sábado, 2 de novembro de 2013

Arbutus...unedo... um exemplar de excepção em Carregal do Sal

 



 
 
O medronheiro é uma árvore/arbusto com o qual tenho uma estreita relação de afetividade. Tenho reparado que várias vezes tenho feito esta constatação com diversas espécies, o que não deixa de ser verdade, mas por razões diversas. No caso do Arbutus unedo porque foi o taxa responsável pela atribuição do nome do parque botânico Arbutus do Demo em Vila Nova de Paiva. O epíteto unedo quer dizer apenas um, ou seja que se deve comer apenas um fruto. Não sejamos tão criteriosos...comam os que vos apetecer, sendo que nada em excesso faz bem. Esta semana tive o prazer de poder acompanhar o Prof. Jorge Canhoto e os seus estagiários do Botânico da Universidade de Coimbra na colheita de material vegetal para caracterização da biodiversidade do medronheiro na região de Viseu. É óbvio que elegi os do Parque Arbutus do Demo como de interesse para sabermos a sua caracterização genética e numa volta mais atenta colhemos material vegetal de mais de dez arbustos no parque. Em breve daremos a exata localização porque o parque tem que conhecer os seus medronheiros e deve apostar na propagação do seu ex-libris. Depois com a preciosa ajuda do Prof. João Neves, por quem tenho uma estima e admiração, fomos em direção à encosta que vai dar à Póvoa de Calde, para colhermos os restantes exemplares até perfazerem o total de 30 que era o objetivo que foi atingido. 
Ficou para colher, mas que julgo ser de extrema importância um medronheiro que existe em Carregal do Sal e que foi alvo do trabalho de inventariação e caracterização das árvores monumentais de Viseu. Aqui ficam os elementos para que se possível juntem este exemplar ao estudo.
 
Perímetro (m)
 
Diâmetro (m)
 
da base:
4,55 m
da base:
1,45 m
a 1,30m:
3,60 m a)
a 1,30:
1,15 m
à altura do fuste:
2,60 m
à altura do fuste:
0,83 m
 
Altura total:
 
14,5m
 
Diâmetro da copa (N – S) (m):
 
14,80 m
Altura do fuste:
0,80 m b)
Diâmetro da copa (E – W) (m):
13,70 m
Idade provável:
+ bicentenária
Ano de plantação/sementeira:
 
 
Nome do Prédio:
Amieiro
 
Distrito:
  Viseu
Freguesia:
Currelos
Concelho:
Carregal do Sal
Lugar:
Carregal do Sal
 
 
Carta militar:
 

Proprietário:  
Augusto Sousa Ferreira Azevedo
Morada:
Casa do Zagão - R. Alexandre braga nº 10 3430-027 Carregal do Sal
Publicação em D.R.
 
 
 
Aqui ficam alguns momentos das colheitas no parque Arbutus do Demo...
 



 

Árvores Majestosas...

Em determinada altura, a ESAV colaborou ativamente com o Eng. Rui Pedro dos, então, serviços florestais na identificação e caracterização de árvores monumentais no distrito. Na altura um aluno de florestal, Armando Silva, fez este trabalho de inventariação que possibilitou a realização de um itinerário à volta das árvores monumentais. Vamos publicando algumas da árvores inventariadas...neste caso em Penalva do Castelo, Acer, Quercus suber, Pinus pinea, um autêntico santuário que é um pena não ser aproveitado turisticamente.





Doce de Mostajo da Avó... da Quinta da Maúnça...


Doce de mostajo       

Preparação:
MostajeiroColhem-se os mostajos e colocam-se num alguidar cobertos com água. Eliminam-se todos os que vierem à superfície e pesam-se 2 kg. Congelam-se durante alguns dias pois esse procedimento melhora a consistência do fruto, tornando-o mais doce e macio.
Colocam-se os mostajos num tacho coberto com água e cozem-se durante cerca de 20 minutos, até que se comecem a desfazer. Passam-se por uma peneira eliminando as cascas e caroços. Pesa-se o polme e faz-se uma calda de açúcar. Use metade do peso do polme de açúcar e água suficiente para fazer uma calda grossa (ponto de pérola).
Junte depois o polme e deixe ferver em lume brando, mexendo frequentemente para não pegar no fundo do tacho. Quando estiver com uma cor alaranjada, semelhante à marmelada, retire um pouco para um prato e confira o ponto: se depois de frio passar o dedo fazendo uma “estrada” e o doce não voltar a juntar, está no ponto certo.
Coloque o doce em frascos de vidro com tampa de metal, devidamente esterilizados e coloque numa panela com água a cobrir completamente os frascos. Deixe ferver durante 20 minQuinta da Maúnlutos e depois retire do lume e deixe arrefecer na água. O doce, assim esterilizado conserva-se durante um ano.

Agora é só colher e preparar o doce

Mostajada...recuperar e recriar uma tradição


http://www.quintadamaunca.mun-guarda.pt/
Tenho-me cruzado por diversas vezes com o mostajeiro, assumindo a sua defesa e preservação. Na Quinta da Maúnça na Guarda provei pela primeira vez a mostajada e a geleia de mostajo. Recolhi alguns mostajos que irei lançar o desafio a que as minhas filhas possam fazer este "miminho" e que possa dar a provar aos meus alunos, colegas e amigos. Assim que tiver as fotos da produção irei publicar aqui. Pedirei à Ludovina Margarido, coordenadora da Quinta da Maúnça que me dê algumas dicas para que o doce fique um mimo, tal como o da sua avó. A propósito recordo-me de uma "anciã" de Almeida (Guarda) que na seu percurso para a escola primária passava por um mostajeiro e recolhia alguns frutos que lhe adoçavam a boca e confortavam o estômago...que vida saudável aquela! Agora são pastilhas elásticas, gomas e batatas fritas,...e depois estamos todos gordos, crianças e adultos...Pudera!

http://biodivercidade-esav.blogspot.pt/2010/02/salvem-o-mostajeiro-da-escola-superior.html
http://biodivercidade-esav.blogspot.pt/2010/03/o-mostajeiro-esta-salvo-mas.HTML
http://biodivercidade-esav.blogspot.pt/2010/04/mostajeiro-jaz-as-portas-da-esav.html
 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Revisitar o projeto de Querença...

Sementes de Portugal...promovem o cardo...com inteligência!

Alunos da Viriato inauguram a estufa da Escola...em Simbiose...com sementeira de cardos e hortícolas







Os alunos e docentes de biologia do 12º ano da Escola Secundária Viriato inauguraram a estufa de vidro edificada pelos docentes é alunos da Viriato, com plantações de diversos ecótipos de cardo e de hortícolas. Estas plantas serão utilizadas no projeto Simbiose, na plantação de jardins temáticos em várias autarquias da região. O próximo passo será estabelecer culturas em hidroponia, com o apoio dos docentes da ESAV, designadamente o Eng António Pinto e a Eng.ªDaniela Teixeira.