quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Where is cardoon ...now?...London design fair...!





The Best of Portugal by Associative Design
Bringing Portuguese flair and creativity to the London Design Fair 2018, Associative Design will showcase ‘The Best of Portugal’. Featuring an expertly curated mix of contemporary and luxury Portuguese design and innovation, including furniture, lighting and objets d’art. Originated by the Portuguese Association of Wood and Furniture Industries (AIMMP), Associative Design promotes Portuguese brands and products globally.
Associative Design is a venture conceived by the Portuguese Association of Wood and Furniture Industries (AIMMP). Given the burgeoning interest in and demand for design made in Portugal, Associative Design is actively promoting Portuguese brands and products, placing them at the centre of the most discerning and distinguished international design markets. With a firm emphasis on integration, Associative Design aims to enhance the overall quality, innovation and design contributions made by Portuguese brands globally.


The United Kingdom is a renowned global leader in the creative industries and London makes an especially strong contribution to the country’s diverse and vibrant creative landscape. More and more, the UK market is embracing the novelty of Portuguese design—indeed, it is the fastest growing market for design made in Portugal. For this reason, Associative Design chose the London Design Fair, with its fresh, inventive and progressive approach, as the ideal stage from which to introduce its concept to design professionals, authorities and devotees.



At the London Design Fair, Associative Design will present a number of companies working with a young generation of designers and a few established designers aligned with the brand vision. Visitors can expect an expertly curated and diverse mix of Portuguese design, innovation and technology. Creative furniture, lighting and design objects will each share a harmonious blend of functional, sustainable, modern and aesthetic design attributes. 

Qual CAnnabis...estamos cada vez mais perto da Utopia e... não "fumamos" nada




Esta semana, com o início das aulas, tem sido entusiasmante a rever os meus alunos e a conhecer os novos alunos acabados de entrar. Estou a sentir "good vibes" com alunos que vêm desde Alcobaça, Tondela, Seia, Brasil, Espanha,....Navarra, de Tudela onde existe uma IGP de Cardo "Blanco de Tudela". Isto promete!
Na semana passada estive em Idanha a fazer consultadoria a projetos de agricultura e considero que é uma Terra plena de "I&D" mas com muita "mANHA", aliás como quase todas que conheço. Vi projetos de futuro e outros sem "pés nem cabeça" que implicam investimentos de meio milhão de euros/ha, porque não querem pensar de modo próprio e desenvolver o seu próprio projeto com uma identidade muito própria. Dá trabalho? Dá e...depois?
Nós, ao fim de 10 anos de estudos em cardo, temos hoje uma planta de cardo que produz algo como 350 g de flor de excelente qualidade. Esta planta pode render em flor qualquer coisa com 35 Eur se o preço de venda for 100 Eur o kg, como tem que ser, e que sairá qualquer coisa como 10 cêntimos por Queijo produzido. Se num hectare colocar 5000 plantas destas, num compasso 2 x 1 m, qual o valor que poderia render a flor? é só fazer contas! Quem vai propagar in vitro esta planta serão os meus alunos deste primeiro semestre de Biotecnologia e Melhoramento de plantas. Falaremos daqui a três meses! Este é um projeto nosso, não copiamos ninguém e cada vez temos mais a noção que estamos numa outra divisão, talvez equiparada à "Championes league", ...mas não à Benfica!

terça-feira, 17 de setembro de 2019

CULTIVAR LAÇOS DE CONFIANÇA E AFECTIVIDADE NO SEIO DE UMA AGRICULTURA FAMILIAR QUE SE QUER DE CARIZ BIOLÓGICO


http://gazetarural.com/2019/09/17/gazeta-rural-n-o-347-15-setembro-2019/

A Agricultura Famíliar assume-se de vital importância pelo número de explorações que representa e pelo volume de produtos agrícolas que garantem alimento para uma parte significativa da população. A agricultura familiar pode responder aos desafios que se colocam a uma sociedade tendencialmente globalizante mas que se quer sustentável, criando laços de proximidade e de confiança entre produtores e consumidores, fruto da qualidade e afetividade que conferem uma identidade a esta forma inclusiva de agricultura. Num tempo em que se vaticina que o futuro assenta em megametrópoles contra todos os indicadores de racionabilidade e razoabilidade, temos a clara sensação que pela frente nos espera uma tarefa hercúlea ao jeito de “um David contra Golias”, na qual um sistema de produção desta natureza parecia estar condenado ao fracasso, se não existirem diretivas e incentivos que promovam esta atividade. Mas pode ser que o próprio evoluir das sociedades conduza naturalmente esta prática ao sucesso na devida proporção para cada uma das realidades quer em termos de dimensão demográfica quer pela localização geográfica. A recente publicação do estatuto de Agricultura Familiar e a tendência em incentivar a produção e o consumo apelidado de “quilómetro zero”, mesmo pelas cadeias retalhistas, são um sinal que apontam numa visão de estratégias de futuro que privilegiem a proximidade física e afetiva limitando o uso de recursos despendidos em transporte. Estamos hoje perante uma realidade invertida na qual parece dar-se mais importância ao transporte comparativamente com a produção e por isso surgem estas convulsões sociais na qual aqueles que fazem do transporte o seu modo de vida pensarem poder ditar as suas regras. São estes exemplos que nos fazem acreditar ainda mais nos serviços e práticas em proximidade como tendência de futuro. Existe atualmente a convicção que os consumidores podem condicionar a produção, não apenas na variedade de produtos mas também na qualidade dos mesmos e até nas forma como são embalados. Esta relação tem que ser levada a cabo com base numa relação exigente ditada pelo conhecimento sedimentado e não por um simples fluir de modas, na qual a ancestralidade dos recursos genéticos e dos métodos empíricos de práticas agrícolas se devem harmonizar com o conhecimento técnico-científico e a inovação assentes na racionalidade e sustentabilidade. Por falar em valorização de recursos genéticos, recordo-me do melão de Vila Soeiro que se cultiva(va) na freguesia com o mesmo nome da região de Fornos de Algodres e que não se pode deixar perder para memória futura na criação de identidades que nos distingam da massificação e ajudem os pequenos produtores a terem nichos de mercado baseados na ativação de neurónios relacionados  com o prazer dos sabores, das fragâncias, da convivialidade e dos saberes. Esta como outras variedades de iguarias agrícolas, nas quais estes territórios ditos de interior são extraordinariamente ricos, deveriam ser preservados, estudados e alvo de melhoramento em projetos regionais que deveriam envolver produtores, autarquias, centros de investigação, instituições de ensino superior e o ministério da agricultura.
O uso da designação familiar acarreta em si uma responsabilidade acrescida pela força da palavra e todo o simbolismo que representa nos laços de confiança que permite criar. Mas para esta concretização há que creditar tecnicamente os seus produtores, conferindo capacidade e responsabilidade ao ato de produzir e desta forma, as relações de confiança e afetividade que podem fazer a diferença surgirão naturalmente. Têm que ser criados instrumentos de rastreabilidade e monitorização das atividades e práticas agrícolas que se vão implementando ao longo dos ciclos de produção. A estratégia de adoção das práticas da agricultura biológica, assente em princípios de equilíbrio e sustentabilidade do solo, das culturas, adequadas às épocas do ano e tendo por base uma comercialização em proximidade com redução da pegada do carbono, parece ser o melhor caminho para guindar este tipo de cultura ao sucesso que merece. Obviamente que todo este investimento tem que se traduzir na qualidade dos seus produtos não por calibres ou padronizações mas por sabores únicos que nos façam recuar às memórias de infância. As práticas agrícolas são uma das áreas onde mais se tem que apostar aliando o conhecimento empírico no combate às pragas e doenças às estratégias mais inovadoras creditadas cientificamente. O uso de fungicidas e bactericidas, de base natural, para a utilização em culturas agrícolas deve assumir-se como uma das grandes mais-valias de futuro, não numa lógica de “mezinha” mas em combinar de uma forma sinérgica as virtudes das plantas para a preservação do ecossistema com claro benefício para a saúde dos consumidores e dos nossos vindouros.
Nós como consumidores também temos a responsabilidade de procurarmos incentivar as relações de confiança com aqueles produtores de agricultura familiar que consideramos cumprirem os requisitos de qualidade, sustentabilidade, afetividade e proximidade. Sabermos ser exigentes mas dando tempo para que as relações de confiança se desenvolvam e maturem naturalmente. Se por um lado somos animais de hábitos e gostamos de comodidade, também nos cansamos cada vez mais depressa das rotinas e isso por vezes não facilita o estabelecimento de relações duradoiras, especialmente de índole afetiva. Aqui entram os prazeres proporcionados pela diversidade das iguarias que de acordo com a sazonalidade nos vão chegando pela mão daqueles em quem depositamos a confiança de alimentarem a nossa família. No meu caso a exigência é redobrada porque as minhas duas filhas são ambas nutricionistas e os Pais partilham o menu. Temos o privilégio da nossa agricultora familiar nos ir surpreendendo logo desde princípio com a chegada do cabaz semanal com uma composição de cores, formas e texturas dignas de um(a) pintor(a) naturalista à qual se aliam as inebriantes fragrâncias das ervas aromáticas que compõem o buquê. Havendo uma base comum estamos sempre ansiosos, semana após semana, em saber qual a fruta ou o legume que surge de novo porque estamos na sua época de eleição e não precisamos pedir porque ela já nos conhece os hábitos, mas acima de tudo sabe os trunfos que tem para nos surpreender todas as semanas ao longo do ano agrícola. Isto para além da confiança e laços de amizade que já damos por adquiridos mas que foram os promotores de toda esta partilha e convivência. Curioso é ser agora que estamos de férias, período em que escrevo estas linhas despretensiosas, mais sentimos a falta dos primores provindos da nossa Agricultora Familiar. Faço votos que este artigo possa ser o mote para que cada um encontre a sua alma gémea no seio da Agricultura familiar.
Bem-haja!

sábado, 15 de junho de 2019

Agora que os novos capítulos do cardo estão a entrar em floração, ...no CENTRO!







Cardo apresenta-se, hoje, como uma oportunidade na região Centro de Portugal, porque, para além de bem adaptado às condições edafoclimáticas face à tendência das alterações climáticas, é no Centro que se encontram as indústrias que podem valorizar de forma muito significativa a biomassa proveniente desta espécie. Em primeiro lugar o cardo justifica-se na região pela existência dos queijos Serra da Estrela e Beira Baixa DOP que, pela regulamentação vigente, são obrigados a usar extratos de flor de cardo como ingrediente para o processo de coagulação. Mas ainda existem todos os restantes queijos não DOP que poderiam usar a flor de cardo no fabrico de queijos de leite de ovelha, cabra e vaca com vantagens acrescidas que permitiriam aumentar o leque da diversidade dos queijos do Centro. Esta opção viria a reforçar a designação DOP na qual todos os ingredientes deverão ser originários do Território de Denominação de Origem, colocando assim todo o foco no Centro, no que toca ao leite, ao cardo e até ao sal. Dando particular atenção à restante biomassa poderemos afirmar que o caule pela excecionalidade da sua estrutura que confere simultaneamente resistência e leveza, e que esteve à prova na maior feira de mobiliário do Mundo em Milão, pela mão do Departamento de Madeiras do IPV, terá uma larga aplicação na produção de estruturas de madeira leves e resistentes com função de “esqueleto” onde pode fazer toda a diferença pelo notável desempenho. Acredito que o grande destaque possa advir de peças de design capazes de arrebatar prémios de excelência no design a nível internacional e abrir um novo capítulo do cardo e que as instituições de investigação, associadas com o sector agro-pecuário e a indústria do Centro temos que assumir a responsabilidade e o desafio. Desde há muito, que venho defendendo que a área das embalagens pode vir a assumir-se como um dos grandes desígnios do Cardo nos tempos mais próximos, aliando estrutura, função e design numa lógica que poucos biomateriais poderão proporcionar de uma forma natural. O grande trunfo do cardo no Centro estabelece-se pela proximidade entre a produção de cardo e as mais diversas induústrias de transformação que é de crucial importância porque a leveza do material onera em muito o seu transporte, constituindo-se uma oportunidade de futuro a curto prazo, especialmente para terrenos incultos e de matos em toda a vasta região centro. Estamos ainda a dar particular atenção às folhas de cardo que pela diversidade em compostos bioactivos podem assumir diversas aplicações desde os biocidas e proteção de plantas até à farmacêutica, cosmética, nutrição, dietética e alimentação, sempre privilegiando os contactos e os desenvolvimentos na investigação com o potencial industrial do Centro. As sementes têm sido uma das formas de biomassa onde mais se tem avançado, designadamente na produção de óleos e bioplásticos, embora ainda possam assumir-se como complemento na alimentação animal pela elevada teor de proteínas. Desenhar formas de produção adequadas as diversas tipologias de exploração é o objetivo a que nos propomos quando solicitam a nossa colaboração. Não queremos unicidades, mas formas de diferenciação valorizadas. Este tem sido o nosso desígnio desde há anos, mas nunca senti estar tão perto de alcançar uma parte significativa dos objetivos a que nos propusemos inicialmente. Temos que saber retirar de cada órgão da planta e de cada elemento da biomassa a melhor rentabilidade possível que dependerá da vocação definida e da forma como cada um dos seus utilizadores a poderá valorizar. Os pigmentos são um bom exemplo. Se a indústria queijeira não valoriza as antocianas, compostos fenólicos e flavonoides que existem nos pigmentos da flor porque não os disponibilizamos à tinturaria mais evoluída que também temos. Ou então passemos a afirmar com todas as letras que os queijos contêm na sua composição estes elementos que são vitais para a promoção da nossa saúde. O que não podemos é desperdiçar o potencial que nos é proporcionado pelas mais diversas formas de biomassa, seja a flor, caule, sementes ou folhas. Apesar de todos os esforços que têm sido feitos, e dos bons exemplos que podemos destacar, em termos gerais, a investigação ainda anda algo afastada da indústria e da sociedade e vice-versa e são normalmente os mesmos que têm acesso direto aos órgãos de decisão da política regional que define os desafios e os novos paradigmas do desenvolvimento. Na minha modesta opinião estes têm que ser muito bem definidos e desenhados, em complementaridade, e devidamente ajustados ao potencial produtivo já existente e alinhados com as tendências de futuro no que toca à sustentabilidade, economia circular e de proximidade e redução de emissão de gases com efeito de estufa. Mas façamos mais, atentemos na inovação com olhos de ver ao pormenor e inteligência sensorial!

terça-feira, 9 de abril de 2019

Inauguração da maior feira mundial de mobiliário em Milão....com o Cardo a marcar presença com ecos pelo Mundo...

Abriu hoje, dia 9 de Abril, e decorre até domingo 14, o “Salone del Mobiliario di Milano”, em Itália, a maior feira de mobiliário realizada a nível mundial, e ponto de referência internacional para o sector de decoração e design. Destaque para a forte representação portuguesa, ao nível das empresas de mobiliário, iluminação e decoração.
A edição de 2019, a 58ª na história do certame, conta com presença de 1.857 expositores, 86 dos quais são empresas portuguesas, numa área de exposição que se estende ao longo de 210 mil metros quadrados dentro da Fiera Milano, localizada na comuna de Rho.
Cerca de 70% dos 370 mil visitantes especializados que a visitam vêm do exterior, oriundos de 188 países, além dos 5 mil jornalistas da imprensa nacional e internacional acreditados no evento.
O cardo e o IPV marcam presença pela mão da equipa do Profs Jorge e Luísa Martins, com o design de criação Rose_twocreatives e na qual o projeto CARDOP foi convidado a integrar.

Na qualidade de responsável do CARDOP quero agradecer às diversas empresas e pessoas que têm colaborado com o projeto pelas mais diversas formas. Em primeiro lugar aos meus alunos e aos meus colegas numa extensa lista que me orgulha pela capacidade e dinâmica que colocam nas suas realizações direta ou indiretamente ligadas com o CARDOP. Ao José Matias da Casa da Insua que faz acontecer muitas vezes o impossível. À Maria Amorim pela produção dos sabonetes artesanais laborados com extratos de cardo. Ao Sr. Alfredo Amorim da Unikecorks por ter desenhado uma rolhas naturais para o vinho que está em exposição. Ao Sr. António Batista da Verallia e ao enólogos Hugo Esteves e Miguel Oliveira, para além de toda a equipa APPACDM-Viseu liderada pelo António Figueiredo e pelo Sr. António e pela Manuela Alves.
Ao Prof. Jorge Gominho do ISA por ter produzido o papel de cardo que figura na exposição com a devida referência. À Manuela Antunes por ser um autêntico braço direito sempre disponível para colaborar com enorme capacidade.
Por último, "...but not the least!" ao Luis Abrantes que me tem servido de inspiração para a valorização da biomassa do Cardo. Muitos mais engrossam esta devida vénia que faço....
Para se ter ideia da grandeza desta feira....em instagram
https://www.instagram.com/isaloniofficial/?hl=pt

















sábado, 6 de abril de 2019

Leaves on Leaves ....by Cardoon....with Cynatura







Este trabalho é um primor realizado pela Manuela Antunes by Cynatura, realizado totalmente com biomassa de folhas de cardo e papilhos que dão uma aparência de ouro espalhado no "Papiro". 
Este elemento faz parte de uma private collection numerada que será comercializada em breve.







quarta-feira, 3 de abril de 2019

O CARDO a MIL....ÃO...para não deslustrar....

Um consórcio onde se inclui a equipa de investigação do Jorge e da Luísa Martins do Departamento de Madeiras do  IPV  vai participar no salão de mobiliário de Milão de 9 a 14 de abril, este ano dedicado ao Mobiliário na área alimentar. Nesse sentido a equipa de designers ROSE entendeu fazer incluir as diversas vertentes da biomassa do cardo, especialmente nas áreas directa ou indirectamente relacionadas com a Alimentação. Por isso a colaboração do projeto CARDOP/CYNATURA passou a fazer sentido onde se inclui a valorização dos caules, folhas, capítulos, brácteas, papilhos, flores e sementes nas suas mais variadas vertentes. Fizemos incluir, para além de toda a biomassa separada de forma especifica, queijos Serra da Estrela DOP, vinho produzido com uvas tratadas com extracto de cardo (CYN.dao), papel de cardo (CYN.paper), sabonetes de óleo e extracto de folha de cardo (CYN.soap). 
Veremos o que resultará desta participação e na qual a equipa liderada pelo Jorge e pela Luísa Martins representará o cardo com toda a dignidade, mostrando capacidade, multidisciplinaridade e inovação.


https://www.salonemilano.it/en/exhibitions/il-salone-satellite-en