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quarta-feira, 18 de março de 2020

A Biologia Vegetal, ou quase Vegetal, até que compreendamos a Biologia...

Caros Alunos,

Esta será a forma privilegiada como iremos estabelecer o contacto neste período de Isolamento Social. Obviamente que têm o meu contacto móvel ou aqueles que não tiverem é só pedirem. Temos ainda o mail através do qual já vos enviei uma primeira publicação e obviamente o moodle onde vou adicionando o material, que interessa discutirmos. Ontem enviei-vos um mail ao qual só uma aluna respondeu. Espero que estejam todos bem de saúde bem como as vossas famílias e que não estejam aterrados em medo que é a pior coisa que vos pode acontecer. Obviamente que vocês têm que obedecer a ordens das entidades responsáveis e em última instância aos vossos pais e familiares. Uma coisa é certa, a situação vai piorar e cada um de nós tem que encontrar equilíbrios para gerir a situação e o risco, para termos sanidade mental para aguentarmos esta fase difícil. Eu hoje fui plantar árvores na Movecho porque acredito no futuro e esta é a melhor mensagem que posso dar. E nestas alturas é que damos sinais de confiança para com aqueles no qual acreditamos. Não é no facebook ou Whatsapp a reencaminhar coisas, embora às vezes seja preciso até para aliviarem a pressão e rirmo-nos um pouco da situação sem ofender ninguém.
Amanhã continarei a plantar árvores na Movecho, em total isolamento social, porque elas têm que ser plantadas esta semana, assim como os cardos que queremos instalar na ESAV e que os tenho já comigo. Assim vou mantendo a normalidade possível e adiantando trabalho para nos sentirmos úteis. Não estou a pedir que se ofereçam, mas vejam no que podem ajudar em casa, no campo e no trabalho se não se sentirem confortáveis fora destes espaços. Na próxima semana ainda está agendada a plantação em Almeida, mas o grande problema é o transporte que deve ser minimizado ao máximo e com número de pessoas muito limitado. Vamos vendo o evoluir da situação para eu tomar a decisão final. O maior perigo nestas atividades são as carraças e não o corona, embora todos os cuidados sejam poucos. Neste momento delicado cumprindo com todas as recomendações saibamos ser úteis nas mais variadas atividades de voluntariado ou outras, e em primeira instância com os nossos, e a sociedade irá agradecer-vos no futuro que é já amanhã. Dizer apenas que a nossa grande vantagem enquanto País é que vamos uma semana atrasados e isso permite-nos tomar decisões em antecedência e acompanhar o evoluir das estratégias dos outros Países e podermos fazer rotas de correção se necessário. Vejam o exemplo dos Ingleses ou os Americanos que ainda vão fazer a inflexão de forma mais notória. Outra situação que nos levanta dúvidas é sobre a origem desta pandemia e a quem isto interessaria? Hoje a notícia é que um laboratório militar chinês terá encontrado a vacina e que iniciará os testes. Nada mais estranho ser um laboratório militar a fazê-lo e que nos deixa ainda mais dúvidas sobre a origem do Covid-19, mas isto são meros estados de espírito. Uma outras situação prende-se com as novas oportunidade no futuro e a maior dependência da internet. Cada um que pense por si para perceber no seu emprego como podem abrir novas oportunidade para que possam tirar dividendos pessoais diretos no futuro ou que a vossa empresa ou a sociedade os tire como um todo. Obviamente que também vão pensando no que temos que mudar no futuro, mesmo que a sociedade como um todo não o faça. Comprar em proximidade, km 0 que era uma tendência a ser seguida até por grandes retalhistas na Europa e comprar nas pequenas mercearias de bairro. Reparem no potencial da ESAV em frente do Jumbo. E se produzisse-mos para o Jumbo como queremos fazer com as flores de cardo para o Queijo Serra da Estrela? Quem ganharia? todos! Vamos continuando em Isolamento Social e não em Quarentena porque ainda não foi decretado, e vamos falando até para aprendermos de forma descontraída. Bem-hajam!








quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Terá sido a Genética....Sacrificada...ou estivemos a Forjar o GRAFiT



Hoje, a primeira aula de genética foi ministrada, praticamente na totalidade, pelo Joaquim Figueiredo que é o novo elemento que recrutamos para o projeto GRAFiT que venho estabelecendo com o Eng. António Pinto, o nosso cirurgião sénior. A equipa que estamos a construir é extraordinariamente multidisciplinar que visa em primeira instância construir conceitos para numa fase seguinte estabelecermos procedimentos para testarmos o sucesso dos conceitos que vamos criar de novo. Para o projeto GRAFiT nada melhor que trazermos um pós graduado e inspector de Soldaduras que no fundo é aquilo que pretendemos implementar. Andamos também à procura de uma cerzideira para melhor conhecermos esta Arte. Temos que conhecer muito bem a ultra-estrutura e a composição química e física dos materiais que pretendemos unir, qualquer que seja o tipo de material e a técnica que vamos usar no procedimento de união para estabelecermos uma ligação, não apenas, estrutural como fisiológica entre os elementos. Começar pela raiz estabelecer cordões e no final fazer o polimento. É porque se houver fadiga percebemos logo onde cede a tensão! Há termos com os quais vamos ter que nos familiarizar como o amanteigamento, barramento, perceber que há consumíveis e contaminantes e que há estruturas e elementos que são vitais e que, na verdade, são aqueles que serão sacrificados em prol de outros. Há também a necessidade de avaliarmos o sucesso através de uma monitorização apertada usando as tecnologias mais expeditas como as técnicas da radiologia, ultrassons, magnetoscopia, feixe de electrões, tecnologia laser para que saibamos avaliar a cada momento o evoluir do processo e fazermos correcção de rotas que entendamos vitais. Temos que conhecer muito bem quais são os contaminantes como o enxofre (S) e o fósforo (P) que, não obstante o nome, podem ser determinantes para o sucesso da "solda". Temos que ter muito atenção ao Níquel (Ni) ao Molibdénio (Mo) e à Cisteína para sabermos que papel podem desempenhar em todo este projeto. Temos que forjar quer no sentido real quer no figurado, um conceito que procure responder aos desafios de futuro. Criar sinergias e desenvolvimento de novos produtos agrícolas com vocações múltiplas com particular atenção para novos produtos, mas também que respondamos às questões das alterações climáticas, da optimização do espaço agrícola, das respostas aos mais variados tipos de stresse e à valorização da produção agrícola. Aproveitar a biodiversidade existente mas, procurar também usar o melhoramento e a biotecnologia e todas as áreas que possam vir a ser atraídas pelo "campo magnético" que pretendemos criar. A qualidade da matéria-prima é crucial para não temros problemas lamelares. Não vamos fazer "colagens"porque na verdade não é isso que nos interessa mas no processo de "soldadura" temos que gerir a velocidade, a intensidade e a tensão que vamos usar para que o resultado final seja um êxito. Não queremos sacrificar, nem que este seja um Ano(do) de sacrifício mas temos que saber que o Zinco (Zn) tal como outros elementos similares podem fazer esse papel na perfeição. Agora é tempo de estudarmos a fundo conceitos e princípios, apresentarmos soluções para o nosso cirurgião actuar em prol da futura união das partes!
Que grande lição a do Joaquim...Depois vamos falar em construir equipamentos de raiz para fazermos trabalhos e acções nas actividades agrícolas para os quais não existem equipamento específicos, ainda!

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Os meus alunos não me surpreendem....pela dedicação e capacidade...

...e eu que tantas vezes os chamo a atenção, também tenho que os saber motivar nos momentos certos e neste caso o Sérgio e o Bernardo merecem-no por inteiro. Parabéns!











quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

CAROBREAD...Pão de Alfarroba...ou ....Pão de São João Batista ...or ST John´s Bread

...até aqui não há novidade nenhuma. Este projeto está a ser desenvolvido pelos meus alunos da ESAV dos cursos de Eng Agronómica António Campos e Telmo Pechilas, os meus Alunos Espanhóis de Erasmus de Qualidade Alimentar e Nutrição Sarah e Juan  e as minhas duas filhas de Nutrição as "Manas Nutri Barracosa´s". Criar um Pão que vá buscar tudo o que melhor a alfarroba pode dar, fibras, proteína, antioxidante e é claro hidratos de carbono. Tudo isto só é possível pela fantástica colaboração da Industrial Farense, em particular da Eng. Silvina Barros e de todo o restante staff até ao Sr. Isaurindo. Agora teremos que remeter um pão para que o painel de prova da fábrica dê a sua avaliação final. Em termos de composição é surpreendente pela vocação multifuncional da alfarroba. Até hoje fizemos dois ensaios. O segundo está muito perto daquilo que se pretende...O Pão de São João Batista...St. John´s Bread....fabulous!


















quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Trabalhos de Fim de Curso...de Eng. Agronómica




Na qualidade de diretor de curso de Eng. Agronómica, afirmo que irei delinear, em conjunto com os colegas que se disponibilizarem para o efeito, um plano de formação e esclarecimentos aos alunos do Curso de Eng. Agronómica para a realização e redação do Trabalho Final de Curso. Iremos em breve apresentar o plano de formação e adiantar datas adequadas e articuladas com a disponibilidade dos alunos.
Junto anexo dois links. Um primeiro sobre o regulamento para candidatura aos estágios. Um segundo sobre as normas de publicação do Trabalho Final do Curso.
http://www.esav.ipv.pt/reg_at_estagio.pdf
http://www.esav.ipv.pt/normas_tfc2012.pdf

domingo, 2 de junho de 2013

(Re)Pensar o Futuro do Ensino Agrícola na ESAV...


Escrevi recentemente, que iria suscitar um debate no seio dos docentes que leccionam na área da Eng. Agronómica para se discutir a articulação dos programas das diversas unidades curriculares que compõem a licenciatura de Eng. Agronómica na ESAV. Mas mais do que isso deveremos (re)pensar que ensino agrícola queremos ministrar aos nossos alunos na nossa instituição, de modo a que estes possam responder ao mundo real que nos rodeia e poderem vir a ser alavancas de um sector que encontra hoje condições propícias ao seu estabelecimento e desenvolvimento. Contudo, não basta agitar estandartes e termos discursos bonitos, temos efectivamente que desenvolver práticas inovadoras e criativas, assentes em legados e saberes ancestrais. Esta dinâmica tem que envolver ao mesmo tempo docentes e alunos em projectos ambiciosos que sirvam de "motor" para que de uma vez por todas, esta instituição se enraíze neste território rural que nos rodeia e sobre o qual temos responsabilidades acrescidas. Muitos de nós, entre os quais me incluo, teremos que “mudar agulhas”, “afinar rumos” e adaptar conhecimentos. e práticas Teremos que estabelecer parcerias efectivas com a direcção regional de agricultura do centro, associações que estão no terrenos há muito anos, empresas e empresários agrícolas, autarquias,… Teremos que começar com aqueles com os quais teremos algumas afinidades pessoais, e ir alargando o leque em função das dinâmicas que se forem criando. Este vai ser um trabalho árduo, no qual teremos que provar muito e a muita gente para que possamos vir a ser reconhecidos como instituição de ensino superior na região e que no futuro todas possamos tirar daqui os respetivos frutos. Porquê lançar agora este desafio? Porque felizmente o curso de Eng. Agronómica está bem em termos do número de alunos atuais e em termos dos futuros candidatos (para já são 12 nos maiores de 23 anos) e entendo que esta é a altura certa para lançarmos as bases para um novo futuro, sem pressao e com o máximo discernimento. A reunião final será no dia 18 de julho, envolvendo todos os parceiros, entretanto teremos reuniões intercalares sectoriais para que possamos ir ajustando a estratégia e recolhendo apoios externos e… internos. A propósito o dia 18 de julho é o dia de Nélson Mandela, “Madiba”, para mim a figura mais inspiradora que existe à face da terra…

domingo, 11 de março de 2012

Os Ecos continuam...Sob a forma de Visão!


Esta semana é a Visão que faz referência ao campo de cardo que plantamos na casa da ínsua e ao Jardim Temático da Serra da Estrela, no âmbito de uma capa que divulga a loja interactiva da Casa da Ínsua. A propósito do Jardim, estamos a aguardar a versão final, que gostaria de ver discutida com os alunos muito em breve. A parte gráfica está ser desenvolvida pelo já Eng. Filipe Fonseca de Eng. Florestal. Depois segue-se o envio para a Visabeira (Casa da Ínsua) a fim de ser aprovado por várias entidades, incluído IPPAR. E caso o seja, o passo seguinte será a sua plantação. Se tudo correr bem lá para Maio estaremos a plantar com a nossa equipa de "luxo" que já plantou o campo dos cardos e que para além dos alunos da ESAV, contará com os alunos da APPACDM de Viseu, todos sob a coordenação do Eng. Miguel Tiersonnier.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Estes 23 ...contam, e são os nossos "mayores"!


Hoje, tivemos 23 candidatos, aos maiores de 23 anos, nos cursos em curso na ESAV, designadamente de Ecologia e Paisagismo, Eng. Agronómica, Eng. Alimentar, Eng. Zootécnica e Enfermagem Veterinária. Acompanho este processo há já vários anos e afirmo que este ano deu-me um prazer imenso ter sido o presidente de júri, num dia tão produtivo de entrevistas a candidatos que, seguramente, entrando, nos irão orgulhar de os podermos ensinar e eles irão obrigar-nos a sermos ainda melhores. Temos empresários agrícolas, filósofos, engenheiros civis, professores, das mais diversas origens geográficas, da região é claro com predominância de Seia, da Madeira, do Brasil, de Moçambique. Têm, quase todos, mais do que o 12º ano, sabem o que custa a agricultura, sabem que não é o el dourado, mas que com o querer e a "labuta" que conhecem e sabem o que custa, querem dar a volta ao texto. Normalmente, este dia de entrevistas é tido como uma dia "chato". Olhem que vos digo, de forma sentida, eu e os meus colegas de júri, tivemos o maior dos prazeres em termos assistido a um dia de entrevistas brilhantes, muitas, e tido a sorte de termos estes candidatos. Esperamos poder corresponder às suas expectativas, legítimas. Estou seguro que a ESAV tudo fará para que esse desígnio seja atingido. Nós sabemos que não têm o tempo todo do mundo, mas temos que ser inteligentes para lhes darmos aquilo que eles precisam, porque precisam de começar a por em prática os conhecimentos antes de concluirem os cursos, e esse é o grande desafio. Mantê-los motivados, sentirem-se produtivos e ajudarmos a porém em marcha os seus projectos agrícolas e de vida. Um obrigado a todos, candidatos e elementos de júri.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Para mim é um motivo de Orgulho...poder liderar uma equipa destas!


http://www.arbutusdodemo.eu/
Quero agradecer aos alunos de Ecologia e Paisagismo, Eng. Agronómica e Eng. Florestal pelo facto de terem estado presentes na reunião, apesar de marcada de véspera. Aos docentes também, em especial aos que lá estiveram, a Doutora Maria João Lima, a Eng. Catarina Coelho, à Eng. Leónia Nunes e ao Eng. Hélder Viana. Aos outros também agradecemos, porque sabemos que não estiveram presentes porque não puderam, aos docentes e alunos. Esta reunião tentou servir para esclarecer aos que vamos. Mas, muitos sairam ainda mais confusos. Outros, que já me conhecem dizem que perceberam tudo. A ver vamos. Na verdade temos que ir todos a perceber muito bem o que para lá vamos fazer, ...se nos deixarem. Há um grupo de alunos, há um Parque, um conjunto de espaços e um sem número de projectos. Mas não podemos fazer tudo. Será um "mini" projecto de "Querença" nas "Terras do Demo", não por menor qualidade, mas por ser apenas de quinze dias. O que seria se fossem 9 meses. Era um parque novo, aliás de como uma gestação se tratasse. Os alunos são essencialmente dos cursos de Ecologia e Paisagismo, de Eng. Agronómica e de Eng. Florestal. Os espaços: a Horta Biológica, o Pomar Biológico, o Espaço de Conservação, o Viveiro, o Laboratório, o Centro de Interpretação, o Herbário,....Os projectos: Na área da Conservação da fauna, olhar e promover  "Paivota",  estudar  e olhar para a truta do paiva, e olhar e preservar o lobo das Terras do Demo. Na área da Conservação da Flora: Olhar, preservar e propagar  a Dactylorhyza caramulensis, a Paradisea lusitanica,... Na área da bioquímica estudar o efeito do cardo no leite de cabra das Terras do Demo, ou seja estudar as proteinas do leite e as enzimas proteolíticas do cardo e ajudar a conhecer melhor as potencialidades dos nossos produtos endógenos para fazermos mais, melhor e diferente, com inovação e criatividade. Na área da Floresta, o Eng. Hélder Viana o dirá, mas estamos a ver não só as técnicas de inventário de recursos, como o ordenamento da paisagem, com utilização de ferramentas como o SIG a modelação entre outras. Teremos ainda o empreendedorismo os estudos de impacto ambiental a ecologia das comunidades e populações, a genética. Enfim teremos todas as áreas que interessem e que se interessem. A instalação da sinalética científica do parque no que toca à taxanomia e sistemática. A criação das bases de dados das plantas do parque. A actualização da página web. A activação das estufas do parque para produção de espécies florestais: Pinus sylvestris, Betula pendula, Betula pubescens, Picea abies. A poda e cirurgia de árvores, mas esta depende de algum investimento da autarquia. Aceitam-se mais ideias dos colegas e alunos. Agora mãos ao trabalho que temos muito para planear até ao dia 27 de Fevereiro... se nos deixarem! Há alunos que estão com medo! de falhar? não,... do frio!! Olhem para o sorriso dos que lá estão, acham que é de sacrificio? é de contentamento...!


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Eu não quero Acreditar...!


meme.yahoo.com
Amanhã vamos reunir docentes e alunos dos cursos de Ecologia e Paisagismo e de Eng. Agronómica da ESAV para delinearmos a estratégia e o plano de acção a realizar no parque Arbutus do Demo com início a 27 de Fevereiro e término a 10 de Março. Só nos falta a anuência do Presidente da Câmara de Vila Nova de Paiva. Pedimos "dormida e comida", a vontade é toda nossa mas o ganho é para o território e para as gentes de Vila Nova de Paiva. A ver vamos quando chegará a autorização. Depois teremos que decidir se no tempo que nos resta, após a autorização se seremos capazes de levar por diante todos os projectos que tinhamos idealizado, ou apenas alguns. A atitude deste Presidente, à semelhança de outros com quem tenho falado, deixam muito a desejar. O que vale ainda são uns outros poucos que acreditam nas suas próprias gentes e territórios. Podem vir as crises, os desempregos, as secas e sei lá mais o quê, porque com gente desta, que fica "bonita apenas na fotografia", nunca iremos lá.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

"Semear hoje no Território, para Criar Valor… amanhã"

A plantação do jardim temático sobre "O Queijo Serra da Estrela", a ter lugar no próximo dia 25 (quarta-feira), no Hotel de Charme Casa da Ínsua, Penalva do Castelo, cuja construção da casa e jardins remontam ao século XVIII, é um projeto coordenado pelo Departamento de Agricultura e Ecologia Sustentável (DEAS) da Escola Superior Agrária de Viseu (ESAV) e pelo paisagista Miguel Thiersonnier, em colaboração com a Casa da Ínsua (Visabeira), a APPACDM, a DRAPCentro e a ANCOSE. Esta é a primeira ação visível do plano "Criar Valor com o Território". Este projeto de criação do jardim temático tem uma vocação técnico-científica, pedagógica, ecológica e paisagista e centra-se na criação de dois espaços, contíguos à queijaria da própria Casa da Ínsua. Num primeiro espaço, com cerca 450 m2, serão plantadas pelos alunos dos cursos de Engenharia Agronómica e Ecologia e Paisagismo da ESAV e da APPACDM, cerca de 200 plantas de cardo (Cynara cardunculus), devidamente selecionadas, de 12 proveniências da própria região demarcada.

Este espaço, para além de permitir que a Casa da Ínsua se torne autossuficiente na produção de flor de cardo para a sua produção exclusiva de Queijo DOP "Serra da Estrela", será usado no futuro para estudos científicos que estão já a ser desenvolvidos em consórcio pelos grupos científicos da Universidade Católica - Centro Regional das Beiras e do Centro de Neurociências da Universidade de Coimbra e da própria ESAV. Num outro espaço anexo, será criado um jardim temático que pretende retratar o espaço natural das paisagens da Serra da Estrela, onde o granito, as pastagens, as plantas autóctones, nas quais se inclui o cardo, modelam um espaço onde pontificam em fundo as ovelhas raça "bordaleira, da Serra da Estrela", que pastoreiam nos domínios na Casa da Ínsua. Neste local, com perspetiva lúdica mas igualmente estética, pedagógica e científica, serão incluídas outras espécies também apelidadas de cardo, mas que erradamente são empregues por vezes no fabrico deste produto ícone do nosso mundo rural, onde se incluem a Cynara humilis e o Silybium marianum. Esta razão deve-se ao facto de muitos dos produtores adquirirem as flores já "secadas", não sabendo as suas proveniências, nem as suas características. É aqui que entra um novo projeto, o CARDOP, que será lançado a breve trecho, e que pretende caracterizar extensivamente o cardo da nossa região e dotar os nossos produtores, que já fazem um produto excecional, de conhecimento técnico que lhes possam permitir criar queijo Serra da Estrela DOP, por design, na medida em que diferentes cardos permitem obter diferentes características bioquímicas, e consequentemente diferentes tipos de queijo Serra da Estrela.

Numa analogia grosseira pode-se comparar este processo com a diversidade dos vinhos do Dão, com base na utilização de diferentes castas típicas desta região e loteamentos distintos para a criação de vinhos de excelência, únicos na tipicidade e diversidade.

Ao juntarmos o nosso cardo (Cynara cardunculus), com características muito próprias, ao leite das ovelhas raça "bordaleira da Serra da Estrela" que pastoreiam nas nossas paisagens, o maneio do pastor e o labor da queijeira, criamos um produto único e exclusivo, de excelência e irrepetível. Estamos hoje a semear e a plantar… para colhermos amanhã.


* Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico





quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Lista de Seriação, mas... não de Eliminação ou Exclusão


Caros alunos, a criação do jardim na casa da ínsua tem uma data estipulada, que ainda não está confirmada, no dia 25 de Janeiro (quarta-feira) pelas 8,00h na ESAV a caminho de Penalva do Castelo. Para isso apresento a lista de seriação dos alunos que incluirão este projecto. Atenção, eu disse este projecto, porque outros haverão, e quem tiver vontade de participar irá ter oportunidade, cada um onde tiver mais vocação e capacidade, na minha mera opinião. Esta lista inclui alunos dos cursos de Engenharia Agronómica dos vários anos, e de Ecologia e Paisagismo da ESAV. Preciso que estes alunos me confirmem a vossa disponibilidade para a eventualidade de ter de fazer avançar suplentes.
Eng. Agronómica: Fernanda Tavares, Lucília Alves, Carlos Isidro, "Courela", Celestino Mendes, Christophe Gonçalves, Hélder Pereira, António Cabral, Sandra Hilário,...
Ecologia e Paisagismo: Miguel Santos, Ivo Silva, Luis Veloso, Luis Gonzaga,...
Atenção, na concepção do projecto do jardim poderão e deverão todos participar que se iniciará na próxima semana em conssonância com os docentes das diversas unidades curriculares. Irão mais dois alunos da APPACDM, coordenados pelo Eng. António Figueiredo.
Vamos concluir este projecto para darmos inicio aos outros projectos que aí vêm com outros alunos, mas com estes também. Assim construímos uma equipa, sendo todos diferentes, e colocando os melhores em cada lugar. Construir uma equipa é dificil, mas com matéria-prima desta qualidade, até parece fácil.


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O Cardo está a Florir!


Recebi hoje mesmo, uma chamada do responsável da Casa da Ínsua, parte de produção, Eng. José Matias, para levarmos a cabo um projecto há muito pensado. Fazer um jardim de Cardos, associado à queijaria modelar e ao fabrico do queijo desta casa de referência na arte de fazer o queijo e no charme de bem receber em meio rural. Vamos proprocionar a autosustentabilidade da casa da ìnsua para a produção do seu próprio cardo (Cynara cardunculus), vamos colaborar em conjunto para sistematizar e se possivel ainda melhorar a produção do queijo Serra da Estrela, porque passarão a controlar as características do seu próprio cardo e nós ESAV, U Católica das Beiras e Ancose, vamos ajudá-los a caracterizar o cardo que passará a ser o deles. Não tenho quaisquer dúvidas que isso irá melhorar o seu produto. O objectivo último é passarmos a fazer queijo Serra da Estrela por design, um pouco à semelhança do Vinho Dão que aliás casa muito bem com este ícone. Queremos fazer isto, mais tarde, com outros produtores de referência, de Penalva do Castelo, Oliveira do Hospital,  Seia, Viseu, enfim de toda a região a região DOP Serra da Estrela. Agora preciso dos meus alunos de Eng. Agronómica, Ecologia e Paisagismo e até de eng. Florestal, mas conto com todos. Preciso de 10 alunos para no prazo máximo de 15 dias, idealizarmos e executarmos este Jardim. E as plantas? foram selecionadas por nós ESAV, Departamento de Agricultura e Ecologia Sustentável (DEAS) e produzidas pelas APPACDM, Viseu coordenados pelo Eng. António Figueiredo. Para a criação do jardim vamos estar todos a trabalhar, Casa da ìnsua, APPACDM e ESAV e no final todos para a fotografia. Solicito aos alunos que me dêem a lista daqueles que querem participar neste projecto. Agora! Se possivel na zona dos comentários do blogue.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ganhar e Perder...Conviver e Concorrer!


Hoje, fui obrigado a almoçar duas vezes. Tinha recusado gentilmente, o convite da nossa "Mayor", D. Maria Fernanda, para almoçar em São João de Lourosa,  por afazeres familiares de "levar e trazer para casa". Mas chegado à ESAV, após o almoço e após o cafézinho da D. Teresa, fui "incomodado" para ir a bem ou a mal comer uma cabidela de galinha com os alunos de agronómica. Eu ainda tentei arranjar uma desculpa "esfarrapada", e a D. Cila e a Eng. Anabela Nave são testemunhas, mas não ficava bem com a minha consciência, e lá fui. Ainda por cima o almoço tinha sido atrasado por minha culpa. Olha se eu faltava! Nunca mais me perdoavam e eu perdia a minha equipa de fabulosos do cardo. Por coincidência, tinha tirado a tarde para analisar com cuidado os descritores UPOV do cardo, mas perdi uma tarde mas não perdi a minha equipa. Já sei que lá virá o Paulo Medeiros a terreiro, dizer que acabamos sempre com as perninhas debaixo da mesa, mas esta tinha que ser. Alí recordei porque é que o "Courela" ficou por cá e não mudou de escola, do respeito pela Eng. Carlota Lemos e mais uma dúzia de histórias da ESAV, que faz falta sabermos, da história da mudança da gerência da cantina que havia acabado de escrever pela manhã e dos cortes nos ingredientes. Enfim, tem que existir o "elemento" que une docentes e alunos dos curso de Eng. Agronómica e que está na "massa" desta gente. É um orgulho, não sendo agrónomo poder "ligar e lidar" com esta gente. A propósito de modas e de "tarjas", o CET de agricultura biológica excedeu o número de vagas, de 25 candidatos. Olha que porra! não há meio de acertarem ou porque é de menos ou porque é demais. Isto é um sinal claro de escolhas e opções, a "bola" agora está do lado da ESAV e dos docentes para não serem defraudadas as expectativas. Abençoadas tarjas!...será? Olhem...Abençoado Almocinho!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Vamos lá ver ...quem agarra o "Repto"!


myfutebol.blogspot.com
Temos vindo numa senda de mobilização de alunos e docentes, num momento de grande desmobilização e apreensão...generalizada no País. Este momento encerra uma mensagem forte e pretende incutir uma dinâmica em contra-ciclo, que nos pode permitir ganhar terreno face aos concorrentes. O que é facto é que sentimos os concorrentes igualmente com dinâmicas interessantes, como é o caso recente da ESACB. São projectos pequenos mas que lhes permitem ir às televisões apregoarem os seus feitos, com todo o mérito. Essencialmente projectos que interagem com a comunidade. E nós? Afinal qual é o apelo? No fundo, consiste em juntar docentes e alunos e envolvê-los em projectos em curso e noutros futuros. Proponho uma reunião às 18 h de quarta-feira próxima (2 de Novembro), para falarmos todos abertamente e vermos a possibilidade e o entusiasmo de nos envolvermos em conjunto em projectos, como o AARC, do SMAS, da CMV, da AFN e de outros que os próprios docentes queiram trazer a "terreiro". Fazer a ligação às escolas secundárias na região, como a Emidio Navarro, a Viriato e a Alves Martins. Que os nossos alunos, devidamente "ensinados" possam ser os nossos "pontas de lança" e permitam-nos dar uma reposta mais pronta para as inúmeras solicitações, e que simultaneamente, possam aprender fazendo e assumir cada vez uma maior responsabilização, devidamente amparados pelos docentes. Mas é igualmente importante que, os "mayores de 23" também estejam envolvidos, que tragam as suas limitações, mas também as suas experiências enriquecedoras, e as possam transmitir aos colegas, ditos "do regime normal". Esta mensagem será divulgada entre colegas e alunos e não "explodirá" ao fim de 60 s. Juntemo-nos na próxima 4ª feira pelas 18 h, apenas com este intuito... de fazer mais e melhor pelo curso de Ecologia e Paisagismo e por todos os outros que se queiram associar e concomitantemente pela ESAV.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Produtos da "Quinta da Alagoa"





O mailing list do IPV, fez chegar mais uma vez a notícia, da venda dos produtos da Quinta da Alagoa. Gostaria de saber em concreto qual o volume de negócio que se faz por este "canal"... e pelos outros. Acredito que na maioria dos casos esta mensagem já vá directamente para "spam". A propósito poderia aprender com a cadeia de supermercados SPAR. Não acredito que ainda não tenha sido proposto para um trabalho final de curso, uma estratégia de divulgação e marketing dos produtos da Quinta da Alagoa, onde se incluam alunos de Empreendedorismo dos cursos de Eng. Agronómica, Eng. Zootécnica, Eng. Florestal, Ecologia e Paisagismo, Enfermagem Veterinária, CETs, Mestrado em Produção Animal, Mestrado em Qualidade e Tecnologia Alimentar, .... É óbvio que com vinho e queijo de cabra ninguém sobrevive e aí reside o grande problema. Então terá que haver um plano amplo e integrado, envolvendo um conjunto de trabalhos finais de curso ou de trabalhos em simples unidades curriculares que alimentem essa cadeia de produção. Seria um projecto arrojado, que teria de ser continuado ao longo dos anos, sempre numa perspectiva inovadora de criação de novos produtos agrícolas, alimentares, das mais variadas vertentes. Será que ainda está aberto o Poliempreende? Estava-me a entusiasmar, mas tenho que acabar a acta da última reunião do CTC! A propósito da imagem, não precisam contratar. Têm quem no IPV. Não me façam é Convites...