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domingo, 20 de maio de 2012

Jornadas de Animação: A IMPORTÂNCIA DA ANIMAÇÃO TURÍSTICA PARA OS TERRITÓRIOS DA SERRA DA ESTRELA"






28 e 29 de Maio de 2012 na ESTG/IPG

A diversidade da oferta mundial vem proporcionando, faz com que as pessoas deixem de encarar uma proposta comum como um investimento aliciante. Para ir ao encontro deste público insatisfeito, urge reinventar, diversificar, ir além do sol e praia. Os novos desafios são os bens culturais, de interesse histórico, arqueológico e arquitetónicos. 

Ao longo dos últimos anos, a experiência turística deixou de se basear na passividade e deu lugar à ação e à participação dos turistas, que assim vão interagir em maior grau com o meio envolvente. Os turistas são cada vez mais exigentes na sua procura por experiências diferentes e únicas. A Animação Turística surge assim no setor turismo pelo surgimento/ despertar do perfil do novo turista, cada vez mais exigente e mais ativo, que obriga a reinventar a forma como "apresentamos o turismo nacional." Surgem assim cada vez mais atividades de animação dentro do espaço de lazer, criando um novo conceito de turismo ativo

Neste contexto a Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia, vai levar a cabo as Jornadas de Animação, intituladas a IMPORTÂNCIA DA ANIMAÇÃO TURÍSTICA PARA OS TERRITÓRIOS DA SERRA DA ESTRELA" nos dias 28 e 29 de Maio de 2012 Esta iniciativa tem como principais objetivos : Esclarecer a aplicação dos procedimentos administrativos para o Pedido de Declaração de Interesse para o Turismo ; Orientar a criação de empresas de animação turística ; Criar cenários de discussão sobre o novo perfil do Animador Turístico ; Refletir sobre os desafios que se colocam às EAT e Informar sobre a atividade da Animação Turística na região Centro; 

Esta actiidade contará ainda com uma vertente mais prática, nomeadamente um Workshop de gastronomia, que pretende alertar os participantes para a importãncia da Gastronomia com o vetor da animação turística. Por volta das 21h30 os alunos da ESTH irão levar a cabo um percurso pedestre ao longo do centro histórico de Seia, uma iniciativa que pretende conjugar as diferentes artes , com o objetivo de estimular e dando um significado único e diferente a este espaço. Uma iniciativa que se vale de uma variedade de meios e materias, como a música, a pintura, o teatro, entre outras.

Uma actividade organizada pelos alunos do Curso de Especialização Tecnológica em Gestão de Animação Turística. As inscrições para esta ação deverão ser efetuadas na secretaria ESTH/IPG ou para o correio eletrónico: (cet_gat_2012@hotmail.com)

Programa: 


9h30 - Recepção e entrega da documentação 

10h00 - Sessão de abertura 

Representante Turismo Centro 

Representante da ESTH ou IPG 

Representante do Município de Seia 

10h30 - A animação turística: natureza, conceitos e vertentes - APECATE 

11h00 Profissionais do Turismo: O perfil do administrador - APTP - DR. Paulo Vaz

11h30 Coffee-break 

11h45 - A animação turística em Turismo de Aventura - Promóbidos - Aquilino Gamboa 

12h15 - Animação e os eventos em Óbidos - Empresa Municipal de Óbidos 

13h00 - Almoço 

O empreendimento da animação turística 

14h30 - A animação Turística  e as empresas - Turismo de Portugal 

15h00 - Declaração de Interesse para o Turismo - Procedimentos administrativos - Turismo de Portugal

15h30 - A animação turística nos centros históricos - Doutor Moutinho Borges - ESTH/IPG 

16h00 - A animação turística em sítios Património da Humanidade - Fundação Guimarães 

16h30 - Animação em espaços naturais - Bird & Nature 

17h00 - Debate 

17h30 - Encerramento 

19h00 - A Gastronomia como vetor de  animação turística  - degustação gastrómica (sujeito a pagamento de 5 euros)

21h30 - À DESCOBERTA DO CENTRO HISTÓRICO DE Seia. 

sábado, 7 de janeiro de 2012

Fazer a acta da reunião ou...liderar um processo? Ou ainda melhor... não atar nem desatar!


marcelamattar.wordpress.com
Poderia dar vários titulos a esta crónica e a esta imagem. "Nó cego ou Elemento em Rede". O IPV e a região deu um sinal claro ao mentor (Prof. Covas) de um projecto inovador, desafiante, criativo, mas... não impossivel. Ficaram claras algumas ideias, algumas debilidades e algumas potencialidades do projecto e da nossa realidade para um projecto desta natureza. Se não houver vontade e determinação, não vale a pena começarmos, seria mais uma desilusão. Eu vou investir neste projecto, em articulação com o que tenho que fazer em prol de uma região e de um produto, o Queijo Serra da Estrela. Constatámos  que estamos todos demasiado fechados, estanques e quiçá por vezes "anquilozados". Mas não temos casos de sucesso? Felizmente não nos faltam e estiveram hoje na sala mais digna do IPV, muitos deles. Era uma reunião secreta? Não! todos saberão o que se discutiu e o que daqui sairá. Temos que fazer um layout do projecto que pretendemos implementar, indicando o território alvo, os parceiros vértices, e divulgar e difundir para angariarmos patrocinadores. E quando é para começar? agora! Eu vou dar a minha ideia que poderá e deverá ser discutida, sistematizada e melhorada. Começar por pólos que estão semeados, mas que não germinaram, como foi dito. (Em aparte eu sei o que cada um disse, mas por direito de reserva dos próprios, não vou agora referi-los). Seleccionar os territórios de uma forma substantiva, com várias layers de informação, como que pareça natural e intuitivo. Definir com base nas referências adiministrativas, na geografia, a física e a sentimental, na paisagem, na cultura e história, nas dinâmicas  e nos tais pólos instalados que ainda não germinaram. Escolher num território dífícil que é este nosso, mas não impossível. Eu vou escolher não por questões sentimentais, de coração, mas de razão. Na minha opinião poderão ser as Câmaras de Moimenta da Beira, Sernancelhe, Vila Nova de Paiva e Viseu. Como? à luz de Aquilino Ribeiro. O pólo pode ser o Arbutus do Demo, e simultaneamente a marca, o local de estadia e estágio, mas voltado para fora para toda a região do DEMO, não de demónio mas de DEMOnstração. A Fundação Aquilino Ribeiro, a Cooperativa Agrícola do Távora, Ancose e a ADDLAP, teriam um papel fundamental no segundo vértice. Mas eu queria um hexágono, em que o IEFP, a CCDRC, e as Empresas lá estivessem. O Vasco Pinto, a Ervital, se ainda for possivel o Moinho da Carvalha Gorda, a Frutisilves, a Casa da Ínsua,... Mas eu já ouvi esse projecto. Sim, em 2002. Perdeu-se? não, está em estado de dormência, à semelhança das sementes que semeamos e que não vingam no imediato. Algumas só germinam após o fogo e a desgraça. É um ritual de sobrevivência. É nesta fase que estamos. Agora poderá vingar, porque as condições são dificeis, muito dificeis, não há verbas e temos que ser mais exigentes. Vamos apelar à Culinária e Gastronomia; Paisagem, Terras e Gentes; Tecnologias Agrícolas Tradicionais mas Inovadoras; Lazer, Recreio e Turismo; Artes e Tecnologia do Artesanato; Artes Multimédias e Aplicações, mas adaptados à nossa realidade. Criar um projecto que nos orgulhe, respeitando as tradições, mas com um toque tecnológico, inovador, criativo, cultural e com "coração". E o investimento? É nas pessoas e não nas infra-estruturas, porque estas já existem. Uma casa dos cantoneiros para 8-9 pessoas, casas florestais, o viveiro de vale cavalos,  laboratório, casa das artes, terrenos, animais,... Criarem uma empresa para receberem as pessoas e mostrarem o território, preparação dos locais para hospedar turistas, amigos do projecto, fazer o melhor queijo de cabra que pudermos, com  apoio da Ancose e do IPV,  produzir as melhores hortofrutícolas com o Vasco Pinto, as melhores infusões com a Ervital, os melhores cogumelos com a Frutisilves, as melhores embalagens com o Moinho. Não vamos onerar mais as autarquias, vamos dar-lhes perspectivas de futuro, tal como aos nossos jovens e motivarmo-nos com tudo isto para ver se desta vez é possível. Não será a última oportunidade, mas é esta e se não a agarramos, perdemos. Eu não admito perder esta oportunidade por falta de motivação e capacidade. Eu conto com todos, percebo os sinais, vou ser extraordinariamente exigente comigo e com aqueles que quiserem alinhar, colegas, alunos, autarquias, empresas, associações, ... Contem comigo até ao limite das minhas forças e das minhas capacidades! Vou começar a preparar o layout do projecto!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Uma antevisão, mas… não uma premonição


Sem querer fazer paralelismos ou “querenças”, acredito piamente nos nossos territórios e acima de tudo nas nossas gentes, para levar a cabo um projecto desta natureza. Temos territórios com potencial e lugares com sentimento (loci) que apelam à saudade dos nossos “avós”. Estes loci, tal como na genética, encerram a génese histórica, as características exclusivas e as capacidades, motivações e o potencial de futuro de todo um corpo. Já estão caracterizados, sob ponto de vista paisagístico, natural, antropológico, económico, social, enfim de todas as formas, quadrantes e perspectivas. Não são precisos mais estudos. Então o que falta? Implementar a inovação e a criatividade dos jovens e a experiência dos nossos “mayores”, que possam incutir o empreendedorismo “inato” destes jovens e ainda mais competência “nata”. A sinergia surge da interacção entre instituições de ensino superior, autarquias e fundações, associações, cooperativas e empresas. Querença, não surgiu por acaso. Aliás, o nome revela muito do que se quer com esse projecto. Loulé, é o reflexo de um Portugal que tem de mudar, quer queiramos quer não. Reparem neste paradigma. Os mais idosos dos “territórios desérticos” das “Terras do Demo”, deixavam os melhores terrenos, os mais produtivos, junto ás povoações, para aqueles filhos mais queridos, que os tratavam até às últimas e os das pedras, para os menos queridos, muitas vezes até de uma forma injusta, mas natural. Hoje, esses das pedras alugaram às eólicas e tiram num ano dividendos que os outros não tiram numa vida. Esta é uma história real. Este é sempre o resultado das inovações que se fazem no nosso País. Perdemos quase todos e ganha uma meia dúzia. Lá vêm as assimetrias do litoral, das fortunas e das mentalidades, que até Loulé será fértil. Mas lá, está-se a tentar inverter uma tendência, como que por osmose inversa. Por cá, temos que tentar fazer o mesmo adaptando à nossa realidade. E qual é? Querença, tem muita água, nós também. Têm orquídeas selvagens, nós também. Têm paisagem e agricultura, nós também. E mais? Temos rios, produtos de denominação de origem, queijo Serra da estrela, cabrito da gralheira, borrego, vitela de Lafões, maçã bravo de esmolfe, maçã da Beira Alta, castanha de Sernacelhe, vinha, vinho do Dão, floresta, cogumelos silvestres, mirtilos, framboesa, empresas empreendedoras, (Vasco da Rocha Pinto, Ervital, Frutisilves, Moinho da Carvalha Gorda, Cooperativa Agrícola do Távora,...), associações fantásticas com dinâmica que ajudam agricultores, produtores e outros actores a sobreviverem, e ainda cultura, história, museologia, arquitectura... Eu, estando cá há mais de uma década, "envergonho-me" de não ter conseguido ajudar ainda esta gente, que tem lutado todos os dias para sobreviver, com capacidade, inovação e esforço, como alguns daqueles que estarão cá amanhã. Não há últimas oportunidades, mas amanhã, estaremos muitos daqueles em que acredito, e para mim esta será a próxima oportunidade e tudo farei para que a possamos agarrar. Amanhã, vamos todos crescer e se isso não acontecer, pode ser que a culpa seja nossa. A batalha ainda nem começou e temos todos que estar preparados porque será, como diria Aquilino, uma Batalha sem fim.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Fazer ECO do CINE 2011...em SEIA


A divulgação e a sensibilização dos seguidores deste espaço, para participarem no CineEco2011 a realizar em Seia de 8 a 15 de Outubro, faz todo o sentido. Este festival na sua XVII, parece estar no seu melhor, a avaliar pela qualidade e diversidade de actividades incluidas na programação. O sítio da internet http://www.cineecoseia.org/,  as mensagens expressas e tudo mais, parecem enquadrar-se na  lógica de uma estratégica integrada, de forma natural e não artificializada. Seia, com o seu CISE, já tem dado provas de capacidade de produção e de mobilização. Daremos noticias do evoluir da programação e deixamos os votos para os maiores sucessos.