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domingo, 25 de julho de 2021

Condomínios de Luxo...pela autenticidade

 


O jornalista Amadeu Araújo faz o favor de, pontualmente, no âmbito dos artigos que escreve no caderno de Economia do Expresso solicitar opinião sobre temas que estejam relacionados com o desenvolvimento do território rural. O desta semana tem a ver com os condomínios de aldeia. Estes projetos podem vir a ser de extraordinária importância mas para isso têm que ser muito bem concebidos e implementados. O desafio é implementar, porque "falar bem e bonito" é fácil, o difícil é levar a cabo na realidade. Mas haja a oportunidade! Eu dei o exemplo de Querença, ao qual estive, indiretamente, ligado e fui visitar na vertente de consultor e gerador de ideias para os candidatos e na vertente da dinamização política através de contactos com o Vice-Presidente da Câmara de Loulé, o meu Amigo José Graça, onde pude perceber algumas limitações para ter sucesso na implementação. Procurei durante anos dinamizar nas Terras do Demo um projeto similar. Não tive arte nem engenho político para o fazer. Apenas o Presidente de Moimenta da Beira mostrou sensibilidade e apetência para avançar. Mas na minha opinião era preciso convencer, Vila Nova de Paiva, Sernancelhe, Sátão e Viseu para fazer um contínuo e ganhar escala. A seleção dos candidatos é uma das tarefas fundamentais, assim como a atribuição de bolsas ou estágios profissionais para a autonomização dos candidatos aliada a uma responsabilização. A escolha das Aldeias modelo é outro dos elementos cruciais. A escolha da Aldeia pode determinar em larga medida a escolha dos candidatos. Mas diria que as áreas genéricas são Agronomia, Alimentar e Nutrição, Florestal, Arquitetura Paisagista, Biotecnologia, Filosofia e Sociologia, Novas Tecnologias da Informação, Geografia, Linguística, artes ... de diferentes proveniências geográficas nacionais e internacionais. Acrescentar que os cursos técnicos profissionais, vulgos CETs são de vital importância. Encontrar tutores científicos e técnicos, privilegiando aqueles com relação sentimental e afinidade ao território. Caracterizar muito bem esse território sob as mais diversas vertentes, mas esta base, na maioria dos casos está já estabelecida de grosso modo. Depois existem a particularidades e especificidades que podem fazer toda a diferença para a definição de uma identidade. Tenho ditado algumas ideias para a região raiana de Almeida e uma das mais simples mas acredito das mais bem sucedidas será fazer um encontro dos "Almeidas" por apelido ou afinidade sentimental e isso ajudaria e ajudará, porque a dinâmica foi instituída, a criar muitas sinergias e projetos com raízes fortes se devidamente coordenadas. Por exemplo alguns dos maiores astrónomos amadores Portugueses têm o apelido de Almeida e isso acredito que criará a oportunidade de esse ser um dos polos de desenvolvimento em Almeida. Cada região terá que encontrar os seus "Almeidas" e as suas apostas estratégicas. Se a área envolvente for rica em medronheiros terá que ser adaptada uma destilaria para a produção de um medronho de excelência. Uma queijaria de cabra ou ovelha tem, obrigatoriamente, que marcar presença. "O queijo quer-se sem olhos e o pão com olhos" e esta máxima deve ser usada para nos abrir os olhos tornando estes locais privilegiados para uma degustação autêntica, inesquecíveis na arte de receber e no ambiente. Estas aldeias poderão ser uns verdadeiros condomínio de luxo, onde apeteça viver, pela ambiência e autenticidade que podem vir a criar, muito em especial nestes tempos conturbados em que algumas lógicas instituídas foram alteradas. A qualidade das comunicações, mais do que a qualidade das ligações  viárias,  serão fundamentais para o sucesso, divulgação e captação de públicos para estes projetos. Estes serão locais privilegiados para a implementação de fóruns investigação e discussão, em circulo restrito, que envolvam ciência, arte e cultura. Nesta época de eleições autárquicas temos sido chamados a opinar sobre o que fazer para o desenvolvimento do Mundo Rural. Os diagnósticos estão mais que feitos desde há muitos anos. A mim o que me move é realizar. Como recado diria que os autarcas destes territórios têm que acreditar nas suas gentes, no potencial da identidade dos seus territórios e não importar urbanidades formatadas para um todo.

domingo, 14 de maio de 2017

TERRAS do DEMO...

...um Território que tem aquele AR puro que inspirou Aquilino Ribeiro, o seu criador e Anjo "Custódio", gerido como um "Morgado" é um exemplo que se "arrasta"....e que tarda em seguir como Centro de DEMOnstração e Interpretação...para a Região Centro, Portugal e para o Mundo.

Custódio - que guarda ou defende;

Morgado ou Morgadio é uma forma de organização familiar que cria uma linhagem, bem como um código para designar os seus sucessores, estatutos e comportamentos

Trial - trilho, seguir, arrastar




quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

WE ARE THE ONES...ESAV/IPV


A minha Rita não estava em casa...ela depois logo tira A FOTO..."Between others, like D. Perignon, Terras do Demo and Pedra Cancela (the ancient)"
We are the ones or... we could be....WE MUST BE!

domingo, 23 de fevereiro de 2014

O Centro esta semana...estava imparável...Mas o BURRO sou mesmo EU!





 
Ontem ao ler o Jornal do Centro, com um grafismo muito limpo e agradável....(depois de ter passado por um fase "folclore")...deparei-me com um conjunto de noticias muito interessantes.
O projeto Terra Amada, os últimos artesãos do Vale do Paiva, a barragem de Ribeiradio, entre outras e... uma curiosa que era "dois concelhos: uma viagem".
Comecemos por esta!...dois concelhos onde o "folclore" é que interessa! sempre Vila Nova de Paiva à frente, agora acompanhado pelo Sátão a irem passear...também faz falta mas depois de fazermos os TPCs.
Em relação ao projeto Terra Amada a levar a cabo pela Universidade Católica de Viseu, com muito mérito, tenho a dizer o seguinte. O IPV perdeu uma oportunidade de ouro, há dois anos de agarrar um projeto apelidado "Devemos ter "Querença" no Demo", agora se quiser vai a reboque....se a Católica deixar e quiser!
Aparecemos cedo demais, sendo já tarde para ajudar este território, e calhamos com as pessoas erradas. Paciência fica para 2025 quando abrirem  um Museu nestas paisagens e nós estivermos todos em "Empalhados" a sermos visitados por Japoneses e Chineses! "O Burro neste caso sou mesmo eu!"
 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

A Fortuna das Terras do Demo...os recursos endógenos e a capacidade das suas gentes...Shiitake

A Bioterris proporcionou-me uma "prenda" excelsa, apresentada na SISAB que partilhei com um grupo restrito,... Escolhi esta noite, o momento de prova, partilhada com York à distância e não consegui descrever a multiplicidade de sensações, aromas e texturas. O acompanhamento foi escolhido a dedo...as alheiras Fumeiros Terras do Demo com grelos da Quinta do Nabal, riscados com fio de azeite do Nabal e polvilhados com vinagre by PB. À sobremesa .... o requeijão Serra da Estrela serpenteado com doce de cogumelos Shiitake by Bioterris. O Diogo e o Hugo com todas as suas equipas estão de parabéns pela alheira de cogumelos Shiitake e o doce de cogumelos. É preciso fazer circular comercialmente estes primores, em Viseu, em Lisboa e no Mundo. A Fortuna das Terras do Demo são os recursos endógenos e a capacidade das suas gentes, o que é pena são os "políticos" que os atrapalham. Agora ficam umas imagens quase animadas...da preparação deste momento sublime.
 





 

 

sábado, 8 de fevereiro de 2014

A Marca Terras do Demo..."EnCaixa"...numa estratégia de sucesso!



Hoje pela manhã tive o prazer de conhecer pessoalmente o Diogo Cardoso, Sales Manager da empresa Terras do Demo e perceber a sua dinâmica e capacidade, aliado à sua juventude. A isto podemos chamar capacidade de liderança, inovação e empreendedorismo. Toda a estratégia de marketing tem seguido uma lógica de valorização dos recursos endógenos e das suas gentes, infelizmente não correspondida pela autarquia. Haverá outras motivações que desconheço que fazem a autarquia ter esta atitude incompreensível, oposta de congéneres bem próximas. Todos os que não têm argumentos, "escondem-se" na crise para se desculparem de falta de capacidade e a coberto da crise cometem-se muitas asneiras que são inadmissíveis nos tempos de hoje.
Esta empresa está no momento de subir mais uns degraus e usarem a imagem de Aquilino Ribeiro e a sua obra para a promoção dos seus produtos e do território onde se inserem. Para isso o Dr. Alberto Correia será uma excelente aposta para a criação dos conteúdos literários com vocação de valorização gastronómica.
Depois é todo o conjunto, na qual a diversidade de produtos "Encaixa" nessa lógica. Quiçá o registo do nome de um queijo de cabra "Terras do Demo" e aliar mais um produtor. Queijos, Enchidos, Compotas, Pão,...um Lógica que Encaixa nas Terras do Demo. Depois há a criação de uma linha de produtos Gourmet, na qual a raça Paivota seria o ex-libris. Vamos tentar ajudar estes jovens, procurando abrir novas portas de oportunidade e fazermos chegar os conteúdos literários e científicos que possam fazer crescer ainda mais. A vossa história de sucesso é um exemplo de motivação para muitos outros, sabendo que nem todos somos empreendedores, mas vocês não enganam.  A estratégia de entrada nas grandes superfícies foi fantástica e isso mostra o vossa genialidade e capacidade de negociação assentes na qualidade do produto que é condição sine qua non. Podem contar sempre comigo quando se trata de ajudar essas Terras e essas Gentes que estoicamente se aguentam "nas terras onde nem cristo rompeu as sandálias" mas que têm uma capacidade imensa, em termos de recursos endógenos... e eu acredito que são terras de DEMOnstração do querer e da vontade. Parabéns!

domingo, 27 de outubro de 2013

As Terras do Demo...na Serra da Nave... um outro Universo!

Onde o azul celeste, as gramíneas róseas e os tons ténues e amenos se gravam na retina ...que contrastam com as arestas dos granitos que os vemos partir para parte incerta...
Promovermos o cabrito do Demo e um queijo de cabra daqueles era uma estratégia a seguir...mas agora por ventura é tarde!


 

 
 
 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Vila Nova de Paiva "Criou-lo"... em GRANDE!


Hoje ouvi pela manhã, através do relato do jornalista Amadeu Araújo da TSF, o caso do “chouriço Crioulo do Fumeiro Terras do Demo”, que tem sido um caso de sucesso em terras de Sua Majestade. Esta simples notícia levanta várias questões que julgo poderem ser uma fórmula de sucesso para muitos dos nossos território do interior… e em particular destes do “Demo”. Aliás, esta denominação “tenebrosa” tem exemplos vários de sucesso, onde podemos igualmente destacar o Espumante “Terras do Demo” dos meus amigos de Moimenta da Beira. Gostaria de em primeiro lugar destacar, a capacidade de adaptação e vingamento destes homens e mulheres das “Terras do Demo” às agruras e vicissitudes que a par da criatividade e inovação dos “vindouros” jovens podem aspirar subir aos píncaros do sucesso comercial e empresarial radicado nos produtos endógenos que fazem escola na região. Um outro aspecto não menos importante, é a atenção dada pelos órgãos de comunicação social, e em especial dos seus correspondentes “enraizados” nesses territórios e por isso mesmos dos que melhor o conhecem, fazendo saltar para o escaparate estes casos de sucesso. Depois pelo facto de ser um território de emigração, as suas gentes estendem pontes e abrem portas pelo mundo e permitem divulgar o nome de um território e dos seus produtos, resultantes do saber milenar das suas gentes nos mais diversos domínios do conhecimento e produção. O caso de hoje assenta no sucesso do chouriço crioulo, cuja designação está normalmente associado a cabo-verde e à sua língua, tão difundido pelo mundo através da cultura musical das mornas. No mundo lusófono, o termo crioulo denomina os filhos de casamentos inter-raciais ou, por extensão, as culturas nascidas do encontro entre o mundo europeu e o africano, e provavelmente todo este sucesso pode residir neste tipo de “mestiçagem” de cores, formas, sabores e saberes. Por coincidência, hoje Cabo-Verde fruto dos “Crioulos” está de parabéns por ter passado aos quartos-de-final da Taça das Nações, um feito de relevo atendendo ao facto de ser um pequeno entre colossos.
Noutro patamar, em relação a Vila Nova de Paiva, e a exemplo da muito mediatizada feira dos fumeiros de Montalegre, é tempo de ir pensado em subir mais um degrau na feira da Truta do Paiva, que o ano transacto se revelou um sucesso, para passar a constituir mais um marco incontornável deste território pleno de potencial em relação aos seus produtos endógenos e às suas incríveis paisagens.
Na tentativa de se criar locais aprazíveis para os visitantes se deixarem “enfeitiçar” por aqueles territórios, ajudem a criar a tal rede, Hotelland, com casas de madeira “camufladas” no próprio parque “Arbutus do Demo” e ascendam a um patamar ímpar marcando a diferença face a outros territórios. Por último, temos a cultura desta região que une todos estes elementos produtivos, resultantes da paisagem, das gentes e das suas capacidades e que os pode promover de uma forma evoluída em especial para os mercado ditos exigentes.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

"Vila Nova de Paiva…Talvez quase Lá…"

A estrada despretensiosa que nos leva a Terras do Demo foi de terra lavrada pelas águas de Inverno. É contudo um fruto da modernidade comparada com os carreiros e rodeiras desenhados no monte, chão outrora bem batido pelos passos castrejos e carros de bois. À "troula" e carregados com merenda percorriam-se, nalguns locais, autênticos trilhos para chegar ao local da festa onde o Senhor da Boa Sorte é homenageado. Vivências da experiência peregrina onde não, não se sentia a força dum sacrifício nessa jornada, pelo contrário, era o gosto simples de passar um dia num local cuja geografia e natureza são singulares. Acrescia a vantagem de no dia da festa não faltar convívio e música.
Se há recantos que convidam naturalmente à contemplação e meditação, que detém um véu de mistério e uma capa de protecção, Vila Nova de Paiva é um deles.
Mesmo sem festa, este é território familiar e amigo, ao qual se volta sempre que apetece e onde levamos os que acarinhamos, quantas vezes em forma de dádiva, partilha, que só os mais sensíveis podem compreender…
Tive também a fortuna de subir ao Torrão algumas vezes (esse marco imponente do relevo castrejo) e sentir-me no alto dum firme pedestal a observar sem medo, mas com respeito, a capelinha à escala da formiga, o velho castanheiro à escala dum carrasquinho recém-nascido e os lugares à minha volta humildemente espalhados.
Que perene reino de granito nos envolve... lembra-me a fragilidade da minha matéria e o inevitável moldar da minha forma de ser.
Muitas vezes me sento à beira da fonte velha, olhando ainda o fraguedo que devolve o eco da festa ou o piar da águia e do "gabilan", colho nas mãos a redenção da minha sede e na memória os fragmentos daqueles com quem vivi este "meu" lugar.
Quanto tempo e quanto espaço posso ainda esconder nesta corga e nestas tocas, nas frinchas e nos côtos das fragas destas ricas Terras do Demo.
Em caminhos antigos e rudes, essas passagens centenárias de vidas transpiradas, peregrino em silêncio e converso sozinha... Em lugar nenhum como no meu chão me religo à essência dialogante, essa que habita em tudo o que me rodeia, dá lucidez e força para chegarmos talvez quase lá... É nos lugares mais esquecidos mas com símbolos tão profundos, que sinto mais próximo o pulsar da vida, do ser e da terra que acolhe gentes com vontade de acreditar.
Em silêncio agradeço e em silêncio apaziguo os medos que o viver traz.


Amanhã pode ser tarde demais…

Um Eco Superior...

Os ecos têm sido imensos, e este é um bom exemplo de divulgação, perceberam o projecto.
http://informacao.canalsuperior.pt/noticia/12636#anchor

Entretanto sairão noticias na rádio MCR, 95.6 FM, entrevista feita por António Arede, Rádio Lafões http://www.lafoes.eu/ - 93 FM lá para Sábado por Miguel Barros...

Na quarta-feira, 25 de Janeiro...quem lá estará?

"SEMEANDO PENsamentos…"


Nos momentos plenos de mim mesma preparo o caderno e o lápis, convido um ou dois pedacinhos de gula e espero pelos meus pensamentos e com os sentidos bem despertos…
No papel vão deixando marca, abreviando o sentir com palavras alugadas ou soletrando o porvir com sílabas trocadas.
Não procuro prosas fantásticas ou planos alucinantes, textos elaborados ou testemunhos inebriantes, rendo-me só ao deslizar do carvão em voltinhas e sinais, todos juntos sob o ritmo do pensar e do sentir. Vou espalhando sementes à espera do fruto que poderá nascer delas.
De corpo e alma, aliei-me a esta iniciativa, mais para afirmar que estou consciente, que não me é indiferente, do que propriamente para moralizar ou influenciar.
É mais fácil e visualmente mais atraente falar do ambiente do que da pobreza dos homens. Acreditem que dei muitas voltas ao pensamento para encontrar uma forma de abordar o tema sem cair nos lugares-comuns ou cliché.

Claro que não encontrei nenhuma fórmula fantástica, claro que não sou diferente de tantas outras consciências que não sabem como acabar ou minorar as estatísticas cruas e desconfortáveis mas concluí que mais difícil que tratar a pobreza material, é mudar a pobreza de valores, moral e espiritual.
Não serão estas formas aquelas que perpetuam, em última análise, a fome, o desemprego e a falta de recursos? Noto ainda a coincidência temporal, é loucura ou ambição "obrigar-nos" a pensar nos outros quando as nossas certezas sobre a economia deixaram de o ser e quando tendemos a olhar mais para o nosso umbigo?
Por tudo isto, não podia deixar de aderir, quanto mais não fosse para expor o nó na garganta que senti quando vi o tema e o quanto camaleónico e próximo pode ser este assunto.
No final, um desejo: que as sementes poupadas ao juízo de mim mesma possam ainda germinar em solos diferentes do meu…


P.S. - A imagem escolhida transmite a ligação Aquiliniana, gélida das Terras do Demo, não devemos perder o fio à meada!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O CEO como Limite e um Território para Criar Valor

O seminário intitulado “O CEO como limite, e um Território para Criar Valor", irá realizar-se no próximo dia 18 (quarta-feira), pelas 17:30h, na sala 1 da ESAV, uma organização da associação de estudantes da Escola Superior Agrária, coordenado pelo Professor Paulo Barracosa do Departamento de Agricultura e Ecologia Sustentável (DEAS). Este evento pretende dar a conhecer um projecto ambicioso da ESAV/IPV a implementar no território das Terras do Demo, replicando uma ideia lançada pelo Prof. Catedrático Doutor António Covas, da Universidade do Algarve, que está a ser conduzido com sucesso, desde Setembro na aldeia de Querença, no Concelho de Loulé. Neste sentido, estará previsto serem seleccionados um conjunto de alunos licenciados que irão desenvolver projectos previamente definidos pela ESAV, autaquias, empresas, fundações, associações de desenvolvimento,… para promoverem um desenvolvimento integrado e multidisciplinar, desde a cultura, artes, agricultura, ecologia e paisagismo, criatividade e inovação, num território apelidado por Aquilino Ribeiro, como as Terras Demo, mas que nós pretendemos demonstrar que são de DEMOnstração e que é possível acreditar, nas “Aldeia: gentes, terras e bichos”. Mas este é um projecto a médio prazo para ter início em Setembro do corrente ano e que à luz do título de Aquilino Ribeiro, será uma “Batalha sem Fim”. Mas até lá, pretendemos lançar um conjunto de iniciativas que nos irão por à prova para podermos levar a cabo este projecto inovador e ao mesmo tempo desafiante e extraordinariamente complexo e se possível integrados numa rede nacional de “Aldeias com Querença”, coordenados pelos mentores do Projecto do Algarve. Deste modo, iremos desenvolver três acções a curto prazo com os alunos da ESAV, designadamente dos cursos de Ecologia e Paisagismo, Eng. Agronómica, Eng. Florestal, Eng. Zootécnica e Enfermagem Veterinária. Assim, no próximo dia 25 de Janeiro, iremos criar na Casa da Ínsua, do grupo Visabeira, um jardim temático relacionado com o Queijo “Serra da Estrela”, com vocação científica e pedagógica, em conjunto com a APPACDM (Viseu), instituição com a qual colaboramos na produção de cardos (Cynara cardunculus), planta usada na produção do queijo DOP “Serra da Estrela”. Num segundo momento, na primeira quinzena de Março iremos colocar 15 alunos, já seleccionados dos vários cursos da ESAV a realizarem cinco projectos no Parque Botânico Arbutus do Demo (Vila Nova de Paiva), devidamente coordenados por professores da ESAV, em colaboração com a autarquia de Vila Nova de Paiva. No mês de Abril, lançaremos um programa que irá colocar 20 alunos em empresas de referência ligadas ao mundo rural, onde durante um dia os alunos acompanharão o CEO da empresa, por forma a conhecermos de modo mais aprofundado as realidades empresariais da região. Num último momento, nesta fase, iremos fazer uma conferência em Maio onde os alunos irão mostrar as actividades realizadas ao longo desse dia com os CEOs, seguramente marcante para as suas vidas profissionais futuras e poderão dar algumas indicações sobre que tipo de acções proporiam para eventualmente melhorarem o desempenho das empresas, num momento que se quer de discussão frutuosa, com os empresários e outros agentes da região. Este é o plano ambicioso mas possível agora é hora de trabalharmos em prol da ESAV, da região e do futuro dos nossos alunos.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Uma antevisão, mas… não uma premonição


Sem querer fazer paralelismos ou “querenças”, acredito piamente nos nossos territórios e acima de tudo nas nossas gentes, para levar a cabo um projecto desta natureza. Temos territórios com potencial e lugares com sentimento (loci) que apelam à saudade dos nossos “avós”. Estes loci, tal como na genética, encerram a génese histórica, as características exclusivas e as capacidades, motivações e o potencial de futuro de todo um corpo. Já estão caracterizados, sob ponto de vista paisagístico, natural, antropológico, económico, social, enfim de todas as formas, quadrantes e perspectivas. Não são precisos mais estudos. Então o que falta? Implementar a inovação e a criatividade dos jovens e a experiência dos nossos “mayores”, que possam incutir o empreendedorismo “inato” destes jovens e ainda mais competência “nata”. A sinergia surge da interacção entre instituições de ensino superior, autarquias e fundações, associações, cooperativas e empresas. Querença, não surgiu por acaso. Aliás, o nome revela muito do que se quer com esse projecto. Loulé, é o reflexo de um Portugal que tem de mudar, quer queiramos quer não. Reparem neste paradigma. Os mais idosos dos “territórios desérticos” das “Terras do Demo”, deixavam os melhores terrenos, os mais produtivos, junto ás povoações, para aqueles filhos mais queridos, que os tratavam até às últimas e os das pedras, para os menos queridos, muitas vezes até de uma forma injusta, mas natural. Hoje, esses das pedras alugaram às eólicas e tiram num ano dividendos que os outros não tiram numa vida. Esta é uma história real. Este é sempre o resultado das inovações que se fazem no nosso País. Perdemos quase todos e ganha uma meia dúzia. Lá vêm as assimetrias do litoral, das fortunas e das mentalidades, que até Loulé será fértil. Mas lá, está-se a tentar inverter uma tendência, como que por osmose inversa. Por cá, temos que tentar fazer o mesmo adaptando à nossa realidade. E qual é? Querença, tem muita água, nós também. Têm orquídeas selvagens, nós também. Têm paisagem e agricultura, nós também. E mais? Temos rios, produtos de denominação de origem, queijo Serra da estrela, cabrito da gralheira, borrego, vitela de Lafões, maçã bravo de esmolfe, maçã da Beira Alta, castanha de Sernacelhe, vinha, vinho do Dão, floresta, cogumelos silvestres, mirtilos, framboesa, empresas empreendedoras, (Vasco da Rocha Pinto, Ervital, Frutisilves, Moinho da Carvalha Gorda, Cooperativa Agrícola do Távora,...), associações fantásticas com dinâmica que ajudam agricultores, produtores e outros actores a sobreviverem, e ainda cultura, história, museologia, arquitectura... Eu, estando cá há mais de uma década, "envergonho-me" de não ter conseguido ajudar ainda esta gente, que tem lutado todos os dias para sobreviver, com capacidade, inovação e esforço, como alguns daqueles que estarão cá amanhã. Não há últimas oportunidades, mas amanhã, estaremos muitos daqueles em que acredito, e para mim esta será a próxima oportunidade e tudo farei para que a possamos agarrar. Amanhã, vamos todos crescer e se isso não acontecer, pode ser que a culpa seja nossa. A batalha ainda nem começou e temos todos que estar preparados porque será, como diria Aquilino, uma Batalha sem fim.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Alunos da ESAV..."semeiam" abóboras!

«E as abóboras? Só queria que vissem as minhas abóboras-meninas a crescer e a dormir, a crescer como elefantes e a dormir como as bolas de pedra nos portais das quintas depois que acabaram os fidalgos filhos de algo. Reabilite-se o feijão e toda a sorte de cucurbitáceas, incluindo os tomates da horta que reluzem na brenha verde como rosas de Alexandria.» Aquilino Ribeiro



segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Terra-a-Terra-nas-Terras-do-Demo-são-Sinais


Sou adepto confesso de programas da TSF, como o Sinais do Fernando Alves, do qual várias vezes vou buscar inspiração para "escrevinhar". Sou hoje também, adepto confesso de Moimenta da Beira, pelo que tenho ouvido da boca do seu Presidente, por ter sido fonte de inspiração de Aquilino e mais não fosse por todo potencial endógeno que demonstram possuir e exponenciar. Ainda não conheço suficientemente, são as suas gentes, mas acredito que sejam elas as obreiras deste querer serem diferentes, num hoje tão amargurado. Veio esta crónica a propósito do próximo programa “Terra-a-Terra” da TSF ser dedicado em exclusivo a Moimenta da Beira de onde será transmitido em directo no sábado, 1 de Outubro, das 9 às 11h. Serão duas horas contínuas de entrevistas e reportagens (o presidente da autarquia, José Eduardo Ferreira, será o entrevistado principal) sobre as potencialidades do município e a excelência dos seus produtos como a maçã, o vinho e o espumante Terras do Demo, a gastronomia, o património e os seus poetas e escritores, com Aquilino à cabeça. Ainda não tive oportunidade de relatar a minha conversa com o Presidente da Cooperativa Agrícola do Távora, no dia de Moimenta da Beira na feira de São Mateus. A transparência e a verdade das suas palavras foi para mim surpreendente, num mercado extremamente competitivo é sinal que não têm medo de mostrar e revelar como se faz, que cuidados se deve ter, e como devem ser dados passos seguros na senda do progresso e do sucesso, sem embarcar em devaneios e promessas vãs. Os negócios são feitos "olhos nos olhos", com base na certeza da qualidade do produto e no valor da palavra. Não se pode defraudar as expectativas. Têm bem noção do que lhes custou chegar até aqui e quanto valem hoje as marcas Terras do Demo e Aquilino Ribeiro. O espírito das terras do demo, é hoje um exemplo de DEMOnstração do querer e do saber fazer. Vou seguir de perto este evoluir, mas candeia que vai à frente...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

É preciso ter ...."Querença"...também nas Terras do Demo!

A Universidade do Algarve lançou um Projecto em Querença, Loulé, “Da Teoria à Acção – Empreender o Mundo Real” com intuito de inventar um novo futuro: esta é a mensagem deixada por este projecto em Querença, que reúne conhecimento, vontade de mudar e acção colectiva. O objectivo consiste em mostrar uma "luz de esperança" para inverter a tendência para o despovoamento do interior do Algarve. Um grupo de nove finalistas universitários seleccionados pela Universidade do Algarve apresentou-se na aldeia de Querença, concelho de Loulé. Aqui vão viver e trabalhar nos próximos nove meses, cada um com a sua missão. O objectivo global é dar nova vida a uma terra que está a definhar. À chegada a Querença, Marlene, uma das eleitas deparou-se com "um lugar tranquilo", que puxou pelas memórias de infância. O sino da igreja anuncia as 13h, quebra o silêncio e abafa o canto da cigarra. O calor aperta, os aldeões juntam-se no café da D. Rosa, a olhar os forasteiros. Chega uma equipa de reportagem da SIC para um "directo", as atenções, por momentos, viram-se para o carro de exteriores da televisão. "O facto de estarmos num sítio isolado não nos limita, dá-nos mais responsabilidade", diz o vice-reitor da Universidade do Algarve, Sérgio Jesus, no discurso de apresentação do projecto. É a primeira vez que esta instituição universitário põe "à prova" os conhecimentos dos alunos, num projecto que pretende contrariar a tendência para o despovoamento no interior. "Os desafios são grandes", reconhece António Covas, coordenador científico do projecto. Francisco Ferro, 27 anos, licenciou-se em Filosofia e em Engenharia Agronómica. Vem de Évora, prepara-se para recuperar hortas dos vales verdes da fonte da Benémola. "É preciso é ter abertura de espírito para ir de encontra às novas realidades", diz, destacando a singularidade deste território rural, encaixado entre o barrocal e a serra do Caldeirão. "Vamos trabalhar em equipa". Anseia-se pelo surgimento de iniciativas que levem alguns destes estudantes a desenvolverem a sua própria empresa na aldeia. É essa, também, a expectativa da Câmara de Loulé e da Fundação Manuel Viegas Guerreiro que, em conjunto com a Universidade do Algarve, apresentaram uma candidatura ao Instituto de Emprego e Formação Profissional, para dar corpo a esta ideia, que envolve diferentes áreas científicas. Luís Caracinha, 22 anos, licenciado em Design e Comunicação, acha que pode "ajudar a dar a volta" à forma como esta aldeia perto da serra se poderá ligar à "aldeia global" e aos milhares de consumidores que procuram produtos ecológicos. A colega, Sara Fernandes, que se licenciou em Restauração e Catering e está a fazer um mestrado em Marketing, já pensa em comercializar "tartes de frutos silvestres" e valorizar o património gastronómico. O padre Carlos Matos juntou-se aos jovens à hora do almoço e deixou uma sugestão: "Não se esqueçam dos pratos típicos". Um dos mais conhecidos é o guisado de galo velho. A visita à igreja ficou agendada para uma próxima oportunidade. Luís Caracinha, de Cuba, é membro de um conjunto de música erudita, Esfinge. Por isso, virou o ouvido quando o pároco disse que existe um coro da igreja e que no final dos ensaios "come-se uns bolinhos e bebe-se um licor", sugerindo que o licor, às vezes, pode ser trocado por medronho. Isto é do domínio “público” e foi publicado no público. Eu não sei o que está por detrás desta ideia “carnuda e sumarenta” como a baga do medronho. O que sei é que conheço Querença, o tal guisado de Galo velho, comido no centro da vila, o licor de farrobinha, bebido ao lado num ambiente requalificado sob ponto de vista arquitectónico, enquanto vagueava na busca da biodiversidade da alfarroba por aquelas bandas. Devo-o ao Eng. José Graça, um amigo, colega na Universidade do Algarve, na AIDA, actual vice-presidente da Câmara Municipal de Loulé, e ou muito me engano ou por detrás esta ideia está o seu pensamento, assertivo e pragmático que não embarca em lirismos. Este é um projecto para acompanhar com atenção e esperar que consiga almejar o sucesso. E quanto a nós?…não precisamos de reinventar a roda mas sabermos adaptarmos os projectos Premium às nossas realidades Beirãs, que não parecendo, têm muito em comum com o barrocal Algarvio. Afinal o nosso umbigo não é o centro do mundo!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

E se hoje fôssemos às Pútegas!


Vem este texto a propósito dos já famosos mostajos tendo-me baseado na «condição Humana» e nos «trilhos serranos» para a compilação desta crónica.
«Aquilino Ribeiro a quem um dia, em Lisboa, ele perguntou: «ó amigos, sabem o que são mostajos, o que são pútegas?». Aquilino estava seguro de que eles não sabiam. Que eles nunca tinham chupado as suas tetinas, que nunca as tinham espremido e, com o seu conteúdo, feito queijinhos numa caixa de fósforos vazia. Isso era para serranos, para todas as crianças de escola, pastorinhos-escolares que com isso se entretinham quando elas, pela Primavera, vinham ao mundo. Ele estava seguro disso. E eu estou seguro de que bem andariam os intelectuais da nossa praça em perguntar-se se, no respeito pelo espírito que perpassa as obras do escritor que se considerava «inteiriço como um bárbaro», o melhor lugar para o seu repouso eterno é um templo-túmulo cristão a cheirar a incenso no silêncio da santidade, ou um túmulo-templo pagão a cheirar a rosmaninho e a ouvir o coaxar das rãs, o assobio do melro, o grasnar do gaio, o cantar da cotovia, o uivo dos lobos».
As pútegas (Cytinus hypocistis), da família das raflesiáceas, parasitas das estevas (Cistus sp.), plantas que invariavelmente enchem a paisagem mental da infância de muitos de nós, que não da minha, mas que considero um primor das Terras do Demo, sendo uma iguaria gourmet que tanto cultivo para serem provadas in loco, em actividades científico culturais. Vivem a maior parte do tempo enterradas, aflorando, junto às raízes das estevas de que se alimentam, apenas para florescer. As folhas, carnudas , são comestíveis, mas era o néctar doce das flores que punha as crianças à sua procura. Para muitos era frequente ir às pútegas. E imagino os risos da piada fácil. As plantas parasíticas do meu universo são outras (Cistanche phelypaea), não da esteva mas, do sapal da Ria formosa, nunca me tendo passado pela cabeça chupar as tetinas, farei no Verão se ainda lá estiverem e depois relatarei a sensação.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Rede HotelLAND em Vila Nova Paiva


Os nomes e as ideias quando surgem têm que ser registadas e divulgadas. Esta é a filosofia que perfilhamos e é um sinal que vamos à frente. Neste sentido, afirmo que está a ser pensada uma iniciativa cujo nome é Hotelland e que reúne um conjunto de casas dos guardas florestais, dos cantoneiros e casas de aldeia e que irão constituir a breve prazo uma rede de locais onde ficar em Vila Nova de Paiva com uma qualidade ímpar de ambiências e experiências. Estamos a formar as pessoas que irão integrar os projectos e serão responsáveis por receberem e acompanharem os visitantes, nos momentos que passem por e com as gentes, as paisagens, os territórios, as aldeias e os produtos endógenos do Paiva e do Demo. Tenho a certeza que será um sucesso porque estas gentes sabem receber e o território tem muito que conhecer.