Mostrar mensagens com a etiqueta RTP2. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta RTP2. Mostrar todas as mensagens

domingo, 25 de abril de 2021

Quando a Bota não Bate com a Perdigota,.....Faça chuva ou faça sol

Ontem assisti ao programa "Faça chuva ou faça sol" na RTP2 sobre a fileira dos Queijos do Centro ou melhor do Queijo da Beira Baixa e dos outros. Um dos méritos é dar foco aos queijos do Centro e isso é inegável. Depois, há muitas outras coisas que se podem dizer, mas sempre na lógica do melhorar. Vou-me focar no Queijo Serra da Estrela porque é aquele pela qual "visto a camisola". Foi a primeira aparição que vi do novo Presidente da Estrelacoop. A expectativa é grande, mas não é cega. Apenas vou referir três notas que me ressaltaram. Em primeiro lugar a flor de cardo. Uma pequena mostra de uma qualidade a roçar o açafrão. Quem a terá fornecido? É  a qualidade padrão comum nas queijarias? São poucas as queijarias que se preocupam verdadeiramente com a qualidade da flor e muitas menos com a origem da flor. É uma questão cultural e de falta de visão estratégica com a qual a nova direção da Estrelacoop se poderia preocupar...! Já ando há 10 anos a debater-me com esta questão e já disse o que tinha a dizer.


A segunda questão é mais de fundo. Como se caracteriza o queijo Serra da Estrela....um queijo semi-amanteigado com notas ligeiras de amargo e cor amarelo palha. Tudo isto é o resultado de um leite que deve ser de excelência das raças Serra da Estrela e Churra Mondegueira com características muito próprias no qual a flor de cardo faz um trabalho de coagulação que pode promover identidades muito próprias a este ícone. Tenho andando a procurar mostrar em diversas queijarias este facto. Diversos cardos ajudam a criar diferentes queijos sobre uma mesma base. Qual o resultado? É engraçado, mas deixemos estar como está. Nada mais certo, num ano de pandemia, onde devíamos estar a pensar no futuro. Por isso me calo! O conceito de semi-amanteigado, está hoje desvirtuado porque é um compromisso difícil de estabelecer onde os aromas se possam expressar na plenitude. É mais fácil amanteigar por isso fácil de copiar e daí a questão das ditas fraudes. Mas quem se pôs a jeito foi o Queijo Serra da Estrela a pedido das grandes superfícies que reduziram a dimensão do queijo e amoleceram a matriz e a identidade. Qual foi o objetivo? Óbvio meu caro...! Só se copia o que tem valor comercial e é fácil de copiar só pela aparência. Ora nem mais! A textura é fácil de copiar, o consumidor é pouco exigente e tem pouco poder de compra, a questão dos aromas, deixem-se disso...temos os hologramas que são caros mas são uma garantia...de quê? Textura! Estou tentado um dia destes ir a uma queijaria não DOP com os meus cardos e fazer um queijo que vá a uma prova cega no painel Serra da Estrela DOP. Mas atenção continuo a acreditar neste produto, agora mais do que nunca...!


A terceira nota tem a ver com a forma como se deve apresentar o queijo Serra da Estrela à mesa. A Cecília ainda há poucos dias fez uma mesa de QSE na praça da Alegria que me encheu de orgulho. Brilhante! O que vi ontem deixou muito a desejar.



O queijo velho DOP "Serra da Estrela" é outro produto que deve ser explorado para públicos muito específicos. Não pode ser o que "sai mal" que vá para velho. Este deve ser o excelso para públicos de eleição, exigentes e para o Mundo além fronteiras.


Os responsáveis que olhem de uma vez por todas com a atenção devida para a fileira. O importante não é como vamos buscar o leite. O importante ainda é a garantir a qualidade do leite. Não invertamos as prioridades.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Testes em série...na RTP2


Nesta divertida e didática série, um grupo de cientistas realiza experiências espetaculares para confirmar (ou desmentir) mitos populares. Agathe Lecaron, Vincent Chatelain, David Lowe e James (um boneco de testes), utilizam recursos laboratoriais (vento, testes de colisão, etc.) para realizar testes que eles próprios irão orientar. Podemos ser mais rápidos do que o vento? Podemos voar com balões? Podemos andar sobre a água? Todas estas questões irão encontrar uma resposta graças à nossa incrível equipa de cientistas
...Aconselho vivamente os meus alunos a verem esta série que nos ensina imenso, sobre a simplicidade dos processos e por isso podemos recrear e adaptar. Hoje ao ver a série veio-me à ideia mais um teste. O Zé já o vai fazer e depois vamos apreciar o resultado!

domingo, 13 de outubro de 2013

Biosfera..."comments"




Sempre que aparece uma notícia relativa a um projeto, dá azo a que surjam alguns comentários uns positivos e outros críticos que devem ser tidos em conta e esclarecidos. Um dos problemas que existem quando somos solicitados é que não controlamos a edição das reportagens e pode ficar sempre a sensação que não demos visibilidade a todos os intervenientes que fazem parte deste grupo imenso. Antes e apesar de tudo temos que agradecer ao biosfera e à produtora farol de ideias pela oportunidade. Temos igualmente que agradecer ao CEBAL, se calhar um dos responsáveis por esta reportagem e daí a ligação ao estudo científico relacionado com o cancro da mama que foi referido na peça da responsabilidade da Fátima Duarte e cuja informação não foi minha. A Universidade Católica, Departamento das Ciências da Saúde, pela mão da Prof. Marlene Barros, tem várias linhas de investigação que interessam promover associada ao projeto CARDOP, em colaboração com universidade americanas e que acredito serem alvo de divulgação a curto prazo e posso adiantar que  poderá ser pela mão da TSF, e na primeira pessoa. Foi uma pena não terem sido divulgados todos os parceiros do projeto que disse-o na reportagem, a referência ao Prof. Euclides Pires, às várias linhas de investigação, à cultura pela mão do Paulo Medeiros,...Quando vemos a reportagem, apesar de tudo de bom que aconteceu, o resultado parece sempre curto, mas acredito que nas próximas oportunidades, outros deverão aparecer e outras áreas deverão se privilegiadas, designadamente as da promoção e prevenção da saúde e da dietética e nutrição. Acreditem que esperava mais por tudo o que falamos e divulgamos, mas provavelmente teremos que via IPV, fazer uma reportagem à nossa medida que abranja as diversas áreas, instituições e colocar nas redes sociais e no sitio sobre o projeto CARDOP que temos que criar a curto prazo. Uma palavra  à Escola Secundária Viriato e ao projeto Simbiose que apesar de terem sido falados por mim, na reportagem também não foi realizada qualquer referência. Vamos trabalhar no sentido de produzirmos para sermos reconhecidos. Eu sempre digo que o importante não é aparecer...é fazer, o aparecer é apenas importante para capitalizarmos novas candidaturas. Por último um agradecimento à casa da Ínsua e ao José Matias e ao João Madanelo pelo desempenho e colaboração, merecem em pleno os destaques proporcionados, sem eles nada do que conseguimos até agora teria sido possível, isto apesar de faltar um longo caminho a percorrer. As fotos do cardo mostram que nesta fase distinguem-se bem três dos ecótipos (3M, 4M e 5M) com os quais estamos a trabalhar.
Em relação ao cavalo-marinho temos várias coisas a aprender com eles...
Agradeço a todos aqueles que têm colaborado no CARDOP e aceito todas as críticas prometendo fazer mais e melhor para que nos possamos sentir como uma verdadeira equipe que somos, esse é o nosso objetivo último, temos que ser mais a falar, mais a divulgar para que não existam protagonismos demasiados que são sempre prejudiciais.

Aos Sábados...no Público


domingo, 28 de fevereiro de 2010

Encontros IMEDIATOS


A fim de quase uma semana de actividade bloguística, eis que me deparo sobre o primeiro óbice. O que escrever ao domingo, um dia em que se deve privilegiar o passeio com a família. Estava pois a pensar “falar” hoje sobre o que irei fazer pela tarde que, é preparar uma comunicação na Universidade de Salamanca sobre Biodiversidade, produtos endógenos e desenvolvimento local. Ficará para segundas núpcias. A grande vantagem do Blogue é poder falar e transmitir sensações quase on line. Hoje vou usar esse atributo.
No falado passeio familiar, hoje pela manhã, encontrei um antigo aluno da ESAViseu, de seu nome Nuno. Ouvi-o há poucos dias atrás, na RTP2 no “radar de negócios” a expor o seu exemplo de sucesso, tal como o de alguns outros, Ricardo Pinto, Vasco da Rocha Pinto…. num tema querido para a ESAViseu, a Agricultura Biológica. Qual foi a questão que me suscitou a conversa, não foi referida em qualquer dos casos o local onde se formaram. Levantou-se a questão porquê? Não vamos explorar o tema por esse lado, vamos virá-lo ao avesso. A ESAV e o IPV têm que saber dar resposta a solicitações provinda de antigos alunos, no sentido de darem resposta aos seus anseios, designadamente na criação de modelos de investigação, na criação do comércio electrónico, design de marcas e produtos, marketing, and so on... Foi essa mensagem que lhe transmiti, estamos lá para isso e vocês (os antigos alunos) têm que saber usar essa ferramenta. Este é o apelo que deixo a todos os antigos alunos da ESAV, não se envergonhem donde provêm, saibam forçar os docentes a terem de demonstrar que são Professores e usem estas redes que também podem integrar as famosas networks. Os maiores sucessos para o futuro!