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sábado, 31 de março de 2012

É Preciso estarmos e dizermos todos...Presente!

A ESAV viveu uma semana intensa com, (1) a visita de uma comissão de avaliação, ao curso de Enfermagem Veterinária, (2) a deflagração de um incêndio no seio da própria ESAV, que motivou um apelo generalizado de docentes, alunos e funcionários e... (3) a preparação da próxima vista dos alunos das escolas secundárias da região por parte da Presidência da ESAV e da Essência da Semana Rural por parte da AE da ESAV. Todos estes factos demonstram que a ESAV tem capacidade e dinâmicas que interessam explorar e potenciar mas, todos temos que dizer, presente! Explorando caso a caso apetece-me dizer o seguinte:
1. Em relação ao curso de Enfermagem Veterinária, dar os parabéns a todos os que estiveram envolvidos na preparação de todo o processo, recepção da comissão de avaliação, delineamento e implementação de toda uma estratégia para procurar dar resposta às dúvidas e questões levantadas por esta Comissão. Eu diria que, eventualmente, foi uma sorte ter sido este o primeiro curso a ser avaliado na ESAV pela sua capacidade a todos os níveis, alunos, docentes, estruturas específicas,... Agora todos os outros têm que "beber" esta experiência e ela tem que ser mostrada e divulgada aos outros cursos para que tenham tempo de se prepararem. Vermos o que terá corrido menos bem, para procurarmos não repetir,  alguns dos erros que possam, eventualmente, ter sido cometidos. Parabéns a todos os doentes, alunos e colaboradores de EV. Prestaram um excelente papel ao serviço da ESAV e do IPV e que este também aprenda com tudo o que se passou.
2. A deflagração do incêndio na ESAV, foi alvo dos maiores elogios por parte de muita gente para com os alunos, e docentes da ESAV. Comodamente eu estava no Bioparque nos Carvalhais a preparar o estágio de uma aluna de florestal, a Sónia Costa, e a dar uma volta pela requalificação dos 50 km de caminhos florestais em toda a serra com responsáveis da AFN e da Câmara de São Pedro do Sul e a vislumbrar de alto os incêndios em São Pedro do Sul, Castro Daire e Viseu. Seguramente preocupado com o que se estava a passar na ESAV e que curiosamente no momento em que era preciso estar presente, estava ausente. Há coisas do destino que se vêm repetindo desde há muito, neste particular. Quando somos precisos na ESAV...não estamos presentes, em particular "moi même". Isto reflecte que por vezes julgamos que somos os únicos capazes e isso não passa de uma utopia. Não há únicos nem imprecindíveis!
3. Em relação à preparação dos dias do IPV, eu não estarei presente...com pena minha! Talvez por isso e por outras coisas, não devo e não posso falar sobre este assunto de extraordinária importância para o futuro da ESAV. Irei falar do outro assunto relativo à preparação da Essência Rural da AE da ESAV. Esta poderá ser uma acção essencial e de vital importância para a ESAV mas, é preciso estarmos e dizermos todos presente. Os alunos, pelo o que me contaram, começaram da melhor maneira. Pediram a colaboração do criativo do IPV, Paulo Medeiros, para criar a imagem do evento, fundamental para o sucesso desta acção "monumental". Solicitaram a colaboração da ADDLAP para algum apoio financeiro, abrindo portas em nome da ESAV a uma estrutura de reconhecido mérito na divulgação e  promoção do "mundo rural", dos seus recursos, dinâmicas e motivações. Os primeiros ecos têm sido motivadores e servem com um excelente "doping" motivador para quebrar algumas das inércias e bloqueios, muitos deles mentais e funcionais. Agora têm que convencer a Presidência da ESAV sobre os méritos da iniciativa, os próprios alunos que serão fundamentais para o seu sucesso, e aos outros docentes, todos para ajudarem na construção do programa e das actividades que se poderão incluir neste que poderá ser um evento de excepção para revelar a capacidade da ESAV. Todos têm que dizer presente. A mim já me convenceram, mas o que quer dizer que para já têm apenas um a apoiar. Para termos todos a colaborar, os alunos também têm que divulgar este Mega-projecto na ESAV. A mim caber-me-á saber usar esta dinâmica para ajudar o projecto DEMO, como que esses dias fossem DEMO Days na ESAV, onde o público possa experimentar uma grande diversidade de iniciativas ligadas a produções agrícolas, à laboração, transformação e valorização das actividades gastronómicas, criatividade e artes ligadas ao artesanato e aos recursos endógenos, actividades em comunhão com a natureza, percursos pedestres, desportos radicais,... Vou aproveitar para me inspirar em Querença, visitando in Loco esta iniciativa.


domingo, 22 de janeiro de 2012

Projectos em Roda Livre...


http://biodivercidade-esav.blogspot.com/2010/03/e-se-houvesse-o-biclas-em-viseu.html
Vamos ouvir falar muito da ESAV e do DEAS nos próximos tempos. Porquê? Porque soubemos fazer integrar um conjunto de projectos que tinhamos em carteira. E outros vão surgindo na lógica da coincidência, que por acaso não existe. Já não temos dúvidas que o nosso futuro passa pela agricultura, bem como da maioria dos nossos alunos e de outros que se querem juntar a nós. Contudo, nem todos vão conseguir porque a competição vai ser muita. Para além dos projectos agro-florestais, outros vão surgir na área da ecologia e paisagismo. Aqui vai um que já foi escrito há algum tempo e que agora pode encontrar condições para vingar. "O Biclas em Viseu". A AFN tem algumas bicicletas guardadas em armazém que são usadas no Verão para a vigilância dos incêndios florestais por voluntários. Mas fora desse âmbito, podem ser usadas para locomoção dos alunos e docentes da ESAV pela cidade e se a "epidemia" pegar pela população. Assim sugiro que sejam dispensadas, sob nossa responsabilidade, cinco bicicletas para os nossos alunos poderem dar asas a este projecto sem custos. Vamos ver se o projecto tem receptividade por parte da AFN e da Autarquia de Viseu e já agora da ESAV. Viseu é uma cidade com milhares de bicicleta ao fim-de-semana, não se compreende porque não andam durante a semana. Se queremos mudar com a crise, e copiar bons exemplos dos países desenvolvidos, este pode ser um óptimo sinal.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Uma antevisão, mas… não uma premonição


Sem querer fazer paralelismos ou “querenças”, acredito piamente nos nossos territórios e acima de tudo nas nossas gentes, para levar a cabo um projecto desta natureza. Temos territórios com potencial e lugares com sentimento (loci) que apelam à saudade dos nossos “avós”. Estes loci, tal como na genética, encerram a génese histórica, as características exclusivas e as capacidades, motivações e o potencial de futuro de todo um corpo. Já estão caracterizados, sob ponto de vista paisagístico, natural, antropológico, económico, social, enfim de todas as formas, quadrantes e perspectivas. Não são precisos mais estudos. Então o que falta? Implementar a inovação e a criatividade dos jovens e a experiência dos nossos “mayores”, que possam incutir o empreendedorismo “inato” destes jovens e ainda mais competência “nata”. A sinergia surge da interacção entre instituições de ensino superior, autarquias e fundações, associações, cooperativas e empresas. Querença, não surgiu por acaso. Aliás, o nome revela muito do que se quer com esse projecto. Loulé, é o reflexo de um Portugal que tem de mudar, quer queiramos quer não. Reparem neste paradigma. Os mais idosos dos “territórios desérticos” das “Terras do Demo”, deixavam os melhores terrenos, os mais produtivos, junto ás povoações, para aqueles filhos mais queridos, que os tratavam até às últimas e os das pedras, para os menos queridos, muitas vezes até de uma forma injusta, mas natural. Hoje, esses das pedras alugaram às eólicas e tiram num ano dividendos que os outros não tiram numa vida. Esta é uma história real. Este é sempre o resultado das inovações que se fazem no nosso País. Perdemos quase todos e ganha uma meia dúzia. Lá vêm as assimetrias do litoral, das fortunas e das mentalidades, que até Loulé será fértil. Mas lá, está-se a tentar inverter uma tendência, como que por osmose inversa. Por cá, temos que tentar fazer o mesmo adaptando à nossa realidade. E qual é? Querença, tem muita água, nós também. Têm orquídeas selvagens, nós também. Têm paisagem e agricultura, nós também. E mais? Temos rios, produtos de denominação de origem, queijo Serra da estrela, cabrito da gralheira, borrego, vitela de Lafões, maçã bravo de esmolfe, maçã da Beira Alta, castanha de Sernacelhe, vinha, vinho do Dão, floresta, cogumelos silvestres, mirtilos, framboesa, empresas empreendedoras, (Vasco da Rocha Pinto, Ervital, Frutisilves, Moinho da Carvalha Gorda, Cooperativa Agrícola do Távora,...), associações fantásticas com dinâmica que ajudam agricultores, produtores e outros actores a sobreviverem, e ainda cultura, história, museologia, arquitectura... Eu, estando cá há mais de uma década, "envergonho-me" de não ter conseguido ajudar ainda esta gente, que tem lutado todos os dias para sobreviver, com capacidade, inovação e esforço, como alguns daqueles que estarão cá amanhã. Não há últimas oportunidades, mas amanhã, estaremos muitos daqueles em que acredito, e para mim esta será a próxima oportunidade e tudo farei para que a possamos agarrar. Amanhã, vamos todos crescer e se isso não acontecer, pode ser que a culpa seja nossa. A batalha ainda nem começou e temos todos que estar preparados porque será, como diria Aquilino, uma Batalha sem fim.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Missão Impossivel? ... Não!

Foi esta a música escolhida pela minha equipa de alunos, para mostrar que seremos capazes de conseguirmos os nossos objectivos e levar o nosso projecto avante. Encher o curso de ecologia e paisagismo da ESAV no próximo ano lectivo. Tal como o governo do dr. Passos Coelho, não dependerá só de nós, mas acredito que tudo faremos para cumprirmos a promessa. O alento e incentivo dos próximos dirigentes, o apoio da instituições da região e da cidade, fruto de um trabalho profícuo que temos vindo a desenvolver e que precisamos de mostrar. Com a Autarquia de Viseu, com o SMAS, com a AFN, a ADDLAP, a Direcção Regional, o RI-14, as Escolas secundárias da cidade, e estruturas similares distribuidas pelo distrito. Hoje iniciamos as filmagens com os nossos actores de primeira água. Esperamos que no decorrer desta semana começará a circular um primeiro spot de promoção ao curso, mas acima de tudo à escola. Hoje filmou o Presidente, o Ivo, a banda sonora, a Ana "Grave", o Courela e o Chinês. Amanhã faltam filmar a Lurdes, o Terra Nostra e os nuestros hermanos para concluirmos as filmagens, depois é só produção e pós-produção.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Venha aos Açores...cá dentro!

Há cerca de um ano ou mais, fui à Guarda, ao Centro de Estudos Ibéricos, no âmbito de umas candidaturas ao programa Interreg em conjunto com a Universidade de Coimbra e a Universidade de Salamanca e, de repente, deu por mim a passar pelos Açores, uma povoação algures perto da Guarda. Se aqueles "autóctones", quiserem atrair turismo áquele local, é so usar o lema "Venha aos Açores cá dentro" e se ainda por cima arranjarem um produto típico, quiçá um queijo feito pelo Senhor Jorge, ou um outro nome qualquer, teriam o sucesso garantido. Hoje, a convite do Eng. Rui Pedro da AFN, fui asisitr ao esvazamento de uma pequena albufeira, em São Pedro do Sul, numa acção coordenada pelo Eng. António Campos, onde pude ver com os próprios olhos os efeitos desvastadores do incêndios, não só na paisagem, mas também no leito dos rios e concomitantemente na fauna e na flora. POr momentos até parecia que estava nos Açores. Projectos destes, deviam ser estudados e trabalhados numa acção concertada entre instituições, que deviam ser de referência na região e não apenas quando as relações pessoais as proporcionam. E nós ESAV temos culpa de isso não acontecer mais amíude, mas enquanto puder vou continuar a lutar para que o tempo me dê razão. De caminho veio à baila a laranja de "Valadares" e as suas mostras, na qual a ESAV também podia dar uma mão. Lembro-me que já deu no passado, mas se calhar não tem volume. Esta questão do volume, pode constituir uma vantagem. Faz-me recordar um antigo orientador meu, Prof. Alfredo Cravador, que dizia quanto mais escrevermos, mais probabilidade temos de errar.  Enfim, por cá andamos todos muito ocupados, a olhar em redor, não vá chegar a policia (ou GNR) a qualquer momento. Eu vou ver se encontro uma furna, para tomar um banho de água quente...sem ferro de preferência!