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sábado, 9 de novembro de 2019

O Cardo como Estrela do Centro....na Região Centro

Já não tenho quaisquer dúvidas que o Cardo que andamos a estudar, selecionar, melhorar e divulgar venha a breve trecho a ser considerado uma "Estrela no Centro" na região Centro e que até possa ajudar na promoção desta região como ícone do Centro pelas mais valias que cria na região desde a agricultura, indústria, gastronomia, nutrição, saúde e bem-estar. Entrou pelo Queijo, o Serra da Estrela, mas vai surpreender por muitas outras vocações que aos poucos vamos desvendando. Ontem fizemos uma apresentação que foi realizada para alunos do Curso de Eng. Alimentar da ESAV na unidade curricular de "Novas tendências na gastronomia" que ficam alguns dos slides apresentados, e que terá novos capítulos muito em breve, no dia 27 de novembro, agora com o projeto Lightwood do Departamento de Madeiras da ESTGV, Politécnico de Viseu. Ontem foi candidatado a financiamento o primeiro projeto agrícola estruturado para o Cardo pelo Hélder Ferreira, no Centro, com o nosso apoio técnico-científico. É um risco? O Hélder depois dir-vos-á qual é o risco de ir à frente. Estamos a falar de empresários experimentados e não de seguidistas. Ontem quando estava a fazer a apresentação para os alunos ligou-me o Luís Abrantes. Parece que adivinha!!!! Acabei o dia, com imenso gosto na Quinta da Alameda a plantar cardos, selecionados, e ele a comer a tarte de cardo feita pela Manuela Antunes....que rico proveito e provento!!! Ontem com os meus alunos de CTA fomos tirar o vinho CYN.Dão 2019, tratado exclusivamente com extrato de cardo preparado por nós, das borras finas com a supervisão do Rafael Barradas. Vai agora serenamente aguardar o momento de ir estagiar, para o lado do CYN.dão 2017. A apresentação realizada ontem teve a colaboração da Manuela Alves que fez um trabalho notável sobre a história do cardo, a Manuela Antunes da Cynatura que é o meu braço direito no cardo e as minhas filhas Mariana e Rita que aos poucos têm chegado ao Cardo e que acredito poderem vir a dar cartas se assim o quiserem ligado à área da nutrição.


 






















domingo, 23 de setembro de 2018

Making of do #4.0i QSE....pelo "M@R"

Pedi à empresa criativa "M@R" com sede no Campo que começasse a preparar o conceito a criar para a Work Session que estamos a projetar. Começaram a sair os primeiros "Rabiscos" com muita pinta e graça.



domingo, 29 de abril de 2018

O Arroz Carolino...o do MEC e o da Rita...


Pelo facto da Rita andar em nutrição leio frequentemente as crónicas sábias do MEC, muito em particular as relacionadas com os sabores e os primores da nossa alimentação. Mas hoje curiosamente, remeteu-me para outro universo.
O MEC lamenta-se hoje na sua crónica do público  que "é impossível encontrar em Lisboa é um arroz de tomate bem feito. Ou de cenoura. Ou de manteiga. Ou só branco. O arroz português é o carolino. Mas o carolino não dá jeito porque não dá para requentar as vezes que for preciso."
"Dizia José Quitério numa entrevista recente que o arroz não se quer nem muito seco nem muito húmido. Precisamente. É preciso cuidado (e saber cozinhar) para fazer um bom arroz em que o arroz (carolino) absorve todo o líquido. Sim, cem por cento. E quanto ao arroz à malandrinho só se deve fazer...com arroz carolino. O agulha não absorve o líquido ou os sabores." 
Ora vem isto a propósito que a Rita deixou cair o telemóvel dela na água. E neste caso, para ver se o ressuscitávamos a única salvação foi colocar em arroz, mas...carolino ....e agora percebemos melhor o porquê! ....absorve a água toda...e o telemóvel salvou-se!

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Humores da Serra da Estrela...

...A Serra da Estrela muda todos os dias, e por vezes, várias vezes ao dia...até parece o "Canhão da Nazaré"...e a Mariana é uma sortuda...





domingo, 25 de março de 2018

A Mariana pode ver a Serra mudar todos os dias...

...e várias vezes ao dia do seu quarto, enquanto estuda e se inspira. Ele há ambientes e vistas de luxo e assim não há desculpas!




quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

CAROBREAD...Pão de Alfarroba...ou ....Pão de São João Batista ...or ST John´s Bread

...até aqui não há novidade nenhuma. Este projeto está a ser desenvolvido pelos meus alunos da ESAV dos cursos de Eng Agronómica António Campos e Telmo Pechilas, os meus Alunos Espanhóis de Erasmus de Qualidade Alimentar e Nutrição Sarah e Juan  e as minhas duas filhas de Nutrição as "Manas Nutri Barracosa´s". Criar um Pão que vá buscar tudo o que melhor a alfarroba pode dar, fibras, proteína, antioxidante e é claro hidratos de carbono. Tudo isto só é possível pela fantástica colaboração da Industrial Farense, em particular da Eng. Silvina Barros e de todo o restante staff até ao Sr. Isaurindo. Agora teremos que remeter um pão para que o painel de prova da fábrica dê a sua avaliação final. Em termos de composição é surpreendente pela vocação multifuncional da alfarroba. Até hoje fizemos dois ensaios. O segundo está muito perto daquilo que se pretende...O Pão de São João Batista...St. John´s Bread....fabulous!


















segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

A(o)s filha(o)s são o... nosso motivo de orgulho....

...a Rita teve a fortuna de ter sido convidada para fazer um artigo de opinião que foi publicado na revista Viver Saudável da Associação Portuguesa de Nutrição, na comemoração dos 41 anos de nutrição em Portugal. Considero que a Rita correspondeu às expectativas com um artigo que reflete o pensamento dela para o futuro. Não apenas do ponto de vista do conceito teórico mas também na prática do fazer e realizar. Votos de grande sucesso para as "Manas Nutri".


https://www.facebook.com/RevistaVS/videos/vb.1487972734844442/1771593149815731/?type=2&theater




Nutrir o futuro de Princípio(s)

Como aluna recém-entrada na licenciatura em Ciências da Nutrição da FCNAUP e, ao ingressar naquela que é a área que pretendo seguir como futuro profissional surgiu o desafio de escrever um artigo de opinião apelando à forma como perspetivo a nutrição e os padrões alimentares, enquanto futura representante da nova geração de nutricionistas.
Começo por dizer que a Nutrição foi, naturalmente, a primeira escolha na universidade e que espero vir a “alimentar” como profissão. Entendo-a como uma forma de vida que tenho vindo a desenvolver desde que aprendi a definir os meus hábitos alimentares, de saúde e bem-estar, e que, tentarei aprimorar e conhecer mais a fundo, com método e rigor científico, mas igualmente com criatividade e prazer, para melhor a poder usufruir e transmitir aos demais. O fascínio que desenvolvi nesta área baseia-se na consciencialização do papel que esta desempenha na regulação de todas as nossas funções vitais e pelo facto de constituir a forma mais natural de promover a saúde. Assim, defendo a Nutrição como uma forma de, para além de saciarmos as nossas necessidades básicas de vida, apostarmos simultaneamente na prevenção e promoção da saúde, sem abdicarmos dos nossos prazeres e estímulos sensoriais num ato de cultura e sociabilização. Na prática, prevenir mais do que remediar!
O campo da nutrição é vasto e representa uma profissão de futuro no presente, com raízes que remontam ao tempo de Hipócrates, assumindo-se como um domínio extraordinariamente complexo e abrangente pela amplitude das interações que estabelece com as mais variadas áreas do saber. Por isso, vai “beber” informação às mais diversas fontes do conhecimento cumprindo a máxima de “mente sã em corpo são”.
A relação direta da nutrição com a área da saúde fomenta de forma determinante o seu crescimento também por questões de sustentabilidade económica das sociedades de futuro, cujos recursos para a cura não são ilimitados e a aposta na prevenção será uma garantia de maior sucesso. Também as novas formas de produção agroalimentar cada vez mais qualificadas e ambientalmente sustentáveis, que privilegiem a diversidade dos nossos recursos endógenos e a aposta na sazonalidade alimentar são opções que permitem estimular a cadeia curta de consumo de crucial importância para a natural valorização e aumento da qualidade do alimento.
As áreas do conhecimento relacionadas diretamente com a saúde individual e coletiva e a forma como determinados nutrientes e moléculas interagem nas células dos organismos são uma realidade cada vez mais personalizada através do estabelecimento de uma estreita relação entre a nutrição, a genómica e outros domínios ómicos.
Acredito que ser-se Nutricionista é uma das mais desafiantes profissões para a qual todos nos olham como um modelo a seguir e à semelhança da mulher de César “não basta sermos, temos que parecer”. Face à atual abundância das mais diversas modas e teorias não fundamentadas, o nosso maior desafio é o de aconselhar o que é credível com base no rigor do conhecimento científico. Assim, é de extrema importância diferenciarmo-nos pela nossa presença e, mais do que estarmos na moda, temos que definir as tendências de futuro.
Tendo em conta a realidade presente acredito que novas áreas de atuação irão emergir no futuro, nomeadamente no estabelecimento de colaborações e sinergias da nutrição com diversas áreas, onde destaco as neurociências, a nutrigenómica, a interactómica, a psicologia, o marketing, o design e a gastronomia.
Deste modo, o meu objetivo enquanto futura nutricionista incide na necessidade de desenvolver padrões alimentares cada vez mais personalizados que se adequem ao indivíduo e às circunstâncias da sua história de vida, incutindo estímulos e dinâmicas pela aliança entre as várias áreas emergentes da nutrição, em adequação com as tendências da sociedade moderna e com a preservação e salvaguarda da sustentabilidade e consciência económica, social e ambiental.


Rita Barracosa