lentilhas, alhos roxos, cebolas do Egipto ( uma espécie bastante singular que produz os bolbilhos na parte aérea e não no solo) Datura inoxia ( uma planta tóxica mas com flores muito bonitas) e flores silvestres...
As lentilhas é a primeira vez que semeio e não sei se o fiz da forma mais correta, mas, de qualquer forma, é também uma das nossas singularidades, pois foi largamente cultivada durante séculos, era um dos produtos dos mais vendidos, em alguns mercados do séc. XVII, e nunca se afirmou na nossa gastronomia, pois não temos um único prato com lentilhas (acho eu).
É assim... alguém tem que fazer alguma coisa por este mundo da agrobiodiversidade.
Já agora posso te dizer, que provei ontem a minha primeira experiência de Kvass, a bebida emblemática da Rússia, produzida a partir de pão de centeio e posso te dizer que ficou muito boa. Quando repetir a receita, levo-te algum para provares".
sábado, 5 de janeiro de 2019
"Marmoreado" do Paraíso...CAROBREAD
...O "Mê Amigo Manel" dedicou-me um Pão que não se o que lhe chame. O Museu de Arte Moderna ainda me fez uma proposta, mas não tinham meios disponíveis para levar os 2,353 Kg e as 4889 Kcal de Obra-Prima. O Manel anda a criar fermentos especiais e quis ensaiar numa base que me é muito querida, a massa de alfarroba! E como não podia deixar de ser juntou-lhe a urtiga, mas não quis misturas criando um marmoreado que não apetece desmanchar. Mas lá teve que ser para vermos o interior desta forma mágica. Por acaso não tinha pão em casa, ...agora tenho pão para toda a semana, pelas mãos do Manuel e da Sofia "Paraísos". O Pão ou lá o que isto é está muito saboroso e pela experiência do Manuel ainda vai melhorar. Estou ansioso pelo dia de amanhã! Muito Obrigado e Parabéns!
sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
Sátão, Capital do Míscaro, um Território com Identidade e Futuro (Parte II)...
Estas são as fotos do evento de degustação que ainda não tinham sido mostradas e que foram gentilmente cedidas pela Câmara Municipal do Sátão. Tentamos fazer as nossas realizações com a máxima dignidade, sejam em Buenos Aires ou no Sátão. Aqui fica o testemunho com o agradecimento a todos que tornaram isto possível, num tempo recorde e com um orçamento muito limitado.
(Publicado na Gazeta do Sátão)
No passado dia
17 de novembro, integrado na Feira do Míscaro, a Câmara Municipal do Sátão realizou
na Casa da Cultura, um ciclo de conferências, proferidas pelo Manuel Paraíso da
Associação Micológica “A Pantorra” e Paulo Barracosa (ESAV) às quais se seguiu
uma prova de degustação realizada pelos Chefs Eduardo Almeida e Paulo Cardoso
(Casa da Insua) com cogumelos silvestres da empresa Frutisilves do Sátão. A
conferência do Manuel Paraíso intitulada “Preservar e Valorizar a
Biodiversidade Micológica pelas Boas Práticas” teve como objetivo elucidar os
presentes sobre a importância de dominarmos o conhecimento na biodiversidade
dos cogumelos, um tema de uma complexidade extrema pela extensa diversidade e
pelos riscos fatais que pode comportar uma má identificação. Concomitantemente
foram abordadas as questões das práticas que devem ser seguidas na colheita
destes “frutos do bosque”, relacionadas com a necessidade de garantirmos a
sustentabilidade dos ecossistemas para proventos futuros e continuados. Paulo
Barracosa, com a conferência intitulada “O Ecossistema Natural e Económico da
Capital do Míscaro”, fez uma abordagem mais holística sobre uma possível
estratégia a ser seguida por um Concelho, sem com isto pretendesse dar
conselhos àqueles que melhor conhecem os seus territórios e a sua identidade. Na
sua preleção referiu que a definição vulgar de míscaro é normalmente mais lata
que a do simples Tricholoma equestre
e é esse o conceito que deve ser explorado para bem das vocações do Concelho. O
Sátão tem o privilégio de possuir uma “rede subterrânea” de micélio que
funciona como transformador e potenciador de toda a sua floresta. Esta rede de fungos
subterrânea são os organismos dominantes em solos arejados, podendo representar
até 60% da biomassa da camada superficial do solo, e assumindo-se como elemento
vital para a continuada renovação dos solos e da matéria-prima necessária para
o crescimento das árvores. Para termos uma noção do potencial que estamos a falar
referiu que este mundo dos “cogumelos” inclui uma extensa biodiversidade estimando-se
que existam até 5 milhões de espécies, sendo que apenas 5% das espécies estão
atualmente classificadas e descritas. É por isso um grupo com um enorme
potencial por descobrir e que, à semelhança do passado, se pode assumir de
forma preponderante para as realizações futuras nas mais diversas áreas do
conhecimento com particular incidência nas questões relativas à nutrição e promoção
de saúde e bem-estar. Considerou que a aposta do concelho do Sátão numa marca
ligada ao reino Fungi é também uma aposta de futuro que assenta numa rede
estável e perene, à semelhança das hifas num micélio, que pode frutificar
rapidamente tal como os carpóforos, de forma efémera, mas reprodutível. Estes
territórios devem dar cada vez mais atenção aos seus recursos endógenos, ao
potencial da biodiversidade dos seus recursos genéticos, muito em particular no
setor agro-florestal que se possam traduzir numa valorização económica, social
e cultural. Afirmou ainda que esta valorização pode ser liderada por um
município, através das diversas ferramentas que possui como associações de
desenvolvimento rural, em parceria direta com as Empresas e em estreita ligação
com as Universidades, Politécnicos e Centros de Investigação. O Sátão pode ser
a força motriz para a criação de um centro de Investigação dedicado aos Fungos
a nível Nacional. Esta área do conhecimento é muito exigente por ser ainda
pouco conhecida e é muito aliciante pelo futuro que perspetiva. Por isso advogou
que a promoção deve ser incentivada nos mais jovens, desde tenra idade com
objetivos adequados aos vários níveis de ensino, envolvendo as ciências, mas
também a arte e as outras formas de cultura. A sugestão para a realização de
uma Prova de degustação de cogumelos silvestres no âmbito deste evento,
intitulado “Os Aromas que Inebriam do Cerne Lenhoso ao Fumado da Caruma” não
foi seguramente por ter sido visto noutro lado. Foi sim, porque o Sátão é sem
dúvida o local de eleição para uma realização de um evento desta natureza, para além do cenário ter sido criado de propósito para o efeito com a colaboração da Movecho. Poucos se lembraram que em 12 de dezembro de 2004 o Sátão e em particular a
Frutisilves de então, pela capacidade do Sr. Domingos, proporcionou um dos
eventos mais brilhantes alguma vez realizados no âmbito desta temática, com a
participação do chef de cozinha Jean
Pierre Fauchet da empresa Monteil, para confeccionar uma manjar dos deuses
servido no Hotel Montebelo, à época dirigido pelo Dr. Machado Matos. Concluiu
dizendo que a mensagem transmitida no âmbito desta realização, foi a de que o
Concelho do Sátão deve apostar nesta área de futuro, nas suas mais diversas
abordagens, numa lógica de promover a máxima do Concelho, “Capital do Míscaro”.
Havendo vontade política e comprometimento
das entidades do concelho seguramente que não faltarão ideias no âmbito desta
temática que se traduzam em mais-valias para o Sátão e para aos seus munícipes.
Se suscitarem algum apoio não faltarão instituições que se quererão juntar às
iniciativas promovidas pelo Município do Sátão, até pela diferenciação e
identidade do território, sendo que o papel do Município deverá ser estimular
estas redes, depois tudo o resto pode crescer como “cogumelos”.
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