segunda-feira, 14 de março de 2011

Desafios



Continuamos a procurar soluções antigas para resolver problemas actuais. Todos sabemos que a história nos traz ensinamentos fundamentais para fazer face às crises. Mas não tenhamos dúvidas que temos que reinventar as soluções e não usar apenas as ferramentas do copy paste para dar resposta aos desafios que se colocam hoje às sociedades, ás instituições e ás pessoas. Não basta apenas clamar, que devemos ter ânimo para dar o volte face às dificuldades. É preciso agir e não apenas reagir. Para isso é preciso contar com todos os colaboradores e saber adequar o papel à função que podem desempenhar em prol da estrutura. Nem todos temos que ser "chefes" ou "directores", mas estes devem saber distribuir jogo para que todos possam ajudar e sentir mobilizados e deixarem de pensar por momentos que estamos num momento dificil deste nosso mundo. É importante que os menos aptos sintam-se protegidos por aqueles mais experientes e assim motivam-se para se excederem nas suas capacidades. Não vejo ninguém nas Instituições mais próximas a agir desta forma, sejam Instituições de Ensino Superior, Escolas ou até Cooperativas. Dir-se-á que é um utopia! Então que seja. Temos alternativa? sim! continuarmos a lutar com alegria.

domingo, 13 de março de 2011

Ecologia Histórica e Paisagem Cultural



À medida que venho escrevendo estas linhas de forma despretensiosas, lembro-me do esforço hercúleo que os c0ntra-relogistas fazem na sua "luta singular". Por ventura, as crónicas deveriam ser mais incisivas para suscitar o "confronto" de ideias construtivo, mas infelizmente a mentalidade vigente não o permite. A propósito da última crónica e nem de propósito o expresso publicou um artigo interessante sobre a revelação de que a Floresta Amazónia terá sido modelada pelo Homem, de acordo com a Arqueóloga Brasileira Denise Schann e neste sentido uma parte dessa floresta é cultural. Neste mesmo artigo, é referido que foi proposta, por William Balée um professor de Antropologia, uma nova disciplina científica a Ecologia histórica, na medida em que os seres humanos terão influenciado todos os ambientes naturais do planeta ao longo da história. Estas afirmações revelam a importância da interdisciplinaridade no desenho e concepção de debates relacionados com a Ecologia e Paisagismo. Quando assumi a direcção do Curso, a vontade de querer fazer este percurso era férreo, embora a interdisciplinaridade obrigue a fazer com o contributo de muitos. Aliás, esta foi a justificação para a criação deste espaço. Vamos esperando e desesperando que vão chegando os contributos dos demais para podermos fazer um tributo ao Curso. Quando se reduz este curso, à monitorização de jardins e colaborações com Cãmaras, sendo importantes é muito redutor. Para esta função primária, de preparar os alunos para a construção de jardins, temos colaborado com a Hortirelva e iremos a curto prazo estabelecer um protocolo, vice-versa, onde se criem sinergias de aprendizagem e colaboração com esta empresa. Em relação à colaboração com a CMViseu que, constitui um privilégio, mas que tem que ter regras. Aliás já as estabelecemos com os técnicos e vereadores da autarquia para que o nosso trabalho possa ser profícuo e eficaz. No caso concreto da avaliação biomecânica e fitossanitária da árvores da cidade de Viseu, assim que acontecer algum problema com alguma árvore, solicitamos que sejamos chamados de imediato porque é exactamente nesse momento que mais se aprende e que o nosso papel pode ser mais relevante, e não passadas algumas semanas depois de tudo ter sido resolvido...muitas vezes, menos bem. Mas na verdade, os temas como aquele que será versado no Wokshop "Planta a tua Floresta" na Quinta de Darei, ou o projecto que vamos realizar no âmbito do programa comunitário AARC sobre a monitorização do rio Vouga ao longo dos vários Concelhos do Distrito de Viseu, é que são os temas mais desafiantes e interdisciplinares e irão constituir um verdadeiro teste à nossa capacidade técnico-científica e contamos com o apoio de todos, sem excepção.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Tubo de Ensaio




Na passada quarta-feira solicitei às alunas Polacas de Erasmus do Curso de Ecologia e Paisagismo que fizessem uma apresentação dos trabalhos que estão a desenvolver no âmbito da obtenção dos seus diplomas na Polónia, onde se falou da terra natal de Copérnico e dos "Floating Gardens" 2050. Simultaneamente convidei alguns técnicos de empresas da área da arquitectura paisagísta para, de uma forma integrada, percebermos o âmbito dos trabalhos das alunas e podermos delinear uma estratégia combinada para as auxiliarmos neste processo de aprendizagem e conclusão de uma etapa importante do seu percurso académico. Os alunos e os docentes da ESAV foram igualmente convidados para participarem e fizeram-no de acordo com as suas disponibilidades, o que desde já agradeço. Fiquei contente por alunos tentarem interagir com as alunas, em inglês, o que manifesta o espírito salutar com que foi realizada esta apresentação/debate e que compreenderam a mensagem transmitida. Apareceram de surpresa dois amigos, o Zé Mário Ruivo e o Samuel que estão a preparar um workshop sobre, sucessão natural de espécies em sistemas agro-florestais e a forma como é possível retirar dividendos de cada um dos diferentes estratos que compôem este sistema, de uma forma sustentável e duradora, que se realizará de 25 a 29 Abril em Darei (Mangualde) e que será ministrado por um Suiço Ernst Goetsch radicado no Brasil, com uma vasta experiência neste domínio. No fundo estabeleceu-se um confronto de ideias e uma discussão enriquecedora sobre diversos temas, que transmite o noção clara da importância de acções tão simples como esta, que se possam realizar com frequência, seminários sobre diversas temáticas transversais aos vários cursos e que possam despoletar parcerias e novos projectos interessantes para a Escola, para a Região e para a Comunidade, como um abrir de portas para os nossos finalistas. Estes encontros devem ser realizados não só na escola, mas também em espaços e ambientes emblemáticos da região do Dão, dos quais destaco a Casa de Darei e que desde já lanço o desafio para na sequência deste workshop se possam realizar outras acções com o objectivo de transmitir know-how, conhecimento e sentimento num ambiente "open acess" que propície a aprendizagem e ideias com futuro, com o cuidado de salvaguardar a preservação e divulgação do património natural e cultural.

segunda-feira, 7 de março de 2011

A LUTRA continua...até ao Carnaval


Este título já é uma reedição, embora a actualidade o justifique. A Lutra lutra é o nome científico da Lontra e a que está na lagoa da ESAV já se avista pelas nossas bandas. Mas hoje a Lutra é outra! A música mostrou mais uma vez a sua força face ao "profissionalismo" dos expoentes da nossa música ligeira. E que nomes? A... e o ..., nem me vem nenhum nome à cabeça. Minto! lembro-me do Ricardo qualquer coisa, que canta no Verão em bares do Algarve. Seis "malucos" sem aspirações ao poder cada um a cantar para seu lado deram um banho de musicalidade com " A Luta é Alegria". Na entrevista dada à SIC, falando um pouco mais a sério, encostou o jornalista às cordas dizendo que a maior censura é a auto-censura que recai sobre todos e cada um de nós e que por isso queremos ser politicamente correctos e agradar a todos sem pisar o risco. O risco é a arma dos audazes! E em relação ao facto de irmos para a rua, poder fazer baixar os preços designadamente dos combustíveis, veremos. Porque a subida do preço dos combustíveis é tudo menos racional, senão vejamos. Esta subida imparável deve-se ao facto de poder estar a ser afectada 2% da produção mundial. Se começa a chover aumenta o combustível, mas se vem a seca aumenta o combustível. De quem é a culpa? dos mercados! Somos comandados por meia dúzia de tubarões a nível mundial, outra meia dúzia estudam estratagemas para as pessoas comprarem pela cor, pela publicidade, pela sei lá o quê... e os bancos a emprestarem cada vez mais caro. É um ciclo vicioso similar ao da dependência da droga ou do álcool. Mas atenção! Antes da corta romper vai haver uma benesse e "enquanto o pau vai e vem folgam as costa."
Ironia do destinho ir representar Portugal no eurofestival na Alemanha da Cancheler Sr.ªMerkel. Lá vai o Eng. Sócrates dizer que isto vai fazer mal aos mercados e inventar um corte no subsídio e mais um pedido de falência para evitar a ida do Jel e do Falâncio a Berlim. A sugestão é seguinte, como o Eng. Sócrates vai lá todas as semanas é uma questão de dar uma boleia no seu jacto privado, devidamente justificado por irem em representação de Portugal. Eu acredito que se o festival fosse na Grécia trariam uma votação notável, mas assim...não creio. Este momento poderá ser um pronúncio do que irá acontecer no próximo dia 12 de Março para culminar a semana do Carnaval. Tudo deve ser ironizado até ao limite do razoável e é preciso que não ocorram excessos, porque caímos na anarquia e no "clubismo". Contudo, se ninguém com responsabilidade perceber o sinal a coisa pode não ficar por aqui. Neste caso não foi o facebook que despoletou a situação mas as chamadas de valor acrescentado (0,60 euros + IVA). Por um lado a PT agradece, mas por outro lado significa que as pessoas pagam para se fazer ouvir. E neste caso quem ri por último é quem ri melhor! Força Falâncio e Jel...ti ti ri tiri ri ri...

domingo, 6 de março de 2011

As Universidades em Portugal...e já agora os Institutos Politécnicos...

A Prof. Maria Filomena Rosa escreveu um artigo no expresso este fim-de-semana acerca das vocações das Universidades e dos alunos. A falta de mobilização dos docentes em gerarem discussões científicas partilhadas entre si e até com os alunos, em seminários ou até de forma informal nos bares das Instituições, constitui um dos grandes óbices à partilha do conhecimento no local de excelência para o efeito. As Instituições de Ensino Superior. Haverá desculpas para todos os gostos, ou mesmo justificações devidamente fundamentadas. Uns docentes por excesso de trabalho e pouco tempo, outros por falta de vocação para o ensino e para a transmissão de conhecimento. Todos teremos as nossas limitações na forma de transmissão do saber ou na forma de adequar aos tempos de hoje, e às limitações ou "virtudes" dos alunos de hoje. Tem que existir uma maior partilha porque muitos dos docentes do Ensino Superior não tiveram qualquer componente pedagógica. E aqui um colaboração inter-escolas do IPV poderia ainda ser mas benéfica, na qual a ESEducação poderia desempenhar um papel importante na questão da pedagogia ou pelo menos no despoletar desta discussão. Na ESAV, pensei que o Conselho Técnico Científico poderia desenvolver um plano de seminários apresentados por docentes, ex-alunos, empreendedores na vida real... Cedo verifiquei que esta ideia não seria bem acarinhada e até compreendida. Esta semana decidi propor a três alunas Polacas de Erasmus do curso de Ecologia e Paisagismo (Suzana, Paulina e Malgozata), que fizessem apresentações sobre os temas dos respectivos diplomas que irão apresentar em Setembronpara concluirem o curso na Universidade na Polónia. E decidi convidar empresários e técnicos da área da arquitectura paisagista e do paisagismo, por forma e podermos ensinar e aprender com outros sistemas de ensino, neste caso do Leste. Espero poder contar com a presença dos nossos alunos e docentes, para que isto não continue a ser só carnaval. A propósito as apresentações são na quarta-feira, 9 de Março pelas 17 h. Os temas versam "Spatial Planning", "Restoring Public Parks" and "Bulk Plants".
A crónica do expresso versa outras temáticas, uma das quais o facto de ser um computador a seleccionar a entrada dos candidatos na Universidade. A semana que passou, pertenci ao júri dos maiores de 23 anos e percebemos a importância que uma entrevista pode ter na selecção dos candidatos para um número limitado de vagas e podermos "tentar" escolher os melhores. Um último tema tem a ver com a falta de visão estratégica das Instituições na valorização dos seus recursos materiais, sejam eles quais forem, edifícios, quintas, equipamentos científicos, laboratórios, autocarros,...
Subscrevo na íntegra a opinião manifestada pela Maria Filomena Mónica na sua crónica ao expresso.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Geração "Desenrascada"


O dia de ontem foi extraordinariamente atribulado para os lados da ESAV, talvez pela aproximação de mudança da lua e sabemos bem o papel determinante que os astros desempenham neste nosso mundo. Felizmente tudo acabou em bem! O Eng. Soares de Sousa não se aleijou, o carro pouco sofreu e a "Sheyla" deu à luz sete cachorrinhos. Queria desenvolver um pouco a temática da geração e do apelo à maternidade. Para além da Sheyla (Golden retriever) que se portou como uma heroína, a Mariana e a Rita desempenharam um papel quase na perfeição, quando tudo levava a crer que nem queriam ver o nascimento de qualquer dos cachorros, mas a obrigação e o apelo foi mais forte e cresceram seguramente como Mulheres. Tivemos que ir buscar o primeiro, a um buraco bem fundo graças à perspicácia da Mariana e à destreza da Rita. Só vimos que era parecido à mãe quando viu a luz do dia. A este tenho que lhe dar o nome, may be (winner)...porque trata-se de um verdadeiro vencedor, porque ouvimo-lo graças aos seus gemidos e terá aguentado algumas horas longe da mãe. Tivemos que cortar cordões umbilicais...tivemos que educar a Sheyla para a função de Mãe, porque há coisas inatas, mas há outras que só com a experiência se adquire. Queremos agradecer à Carla Santos e ao Fernando Esteves, pelo apoio inexcedível, na monitorização do parto por controlo remoto.

Um pouco a despropósito, numa visita recente à casa da ínsua, com a universidade sénior e alunas Erasmus, na qual o Eng. Matias, mostrou mais uma vez a sua disponibilidade e irreverência na defesa dos recursos endógenos das Beiras, fui trocando algumas palavras com o Inspector Demétrios, uma verdadeira "enciclopédia aberta" com vontade de ensinar. E quanto as gerações mais novas têm a aprender com este Senhor, para se tornarem ainda mais desenrascadas. A sabedoria popular quando suportada pela ciência torna-se irrepreensível. "O queijo quer-se sem olhos, o pão com olhos e o vinho a fazer saltar os olhos!"

terça-feira, 1 de março de 2011

Será este o caminho...



Quando pronúncio a palavra caminho vem-me à memória o de São Tiago e a Galiza. Qual a ligação entre a Galiza, a APPACDM e os maiores de 23 anos. No fundo os temas das últimas crónicas. Conforme relatei, estive recentemente em Allariz, pequena povoação perto de Ourense, considerada uma reserva da biosfera. Eu diria da estratosfera. Tem paisagem e beleza natural, tem gastronomia de elevada qualidade, está a desenvolver projectos na área da jardinaria, mas também tem uma vertente comercial bem desenvolvida e acima de tudos tem as suas "Xentes" fabulosas. Tem tudo para agradar a públicos diversos. Apenas vou relatar uma situação vivida numa loja Zara integrada no núcleo urbano completamente remodelado com a preservação das casas rurais. Apercebi-me que a gerente de loja estava a dar indicações a uma empregada para ir junto de uns clientes e de forma extraordinariamente afável disponibilizar a sua ajuda. Reparei posteriormente que essa empregada era possuidora de trissomia 21, aliás como uma outra. Não será isto uma estratégia de marketing inovadora em que o cliente é cativado não pela beleza das vendedoras mas pela sua afabilidade. Para mim depois de conhecer Allariz, isto é "a cereja no topo do bolo". Uma das candidatas aos maiores de 23 anos fez o percurso em lojas comerciais e agora vê-se arredada desse meio por ter atingido, sei lá? talvez os 35 anos. Em Portugal, permitem-se a fazer isto. Chama-se a dinâmica do mercado do trabalho! Ontem assisti aos "prós e contras" durante 10 minutos. Vi a geração "à rasca" a dar um baile à geração X. Por graça é esta geração "à rasca" que dá a ganhar à Sagres (que lá estava representada) e outras Cervejas e ainda vem o vinho a querer que eles também consumam o seu produto "nutracêutico" mas com que recursos. Deu-me sono e adormeci! Mas antes ainda ouvi alguém a dizer que na Inglaterra é que é bom, porque o curriculum é avaliado pelo voluntariado e mais não sei o quê. Mas o que fazem os jovens senão trabalho voluntário, muitas das vezes. Ainda ontem nas entrevistas aos maiores de 23 anos, reparei que um dos candidatos tinha realizado trabalho voluntário na recuperação em Tomar devido à acção do tornado. Fui eu que lhe chamei à atenção que tem de realçar essa actividade, se calhar para mostrar aos Ingleses que aqui também se faz trabalho voluntário...não fazemos é publicidade suficiente. A crónica vai longa mas quero temrinar dizendo que fiquei imensamente satisfeito pelo projecto da praia de mar ("Life Beach") já não ser feita em Viseu. Ganhou Mangualde! parabéns! O caminho só pode ser este. Julgo que o Macário Correia está a estudar por umas termas em Faro e uma pista de Ski em Santa Bárbara de Nexe. Que Deus nos perdoe, por termos as vistas curtas. Isto de trazer água salgada para o interior já não é novidade porque segundo creio para os lados de Moimenta existia uma exploração de camarão de Moçambique... Como é "Life Beach" são precisos os peixes. Agora vejam lá se vão por trutas! Este Presidente, do qual não posso tecer qualquer comentário porque não tenho o prazer de o conhecer, parece que é "truta" ou neste caso um "tubarão" porque é uma praia de água salgada. A propósito! proponho que a inauguração seja com uma demonstração de Kitesurf...à noite!