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terça-feira, 25 de março de 2014

Um florista com amor à arte....

Realizou-se na casa da Ribeira a conferência que revelou os dados da qualidade da água dos rios do concelho de Viseu, bem como das suas comunidade bióticas apresentados pelo Prof. José Manuel Costa da ESAV. A Eng. Leontina falou sobre as três espécies de árvores que irão ser plantadas por todo o concelho, o freixo, o ulmeiro e o castanheiro. Não posso deixar de fazer um elogio ao arranjo que estava na mesa onde pontificaram a Presidente da ESAV e o Presidente da ADDLAP, sendo o arranjo feito por um florista do Mundão, absolutamente criativo na utilização das espécies e dos materiais. É preciso ter muita sensibilidade estética para se fazer um trabalho destes. Em breve irei conhecer este Senhor... pois merece a pena conhecer uma pessoa que deve ter um amor extremo a esta Arte. 








Um estimulo para as crianças...da cidade de Viseu


...saberem apreciar, preservar e valorizar as árvores da nossa cidade. Neste caso foram plantados freixos e a Eng. Leontina narrou-nos algumas histórias e lendas curiosas que nos ajudam a entender melhor as árvores e o seu simbolismo. O nosso obrigado a todas as crianças, aos professores e à Eng. Leontina. À ADDLAP e à autarquia por terem proporcionado este momento, que não tendo sido o que haviamos sonhado cumpriu perfeitamente os seus objetivos.





Um Excesso de Zelo...

Eu não tenho dúvidas que existe uma grande "decalage" entre o municipio de Viseu e os outros do distrito, em termos de cuidado com a imagem e a salvaguarda dos seus responsáveis, mas por vezes assisto a alguns excessos de zelo. Era bem verdade que estava presente toda a vereação e que todos os cuidados são poucos. Mas eram só as crianças do concelho que iam plantar umas árvores e receber uns prémios. Talvez as fardas poderiam estar menos visíveis, ou então sou eu que estou a ver mal as coisas. Já as fardas dos jardineiros da autaquia gostei e dos meus alunos também apesar de não terem fardas. 





segunda-feira, 24 de março de 2014

A ESAV colabora....pela mão do Prof. José Manuel Costa


Agradecer à Eng. Leontina pela forma colaborante e interessante como falou das árvores que foram e continuarão a ser plantadas nas várias freguesias de Viseu, o Freixo, o Ulmeiro e o Castanheiro...

sábado, 22 de março de 2014

SPA em SPS...São Pedro do Sul

 
Depois da manhã intensa em Vale Papas, tive que ir descansar para o SPA das termas de São Pedro do Sul. Neste caso com o Presidente da Autarquia de São Pedro do Sul e o Presidente da ADDLAP acompanhado das suas colaboradoras....é só para fazer inveja...fui em trabalho!
 
 





 






 

terça-feira, 7 de maio de 2013

Uma aposta no futuro...

O Eng. José Manuel continua, de forma incansável, a colaborar com a ADDLAP no âmbito do projeto AARC, a divulgar a valorização do rio Vouga enquanto habitat vital para todo este território e para uma larga fatia dos jovens da região. Hoje, foi em Vouzela, amanhã será em Oliveira de Frades. Este é aquele trabalho silencioso, que é importante mas que só dará frutos daqui a alguns anos. O projeto AARC, a ADDLAP e a ESAV devem-lhe um agradecimento imenso. A mim cabe-me pedir desculpa por não estar a colaborar de forma tão activa neste fase.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Hoje esteve...um "Mundão" de gente jovem no rio Pavia...


No âmbito do projeto AARC, a ADDLAP convidou os alunos da Escola EB do Mundão a estarem presentes no rio Pavia, junto ao Parque Linear de Santiago para assisitirem a uma demonstração de pesca eléctrica e análise da qualidade da água realizada pelo Eng. José Manuel Costa da ESAV. A ESAV cumpriu mais uma vez o seu papel correspondendo às solicitações da institutições parceiras da região, em prol do desenvolvimento do conhecimento científico e do interesse dos alunos dos vários níveis escolares em temas relacionados com a preservação do ambiente e neste caso particular do rio Pavia na cidade de Viseu.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Projeto Educativo “Um Rio com Vida”
















O projeto AARC - Atlantic Aquatic Resource Conservation, (Conservação dos Recursos Aquáticos do Atlântico), no qual a ADDLAP – Associação de Desenvolvimento do Dão, Lafões e Alto Paiva é um dos parceiros europeus, pretende conceber e aplicar estratégias de gestão integrada de recursos hídricos. A Quercus e a Escola Superior Agrária de Viseu/ IPV colaboram na execução de algumas das ações previstas. Em Portugal, um dos espaços a intervir é a bacia hidrográfica do Rio Vouga e das sub-bacias do Paiva e do Dão, na área coincidente com os cinco concelhos da área de abrangência da ADDLAP: Viseu, Vila Nova de Paiva, São Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades. Neste território pretende-se efetuar uma caracterização das comunidades aquáticas da bacia do Vouga, em particular das populações de peixes e definir estratégias para a exploração dos recursos piscícolas, mediante a definição não só de programas de recuperação e valorização dos ecossistemas ribeirinhos, como também da reabilitação das populações piscícolas com interesse económico para a região. No projeto, a componente de sensibilização ambiental terá um papel fulcral, com a conceção de um programa de educação para a sustentabilidade, com enfoque, na preservação das espécies migradoras e dos seus habitats, o qual será promovido junto das escolas da área de intervenção da ADDLAP e junto dos utilizadores dos cursos de água, em especial os pescadores, prevendo-se que os resultados desta experiência possam vir a ser replicados a nível nacional. Sendo a Educação Ambiental um pilar fundamental da Conservação da Natureza, ela assume uma importância de relevo no decurso do Projeto AARC. A compreensão e o conhecimento da biodiversidade da bacia hidrográfica do rio Vouga, bem como dos habitats que a integram e dos serviços ambientais que prestam ao homem, afigura-se-nos indispensável para o desenvolvimento de atitudes ambientalmente mais responsáveis e conscientes, consentâneas com a proteção dos recursos numa ótica de desenvolvimento económico sustentável, tanto a nível local como global. Assim, no decorrer do ano letivo 2012/2013, com o objetivo de divulgar junto da comunidade escolar os valores naturais ligados ao rio, a sua importância para o Homem no passado e no presente, e sensibilizar para a necessidade da sua preservação, pretende-se desenvolver o programa Educativo “Um rio com vida”.

Este programa destina-se a todos os alunos que frequentem o ensino básico (1º, 2º e 3º ciclos) em estabelecimentos de ensino público e privado localizados na área coincidente com os cinco concelhos da área de abrangência da ADDLAP: Viseu, Vila Nova de Paiva, São Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades.

O programa tem como objetivos: Divulgar os valores naturais do rio; Sensibilizar a Comunidade escolar para a necessidade de conservar os habitats ribeirinhos; Dar a conhecer o Projeto AARC nas suas diversas vertentes de Intervenção;  Envolver os alunos em atividades educativas sobre a temática “Um rio com vida”, num contexto escolar;

Este programa é constituído por duas modalidades indissociáveis: a primeira consiste na deslocação à escola de um técnico da equipa do projeto que irá dar a conhecer os valores naturais do rio e o projeto AARC (Ação de Educação Ambiental) e a segunda consta no desenvolvimento e apresentação, pela escola inscrita, de pelo menos um trabalho sobre os rios Vouga, Paiva ou Dão.

O Programa Educativo “Um rio com vida” é representado pela sua mascote, a Célia, uma lontra-europeia (Lutra lutra), espécie que ocorre na bacia do Vouga.





sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Uma antevisão, mas… não uma premonição


Sem querer fazer paralelismos ou “querenças”, acredito piamente nos nossos territórios e acima de tudo nas nossas gentes, para levar a cabo um projecto desta natureza. Temos territórios com potencial e lugares com sentimento (loci) que apelam à saudade dos nossos “avós”. Estes loci, tal como na genética, encerram a génese histórica, as características exclusivas e as capacidades, motivações e o potencial de futuro de todo um corpo. Já estão caracterizados, sob ponto de vista paisagístico, natural, antropológico, económico, social, enfim de todas as formas, quadrantes e perspectivas. Não são precisos mais estudos. Então o que falta? Implementar a inovação e a criatividade dos jovens e a experiência dos nossos “mayores”, que possam incutir o empreendedorismo “inato” destes jovens e ainda mais competência “nata”. A sinergia surge da interacção entre instituições de ensino superior, autarquias e fundações, associações, cooperativas e empresas. Querença, não surgiu por acaso. Aliás, o nome revela muito do que se quer com esse projecto. Loulé, é o reflexo de um Portugal que tem de mudar, quer queiramos quer não. Reparem neste paradigma. Os mais idosos dos “territórios desérticos” das “Terras do Demo”, deixavam os melhores terrenos, os mais produtivos, junto ás povoações, para aqueles filhos mais queridos, que os tratavam até às últimas e os das pedras, para os menos queridos, muitas vezes até de uma forma injusta, mas natural. Hoje, esses das pedras alugaram às eólicas e tiram num ano dividendos que os outros não tiram numa vida. Esta é uma história real. Este é sempre o resultado das inovações que se fazem no nosso País. Perdemos quase todos e ganha uma meia dúzia. Lá vêm as assimetrias do litoral, das fortunas e das mentalidades, que até Loulé será fértil. Mas lá, está-se a tentar inverter uma tendência, como que por osmose inversa. Por cá, temos que tentar fazer o mesmo adaptando à nossa realidade. E qual é? Querença, tem muita água, nós também. Têm orquídeas selvagens, nós também. Têm paisagem e agricultura, nós também. E mais? Temos rios, produtos de denominação de origem, queijo Serra da estrela, cabrito da gralheira, borrego, vitela de Lafões, maçã bravo de esmolfe, maçã da Beira Alta, castanha de Sernacelhe, vinha, vinho do Dão, floresta, cogumelos silvestres, mirtilos, framboesa, empresas empreendedoras, (Vasco da Rocha Pinto, Ervital, Frutisilves, Moinho da Carvalha Gorda, Cooperativa Agrícola do Távora,...), associações fantásticas com dinâmica que ajudam agricultores, produtores e outros actores a sobreviverem, e ainda cultura, história, museologia, arquitectura... Eu, estando cá há mais de uma década, "envergonho-me" de não ter conseguido ajudar ainda esta gente, que tem lutado todos os dias para sobreviver, com capacidade, inovação e esforço, como alguns daqueles que estarão cá amanhã. Não há últimas oportunidades, mas amanhã, estaremos muitos daqueles em que acredito, e para mim esta será a próxima oportunidade e tudo farei para que a possamos agarrar. Amanhã, vamos todos crescer e se isso não acontecer, pode ser que a culpa seja nossa. A batalha ainda nem começou e temos todos que estar preparados porque será, como diria Aquilino, uma Batalha sem fim.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

IPV / ESAV = VIP / SAVE


http://stebe.altervista.org/showthread.php?tid=18
Crónica a publicar brevemente quando for possível tornar a ESAV / IPV  um lugar onde toda a gente queira trabalhar, pela qualidade dos equipamentos, pelo espírito de equipa e pelos resultados obtidos. E também uma escola para onde todos os alunos queiram vir e tenham prazer em estudar e desenvolver projectos. Nós em Ecologia e Paisagismo vamos começar a distribuir os nossos alunos pelos projectos em que estamos envolvidos: 1. Estudo de avaliação do impacto de sementeira aérea em áreas que sofreram incêndios florestais. Parceiro: AFN; 2. Estudo de Avaliação biomecânica e fitossanitária em exemplares arbóreos da cidade de Viseu. Parceiro: Câmara Municipal de Viseu; 3. Estudo de Avaliação biomecânica e fitossanitária em exemplares arbóreos da cidade de Mangualde. Parceiro: Câmara Municipal de Mangualde; 4. Estudo de Monitorização do rio Vouga ao nível das comunidades píscicolas e dos ecossistemas associados. Parceiro: ADDLAP; 5. Estudo de monitorização ambiental do Rio Pavia. Parceiro: SMAS. 6. Caracterização dos Recursos genéticos do Cardo. Parceiro: Proder. Estes são apenas alguns dos projectos, agora é só começar a distribuir os alunos pelos projectos de acordo com  os seus próprios interesses. Candidatem-se!
Adenda...fruto de um comentário publicado nesta crónica, resta acrecentar que estes são apenas alguns dos projectos, haverá muitos mais e esperamos que os próprios alunos possam lançar os seus, aliás como foi o exemplo dos "Biopellets". Não nos podemos esquecer que este ano o Poliempreende joga-se "em casa". Esta crónica está "pessoalizada" no curso de ecologia e Paisagismo, mas pretende-se que seja extensivo à ESAV.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Missão Impossivel? ... Não!

Foi esta a música escolhida pela minha equipa de alunos, para mostrar que seremos capazes de conseguirmos os nossos objectivos e levar o nosso projecto avante. Encher o curso de ecologia e paisagismo da ESAV no próximo ano lectivo. Tal como o governo do dr. Passos Coelho, não dependerá só de nós, mas acredito que tudo faremos para cumprirmos a promessa. O alento e incentivo dos próximos dirigentes, o apoio da instituições da região e da cidade, fruto de um trabalho profícuo que temos vindo a desenvolver e que precisamos de mostrar. Com a Autarquia de Viseu, com o SMAS, com a AFN, a ADDLAP, a Direcção Regional, o RI-14, as Escolas secundárias da cidade, e estruturas similares distribuidas pelo distrito. Hoje iniciamos as filmagens com os nossos actores de primeira água. Esperamos que no decorrer desta semana começará a circular um primeiro spot de promoção ao curso, mas acima de tudo à escola. Hoje filmou o Presidente, o Ivo, a banda sonora, a Ana "Grave", o Courela e o Chinês. Amanhã faltam filmar a Lurdes, o Terra Nostra e os nuestros hermanos para concluirmos as filmagens, depois é só produção e pós-produção.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Desafios...e consequências!


staticulator.wordpress.com
Hoje, disse a alguns o que nunca havia dito, embora o tivesse pensado. Ficarei a aguardar as consequências, disso. O resultado não depende de mim e também em nada o vou forçar. Estamos a iniciar um novo ano lectivo e temos que lançar desafios aos nossos novos alunos, alguns deles com imensa experiência de vida. Temos que os manter entusiasmados e sentirem que com o "background" que têm podem ajudar em muito a afirmação da escola. Os outros os mais novos têm que ser entrosados com estes e com a sua capacidade e criatividade, esta mescla tem que dar resultados. Há imensos projectos para  abraçar e outros para lançar. Todos juntos docentes e alunos, com as instituições da região AFN (quase a extinguir-se), autarquias, associações, etc, temos que ser capazes de promovermos as pontes necessárias rumo ao sucesso. Estão abertas as inscrições para semanas de trabalho de campo em Vila Nova de Paiva, com alojamento e refeições garantidas. Quem quiser venha falar comigo. Temos que aproveitar as marés, nem que sejam no rio.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Divulgar!...uma boa acção



A ESAV tem tentado responder ás inúmeras solicitações que têm chegado, no sentido de aderir a um conjunto de iniciativas integradas no dia Mundial da Floresta ao longo do distrito. Relevo a primeira realizada em Vila Nova de Paiva no parque botânico Arbutus do Demo e que serve de mote para todas as restantes. A Mensagem consiste em, fazer os autarcas acreditarem não só nos recursos endógenos de cada região, sejam eles a floresta, o turismo, os habitats, etc...,mas também nos recurso humanos, nos jovens que estão a fazer os seus percursos académicos, muitas vezes bem adaptados às realidades locais, como é o caso dos alunos de Turismo Ambiental da escola Secundária de Vila Nova de Paiva. Cabe à ESAV e outras Instituições de Ensino Superior da Região, enquadrarem e apoiarem essa evolução e saberem dar resposta aos anseios dessas populações, depois de inventariadas as situações e de definidas em conjunto com os poderes autárquicos as estratégias de futuros para as regiões, em tempos de "vacas magras". Hoje, em Oliveira de Frades, iremos falar de um projecto comunitário AARC (Atlantic Aquatic Resource Conservation Project) no qual a ESAV irá colaborar com a ADDLAP e com a Quercus e que poderá servir de exemplo para o rumo que temos de seguir no futuro. A nossa vocação é realizar uma caracterização exemplar, para depois de conhecidas as realidades se possam implementar estratégias concertadas em sinergia com o turismo, ambiente, floresta, recursos faunísticos e a ecologia e paisagismo. A propósito irão comigo alunos de Oliveira de Frades, porque são eles também "recursos endógenos" que nos irão ajudar na prossecução deste projecto e porque nós acreditamos neles!

domingo, 20 de março de 2011

Uma Árvore não faz uma Floresta



Um provérbio Chinês diz que se queremos dez anos de prosperidade cultivemos árvores, se quisermos cem anos cultivemos as pessoas. Como docentes da ESAV, vamos dar resposta esta semana a vários eventos relacionados com o tema das árvores e das florestas, no distrito de Viseu, designadamente em Vila Nova de Paiva e Oliveira de Frades.

Estas colaborações, consideramos de extrema importância para fazermos passar uma mensagem, não só técnico-científica, mas também cultural e acima de tudo de mobilização de esforços conjuntos com autarquias, escolas, associações de desenvolvimento rural,... em prol da região Dão-Lafões e Alto Paiva.

Na própria ESAV iremos fazer um workshop desenvolvido pelos alunos, já abordado numa crónica anterior com o título "Novos desafios para a Floresta." A autarquia de Viseu, como referência do distrito, também irá realizar uma conferência sob a égide de um jornal de referência e com "vultos" da ciência florestal. Para chegarmos a ser reconhecidos pela autarquia da nossa cidade como pares, temos que "palmilhar" o nosso caminho. Estamos a fazê-lo...pode ser que um dia venhamos a ser reconhecidos. Por enquanto vamos andando na província...com imenso prazer e vontade.

domingo, 13 de março de 2011

Ecologia Histórica e Paisagem Cultural



À medida que venho escrevendo estas linhas de forma despretensiosas, lembro-me do esforço hercúleo que os c0ntra-relogistas fazem na sua "luta singular". Por ventura, as crónicas deveriam ser mais incisivas para suscitar o "confronto" de ideias construtivo, mas infelizmente a mentalidade vigente não o permite. A propósito da última crónica e nem de propósito o expresso publicou um artigo interessante sobre a revelação de que a Floresta Amazónia terá sido modelada pelo Homem, de acordo com a Arqueóloga Brasileira Denise Schann e neste sentido uma parte dessa floresta é cultural. Neste mesmo artigo, é referido que foi proposta, por William Balée um professor de Antropologia, uma nova disciplina científica a Ecologia histórica, na medida em que os seres humanos terão influenciado todos os ambientes naturais do planeta ao longo da história. Estas afirmações revelam a importância da interdisciplinaridade no desenho e concepção de debates relacionados com a Ecologia e Paisagismo. Quando assumi a direcção do Curso, a vontade de querer fazer este percurso era férreo, embora a interdisciplinaridade obrigue a fazer com o contributo de muitos. Aliás, esta foi a justificação para a criação deste espaço. Vamos esperando e desesperando que vão chegando os contributos dos demais para podermos fazer um tributo ao Curso. Quando se reduz este curso, à monitorização de jardins e colaborações com Cãmaras, sendo importantes é muito redutor. Para esta função primária, de preparar os alunos para a construção de jardins, temos colaborado com a Hortirelva e iremos a curto prazo estabelecer um protocolo, vice-versa, onde se criem sinergias de aprendizagem e colaboração com esta empresa. Em relação à colaboração com a CMViseu que, constitui um privilégio, mas que tem que ter regras. Aliás já as estabelecemos com os técnicos e vereadores da autarquia para que o nosso trabalho possa ser profícuo e eficaz. No caso concreto da avaliação biomecânica e fitossanitária da árvores da cidade de Viseu, assim que acontecer algum problema com alguma árvore, solicitamos que sejamos chamados de imediato porque é exactamente nesse momento que mais se aprende e que o nosso papel pode ser mais relevante, e não passadas algumas semanas depois de tudo ter sido resolvido...muitas vezes, menos bem. Mas na verdade, os temas como aquele que será versado no Wokshop "Planta a tua Floresta" na Quinta de Darei, ou o projecto que vamos realizar no âmbito do programa comunitário AARC sobre a monitorização do rio Vouga ao longo dos vários Concelhos do Distrito de Viseu, é que são os temas mais desafiantes e interdisciplinares e irão constituir um verdadeiro teste à nossa capacidade técnico-científica e contamos com o apoio de todos, sem excepção.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Projectar Candidaturas de Élite

Estamos numa fase activa de candidaturas a projectos no âmbito das nossas actividades de investigação na ESAV aos mais diversos programas comunitários. Para levarmos a cabo com sucesso as candidaturas devemos juntarmo-nos aos melhores e áqueles com quem gostamos de trabalhar. Devemos também na medida do possivel desenvolver investigação com aplicação internacional não esquecendo uma eventual predisposição para a valorização de produtos de índole regional. Este é o caminho que com aqueles com quem tenho colaborado temos trilhado, embora outros desenvolvam estratégias diversas com tanto ou mais sucesso. Temos privilegiado a colaboração com instituições de ensino superior de Viseu, neste caso a Universidade Católica Portuguesa (que tem feito uma divulgação de marketing em parceria com o expresso curiosa) e defendo que num futuro próximo possamos colaborar de forma efectiva com o Piaget, o que aliás já fiz no passado. Paralelamente, devemos escolher autarquias, estruturas associativas, empresas, direcções regionais, laboratórios que connosco queiram colaborar em prol da investigação na região. Pelos sinais recentes estou absolutamente convencido que existe um enorme potencial por explorar ao nível do desenvolvimento de novos projectos, saibamos apresentá-los aos interlocutores certos e no momento indicado.