Já não tenho quaisquer dúvidas que o Cardo que andamos a estudar, selecionar, melhorar e divulgar venha a breve trecho a ser considerado uma "Estrela no Centro" na região Centro e que até possa ajudar na promoção desta região como ícone do Centro pelas mais valias que cria na região desde a agricultura, indústria, gastronomia, nutrição, saúde e bem-estar. Entrou pelo Queijo, o Serra da Estrela, mas vai surpreender por muitas outras vocações que aos poucos vamos desvendando. Ontem fizemos uma apresentação que foi realizada para alunos do Curso de Eng. Alimentar da ESAV na unidade curricular de "Novas tendências na gastronomia" que ficam alguns dos slides apresentados, e que terá novos capítulos muito em breve, no dia 27 de novembro, agora com o projeto Lightwood do Departamento de Madeiras da ESTGV, Politécnico de Viseu. Ontem foi candidatado a financiamento o primeiro projeto agrícola estruturado para o Cardo pelo Hélder Ferreira, no Centro, com o nosso apoio técnico-científico. É um risco? O Hélder depois dir-vos-á qual é o risco de ir à frente. Estamos a falar de empresários experimentados e não de seguidistas. Ontem quando estava a fazer a apresentação para os alunos ligou-me o Luís Abrantes. Parece que adivinha!!!! Acabei o dia, com imenso gosto na Quinta da Alameda a plantar cardos, selecionados, e ele a comer a tarte de cardo feita pela Manuela Antunes....que rico proveito e provento!!! Ontem com os meus alunos de CTA fomos tirar o vinho CYN.Dão 2019, tratado exclusivamente com extrato de cardo preparado por nós, das borras finas com a supervisão do Rafael Barradas. Vai agora serenamente aguardar o momento de ir estagiar, para o lado do CYN.dão 2017. A apresentação realizada ontem teve a colaboração da Manuela Alves que fez um trabalho notável sobre a história do cardo, a Manuela Antunes da Cynatura que é o meu braço direito no cardo e as minhas filhas Mariana e Rita que aos poucos têm chegado ao Cardo e que acredito poderem vir a dar cartas se assim o quiserem ligado à área da nutrição.
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sábado, 9 de novembro de 2019
domingo, 23 de setembro de 2018
domingo, 29 de abril de 2018
O Arroz Carolino...o do MEC e o da Rita...
Pelo facto da Rita andar em nutrição leio frequentemente as crónicas sábias do MEC, muito em particular as relacionadas com os sabores e os primores da nossa alimentação. Mas hoje curiosamente, remeteu-me para outro universo.
O MEC lamenta-se hoje na sua crónica do público que "é impossível encontrar em Lisboa é
um arroz de tomate bem feito. Ou de cenoura. Ou de manteiga. Ou só branco. O
arroz português é o carolino. Mas o carolino não dá jeito porque não dá para
requentar as vezes que for preciso."
"Dizia José Quitério numa entrevista
recente que o arroz não se quer nem muito seco nem muito húmido. Precisamente.
É preciso cuidado (e saber cozinhar) para fazer um bom arroz em que o arroz
(carolino) absorve todo o líquido. Sim, cem por cento. E quanto ao arroz à malandrinho só se
deve fazer...com arroz carolino. O agulha não absorve o líquido ou os sabores."
Ora vem isto a propósito que a Rita deixou cair o telemóvel dela na água. E neste caso, para ver se o ressuscitávamos a única salvação foi colocar em arroz, mas...carolino ....e agora percebemos melhor o porquê! ....absorve a água toda...e o telemóvel salvou-se!
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Telemóvel
quarta-feira, 4 de abril de 2018
domingo, 25 de março de 2018
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
CAROBREAD...Pão de Alfarroba...ou ....Pão de São João Batista ...or ST John´s Bread
...até aqui não há novidade nenhuma. Este projeto está a ser desenvolvido pelos meus alunos da ESAV dos cursos de Eng Agronómica António Campos e Telmo Pechilas, os meus Alunos Espanhóis de Erasmus de Qualidade Alimentar e Nutrição Sarah e Juan e as minhas duas filhas de Nutrição as "Manas Nutri Barracosa´s". Criar um Pão que vá buscar tudo o que melhor a alfarroba pode dar, fibras, proteína, antioxidante e é claro hidratos de carbono. Tudo isto só é possível pela fantástica colaboração da Industrial Farense, em particular da Eng. Silvina Barros e de todo o restante staff até ao Sr. Isaurindo. Agora teremos que remeter um pão para que o painel de prova da fábrica dê a sua avaliação final. Em termos de composição é surpreendente pela vocação multifuncional da alfarroba. Até hoje fizemos dois ensaios. O segundo está muito perto daquilo que se pretende...O Pão de São João Batista...St. John´s Bread....fabulous!
segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
A(o)s filha(o)s são o... nosso motivo de orgulho....
...a Rita teve a fortuna de ter sido convidada para fazer um artigo de opinião que foi publicado na revista Viver Saudável da Associação Portuguesa de Nutrição, na comemoração dos 41 anos de nutrição em Portugal. Considero que a Rita correspondeu às expectativas com um artigo que reflete o pensamento dela para o futuro. Não apenas do ponto de vista do conceito teórico mas também na prática do fazer e realizar. Votos de grande sucesso para as "Manas Nutri".
https://www.facebook.com/RevistaVS/videos/vb.1487972734844442/1771593149815731/?type=2&theater
Nutrir o futuro de Princípio(s)
Como aluna recém-entrada na licenciatura em
Ciências da Nutrição da FCNAUP e, ao ingressar naquela que é a área que
pretendo seguir como futuro profissional surgiu o desafio de escrever um artigo
de opinião apelando à forma como perspetivo a nutrição e os padrões alimentares,
enquanto futura representante da nova geração de nutricionistas.
Começo por dizer que a Nutrição foi, naturalmente, a primeira escolha na
universidade e que espero vir a “alimentar” como profissão. Entendo-a como uma
forma de vida que tenho vindo a desenvolver desde que aprendi a definir os meus
hábitos alimentares, de saúde e bem-estar, e que, tentarei aprimorar e conhecer
mais a fundo, com método e rigor científico, mas igualmente com criatividade e
prazer, para melhor a poder usufruir e transmitir aos demais. O fascínio que
desenvolvi nesta área baseia-se na consciencialização do papel que esta
desempenha na regulação de todas as nossas funções vitais e pelo facto de
constituir a forma mais natural de promover a saúde. Assim, defendo a Nutrição
como uma forma de, para além de saciarmos as nossas necessidades básicas de
vida, apostarmos simultaneamente na prevenção e promoção da saúde, sem
abdicarmos dos nossos prazeres e estímulos sensoriais num ato de cultura e
sociabilização. Na prática, prevenir mais do que remediar!
O campo da nutrição é vasto e representa uma profissão de futuro no
presente, com raízes que remontam ao tempo de Hipócrates, assumindo-se como um
domínio extraordinariamente complexo e abrangente pela amplitude das interações
que estabelece com as mais variadas áreas do saber. Por isso, vai “beber”
informação às mais diversas fontes do conhecimento cumprindo a máxima de “mente
sã em corpo são”.
A relação direta da nutrição com a área da saúde fomenta de forma
determinante o seu crescimento também por questões de sustentabilidade
económica das sociedades de futuro, cujos recursos para a cura não são
ilimitados e a aposta na prevenção será uma garantia de maior sucesso. Também
as novas formas de produção agroalimentar cada vez mais qualificadas e
ambientalmente sustentáveis, que privilegiem a diversidade dos nossos recursos
endógenos e a aposta na sazonalidade alimentar são opções que permitem
estimular a cadeia curta de consumo de crucial importância para a natural
valorização e aumento da qualidade do alimento.
As áreas do conhecimento relacionadas diretamente com a saúde individual
e coletiva e a forma como determinados nutrientes e moléculas interagem nas
células dos organismos são uma realidade cada vez mais personalizada através do
estabelecimento de uma estreita relação entre a nutrição, a genómica e outros domínios
ómicos.
Acredito que ser-se Nutricionista é uma das
mais desafiantes profissões para a qual todos nos olham como um modelo a seguir
e à semelhança da mulher de César “não basta sermos, temos que parecer”. Face à
atual abundância das mais diversas modas e teorias não fundamentadas, o nosso maior
desafio é o de aconselhar o que é credível com base no rigor do conhecimento
científico. Assim, é de extrema importância diferenciarmo-nos pela nossa
presença e, mais do que estarmos na moda, temos que definir as tendências de
futuro.
Tendo em conta a realidade presente acredito
que novas áreas de atuação irão emergir no futuro, nomeadamente no
estabelecimento de colaborações e sinergias da nutrição com diversas áreas,
onde destaco as neurociências, a nutrigenómica, a interactómica, a psicologia, o
marketing, o design e a gastronomia.
Deste modo, o meu objetivo enquanto futura
nutricionista incide na necessidade de desenvolver padrões alimentares cada vez
mais personalizados que se adequem ao indivíduo e às circunstâncias da sua
história de vida, incutindo estímulos e dinâmicas pela aliança entre as várias
áreas emergentes da nutrição, em adequação com as tendências da sociedade
moderna e com a preservação e salvaguarda da sustentabilidade e consciência económica,
social e ambiental.
Rita Barracosa
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