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domingo, 10 de setembro de 2017

ESAV, um exemplo de sucesso na Enfermagem Veterinária...a nível nacional



A ESAV é, de todas as Escolas Agrárias, aquela que mais vagas preenche na licenciatura de Enfermagem Veterinária a nível nacional. É um excelente exemplo do trabalho que se faz na ESAV e que deve ser replicado a outras áreas com as devidas adaptações e os requisitos necessários. Trata-se de um curso reconhecido internacionalmente e com um quadro de docentes estável de inegável qualidade.

domingo, 9 de setembro de 2012

Empenhados...Todos...Todos os dias da Semana!


Este ano o cenário das entradas no ensino superior sofreu uma alteração significativa, fruto de uma complexa conjugação de fatores que merece uma atenta análise e que não se esgota num mero texto de circunstância. A dicotomia Universidades vs politécnicos acentua-se com algumas honrosas áreas de excepção, na qual a Biotecnologia e o Turismo são apenas alguns exemplos. O cenário das Escolas Agrárias complicou-se, embora se destaque a Escola Agrária de Ponte Lima que soube adaptar-se atempadamente às novas exigências, ancorando o seu sucesso naquilo que por enquanto e já há alguns anos vem tendo sucesso, a biotecnologia e a Enfermagem veterinária, dentro de determinados limites geográficos. Aliás, foi esta escola que teve maior percentagem de vagas ocupadas (56%), inclusivamente acima de Escola Agrária de Coimbra (40%) embora em número de entradas a ESAC continua a ser aquela que mais alunos mete (105). A ESAV aparece em quarto lugar em termos de entradas globais (47) e de percentagem (28,5%), logo a seguir a ESAVC (54) e à ESACastelo Branco com 49 entradas e 32,6% mas só à custa de um curso, Enfermagem Veterinária. Curiosamente, na ESAV apenas mais um curso meteu alunos, o de Ecologia e Paisagismo (2). Neste curso houve intenção manifestada de concorrer de 18 alunos entre a 1 e 6 opções. De referir que a designação Ecologia saiu do panorama do ensino superior, sendo atualmente o único curso que o apresenta, entre universidades e politécnicos. O que pode não ser mau de todo, tem que ser é divulgado e explicado o que efetivamente se pretende com o curso. Teremos que fazer um esforço para esta segunda fase de candidaturas e é isso que como Diretor deste curso o irei fazer. Estranho é o comportamento dos cursos de Eng. Alimentar e de Eng. do Ambiente em todas as instituições do ensino politécnico ao contrário do ensino universitário, o que deve merecer uma profunda reflexão. Ainda em Coimbra temos dois casos sintomáticos, um pela positiva Agricultura Biológica, que já há muito devíamos ter apostado e o de Recursos Florestais pela negativa, que cada vez mais parece uma opção esgotada, pelo menos neste formato. O que se exige que façamos? Darmos o melhor de nós próprios para divulgarmos e promovermos a nossa Instituição de uma forma articulada e orientada e que não repitamos erros do passado´e procuremos soluções de futuro. Há ainda a questão dos concursos especiais que curiosamente teve uma forte adesão ao curso de Eng. Agronómica na nossa Escola e que devemos investir com todas as nossas energias e o nosso empenho. Existem ainda os CETs que prometem vir a uma nova via de acesso ao ensino superior no qual devemos apostar a sério. Há ainda uma série de propostas que devemos testar e explorar como os PALOPs, a sinergia entre escolas do IPV, antes do próprio consórcio entre IPs, bem como o fato de Viseu ser a melhor cidade para viver.  Temos um corpo docente capaz e “bem formado”, aliado a uma relativamente boa localização geográfica, mas só isso parece que não chega, temos que nos empenharmos, todos…todos os dias da semana, desde a Presidência até aos funcionários da secretaria, que são os primeiros a darem a cara pela Instituição, mas não podem ser os únicos. Eu não tenho dúvidas que uma Escola Superior Agrária que tenha os cursos de Enfermagem Veterinária, Biotecnologia, Nutrição e Saúde, Agricultura Biológica e Ecoturismo seria uma Escola de sucesso e nós poderíamos ter feito este planeamento de uma forma integrada conatando com todos, porque temos know-how a capacidade instalada para isso. Agora veremos o que podemos fazer para limitar os danos e pensar numa estratégia de futuro.

sábado, 31 de março de 2012

É Preciso estarmos e dizermos todos...Presente!

A ESAV viveu uma semana intensa com, (1) a visita de uma comissão de avaliação, ao curso de Enfermagem Veterinária, (2) a deflagração de um incêndio no seio da própria ESAV, que motivou um apelo generalizado de docentes, alunos e funcionários e... (3) a preparação da próxima vista dos alunos das escolas secundárias da região por parte da Presidência da ESAV e da Essência da Semana Rural por parte da AE da ESAV. Todos estes factos demonstram que a ESAV tem capacidade e dinâmicas que interessam explorar e potenciar mas, todos temos que dizer, presente! Explorando caso a caso apetece-me dizer o seguinte:
1. Em relação ao curso de Enfermagem Veterinária, dar os parabéns a todos os que estiveram envolvidos na preparação de todo o processo, recepção da comissão de avaliação, delineamento e implementação de toda uma estratégia para procurar dar resposta às dúvidas e questões levantadas por esta Comissão. Eu diria que, eventualmente, foi uma sorte ter sido este o primeiro curso a ser avaliado na ESAV pela sua capacidade a todos os níveis, alunos, docentes, estruturas específicas,... Agora todos os outros têm que "beber" esta experiência e ela tem que ser mostrada e divulgada aos outros cursos para que tenham tempo de se prepararem. Vermos o que terá corrido menos bem, para procurarmos não repetir,  alguns dos erros que possam, eventualmente, ter sido cometidos. Parabéns a todos os doentes, alunos e colaboradores de EV. Prestaram um excelente papel ao serviço da ESAV e do IPV e que este também aprenda com tudo o que se passou.
2. A deflagração do incêndio na ESAV, foi alvo dos maiores elogios por parte de muita gente para com os alunos, e docentes da ESAV. Comodamente eu estava no Bioparque nos Carvalhais a preparar o estágio de uma aluna de florestal, a Sónia Costa, e a dar uma volta pela requalificação dos 50 km de caminhos florestais em toda a serra com responsáveis da AFN e da Câmara de São Pedro do Sul e a vislumbrar de alto os incêndios em São Pedro do Sul, Castro Daire e Viseu. Seguramente preocupado com o que se estava a passar na ESAV e que curiosamente no momento em que era preciso estar presente, estava ausente. Há coisas do destino que se vêm repetindo desde há muito, neste particular. Quando somos precisos na ESAV...não estamos presentes, em particular "moi même". Isto reflecte que por vezes julgamos que somos os únicos capazes e isso não passa de uma utopia. Não há únicos nem imprecindíveis!
3. Em relação à preparação dos dias do IPV, eu não estarei presente...com pena minha! Talvez por isso e por outras coisas, não devo e não posso falar sobre este assunto de extraordinária importância para o futuro da ESAV. Irei falar do outro assunto relativo à preparação da Essência Rural da AE da ESAV. Esta poderá ser uma acção essencial e de vital importância para a ESAV mas, é preciso estarmos e dizermos todos presente. Os alunos, pelo o que me contaram, começaram da melhor maneira. Pediram a colaboração do criativo do IPV, Paulo Medeiros, para criar a imagem do evento, fundamental para o sucesso desta acção "monumental". Solicitaram a colaboração da ADDLAP para algum apoio financeiro, abrindo portas em nome da ESAV a uma estrutura de reconhecido mérito na divulgação e  promoção do "mundo rural", dos seus recursos, dinâmicas e motivações. Os primeiros ecos têm sido motivadores e servem com um excelente "doping" motivador para quebrar algumas das inércias e bloqueios, muitos deles mentais e funcionais. Agora têm que convencer a Presidência da ESAV sobre os méritos da iniciativa, os próprios alunos que serão fundamentais para o seu sucesso, e aos outros docentes, todos para ajudarem na construção do programa e das actividades que se poderão incluir neste que poderá ser um evento de excepção para revelar a capacidade da ESAV. Todos têm que dizer presente. A mim já me convenceram, mas o que quer dizer que para já têm apenas um a apoiar. Para termos todos a colaborar, os alunos também têm que divulgar este Mega-projecto na ESAV. A mim caber-me-á saber usar esta dinâmica para ajudar o projecto DEMO, como que esses dias fossem DEMO Days na ESAV, onde o público possa experimentar uma grande diversidade de iniciativas ligadas a produções agrícolas, à laboração, transformação e valorização das actividades gastronómicas, criatividade e artes ligadas ao artesanato e aos recursos endógenos, actividades em comunhão com a natureza, percursos pedestres, desportos radicais,... Vou aproveitar para me inspirar em Querença, visitando in Loco esta iniciativa.


quinta-feira, 1 de março de 2012

Estes 23 ...contam, e são os nossos "mayores"!


Hoje, tivemos 23 candidatos, aos maiores de 23 anos, nos cursos em curso na ESAV, designadamente de Ecologia e Paisagismo, Eng. Agronómica, Eng. Alimentar, Eng. Zootécnica e Enfermagem Veterinária. Acompanho este processo há já vários anos e afirmo que este ano deu-me um prazer imenso ter sido o presidente de júri, num dia tão produtivo de entrevistas a candidatos que, seguramente, entrando, nos irão orgulhar de os podermos ensinar e eles irão obrigar-nos a sermos ainda melhores. Temos empresários agrícolas, filósofos, engenheiros civis, professores, das mais diversas origens geográficas, da região é claro com predominância de Seia, da Madeira, do Brasil, de Moçambique. Têm, quase todos, mais do que o 12º ano, sabem o que custa a agricultura, sabem que não é o el dourado, mas que com o querer e a "labuta" que conhecem e sabem o que custa, querem dar a volta ao texto. Normalmente, este dia de entrevistas é tido como uma dia "chato". Olhem que vos digo, de forma sentida, eu e os meus colegas de júri, tivemos o maior dos prazeres em termos assistido a um dia de entrevistas brilhantes, muitas, e tido a sorte de termos estes candidatos. Esperamos poder corresponder às suas expectativas, legítimas. Estou seguro que a ESAV tudo fará para que esse desígnio seja atingido. Nós sabemos que não têm o tempo todo do mundo, mas temos que ser inteligentes para lhes darmos aquilo que eles precisam, porque precisam de começar a por em prática os conhecimentos antes de concluirem os cursos, e esse é o grande desafio. Mantê-los motivados, sentirem-se produtivos e ajudarmos a porém em marcha os seus projectos agrícolas e de vida. Um obrigado a todos, candidatos e elementos de júri.